terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Meu querido Ano Novo... ( escrito em 2010)

Imagem encontrada no  google


Mesmo que não seja o ideal e ao decorrer do seu caminhar, teremos muitas desavenças, estou contente com sua companhia. Preciso estar feliz, já que significa um novo ciclo. Nasço e morro várias vezes, portanto isto me faz forte e menos ignorante.

 Como a vida é repleta de ciclos, tenho a impressão que há dentro de mim o mito vivo da oroboro: Um símbolo representado por uma serpente, que morde a própria cauda. Significa eternidade. Logo, se eu conseguir perpassar por você, meu novo amigo Ano Novo, é porque sobrevivi.

Venha do seu jeito, sou forte, apesar de ser da minha maneira. Estou ciente, que mesmo com seus futuros defeitos, ajuda-me-ará a realizar meus projetos.

Querido Ano Novo, por favor, não se acanhe. Entre, quer comer alguma coisa? Precisamos nos interagir, já que vamos conviver juntos por doze meses. Antes de qualquer coisa, gostaria de lhe pedir desculpa adiantado por futuros xingamentos contra a sua pessoa. Não é nada pessoal, às vezes, sou um pouco reclamão e não reparo nas pequenas felicidades que acontecem no cotidiano.

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sábado, 26 de dezembro de 2015

Bonequinha de luxo

Cena do filme

Pela primeira vez assisti ao filme, apesar de ter sempre ouvido falar sobre ele. A história é sobre uma garota de programa que se relaciona com um escritor bancado por uma mulher mais velha e rica. O filme é muito romântico, mas achei interessante as nuances da personagem principal, que proporciona algumas leituras.

 Percebi que tinha me equivocado de achar que bonequinha de luxo é a mesma coisa de prostituta. Na verdade, significa uma mulher superficial que só visa joias, roupas, badalações, meio tonta e sonhadora. Portanto, a protagonista era garota de programa e bonequinha de luxo.

Adorava joias, principalmente diamantes. A primeira cena do filme foi dela sair de um taxi e caminhar numa rua deserta até chegar numa vitrine de uma famosa joalheria. A protagonista tinha esse hábito porque o brilho dos anéis, cordões, pulseiras e brincos aparentemente a protegia da escuridão do mundo. A personagem almejava este mundo de aparências e riquezas para fugir de sua própria existência. Com o passar do tempo, foi perdendo sua identidade e não sabia mais quem era. Outra coisa que achei bacana foi que ela se achava um espirito livre selvagem e não queria se apegar a ninguém. Tinha um gato que não tinha nome, chamava-o de gato mesmo. Sempre dizia que só habitavam o mesmo espaço e pronto. Entretanto, com a descoberta do amor pelo escritor, ela entrava em conflito se continuava com seus devaneios ou vivia a verdade de encontrar o amor.

Como já expus Bonequinha de Luxo é um filme bem romanceado, mas abordam questões bem atuais como a questão da incomunicabilidade entre as pessoas, a busca do prazer pelo consumo e a fuga de lidar com obscuridade que existe dentro de cada um. A conclusão disto tudo: A solidão acompanhada, mesmo se vivendo na multidão( cada vez mais a população aumenta), a sensação de estar só como se fosse um náufrago continua asfixiante.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Não quero mais explicalizar; quero vivelizar. Escrito em • 3/11/2008





Eleição. Votar certo. Crise mundial. O que é ser brasileiro? O que é globalização? Medo do futuro. Desencaixe. Pergunta clichê: quem sou eu? Rostos sérios comentam sobre a crise na televisão, alguém diz: os ricos continuarão ricos e os pobres cada vez mais pobres. Ideias alheias emergem da minha mente, sempre tão perfeitas para explicar o mundo; porém, impotentes para melhorá-lo. Com as novas tecnologias as barreiras físicas estão se quebrando, entretanto, as muralhas internas que existem dentro da gente, estão sendo rompidas? Reformada língua, tantas reformas em tempos idos e nada dela ser compreendida pela maioria de seu povo. Toda hora mudam os nomes dos períodos escolares, só que a essência continua a mesma, será que ter só imaginação para trocar nomes não é pura perda de tempo? Caminho em círculos, a vida é um labirinto circular; a palavra não alcança a velocidade dos meus pensamentos. Não vou mais me preocupar em entender, li isso em algum lugar. Parece que quem escreveu esse pensamento foi uma autora brasileira ou estrangeira... Acho que era brasileira mesmo, porque amava a nossa língua, mas a gente não fala brasileiro e sim português. Falamos semelhante ao português, mas nossa linguagem tem outra vida. Não quero mais explicalizar; quero vivelizar.

CARALHO, TEXTO ESCRITO EM 2014


Imagens encontradas no google

Acordei cedo, mas estou atrasado por causa do engarrafamento. Tem acidente e estou em pé, vendo o tempo escorrer em minhas mãos. Eleição chegando e aí? O que decidir? O velho com cara de novo ou o novo que já está velho? A política mudou tanto, não existe mais ideologia, agora, tudo é poder e hegemonia. Fiquei com preguiça de caminhar hoje de manhã, mas posso andar de noite. Também tem sábado e posso ficar sem caminhar na sexta e no domingo, que deverá estar um caos devido à eleição. O engarrafamento se prolonga e vejo ambulantes vendendo biscoito e água. Quando há estas criaturas no trânsito é porque FODEU. Parado no ônibus, vem outra vez o pensamento de como a gente é marionete. Observo várias linhas saindo dos corpos dos passageiros, transeuntes e até de mim. Será que a gente é gado? Será que meus pensamentos são meus? Ou somente reproduzo ideias alheias? Não quero ser marionete, porém, posso ganhar a liberdade ao descobrir que não sou livre como achava que eu era. Porra, já disse isso antes, caminho em círculos. Estou chegando perto do acidente, as pessoas vivem com tanta pressa que nem valorizam suas vidas. Todos querem ser vencedores, mas se tornam perdedores e peças descartáveis para o SISTEMA. Sou uma peça defeituosa ou o único sobrevivente do Apocalipse Zumbi de Burocratas Entediantes. Há até tratamentos e remédios para potencializar a inteligência, o raciocínio e tornar a raça humana em super heróis, tenho medo disso; o ser humano é formado por seus defeitos e efemeridade. O ônibus acelera, passei o acidente. Tenho a ilusão de que o tempo volta para mim, às vezes, a ignorância é fundamental para sobreviver. Já está na hora de saltar do ônibus. Tchau!

