sábado, 30 de julho de 2011

EXPERIÊNCIAS




Comprei uma câmera e agora? Tento buscar novas narrativas através da lente. Há pessoas que gostam de registrar momentos, mas sou aquelas que desejam contar uma história.

A câmera é um mistério para mim, leio as instruções. Será que foi só um desejo efêmero de consumo? Só vou saber se usá-la. Experimentar algo novo dá um friozinho na barriga. As primeiras tentativas são frustrantes. Mas, tudo na vida é assim. Se quiser viver somente o ideal, não faça nada e vivo enclausurado na própria utopia.

Desejam-me sorte. Mesmo me sentindo ridículo, tentarei concretizar minhas histórias e ideias através dessa nova câmera. 

terça-feira, 26 de julho de 2011

A VOLTA DO PARAFUSO DE HENRY JAMES


A Volta do Parafuso

Numa mansão da Inglaterra, uma governanta é contratada para cuidar de duas crianças, Miles e Flora. Tudo ia bem, até que alguns acontecimentos extraordinários acontecem, perturbando a relação da governanta com seus pupilos.

É novela de terror e suspense que me fez experimentar sensações angustiantes. O estilo de Henry James é tão ambíguo e complexo que não sabemos se tudo realmente aconteceu ou foi fruto da imaginação da protagonista. Mas, é necessário saber a verdade? Apreciar uma boa história e viajar nas imagens pode ser muito mais proveitoso.

O autor se inspira na literatura gótica e de terror, utilizando elementos psicológicos para a trama se tornar mais complexa. Fiquei pensando muito sobre o título da novela e fui buscar sua origem . Dar uma volta no parafuso ( apertar o parafuso), é uma ação que faz com que uma situação ruim fique pior, especialmente com a finalidade de forçar alguém a fazer algo. A expressão "dar uma volta no parafuso ou em parafusos" refere-se aajustar uma máquina - ou um instrumento de tortura - de modo que ela opere de forma mais rápida ou mais eficaz. Figurativamente, a frase refere-se a fazer algo mais intenso ou doloroso.

Realmente, à medida que a narrativa se aprofunda, a governanta passa por este processo, principalmente por se sentir impotente para salvar as crianças dos espíritos malignos. Logo, ela toma decisões desesperadas.

O tempo todo o escritor coloca em dúvida o caráter da governanta e das crianças. Há passagens onde ela parece está surtando, enquanto o menino e a menina são dissimulados, demonstrando atitudes precoces.

Confesso que esta ambiguidade me fez pensar em mim. Se estivesse no lugar da governanta, o que eu faria? E no lugar das crianças? Será que cada indivíduo se conhece realmente? A ciência explica tudo? Será que não existem realidades místicas e fantasmagóricas?

Sei que posso ter fugido do tema da novela, porém não queria fazer uma resenha. Queria colocar minhas impressões e contar como 'A volta do parafuso' mexeu comigo. Sem dúvida é uma obra de arte, que levanta pontos de vista conflitantes.

Escolhi não definir uma VERDADE, mas aproveitar uma boa história e me permitir, ao longo do tempo, perceber outras interpretações.

sábado, 23 de julho de 2011

NÃO SOU ARTISTA




Faço vídeos, entretanto não sou profissional de nada. Só exerço minha liberdade de expressão. Quero materializar minhas fantasias em vídeo e texto. Não sou artista e sim uma pessoa que publica ideias na rede.   Tenho consciência que há muitas pessoas que ralam muito para viver do que gostam e não quero me comparar a elas.

A internet é uma mídia que diferentemente das outras, os indivíduos não são somente ouvintes ou telespectadores, também podem participar divulgando ideias. Haja vista, a quantidade de blogs, portais e sites que surgem a cada dia na rede, aumentando a interatividade. Inclusive, os internautas, blogueiros ou vlogueiros podem fazer a sua própria pauta e não só receber um discurso pronto como acontece nas emissoras de televisão, rádio, jornais e revistas.

O interessante é que há serviços de hospedagem de videologs gratuitos, que possibilitam as pessoas sem conhecimentos técnicos de edição de páginas publicarem os videologs na Web. É uma oportunidade para quem almeja divulgar um produto, um talento ou ideias e pode ser uma ferramenta importantíssima para consolidação da democracia.

Enfim, posso filmar, escrever e fotografar como formas de ensaios, para adquirir novas experiências e saberes. Porém, preciso ter bom senso para não me achar especialista ou profissional de alguma coisa, caso contrário, serei um “sem noção”.

terça-feira, 19 de julho de 2011

SOU COLECIONADOR DE ERROS



Mas, sigo em frente sem vergonha e corro atrás para melhorar, mesmo que às vezes tenho vontade de desistir.

Quero ser escritor! Continuarei minha travessia. Leio textos que publico nos meus blogs e encontro as “cagadinhas” que fiz pelo caminho. Reescrevo e publico novamente. Não quero só fama, descobri isso há anos. Escrever me acalma e me salva de mim mesmo.
Não sou grandioso, por isso quero transformar minha imperfeição em genialidade, encontrar meu lugar num mundo.

Tem dias, que não me aguento. Distrações que fazem os outros me questionar como profissional. Tenho vontade de sumir. Porém, não o farei. Quero enfrentar a todos e a mim. É duro admitir que, em muitas ocasiões, sou meu pior inimigo.

