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Mostrando postagens de Dezembro, 2013

Quando Partimos (Die Fremde, Alemanha, 2010)

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Acabei de assistir o filme Quando Partimos (Die Fremde, Alemanha, 2010). A história de uma jovem alemã com descendência turca e que foge com o filho para Alemanha, para escapar do marido violento em Istambul. Ela decide dar um basta nas agressões sofridas nela e no filho de cinco anos. Na minha visão ocidental, acho bárbara a submissão das mulheres, inclusive, nos países islâmicos.

Mas será que estou sendo etnocêntrico? Pode até ser, mas essas sociedades calcadas na religião e na tradição servem como um escudo para os psicopatas e pessoas transtornadas a fazerem o que desejarem. 
No filme, o marido da personagem se achava o dono dela e do filho, fazendo o que bem entendesse. A comunidade turca assinava embaixo, a mulher tem que ser obediente ao marido. Aqui no Brasil, várias mulheres ainda são mortas pelos namorados, maridos e noivos, porém, como o país é um estado laico, pelo menos, são julgados, condenados e presos( salvo os que têm muito dinheiro, ficam recorrendo recorrendo recorr…

A Consciência de Zeno de Italo Svevo, pseudônimo de Aron Hector Schmitz( 1925)

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Confesso que este livro estava anos na minha estante, abria-lo e depois o fechava. Então, lia outros livros que achavam mais interessantes. Agora em 2013, resolvi lê-lo e foi um achado bacana. Não me arrendo de não tê-lo lido antes, porque não estava pronto para ele. Só agora.
O que achei mais interessante é que o romance mostra como escrever sobre si ajuda no autoconhecimento. Mesmo que se tente fugir disso muitas vezes. Inclusive o livro evidência como a gente é mal preparada para lidar com os sentimentos e, consequentemente, desenvolve-se doenças e dores físicas, sem motivos aparentes. Enfim, o corpo não é só máquina e sim alma.
O romance começa com um prefácio que faz parte do romance, não é um texto introdutório de outro escritor sobre a obra. O Doutor S. diz que é psicanalista do protagonista Zeno que publica a biografia do paciente por vingança por ter abandonado o tratamento e que dividiria até os direitos autorais se voltasse ao tratamento.
Em seguida, Zeno escreve sobre suas…

contradição ambulante

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Fiz 35 anos, com corpinho de cinquenta e cinco e a cabeça de cinco... Enfim, uma contradição ambulante. Mas, gosto disso.

As intermitências da Morte — José Saramago

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"Não há nada no mundo mais nu que um esqueleto" José Saramago Quando comecei a ler o livro, fui ao dicionário para saber o que é intermitência:  sf (intermitente+ia2) 1 Qualidade de intermitente; descontinuação. 2 Interrupção momentânea. 3 Interrupção numa série. 4 Intervalo em fenômenos periódicos. 5 Med Manifestação característica de certas febres ou outras doenças por acessos intervalados, fora dos quais o doente parece curado. 6 Fenômeno patológico caracterizado por haver, entre duas pulsações, um intervalo muito maior do que entre as outras; arritmia.
Depois que aprendi uma palavra comecei a ler o romance que tem a mesma estrutura do Ensaia sobre a Cegueira, os personagens não tem nomes e a narrativa parece um ensaio, o qual mostra a prováveis experiências, sensações se o acontecimento se concretizasse. Em Intermitência o romance é panorâmico, mostrando vários casos sobre a ausência da morte. Divida-se em três blocos. Outro ponto bacana é que o narrador não um narrador tr…

Mãe

Mãe coragem
Mãe força
Mãe justiça
Mãe protetora
Mãe mulher
Mãe amor

Enfim, todas as mães a mãe.

QUERO CRER ( pensamento escrito em 17/12/2008)

Sei que isto não é legal, mas desconfio de todos. Não sei se estão dizendo a verdade ou representando. Às vezes, pego-me a simular como um ator de quinta; na televisão, quando alguém levanta uma causa ou expõe sua via, fico ressabiado e indagando qual a vantagem que ele leva. Reafirmo, não quero pensar que as pessoas sempre estão com segundas intenções. A minha mãe sempre diz que há indivíduos que julgam todos ladrões, porque se respaldam em suas personalidades obscuras. Não quero ser assim, dá-me arrepios. Entretanto, ao observar a tv aberta, acho tudo tão espetaculosamente tosco e desumano que fica difícil acreditar na inocência e a generosidade da nossa sociedade.

Pedro J. Bondaczuk

Nada do que se impõe pela força prospera, dura e produz bons efeitos de longo prazo. Em princípio pode, até, parecer que é eficaz. Não passa, todavia, de ilusão. Educar não é impor, mas é, sobretudo, convencer, conquistar corações e mentes e persuadir. O educador que não tem isso em mente não está preparado para essa magna tarefa. Frank Clark constatou, com grande lucidez: “Pode-se levar uma eternidade para conquistar o espírito do homem pela persuasão, mas ainda assim é mais rápido do que conquistá-lo pela força”. Mais rápido e o único meio verdadeiramente eficaz. Se quem educa não tem argumentos para persuadir o educando da correção daquilo que quer transmitir, é porque não tem convicção a respeito. Em vez de educar, precisa ser educado. A força só tem alguma eficácia (e assim mesmo, em certos casos) para tarefas meramente braçais. No mais, é pura perda de tempo e de energia. E, sobretudo, de oportunidades.
**** Pedro J. Bondaczuk, jornalista. Blog: http://www.pbondaczuk.blogspot.com.b…

Autoavaliação

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Autoavaliação como aspirante a escritor:
Ideias 7,0
Coesão e coerência 3,5
estética do texto 3,5
ortografia 3,6
Concordância 3,0

Paciência 2,1
Força de vontade 8,0
***
Preciso melhorar, " vamo que vamo"...