Dica

Matéria que faz pensar sobre a consciência coletiva do povo brasileiro. Pois nunca entendi certas coisas... 

 http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,para-brasileiro--reclamar-de-deus-e-mais-graves-do-que-pequenas-corrupcoes,10000005164

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Confusão




Até o fim da Guerra fria os conceitos do que é um partido de direita e esquerda eram muito super definidos. O primeiro visava à classe dominante e os valores conservadores, enquanto o segundo defendia os pobres e marginalizados. Existia um maniqueísmo, o qual o bem e o mal se adequavam aos pontos de vista antagônicos.

 Atualmente, esses critérios de direita e esquerda parecem estar ultrapassados. O contexto virou de cabeça para baixo e o que achava ser sólido se desmanchou perante nossos olhos. Percebe-se que não adianta o indivíduo dizer que é de um partido ou se utilizar de um discurso, ele precisa ser verdadeiro nas suas intenções. Por isso, que me desiludi um pouco da política. Não sei em quem acreditar neste baile horrendo de egos inflados e sede de poder. Aí, fico pensando se o cara de tal partido de esquerda é realmente bom ou na verdade é um mascarado? Ou se um de direita é bacana e terá peito de se impor em relação aos valores "conservadores" e "dominantes" de seu partido? Acredito que a busca reflexiva de cidadania individual mudará um pouco esta situação. Tudo bem que a união faz a força, porém a pessoa não pode ser uma peça de uma engrenagem e não perceber que algo está errado. Não adianta o Homem sempre tem a tendência de desvirtuar pensamentos e ideologias. Logo, a reflexão individual distinguirá o joio do trigo.

Ao invés de dizer que pertence a um grupo, partido de direita ou esquerda ou sindicado, mostre que é um indivíduo ético e que não se curvará ao caminho mais fácil do poder.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

PALAVRAS 4



Cuidado com os que elogiam você demais. Na verdade, descobriram sua carência e se adequaram às suas necessidades para enganá-lo.

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     A vantagem de ser fracassado é que quem está ao seu lado, gosta de você de verdade.

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 Não quero trocar curtidas, mas ideias.

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 Quando vejo notícias de refugiados da guerra e da fome que tentam a sorte na Europa, vejo-me neles e sinto tanto medo. Não quero me exilar.

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 Sua verdade é seu ponto de vista, querido. Pare de se achar o SENHOR DA VERDADE.

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 Ser temente a Deus é respeitar o espaço dos outros, não ouvindo música alta depois das dez, usar o fone, orar ou rezar sem gritar.

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22:50... Surge o pensamento: " o que estaria fazendo, agora, se eu fosse do século XIX?"

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 Tudo bem que não há um lugar seguro cem por cento, mas esta sensação de estar sempre em perigo é desoladora.

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 Não tenho coesão e coerência. Estou em desencaixe com tudo e todos.

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 Realmente a questão não é o dinheiro, mas o seu significado. O bicho Homem tem fome de símbolos.

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 A origem das guerras está na busca de poder para se chegar à hegemonia de um grupo.

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 Sim, eu sinto inveja. Não vou mais esconder isto. Invejo, logo existo.

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 Já fugi de mim, não deu certo. Caí mais profundo em mim.

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 Sou tão extraordinariamente comum.

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 Muitas vezes, não é que o outro não te ama, mas, sente diferente de você.

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 Por que há pessoas que preferem tomar conta da vida dos outros, deixando suas próprias vidas ainda mais na merda?**** Sim, eu peido e não terei mais vergonha disto. Peido, logo existo!

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 Tenho meleca no nariz, logo existo. Chega!

domingo, 29 de novembro de 2015

DEZ ANOS DE TUDO CULTURAL

Poxa vida! Fazer parte da história do blog me deixa satisfeito. Recordo-me que conheci Gustavo ( o editor do blog) no portal do Comunica-se. Depois, fizemos juntos uma oficina literária na tijuca. Convidou-me para participar de seu espaço virtual, quando ainda estava no portal.


 Um tempo depois, Gustavo o transferiu para o blogspot. Também, “blogo” há dez anos. Desde as primeiras postagens até as atuais, pode-se perceber que brinquei e ensaiei diferentes formas de expressões. Escrevi contos, crônicas e até estou a produzir vídeos. Amadureci ao longo dos anos, entretanto, refiro-me como pessoa, já que como escritor a travessia ainda é muito longa. Desejo que este espaço continue muitos anos de vida, continuando a mostrar diferentes olhares sobre o mundo com poesias, resenhas, crônicas, contos e vídeos. 



A produção própria de conteúdo propicia ainda mais o desenvolvimento da Democracia e ajuda a construir um mundo melhor. Lógico que os blogs e sites de grandes corporações de mídia possuem mais visibilidade, mas não se pode desistir por causa deste fato.

FOME DE PRIMEIRAS VEZES


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Continuo tendo esperança!

Posso estar errado ou ser ingênuo, mas o fato de um senador da república ser preso, pela primeira vez na História do Brasil, não deixa de ser um avanço à democracia brasileira. Significa que as instituições estão cada vez mais autônomas. Este senhor político foi flagrado ao atrapalhar as investigações da lava jato e alguma atitude deveria ser feita. O STF pediu sua prisão não por causa de ideologia política, mas sim pelo crime cometido. 

Ao invés de dizer que tudo está perdido, creio que o país está no caminho certo, inclusive a transparência cada vez maior para expor o mal de nosso país que vem dos tempos de quando era colônia: A CORRUPÇÃO. 

 Concordo com as palavras de Cármen Lúcia : "Houve um momento em que nós os brasileiros acreditamos no mote segundo o qual a esperança tinha vencido o medo. Depois, nos deparamos com a ação penal 470 (mensalão) e descobrimos que o cinismo tinha vencido a esperança. Agora, parece-se constatar que o escárnio venceu o cinismo. O crime não vencerá a Justiça"

 Nosso país está amadurecendo e se tornará melhor com toda a certeza e nossa consciência vencerá o “ escárnio”. Que venha a verdade e derrube os falsos heróis e profetas! O país somente mudará quando todos nós brasileiros mudarmos de atitude profundamente.

domingo, 22 de novembro de 2015

Só uma reflexão

hitória massacre 1961 Paris Argélia



Como já disse antes, não quero justificar violência e nem dizer verdades absolutas. Mas, recordo-me que quando assisti ao filme francês Caché de 2006 sobre História do massacre de argelinos que aconteceu na França há cinquenta anos. "Cerca de 100 a 200 argelinos que se manifestavam pacificamente em Paris foram assassinados pelas forças policiais. Ocultado durante muito tempo pelo poder, este massacre integra progressivamente a memória coletiva."

