terça-feira, 27 de dezembro de 2011

ANIVERSÁRIO


Crédito da foto: http://www.verruganagordura.com/wp-content/uploads/2011/11/vela-de-casamento-2.jpg



Hoje, é meu aniversário e queria muito escrever alguma coisa. Confesso que fiquei sem inspiração e com receio de repetir ideias já abordadas em outros textos. Mas, tirarei leite de pedra. Preciso treinar a escrita.

Aniversário é o abraço do passado e do futuro. Morremos e nascemos.

Vejo-me com 33 anos e percebo que vivi vários ciclos. Fui várias pessoas vagando no mundo na busca de me encontrar. Cada uma representa um tijolo que constrói minha individualidade.

Mesmo em épocas diferentes, o sentimento de comum de atravessar um labirinto particular persiste e ele fica mais forte quando meu aniversário chega.

Início e fim se encontram e o outro eu continua a jornada do antigo. Sinto-me que vivi várias vidas.

domingo, 11 de dezembro de 2011

AUTOCONTROLE


De repente sinto uma ira do mundo. Vejo-me uma força destruidora. Quando estou deste jeito, preciso escrever ou inventar algum vídeo. Canalizar esta raiva em algo terapêutico. Não quero ser Tsunami. Sou forte o bastante para me controlar, principalmente meu lado sombrio.

Esta crônica não deixa de ser um grito, não tem qualidade literária. É explosão de emoções e pensamentos.

Às vezes, sinto-me cansado de me domar. Mas, sei que para viver a liberdade, preciso ter controle de mim mesmo. Pois, ser levado pelos impulsos, irei me transformar num escravo dos instintos.

Meus pais sempre falam de equilíbrio e como odeio esta palavra. Quero extirpá-la do dicionário. Porém, preciso dela para conseguir me salvar.

Respirar fundo ajuda a pensar sobre o remorso que terei ao destruir a vida dos outros, refreia-me.


Sou livre por aprender a controlar meus instintos e delírios.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

SER RIDÍCULO



Tenho o direito de ser ridículo. Enganar-me ou me expor. Principalmente, nos meus espaços virtuais. Fiz até um vídeo sore o assunto, mas resolvi escrever para exercitar meu lado aspirante a cronista.


Por esses dias, tomei uma atitude que jurei nunca mais fazer. Antigamente, enviava textos por e-mails para jornais e isso foi um mico terrível, já que eles eram verdes para a publicação. Não tive resposta. Agora, mandei uma história para um site de humor e com certeza acontecerá a mesma coisa.

Percebo que quando viajo na maionese nesses devaneios de ser escritor ou artista, descarrego toda minha ansiedade e quando retorno, estou sereno para viver o cotidiano.

Por isso, não terei vergonha de ser ridículo. É uma forma de me autoconhecer, administrando minhas fantasias e obrigações.