segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Quando Partimos (Die Fremde, Alemanha, 2010)




Acabei de assistir o filme Quando Partimos (Die Fremde, Alemanha, 2010). A história de uma jovem alemã com descendência turca e que foge com o filho para Alemanha, para escapar do marido violento em Istambul. Ela decide dar um basta nas agressões sofridas nela e no filho de cinco anos. Na minha visão ocidental, acho bárbara a submissão das mulheres, inclusive, nos países islâmicos.


Mas será que estou sendo etnocêntrico? Pode até ser, mas essas sociedades calcadas na religião e na tradição servem como um escudo para os psicopatas e pessoas transtornadas a fazerem o que desejarem. 

No filme, o marido da personagem se achava o dono dela e do filho, fazendo o que bem entendesse. A comunidade turca assinava embaixo, a mulher tem que ser obediente ao marido. Aqui no Brasil, várias mulheres ainda são mortas pelos namorados, maridos e noivos, porém, como o país é um estado laico, pelo menos, são julgados, condenados e presos( salvo os que têm muito dinheiro, ficam recorrendo recorrendo recorrendo).

Pelo caminho mais fácil, no filme, considero a personagem vítima de sua família, do marido e da comunidade turca.


O que é cultural? E o que é doentio ou cruel? Como achar a resposta sem ser etnocêntrico?  

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Uma crítica do filme: 
http://www.cinemaemcena.com.br/plus/modulos/filme/ver.php?cdfilme=11147