 Posso estar equivocado, não sou especialista no assunto, mas, será que a forma que os países europeus encaram os imigrantes, provoca uma revolta ao logo dos anos e por isso os terroristas estão conseguindo tantos adeptos? Bem gente, é só uma reflexão. Por favor, aceito argumentos contrários e plausíveis, pois creio que as redes sociais servem como um meio frutífero para debates de ideia.

MAIS LÚCIDO QUE NUNCA


domingo, 15 de novembro de 2015

SÓ QUERO ENTENDER...




Não quero comparar qual a pior dor. Isto é irrelevante, tragédias são tragédias e ponto final. Mas, o que questiono porque um fato é mais valorizado do que o outro. Por exemplo, vocês sabiam que os ciganos foram massacrados pelo nazismo? Alguém conhece um filme famoso que fala sobre este tema? Pode até existir um material, mas não é tão divulgado. Por quê? Será que existe uma hierarquia de valores que influência nossa empatia? Por que somos tão solidários com os franceses e com nossas tragédias particulares colocamos de lado? Como já disse, não quero julgar os sentimentos de ninguém. Só quero entender o porquê de certos acontecimentos são mais valorizados em relação aos outros, tendo o mesmo valor de tragédia.

sábado, 14 de novembro de 2015

Quem nunca?

Imagem encontrada no  google


Arrependeu-se do que fez? Quem nunca achou que fez uma coisa maravilhosa e o tempo prova que foi o contrário? Questiono porque fiz um conto que na época achei um máximo, mas, agora, percebo que escrevi uma história cheia de estereótipos e preconceituosa. Construí a imagem do outro completamente vazia e caricata. Deu-me vontade de deletar, porém, não farei isto. O conto mostra como fui um dia e como estou numa constante mudança. Sabe, já escrevi tanta merda nesta vida... Ainda bem que tenho consciência deste fato. Este conto, republiquei várias vezes me achando o máximo. Hoje, ao relê-lo percebi que cai na mesmice. Patético! Sou patético, logo existo! Não é mesmo? Seguirei acumulando salvo rasuras e em tempos, tentando consertar e superar minhas cagadinhas que deixo pelo caminho.


*****
FLERTE
Ela me olhava pela janela. Estava malhando, podia sentir sua respiração ofegante sob o véu. Escancarei a janela, queria que visse o meu corpo musculoso. Quando nos encontrávamos no metrô, ela não dizia nada, mas, o corpo falava tudo. Tentava se esconder ainda mais naquele véu colorido. Será que ela sabe a dança do ventre? Perguntava-me sempre. Via algumas aulas na academia, ficava com tesão de ver as mulheres remexerem as barrigas definidas e com piercing nos umbigos. Será que ela queria dançar para mim. Sempre ouvi que os olhos são o espelho da alma. Podia ver seus olhos em chamas sob o véu colorido.
Ficamos alguns meses assim. Abria a janela e ela se escondia na escuridão do seu apartamento. Porém, um dia, a campainha tocou. Fui atender sem camisa, estava suado. Tive uma surpresa. Era ela toda coberta com um vestido que parecia uma manta espessa. Fez um gesto para eu me sentar. Começou a se despir, mas continuou com o véu. Atrás de tantos panos, havia a típica roupa das dançarinas da dança do ventre. Pegou na bolsa um cd e colocou no som. Eu não sabia se estava maluco ou se era realidade. Ela transbordava sensualidade, ao fazer movimentos desta dança milenar. Senti-me um califa.
Quando terminou, veio à minha direção. Sentou no meu colo. Percebi que estava segurando um pequeno frasco. Sem dizer uma palavra, me fez beber um líquido doce. A partir daí, não me lembro mais de nada.
Acordei no sofá. Estava coberto com o edredom e numa das mãos estava com o véu colorido. Fiquei atordoado. O que teria acontecido? Liguei a TV, como sempre fazia de manhã. Há primeira coisa que vi, um vagão todo retorcido e em chamas. Quando a repórter disse a localidade do atentado, senti um calafrio. Sempre passava por ali, para trabalhar e encontrava a mulher misteriosa do véu multicolorido. Minha mente estava confusa. Comecei a fazer conexões, quando a repórter disse que os sobreviventes e testemunhas viram, minutos antes, uma jovem coberta por véus entrar no vagão do metrô, segundos depois, aconteceu há explosão. Não podia ser! Dias depois, a suspeitas se concretizaram. Era ela. Maldita!! Por que fez isso? Poderíamos ter nos conhecido melhor. Mas, era uma mulher-bomba e foi até o fim na sua missão.
Matou milhares de pessoas inocentes, mas, salvou-me. Senti ao mesmo tempo culpa e felicidade por estar vivo.



POR QUE SEMPRE BRIGAMOS MUITO COM AS PESSOAS QUE MAIS AMAMOS?



É que a gente sempre quer moldá-las de acordo com os nossos pensamentos e valores. Desejamos colonizá-las com a desculpa de ajudá-las.

 Somos prepotentes com os que amamos, pois achamos que nos pertencem e, por isso, devem rezar a nossa mesma cartilha. Temos a pretensão de achar que vamos salvar a pessoa amada de todas as adversidades da vida. Queremos dar conselhos longos. Amar também é dialético, já que não são somente as pessoas envolvidas, mas, pontos de vistas sonhos românticos e idealistas. 

 Quando somos indiferentes em relação a alguém, não discutimos, pois, não a enxergamos. Agora, as pessoas que amamos, vivemos as turras para torná-las a nossa imagem e semelhança. Acreditamos que assim, não sofrerão e vamos protegê-las de todo o mal do mundo.

Diversidade cultural já!

Antes de qualquer coisa, concordo que o terrorismo precisa ser combatido, mas, não adianta usar só a força como forma de retaliação. Não precisa ser especialista para perceber que esta ideia " olho por olho e dente por dente" acirra ainda mais os conflitos. A questão é por que o Estado Islâmico consegue tantos seguidores? Será que as políticas internacionais dos países desenvolvidos estão contribuindo para o Estado Islâmico ter mais soldados fanáticos? Esses jovens recrutados não querem fama e nem dinheiro e sim heróis de seu povo, contra os opressores. Encaram isto como a verdade absoluta. Logo, necessita se encontrar outros caminhos que busquem respeitar a diversidade cultural com o intuito de não haver mais recrutamento. 

