sábado, 28 de setembro de 2013

A DIVINA COMÉDIA DE DANTE ALIGHIER



"A fama que se adquire no mundo não passa de um sopro / de vento, que ora vem de uma parte, ora de outra, / e assume um nome diferente segundo a direcção de onde sopra."Fonte - PurgatórioAutor - Alighieri , Dante

Confesso que demorei muito para ler este livro. Gostei de encontrar o meu tempo para entendê-lo um pouco. Sei que precisarei fazer outras leituras, mas dei o primeiro passo: Fiz a primeira, mesmo que não compreendesse muitas coisas.

A Divina comédia é um poema em prosa e uma obra complexa, porque há diversas alegorias poéticas, teatrais e elementos da comédia.

Dante atravessa o inferno, o purgatório e o céu, sendo ajudado pelo poeta Virgílio, um artista romano( Ele viveu realmente) e Beatriz, que na vida do autor de A Divina Comédia foi seu grande amor, mas não se casaram. Ela faleceu anos depois de se casar com outro. Na história, Beatriz auxiliará o protagonista Dante a reencontrar a verdadeira fé.

É interessante alisar o título da obra, pois existe uma contradição entre a comédia e divindade. Antes, definirei o conceito de comédia. Fiz uma pesquisa rápida e descobri que segundo Aristóteles, em sua Arte Poética, para distinguir comédia de tragédia deve-se observar que enquanto o primeiro retrata os homens inferiores, a segunda  trata de homens superiores (heróis).

 A comédia sempre critica a política, o social e a economia. Ao longo do poema em prosa, Dante encontra pessoas que se desvirtuam ao se renderam aos sete pecados capitais, inclusive, relata muitos episódios históricos. Através deles, analisa a sociedade em que vive e a história da humanidade.  

Por isso, é um livro atual. Quem nunca parou para pensar sobre a verdadeira fé? Como a corrupção é prejudicial à humanidade?  Como fugir dos desejos que podem levar um indivíduo à destruição?

Logo, a poesia se aproxima da comédia por mostrar uma crítica irônica sobre os acontecimentos. Mas ao longo da viagem, Dante se depara com o sublime divino, encontrando o verdadeiro paraíso e o amor.  
“ Aqui findou minha inspiração: mas o Amor- esse que move Sol e estrelas- tomava já as rédeas do meu querer, guiando-o a seu talento.” ( Divina Comédia de Dante Alighieri)

Essa travessia ao inferno, purgatório e o paraíso é atemporal. Muitos desistem e ficam no meio do caminho, não encontrando seu verdadeiro paraíso ou se iludem com  falsos profetas e “céus”.

domingo, 22 de setembro de 2013

DIREITO À PRIVACIDADE



"A fama que se adquire no mundo não passa de um sopro / de vento, que ora vem de uma parte, ora de outra, / e assume um nome diferente segundo a direcção de onde sopra."Fonte - PurgatórioAutor - Alighieri , Dante

Por esses dias, assisti um jornalista-fofoqueiro criticar um ator por ter se recusado a dar um autógrafo para uma criança, o ator alegou que estava jantando e no seu momento particular. Bem, tudo na vida tem um preço, mas todos os profissionais precisam de descanso, do contrário ficarão doentes.

 Ele estava comendo e sempre tem comida no dente e outros incidentes ( ator é gente como você). Todo mundo tem direito à privacidade e os fãs precisam entender que seus ídolos são pessoas comuns, que cagam, mijam e precisam de momentos de privacidade.


Particularmente, não gosto da palavra fã. Lembra-me fanatismo, prefiro admiração. Pode-se gostar do trabalho de um artista, mas não transformá-lo em uma divindade.

EDUCADA ATITUDE...


Imagem encontrada no google

Com certeza o que direi pode ser batido para muitas pessoas, mas para mim foi uma descoberta. Descobri que podemos desconectar as atualizações dos amigos do facebook, logo se um amigo posta muita coisa chata, pode-se bloquear e evitar uma atitude mais ríspida, como deletar para sempre “ amiguinho” virtual.

Muitos devem ter feito essa educada atitude comigo e os respeito sinceramente. Não tenho o direito de me impor a ninguém. Não acho isso falsidade, bloquear as atualizações e não deletar o amigo.