Cenas de um casamento e Amor

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"Há bons casamentos, mas deliciosos não."Autor - La Rochefoucauld , François
"Oprazer do amor é amar e sentirmo-nos mais felizes pela paixão que sentimos doque pela que inspiramos."Autor - La Rochefoucauld , François 

Esses dois filmes me fizeram pesar sobre o casamento e o amor. Assisti Cenas de um Casamento de Ingmar Bergman e ouvi uma frase muito interessante dos personagens... " Somos analfabetos emocionais, nos ensinam matemática, fórmulas e modos de agricultura e não nos ensinam a compreender a alma humana.". Não sou cinéfilo, mas gosto da abordagem do personagem ao mostrar a obscuridade que existe nas pessoas e como elas tentam esconder, ficando na superfície e representando terem uma vida feliz. Lembrei-me de Persona do mesmo cineasta. Há dez anos Johan e Marianne são casados e aparentam possuir sucesso em suas carreiras. Com as duas filhas, eles levam uma vida confortável. Mas, na realidade, não vivem o verdadeiro sentimento do casamente, parecem qu…

Pedido de Natal

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COMO UM MANTRA

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A Violência nos estádios

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foto CARLOS MORAES/AGENCIA O DIA/REUTERS

Concordo cada vez mais com o discurso que estamos vivendo numa sociedade com valores psicopatas.
Quando assisti as cenas de violência, pensei que todos eram psicopatas. Exagerei, nem todos. Pode haver alguns que lideram a maioria ( um bando de gente sem cérebro) a cometer as barbaridades. Como os psiquiatras dizem, o psicopata é muito inteligente e sedutor.
O que me assusta são esses valores que estão mais corriqueiros, tornando-se parte da cultura da nossa sociedade. Lembrei-me da palavra empatia: “sf (gr empátheia) Psicol Projeção imaginária ou mental de um estado subjetivo, quer afetivo, quer conato ou cognitivo, nos elementos de uma obra de arte ou de um objeto natural, de modo que estes parecem imbuídos dele. Na psicanálise, estado de espírito no qual uma pessoa se identifica com outra, presumindo sentir o que esta está sentindo.”(Michaelis)
 Se observarmos o comportamento no trânsito e no cotidiano, concluiremos que há uma diminuição de empa…

Nelson Mandela

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Imagem encontrada no google

"Lutei contra a dominação branca, e lutei contra a dominação negra. Cultivei ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal que espero viver para alcançar."

Trecho de   "Estou preparado para morrer", defesa de Mandela no Julgamento deRivonia, em abril de 1964.

Foi um grande pensador, porque ele usou a "educação branca", principalmente os ideais de liberdade que vinham desde a revolução francesa, e mesclou com o conhecimento local das aldeias africanas.
Ele entre muitos fizeram isso para construir a identidade do povo negro da África do Sul, antes havia etnias com dialetos diferentes.

Por isso, que havia uma minoria branca dominando a região, pois as tribos possuíam uma identidade própria e não tinham objetivos de se

NEUROSE

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É um assunto que não sai da minha cabeça. Comecei a pensar novamente sobre o tema, quando assisti a uma entrevista de uma crítica muito famosa de teatro.
Então, na minha cabeça altamente neurótica, imaginei o que ela iria escrever sobre meus textos ou contos. Mesmo que seja hipoteticamente, a probabilidade de ler alguma coisa minha, principalmente, ler meus blogs é zero. Talvez um contato com um extraterrestre a possibilidade será muito maior.

Comecei a sofrer e a falar mal a senhora crítica. Entretanto, percebi que a raiva que sentia era sem propósito. 
Sempre fui assim, em adivinhar o passo das pessoas. Saber quando vai surgir a pancada. Foi uma forma de defesa que construí ao longo do tempo.  Muitas vezes, isso proporciona de me estressar por algo que nunca aconteceu. Uma vez, meu pai me contou a história do macaco, não o bicho e sim o instrumento para trocar pneus.  O enredo é mais ou menos assim, o pneu do carro fura e um cara procura uma oficina, então ao caminhar na busca, cons…

Trecho O Jogo da amarelinha. Julio Cortázar

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Cada vez mais reforço a ideia que qualquer tipo de arte é fundamental para se compreender o mundo. Quando li este capítulo em O Jogo da amarelinha de Julio Cortázar tive o prazer de encontrar um tesouro, inclusive, por mostrar que para reviver o passado, a arte é fundamental. O passado já se foi, mas podemos revivê-lo através da nossa imaginação, que é alimentada por meio de um poema, conto, quadro, uma brincadeira infantil, como brincar com a chama de uma vela, ou o lúdico de um jogo de um jogo antigo.


*** 105 Morelliana. Penso nos gestos esquecidos, nos muitos salamaleques e palavras dos nossos avós, pouco a pouco perdidos, não herdados, caídos um atrás do outro da árvore do tempo. Esta noite encontrei uma vela sobre a mesa e, para brincar, acendi-a e andei com ela pelo corredor. O ar causado pelo movimento ia apagá-la e, então, vi levantar-se sozinha a minha mão esquerda, abrigando e protegendo a chama como uma cortina viva que afastava o ar. Enquanto o fogo se endireitava, outra vez …