 Vejo um futuro sombrio pela frente, a forma de se fazer guerra mudou completamente, agora, são ataques que podem acontecer em qualquer lugar e a gente não pode prever.

 Os países desenvolvidos precisam largar o etnocentrismo e rever seus conceitos. Inclusive, o acordo de paz na Palestina precisa ser feito e palestinos e judeus viverem em harmonia, respeitando os espaços um do outro. Combater com violência o terrorismo e atingir inocentes “do outro lado”, a consequência será de surgir mais terroristas. 

 Enfim, um ciclo vicioso de ação e reação que não tem fim.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

TRISTE

Imagem encontrada no google


Foto tirada pelo celular

Arrancaram uma árvore perto do meu trabalho. Fiquei chocado como ainda não há um planejamento sustentável nas cidades. Retirar as árvores porque danificam os fios ou por outros motivos mostram que o Homem ainda tem a ideia de dominar o ambiente. 

 Entretanto, a gente sempre se ferra com este pensamento tacanho, exemplos deste fato é o aquecimento global que está mudando o clima, as "famosas" tempestades de verão que deixam milhares de desabrigadas e entre outras catástrofes noticiadas ao longo dos anos. Além do mais, arrancando as árvores da rua não haverá mais sombras para se refrescar e a sensação térmica aumentará de intensidade. 

 Precisamos entender ( coisa difícil!) que estamos conectados com a maior rede social do nosso planeta, o meio ambiente. Se desmatarmos ou dizimarmos uma espécie, provocaremos nossa própria desgraça. 

 Estou triste por matarem a árvore e como o país ainda está defasado com a questão do meio ambiente.

domingo, 8 de novembro de 2015

Volver de Almodóvar e Violette




















Neste final de semana assisti a dois filmes que abordaram questão sobre a feminilidade e de como as mulheres sofrem com o machismo, ainda muito forte hoje em dia.

 A primeira história conta a vida de mulheres que lutam para sobrevier em um mundo latino e machista. Enquanto os homens vão embora a busca de bebedeiras e prazeres, as mulheres ficam com os filhos trabalhando como nunca para sustentar sua prole. Inclusive, o filme mostra como certas mulheres sofrem com a dependência sentimental e como elas se tornam submissas aos maridos. Entretanto, as personagens se livram desta dependência e continuam a travessia da vida, sozinhas. 

Já na segunda, a película nos canta a história de Violette uma mulher atormenta e desprezada por todas e que encontra através da escrita um jeito de expressar suas angústias e obsessões. Encontra a filósofa Simone de Beauvoir e, logo, surge entre as duas uma amizade que dura toda a vida, ao passo que Simone encoraja Violette a escrever mais, expondo as suas dúvidas e medos, abordando todos os detalhes da intimidade feminina. O filme é inspirado em fatos reais. Violette na vida real sofreu muitos preconceitos por ser fora dos padrões. 

 Pois é, ainda vivemos num mundo de muitos preconceitos, que educam homens a serem verdadeiros carrascos das mulheres. Enfim, quem sabe um dia esta mentalidade arcaica e vigente mude...

terça-feira, 3 de novembro de 2015

À procura de um paraíso


Acabei de assistir À procura de um paraíso ( Título original PARADISE lançado em 2013) e o bacana que o filme é uma comédia que faz uma reflexão sobre a fé. Uma jovem( cria da igreja) faz tudo certinho, achando que terá uma vida abençoada, mas, um acidente de avião estraga seus planos e desfigura seu corpo. Ela fica revoltada e praguejando que não acredita mais em Deus. Decide ir a Las Vegas para cair no pecado. A mensagem do filme não é a descrença e sim a busca do autoconhecimento da jovem e descobri outro olhar sobre a fé. Antes de acidente, a jovem acreditava que sendo a mais devota na igreja teria uma vida maravilhosa.

Lembrei-me de muitas pessoas que acham que se ter fé conseguirá bem materiais ou riqueza. Entretanto, a vida é inesperada e não tem como planejar como as coisas vão acontecer. Tudo que acontece com a gente é a soma para construção da nossa identidade. A alegria e o sofrimento são tão quanto importantes.   

Na verdade, a verdadeira fé está na perseverança de fazer a travessia e não pensar nos ganhos mediáticos. Foi esta a revelação da protagonista e voltar às pazes com Deus, porém, tecer uma comunhão mais profunda com ELE e sem as máscaras dos falsos profetas e fiéis superficiais.



segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Antes de qualquer coisa...

É um absurdo esse casos de invadirem as páginas de artistas e famosos negros para postarem comentários racistas, como fizeram com Taís Araújo e Maju apresentadora do tempo do jornal nacional. Entretanto, não se pode indignar só porque são pessoas queridas do público e sim fazer uma reflexão de como vivemos em um mundo racista. Quantos negros anônimos morrem todos os dias sendo culpados ou não nas periferias e favelas.

 Ainda ouço piadinhas preconceituosas e muitos acham isto supernormal. Principalmente, com mulheres negras e acima do peso. Sei lá, acho um pouco de hipocrisia de certas pessoas que acham um absurdo os ataques racistas com famosos e no cotidiano não deixam de ter uma atitude preconceituosa. Não quero generalizar! Mas, este clima de palavras bonitas e feitas quando estes casos acontecem, tenho a impressão de superficialidade. O lance é buscar uma Educação mais humanista que toque nas feridas abertas de nossa sociedade e busque uma solução para existir mais igualdade. Ninguém aguenta mais, esta ideia de “jogar a poeira por debaixo do tapete.”.

 O Brasil ainda é um país muito arcaico, pode haver bolhas de modernidade, mas, o pensamento arcaico continua forte no inconsciente e consciente coletivo.

domingo, 1 de novembro de 2015

Sejam felizes!


LABIRINTO DE ESPELHOS



“O homem absurdo é aquele que nunca muda.Georges Clemenceau

A origem das guerras está na hegemonia. Os grupos sociais e éticos querem se sobrepor aos outros e, mesmo com as tragédias, continuam a praticar repetidamente as tragédias. Logo, na verdade, as guerras são reflexos de uma só. No cinema, existe uma reflexão sobre esta repetição.