Não deixa de ser uma forma educada de se livrar de inconvenientes sem barracos e desgastes. Quem me dera se na vida real pudesse fazer a mesma coisa.

Realmente, percebo que com os aplicativos do face, a pessoa faz barraco porque quer ou gosta de arrumar confusão. Para que gastar tanto tempo? Use este filtro a seu favor para ter mais qualidade de vida.


sábado, 21 de setembro de 2013

SER OU NÃO SER SIMPÁTICO?




É uma questão muito complexa para mim. Por um lado, todos nós temos o direito de se relacionar com quem quiser, mas por outro não dá só para se envolver com quem a gente gosta.

Ao longo da vida encontramos convenções sociais, que mesmo chatas, são importantes para o convívio em sociedade. O ser humano vive em grupo e o alicerce está nas alianças, que cada grupo faz para manter a ordem e a paz.

Portanto, mesmo que não seja seu amigo, trate-o bem para construir um bom ambiente. Trocar gentilezas não é falsidade e sim fundamental à civilidade.

Agora, ser gentil não significa ser falso. Todos nós encontraremos pessoas que a gente amará e outras, não. Não tem como amar todo mundo. Entretanto, para uma boa convivência, ser simpático é fundamental.

Do contrário, viveremos sempre no caos. Veja o que acontece no trânsito.  Uma violência absurda que mata várias pessoas a cada ano.




terça-feira, 10 de setembro de 2013

PARADOXOS DA VIDA



Sei que o Homem faz parte da Natureza, mas há em mim uma prepotência disfarçada de bondade. Sabe aquele ditado: “ De boa vontade o inferno está cheio...”. Devo estar transbordando dessas “boas intenções”.

O que me levou a pensar sobre isso foi que na madrugada de segunda vi, pela janela, uma cadela cercada por vários cachorros por estar no cio. Fiquei com pena, os cães poderiam machucá-la bastante. Quis sair para protegê-la. Entretanto, perguntem a mim mesmo o que tenho a ver com isso? Eles e a cadela seguem o que o instinto manda.   Percebi-me tão pequeno burguês, tudo que nunca quis ser. O ser humano se acha o herói de todo o planeta e se distanciou da Natureza.

A reflexão é reveladora, principalmente porque através dela percebemos como somos vários em nossas opiniões. Vejo que discordo de mim o tempo todo. Mas, há urgência de fazer algo, mesmo que a ação não seja a ideal.

Lembrei-me da minha cachorra “Akira” e comecei a pensar que mesmo se deva respeitá-la, como se pode deixá-la cruzar e parir um monte de filhotes? Aqui em casa não dá para ter mais de um, imagine vários.

A cidade aumenta cada vez mais, homens e bichos convivem no mesmo espaço, portanto se precisa fazer algo como controlar a natividade dos bichos de estimação. O que é melhor? Castrar o animal ou largá-lo na estrada? Passo todos os dias por uma rodovia e vejo vários cadáveres de cachorros e gatos.

A questão principal é que hoje em dia há necessidade de intervir na vida do animal, entretanto não pode cometer o erro de humaniza-lo. Aí, vem outra vez o que disse anteriormente. As boas intenções de transformar os bichos em bebês e suprimir seus instintos como a gente faz sempre. Logo, o bicho Homem se torna pretensioso e arrogante, mesmo na tentativa de querer ajudar.



domingo, 8 de setembro de 2013

Fahrenheit 451 de Ray Bradbury (1920-2012)




“A temperatura de um livro se inflama e consome.”

Assisti ao filme anos atrás e gostei da história de outra realidade em que os bombeiros não apagavam fogo com jatos de água, mas usavam de fogo para queimar livros. O romance apresenta um futuro em que os livros são coibidos, opiniões próprias são consideradas antissociais e hedonistas, e o pensamento crítico é suprimido. O personagem central, Guy Montag, trabalha como "bombeiro" O número 451 é a temperatura (em graus Fahrenheit) da queima do papel, equivalente a 233 graus Celsius.

Hoje, terminei de ler o livro e realmente é um romance muito atual, por mostrar como a vida é a absurda se analisar a “História da Humanidade”.