Ontem assiste O Meninodo Pijama Listrado( que foi baseado em um livro com o mesmo título), em que narra a história de amizade de um menino alemão com outro garoto judeu e prisioneiro no campo de concentração.  Lembrei-me de outro filme que me marcou bastante Violação de Domicílio... Numa área tomada pelo exército israelense, um casal entra em conflito sobre o futuro de sua família. A esposa deseja se mudar, enquanto o marido defende a permanência. Em meio a discussões amargas, o local é invadido e eles são mantidos como reféns pelos soldados israelenses.

Nestes dois filmes mostram como a história possui interpretações sobre o mesmo tema. Quem é o vilão? O mocinho? Ou se todos nós somos vítimas da nossa própria ganância de hegemonia e quem sofre mais são os mais frágeis: crianças e idosos.

Apesar de tanta perda continuamos com a guerra.  Sendo vilões ora vítimas ora mocinhos ora bandidos dependendo do ponto de vista. Repetimos as mesmas coisas como estivéssemos em um labirinto de espelhos. 


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

ACIMA DAS NUVENS (2014)

Acima das Nuvens


Maria Enders  é uma famosa atriz que fica perturbada com o fato de que JoAnn, jovem estrela de Hollywood, interpretará o papel que a fez famosa há vinte anos. Convidada a dividir o palco com a novata, uma insegura Maria viaja até os Alpes para ensaiar e conta com o apoio de sua assistente.

Depois de assistir ao filme, comecei a pensar sobre o tempo, o ego e a diferença de ser artista e celebridade. Na peça que Maria foi convidada a fazer novamente, o novo diretor queria que ela fizesse a personagem da mulher mais velha que se apaixona cegamente por um jovem. Maria não conseguia se ver na pele do papel da senhora, pelo contrário, identificava-se com a juventude cruel da outra personagem. A juventude tem uma beleza tão poderosa e encantadora que vai se esvaindo com o tempo e o acumulo de experiências que se acumula ao longo do caminho. Maria ao ver JoAnn, sentiu falta de quando era uma jovem atriz que só tinha intuição e o viço.

Não conseguiu separar sua vida privada com a arte.  Na verdade, projetava a decadência e a ruína da personagem madura no que estava acontecendo com ela. A atriz Maria Enders vinha de um divórcio e meio desiludida com a vida. Principalmente, com a ascensão da Joan, jovem estrela de Hollywood, sentia-se jogada pelo escanteio. Logo, percebi que o ego de se ofuscou porque ela não queria ser uma atriz, mas, uma celebridade também. Só que todos sabem que o mundo das celebridades é inconstante e trata as pessoas como se fossem produtos descartáveis. Já que para a experiência par uma atriz fazer a mesma peça que a projetou anos antes. No ponto de vista de outro personagem seria muito enriquecedor.

Outro fato interessante que achei foi de como o filme mostra à relação das novas tecnologias com o mundo artísticos e das celebridades. Quando Maria soube que a mulher ( uma artista plástica alemã) de um escrito tenta suicídio porque o marido tem um caso com JoAnn, começa a procurar discretamente na internet móvel do celular na frente da outra.

Enfim, o filme faz uma crítica melancólica e com humor sobre este mundo superficial dos famosos e como certas pessoas não sabem lidar com o tempo. Não entendem que todas as idades são bacanas de ser curtidas e, principalmente, perceberem que se podem manter jovens ao se reciclarem e não ficar parados como rochas. 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Sempre encontra uma brechinha


Guernica - pintura de Pablo Picasso



“Que há de mais absurdo que o progresso, já que o homem, como está provado pelos fatos de todos os dias, é sempre igual e semelhante ao homem, isto é, sempre em estado selvagem.” Charles Baudelaire


Em relação ao aniversário do supermercado Guanabara e as cenas impressionantes das pessoas se digladiando para pegarem os produtos na promoção... Não acredito que as causas foram somente coisa de gente muito pobre, por causa da crise e pela má educação. 

Na verdade, nosso lado animalesco sempre dá um jeito de escapar da jaula da racionalidade. Não adianta, ele sempre encontra uma brechinha. Se observarmos a História e os noticiários a irracionalidade constantemente aparece, mostrando que não somos tão civilizados como imaginamos ser. A vida é absurda e, muitas vezes, usar a razão não dá conta de compreendê-la.

Através das redes sociais, vi muita gente debochando das pessoas eufóricas no Guanabara, entretanto, fiquei com medo. Sou humano como eles e posso tomar a mesma atitude.

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terça-feira, 13 de outubro de 2015

BELEZA ADORMECIDA



É um filme que conta a história de uma jovem solitária que sobrevive com trabalhos temporários e sua beleza encanta as pessoas. Através de um anúncio, encontra uma "agência" peculiar. No início, ela trabalha seminua como garçonete em um casarão repleto de idosos ricos. Não há sexo, os senhores só observam as jovens garçonetes. Depois, a moça é contratada para ficar dormindo, enquanto os senhores a observam e a tocam, mas é proibida a penetração. Bem, o filme me fez pensar sobre a questão da juventude e de como ela é tão admirada. No conto A BELA ADORMECIA, os leitores e o príncipe ficam admirados com a beleza jovial e pueril de Aurora e muitos almejam um pouco deste encanto para si. No filme, no meu ponto de vista, os clientes idosos parecem que almejam sugar a juventude da garota, contemplando-a e a tocando. Não é só o físico, a juventude de até vinte poucos anos tem um viço que chega a ser mágico, porém, que acaba com o tempo. Mesmo a pessoa se cuidando, não adianta, ele se esvai. Beleza Adormecida é um filme que deixa muitas coisas no ar, parece ser meio sem sentido e pode não ser considerado um filme que se tornará um clássico. Entretanto, não perdi meu tempo de assistir.


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

PENSAMENTOS SOLTOS

Hoje é o Dia das Crianças, então, fiz uma pesquisa básica sobre a origem deste " dia especial. No primeiro momento, foi criado pela ONU com o intuito de reafirmar os direitos humanos das crianças. Ao longo da História, elas eram consideradas pequenos adultos e conceito de preservar a infância surgiu na modernidade. Antigamente, a criança não tinha desejo próprio e ficava subjugado pelos adultos. Mas, atualmente, ainda existem muitos abusos contra as crianças no mundo todo e que se precisa combater. Por isso, que o Dias das Criança não é só uma data para dar presentes para os pequenos e sim refletir sobre como se deve protegê-los dos flagelos da humanidade.
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Assisti a reportagem do Fantástico sobre a faxineira que quase foi processada e quase demitida por justa causa porque comeu um bombom no escritório de um delegado. Achei a notícia kafkiana. Tudo bem que ela errou de comer o bombom, mesmo que seja unzinho de muitos de uma caixa, mas, não era para tanto. Ela não cometeu um crime terrível por causa disso. Pois é, essa história de " bandido bom é bandido morto" é só para o pobre mesmo... Status: Aterrorizado
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Estava vendo na Internet o pessoal detonar uma menina que canta funk e diz que faz "falsete" muito bem. Achei tudo isso tão cruel, inclusive, o próprio pai expor a filha deste jeito. É ele que filma a garota de apenas oito anos. Sei lá, uma coisa é um adulto que escolhe este caminho da fama pela fama e com o princípio " Falem mal, mas falem de mim". O adulto(teoricamente) tem mecanismos de defesa, diferente da criança que se joga sem proteção, confiando que tem talento. Pois, seus pais sempre dizem que ele ou ela são os mais belos e especiais do mundo. Conclusão, a menina é usada tanto pelo pai como pelas pessoas que a zoam. Como o mundo é podre, muitas vezes...



quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Deixa o tempo transcorrer tranquilamente...


Deixa o tempo transcorrer tranquilamente...

Quando era criança, gostava de brincar com bonecas. Havia certas pessoas que não tinham nada a ver comigo e se intrometiam, falando que não era “coisa de menino”. Meus pais sempre pegavam no meu pé em relação aos estudos e de ser um cara responsável, entretanto, nunca se meteram na minha vida pessoal e os admiro muito por isso. Inclusive, sempre cuidaram da própria família, nunca fizeram fofoca de ninguém e nem dos filhos dos outros. Este foi o maior ensinamento que me deram, além de que se deve respeitar alguém não pela conta bancária ou pelo diploma de faculdade e sim pelas boas atitudes.

Uma vez, um parente distante me fez enterrar todas as bonecas e ursinhos que eu brincava. Eu tinha quatro anos na época e me arrependi e desenterrei um a um, sujando o banheiro. Minha mãe nem brigou comigo, pois percebeu que eu estava transtornado, senti que cometi um crime terrível. O tempo passou e me assusto cada vez mais com as neuroses dos indivíduos. Ficam colocando medo nas crianças e não as deixam livre para descobrirem a sexualidade naturalmente. A violência simbólica é tão traumática que a física. O ato de fazer com que uma criança enterre seus brinquedos prediletos é tão quanto abusivo que um tapa.

Por isso, existem muitos indivíduos recalcados e com complexo de inferioridade por aí. Pois, ficam presos para atuar um papel social e não se aprofundam na própria existência com a intenção de encontrar a individualidade. Vivem castelos ilusórios de nada e quando encontram uma dificuldade na vida, ficam desnorteados. Acreditam piamente que a vida é certinha e lógica, “sabem de nada, inocentes.”.  Como diz Guimarães Rosa ( Sei que repetir esta citação é clichê demais, tem um monte de gente que a cita várias vezes, mas, ela é “fodástica”...) “viver é perigoso”. Não se pode prever o que acontecerá no próximo milésimo de segundo.


Queridos, não adianta colocar rótulos, uma vez que a natureza humana é vasta e diversa. Talvez, um menino que pega numa boneca e uma menina, numa bola, muitas vezes, pode não significar nada. Deixa o tempo transcorrer tranquilamente. 

sábado, 3 de outubro de 2015

O velho que acordou menino de Rubem Alves



Ultimamente estou a me interessar sobre a questão da memória, não referente à parte científica, mas sobre aquele tipo de lembrança que se transforma ao longo do tempo. Explicarei melhor, por exemplo, uma recordação de criança pode existir outra interpretação, quando se é adulto e acumulamos conhecimento e lembranças.

No início do livro, o autor faz um texto introdutório em relação à memória. Ela, na verdade, se divide entre dois tipos: memórias sem vida própria e memórias com vida própria. A primeira é registros de documentos, números, informações para fazer uma prova e senhas que só servem para nos orientar no mundo, por isso, tem utilidade pragmática e ficam inertes numa caixa. A segunda, pelo contrário, não ficam silenciosas e não surgem conscientemente e sim aparecem quando querem, voando com pássaros livres. Surgem de repente com um cheiro, música ou uma cena qualquer na rua.

Depois, desta introdução, Rubem Alves conta sobre suas lembranças de menino. Os pontos interessantes que achei, foi que ele fez citações de uma forma tão natural. Até anotei o nome de autor citado que gostaria muito de ler: Bachelard. Sabe, é interessante de ver intelectuais construindo pontes entre o mundo acadêmico e o que não é. Percebe-se que Rubem Alves além de ser um intelectual é um excelente contador de histórias, além, de ter certa pedagogia generosa que não torna o texto entediante.  

Outro aspecto que achei muito bacana foi que suas histórias me envolveram pelo fato de sua habilidade e sensibilidade. Os relatos não tinham nada de segredos “cabeludos” ou mistérios, pelo contrário, mostrou o lirismo e o lúdico das primeiras lembranças e como elas de repente nos invadem se pedir licença.

Confesso que demorei de ler o livro com pena de acabar. Talvez, um dia, quando for um escritor, gostaria de escrever semelhante, praticando uma literatura que proporcione conhecimento sem ser chato ou pedante. 


domingo, 27 de setembro de 2015

História não está no passado

O médico Alemão


Acabei de assistir ao filme O médico Alemão WAKOLDA (2012) que conta a história de uma família argentina conhece um médico alemão enquanto atravessam o deserto da Patagônia. Todos admiram o médico, que é bem educado e muito inteligente, mas desconhecem de que ele é Josef Mengele, um cientista nazista que realizava experimentos com humanos em campos de concentração. Quem narra a História é a uma menina baixinha e magrinha e o médico com "boas intenções" quer ajudá-la para ser que nem as outras garotas da sua idade, enfim, norma. O filme é inspirado em fatos reais sobre nazistas que fugiram depois da guerra para se refugiarem à América do Sul.

O ponto que achei interessante foi como a narrativa foi construída a partir da visão da menina, a trama se desenvolveu de uma maneira mais delicada e deixando muitas coisas nas entrelinhas. Como a troca de olhares que dizem muito mais que atitudes e palavras. Sei lá, que me assusta é que ainda as ideias nazistas ainda são fortes no consciente e inconsciente coletivo. São mascaradas em outras ideias, porém, a essência  é a mesma, como um padrão estético perfeito e padronizado, hegemonia de um grupo e o ideal de super homem. Na verdade, a beleza da natureza não está na superficialidade da ideologia humana, mas nas singularidades de cada ser.