Não vou resumir a história e sim falar do elemento fogo e dos diferentes prismas que a narrativa abordou.  O fogo que destrói o que atrai( inclusive por suas chamas) e que faz a pessoa imaginar outras histórias ou lugares e o que aquece no frio.

Na história, o livro é um fogo que faz as pessoas transcender, por isso se precisava do fogo para destruí-lo. Ao longo de nossa vida, quantos livros foram destruídos. Em Fahrenheit 451, a literatura é um veneno terrível para uma sociedade consumista, fria, eufórica e que só quer assistir programas televisivos sem refletir. Os livros significam a memória histórica e que mostram como a gente sempre repete os erros de nossos antepassados.

Fahrenheit 451 não deixa de ser uma homenagem para a literatura. Pois mostra que uma pessoa que não lê vira massa de manobra, incapaz de ter pensar por conta própria. Enquanto, uma pessoa que repousa os olhos numa folha escrita, torna-se mais sensível e reflexiva.

Como já escrevi no face... Quero ler não para ser culto, mas para me transformar em um ser humano melhor. A literatura e a arte em geral ajudam a enxergar o mundo. Pois, aumentam nossa capacidade de olhar. Em minha opinião, Fahrenheit 451 almeja mostrar como os conhecimentos através dos livros ajudam  o mundo, tornando as pessoas mais livres.


Jovens Adultos e Como Nossos Pais de Belchior


Assisti o filme JOVENS ADULTOS, que mostra como crescer é dolorido. Deixam-se coisas pelo caminho e que mesmo retorne ao ponto de partida, nunca o encontrarão novamente. É um filme bem irônico e que faz pensar como ser adulto é cair do céu, tornando-se mortal cheio de imperfeições. Porque quando somos crianças e adolescentes nos achamos especiais, verdadeiros Deuses. Mesmo o popular, o nerd, o desajustado e entre outros consideram que são iluminados e que romperão com o comodismo dos adultos. Será? Ou tudo se repete e faremos as mesmas coisas que nossos pais. Sei lá, mas a música “Como Nossos Pais” de Belchior( Cantado pela Elis Regina) mesmo que narre uma história completamente diferente, possui aspectos em com o filme. Evidenciam que o tempo vem, muda-nos e que não podemos ficar presos ao passado, dizendo as mesmas coisas como um disco arranhado.














sábado, 7 de setembro de 2013

As três palavras mais estranhas de Wisława Szymborska


As três palavras mais estranhas


Quando pronuncio a palavra Futuro,
a primeira sílaba já se perde no passado.

Quando pronuncio a palavra Silêncio,
suprimo-o.

Quando pronuncio a  palavra Nada,

crio algo que não cabe em nenhum não ser.


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

RECADO NO FACE

Não engulo mais as pessoas que dizem que têm uma vida perfeita e só fazem o que gostam. Podem viver bem, mas sempre há problemas, recalques, e ansiedades. Pode-se viver numa cidade toda estruturada, onde há casas que parecem ser de boneca, todavia as imperfeições sempre estarão por perto para angustiar. E no final, você precisa usar a filosofia da puta: “ Lavou tá novo”. Porque se não engolir sapo ou nem deixar que os outro caguem em você, não conseguirá sobreviver na selva de pedra. Portanto, precisa lidar com tudo isso e ser forte. Tome um bom banho e deixa a água levar tudo que está encruado em você. Goze os momentos de felicidade e aperte, um pouco, o botão do foda-se. Não estou dando conselho, só  compartilho meu ponto de vista. Pode discordar, me deletar ou bloquear. Como já falei antes, ninguém precisa ser obrigado a gostar de mim.  

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Segunda-feira






Um belo dia para encontrar um amor, limpar o corpo e a alma com uma bela cagada,  descobrir um caminho novo que mostre outro olhar, gargalhar do nada sem se preocupar com que os outros pensarão, atualizar seu perfil nas redes sociais, recomeçar a dieta e a caminhada, agradecer o fato de estar vivo, ser cordial com as pessoas mesmo que não sejam suas amigas, abraçar o céu e perceber ser uma estrela deste imenso universo.