Todos nós temos nosso tempo e individualidade, entretanto, a sociedade almeja nos padronizar como se fossemos uma mercadoria ou peças de uma engrenagem. Outro fato cada vez mais tem a impressão que a História não está no passado, ela revive todos os dias e a cada noticiário. Por isso, é fundamental para compreendermos o mundo em que vivemos e não nos tornarmos marionetes de ninguém.

sábado, 26 de setembro de 2015

Chovendo no molhado...





Lógico que o Brasil tem muita desigualdade social, preconceito e racismo. Não adianta só colocar policial na rua, o Estado precisa melhorar a Educação, a saúde, o transporte público, a moradia e a geração de empregos.

Todos sabem disso, porém, na prática é complicado fazer devido à corrupção em todas as esferas da administração pública.

Agora, em relação aos arrastões, alguma coisa precisa ser feita sim. Pois, esses jovens já estão com intuito de praticar o delito. Promovem a onda de crime nas redes sociais.

 Quem vai à praia num final de semana, não são só turistas, mas o "proletariado", inclusive. Gente, todo mundo sabe que quem vai aos shoppings da Barra, da Zona Sul e à praia aos finais de semana, não são só os moradores, mas o pessoal do subúrbio. Logo, os assaltados são, muitas vezes, os pobres que vão à praia, porque é a única alternativa para se refrescarem.

Já  viram que nos arrastões ou na queima de ônibus, na  maioria das vezes, quem se ferra é pobre e não o rico.

Sou contra a violência da polícia, acho que a abordagem precisa respeitar o direito das pessoas. Entretanto, no imediato, não se pode deixar o caos prevalecer.

Precisa-se separar o cidadão de bem e do marginal. A história de "sou excluído, por isso vou barbarizar" não cola mais, tem muito morador de área carente que é do bem.


Realmente não é justo para ninguém. Mesmo para o excluído e nem para um indivíduo que compra um IPhone parcelado em várias parcelas e quando acaba de pagar, já tem um novo em lançamento.

Por isso que precisamos discutir quais os rumos que precisamos dar à sociedade em que vivemos. Torná-la mais justa para que possamos viver em paz.




segunda-feira, 21 de setembro de 2015

CONTINUAMOS A REPERTIR OS MESMOS ERROS




Assisti no último final de semana a um documentário " Últimos dias dos Nazis". Fiquei surpreso com os depoimentos dos nazistas que foram presos pelos aliados, depois que a Alemanha foi derrotada. Muitos falaram que cumpriram seus deveres e que era o trabalho deles, pois obedeciam a ordem de Hitler.
Tudo bem que poderia ser uma manobra para se defender das acusações, mas, o fato de que os que cometeram atrocidades são pessoas comuns, como eu, que só cumprem ordens me amedronta ainda mais em relação à visão anterior, que tinha antes, de que todo nazista era um monstro psicopata. A maldade fica mais próxima, já que qualquer um pode cometer atrocidades em nome do bem estar da sociedade.
Recordo-me de um caso de um corpo estendido nos trilhos do trem e o maquinista passou por cima do corpo, alegando que cumpria ordens superiores. Aí, a mãe do morto argumentou que mesmo com a ordem, ele não pensou que aquele corpo poderia ter uma história e gente que gostava dele?

Racionalizar demais é uma forma de diminuir a empatia entre os indivíduos. Não podemos enxergar somente as pessoas como números ou dados. Os sentimentos são importantes para criar empatia, um elemento fundamental para o convívio. Ao se colocar na posição do outro, percebe-se a injustiça que se comete.
Fiquei mal depois do documentário, pincipalmente, com a cena que mostra a porta da câmara de gás fechada e os gritos desesperados... E o pior de tudo, não aprendemos a lição! Vejam o que acontece na guerra da Palestina, Síria e nos países da África.
Aqui, no Brasil, se a elite brasileira tivesse mais empatia com o povo, não haveria tantas desigualdades sociais. Até quando se repetirá os mesmos erros.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

sobrevivência


Sem ânimo de sair

Imagem encontrada no google

Em todo lugar no mundo existe a hora do rush, mas, onde vivo, chega a ser o inferno: Conduções lotadíssimas e um empurra empurra danado, desafiando a lei da física de que dois corpos NÃO ocupam o mesmo espaço. ( E na Kombi, onde o banco cabe três pessoas e os motoristas falam que são quatro. Nem se pode reclamar, estamos à mercê deles, já que sem eles o percurso ao trabalho ou para casa torna-se mais longo...)

Disseram que com os BRTS, o transporte público melhoraria, porém, não percebi nada disso. Diminuíram os ônibus antigos com a finalidade de concentrarem nas estações de BRT. Mesmo que seja mais rápido, por não pegar trânsito, as filas são quilométricas. Fica-se a espera por horas para ir sentado ou se lança à multidão, sofrendo empurrões e xingamentos.

Em pleno final de semana para ir a Madureira, passei o maior sufoco. Fiquei tão chateado, pois, está complicado sair de casa, principalmente, às pessoas que não têm carro. Ainda acho que as políticas públicas para o transporte coletivo visam somente à fluidez do trânsito e não aos usuários de ônibus, metrôs e trens. Se realmente existisse um transporte público de qualidade, não haveria tantos carros particulares na rua( Todavia, não seria interessante para as montadoras e as concessionárias...).

Além da questão dos horários, finais de semana e feriados que é impraticável arrumar condução. Vários brasileiros precisam dormir ao relento, porque não tem como voltar para casa. Pior, isso não só acontece no interior, mas nas grandes cidades do país.
Realmente, estou cansado e sem ânimo de sair de casa.


sábado, 5 de setembro de 2015

MICO TERRÍVEL


Sexta-feira, vésperas do feriado de sete de setembro, enfrento uma super engarrafamento por causa dos desfiles das escolas. Sei lá, mas faltou consciência e respeito para os trabalhadores que correm para chegar no horário para não ser descontado no trabalho. Tubo bem que por onde passo é uma área militar, mas os militares não são donos da rua. Realmente, um absurdo! Privilegiar os alunos, seus pais e professores adiantando para sexta-feira o desfile com o intuito de viajarem, prejudicando vários trabalhadores é vergonhoso! A Democracia é para dar conta do bem estar da população, não pode haver privilégio para certo grupo. Estes tipos de vantagens para poucos precisam ser combatidas! Um belo ensinamento de amor à pátria.  Para mim, ter amor à pátria é não fazer desfile de sete de setembro das escolas na sexta-feira( dia 4), atrapalhando muitos trabalhadores, inclusive, não ficar mostrando armas, tanques desgastados pela falta de uso e pelo tempo! Isto é deprimente e asqueroso! Colocar o desfile das escolas para hoje, foi um mico terrível. Que país é esse?

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

FESTA NO CÉU



É um desenho que aborda a morte não como um fato triste, mas alegre. A animação tem influência da cultura mexicana que celebra a morte com uma festa. Por isso, achei a história bem legal para refletirmos sobre um assunto tão temido. A moral do enredo nos revela que quando a gente não se esquece dos que já se foram, eles continuam vivos na memória. Acho um barato como a cultura mexicana lida com a morte como sendo uma celebração da vida também. Será que a morte é o fim? Ou outro começo?

Outro aspecto que achei interessante é que o protagonista do desenho não é um herói clássico, ele não quer matar os touros como a tradição da sua família toureira ordena. Ele quer tocar viola para sua amada. Porém, não deixa de ser um rapaz corajoso e de coração puro.

A estética do desenho é maravilhosa, principalmente, quando o protagonista vai para terra dos "mortos", um lugar de explosão de cores e alegria. É assim porque suas almas estão nas lembranças de seus entes queridos. Contudo, quando não são lembrados, vão para o mundo do esquecimento.

Enfim, Festa no céu é um filme interessante para abordar com as crianças sobre um tema tão "terrível" ( até para os adultos.), inclusive, para evitar neuras e consumo excessivo de antidepressivos.


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

MAIS CIVILIDADE E URBANIDADE

Quando estava saindo da minha vila, em plena calçada, uma bicicleta quase me atropelou e o ciclista ficou de cara feia, como se eu estivesse errado. Realmente a inversão de valores é devastador e corriqueiro no Brasil. Ninguém respeita o espaço público e o individual, vivemos numa sociedade egocêntrica e egoísta.

Outra consideração, tudo bem que a ciclovia é para os ciclistas e a calçada para os pedestres( pelo menos na teoria e na zona sul), mas, no caos da zona oeste do Rio de Janeiro( Tirando Barra e Recreio, onde os moradores fazem lavagem cerebral para convencer que pertencem à zona sul) não ocorre deste jeito, já que carros e barraquinhas de comida invadem calçadas e ciclovia. Logo, os pedestres são OBRIGADOS a caminhar na ciclovia. Aí, têm ciclistas que ficam "putinhos" e buzinam para sair da frente. Minha vontade é falar para eles que se desejam correr, vão à ciclovia da orla da zona sul, Barra e Recreio.

Queridos, esta ciclovia que fizeram aqui( em Jacarepaguá) é fajuta! Por isso, quero fazer um pedido, MAIS CIVILIDADE E URBANIDADE. Só assim adquirimos melhor qualidade de vida, principalmente, para exigir das autoridades obras que ajudem nossa cidade e a gente mesmo.

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“Vagabunda, aqui não é Amsterdã" 

Carta aberta para o senhor motorista de uma Hilux branca que passava pelos entornos da Faria Lima na manhã desta segunda-feira.
Este senhor achou prudente me dar uma lição quase me atropelando de propósito só para me assustar, já que eu estava bloqueando a via dos carros com a minha – ENORME – bicicleta parada ao lado direito da via enquanto o sinal estava fechado. Esta carta vai para ele que, ao me ver quase caindo no asfalto, abriu a janela e gritou “vai lamber as bolas do prefeito, vagabunda! Aqui não é Amsterdam”.
Caro, muito obrigada por me lembrar que aqui não é Amsterdam. Infelizmente eu tive essa percepção um pouco antes de você gritar esta informação porque o grau de educação das pessoas de lá não permitiria que agissem da forma como o senhor agiu. Aliás, se o senhor pesquisar um pouco, bem pouco, saberá que hoje em dia, a população de Amsterdam aderiu o uso da bicicleta como meio de transporte para diminuir o número de acidentes de carro que, só em 1971, somou mais de 3300 mortes sendo 400 delas de crianças. Como o senhor pode notar, a preocupação com a vida das pessoas lá em Amsterdam já era bem mais consciente do que a nossa, aqui no Brasil, em 2015.
Em relação ao termo “vagabunda” utilizado pelo senhor para se dirigir a mim, afirmo que foi empregado da maneira errada. O senhor pode consultar em qualquer dicionário o significado desta palavra que, para homens significa “quem vive no ócio” e para mulheres “quem tem muitos homens”. Veja bem, como eu utilizo a bicicleta para chegar no meu trabalho de forma mais rápida e saudável, logo eu não vivo no ócio. E não vejo relação nenhuma entre andar de bicicleta e ter muitos homens (o que, realmente, não diz respeito ao senhor).
Visto estes dois pontos, gostaria de fazer mais uma observação sobre “lamber as bolas do prefeito”. Em primeiro lugar, o fato de eu optar por ter uma qualidade de vida mais saudável não tem absolutamente nada a ver com a minha posição política. Em segundo lugar, se em uma pesquisa eu constatei que da minha casa para o meu trabalho eu levo uma hora de carro, 40 minutos de ônibus, 30 minutos caminhando e 15 de bicicleta, não vejo razão nenhuma para escolher o mais demorado e que prejudica ainda mais o trânsito de outras pessoas que não têm a mesma facilidade de trabalhar perto de casa e utilizam o carro (o que pode ser o caso do senhor).
E por fim, quero dizer que é por culpa de indivíduos como o senhor que, muitas outras pessoas têm medo de optar pela bicicleta como meio de transporte. Essa conscientização não tem a ver com política, mas com qualidade de vida. Pessoas estão escolhendo ir de bicicleta porque já notaram benefícios físicos e emocionais que este exercício promove. A sua atitude diminui a minha esperança de ver o Brasil como um país melhor para as pessoas, um lugar com menos “umbiguismo” e mais colaboração coletiva, um país mais consciente sobre qualidade de vida e do impacto disso para nosso bem estar, um lugar que, poderia ser MUITO MELHOR que Amsterdam, mas que ainda tá lá atrás por culpa de pessoas com a mentalidade igual ao do senhor.
Espero que o senhor tenha chegado bem ao seu destino.
Passar bem!