Pensando bem, possuir defeitos é inerente ao ser humano. Seria muito chato se não existisse problemas, o mundo ficaria tedioso. Quem faz a diferença não é um super-herói poderoso, mas as pessoas comuns que possuem sonhos e objetivos.


Sou Eduardo Oliveira Freire, colecionador de erros com muito orgulho!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

CRIANÇA( cronica antiga e revisada)







Inocente. Má. Imatura. Madura. Triste. Feliz. Ela é um ser vivo de várias facetas. Minha mãe sempre diz que os canalhas sempre envelhecem, mas, existem crianças canalhas?

Criança não é anjo e nem capetinha, é um ser humano tão complexo como os adultos. Vivemos num bombardeio de sentimentos e pensamentos ao longo do dia. Lógico, que cada idade há uma proporcionalidade de anseios, mas a intensidade de senti-los é vivo para todas as idades.

A grande discussão de pedagogos, psicólogos infantis e psicopedagogos é que a criança como está num processo de crescimento, o cérebro ainda está em desenvolvimento. Entretanto, até que ponto isto interfere no caráter de cada criança?

Uma coisa é características singulares que todo mundo tem, outra é o caráter e este não pode ser negociado. Será que não sabem os princípios fundamentais, como não atentar contra a vida do outro?



Lógico que como a criança por ser menor precisa ser protegida. O princípio da Constituição( a isonomia) deve prevalecer, caso contrário será sobrepujado pelos mais fortes, os adultos.

Contudo, a imagem da criança vitimada e anjinha precisa ser questionada. Porque, querendo ou não, existem crianças más e que dão voltas em muitos marmanjos. São verdadeiros lobos em pele de cordeiro.

Noites brancas de Fiódor Dostoievski( 1848) ( Texto antigo)





É uma breve história que mostra a beleza de um fugaz caso de amor. Um jovem sonhador e solitária vaga pelas ruas de São Petersburgo e encontra uma jovem, que chora perto de um canal de águas turvas. Em quatro noites, tornam-se amigos íntimos até um desfecho triste.

Um dos aspectos interessante que considero no livro é a relação do protagonista com a cidade e de como os centros urbanos tornam as pessoas solitárias; havendo a incomunicabilidade. Apesar disso, existem um romantismo e uma esperança em mudar o mundo cimentado e frio. O protagonista vive a sonhar e a delirar, logo é considerado um louco ou alienado ao racionalismo da sociedade ocidental. Mesmo marginalizado, diferente de do personagem principal Ródion Románovitch Raskólnikov de Crime e Castigo do mesmo autor, ele não deixa a amargura o dominar e ainda tem esperança:

“ Meu Deus! Um momento de felicidade! Sim! Não será o bastante para reencher uma vida?”

Achei o livro muito atual e reafirma que Dostoiésvsky foi um dos precursores da literatura contemporânea.

Noites brancas é uma narrativa sucinta e se mostra uma grande obra literária. Enfim, evidencia que tamanho não é documento. Desculpa pelo clichê, mas, por enquanto, não tenho outras palavras para definir o relato que pode ser um conto longo ou uma novela curta.


quarta-feira, 13 de julho de 2011

TRAUMA



“Em grego significa ferida e que, quando não são sanadas, as pessoas se tornam monstros”. Ouvi esta frase no filme Ilha do medo(2010) .  Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) investiga o desaparecimento de um paciente no Shutter Island Ashecliffe Hospital, em Boston. No local, descobre que os médicos realizam experiências ilegais e antiéticos com os pacientes. Teddy procura mais informações, porém a resistência dos médicos o atrapalha. Quando um furacão deixa a ilha sem comunicação, diversos prisioneiros escapam, tornando a situação ainda mais perigosa. O filme é um labirinto, onde não sabe o que é verdade ou mentira.

 Depois de ouvir a frase, lembrei-me do personagem Heathcliff do livro O MORRO DOS VENTOS UIVANTES de Emily Brontë, um órfão que sofreu a várias humilhações, tornando-se triste e rústico. No início da história era apaixonado pela Catherine Earnshaw e maltratado pelo o irmão mais velho. Nutria um amor por Catherine e era correspondido; entretanto, ela decidiu se casar com um pretendente de posses, por esse ter melhores condições de sustentá-la.

Heathcliff saiu do Morro dos Ventos Uivantes e, anos mais tarde, tornou-se um indivíduo rico, vingativo e cruel. Capaz de destruir a si mesmo e aos outros ao redor. O personagem não era mau por natureza, mas o acumulo de sofrimentos o fez desse jeito. Como Norma, a protagonista da atual novela Insensato Coração. Ela foi injustiçada e se tornou uma pessoa obsessiva e vingativa, porque as feridas que marcaram sua alma, sangram até hoje. Os dois personagens são dois animais feridos que dão patadas por todos os lados.

Já encontrei muitas pessoas amarguradas que prejudicam os outros, não por maldade pura, e sim para tentar se vingar de alguma situação passada. Querem se defender atacando e não conseguem discernir que nem todos querem prejudicá-los. Não conseguem crescer com a dor e querem deixar de serem vítimas a qualquer custo, para se tornarem algozes.

Realmente, eu esteja teorizando demais. Como diz minha mãe: “ Pimenta nos olhos dos outros é refresco.”. E se eu encontrar uma pessoa que estimule o pior de mim? Será que não vou me transformar numa pessoa vingativa?

Não sei do que sou capaz. Mas, tomara que uma alma boa sempre me dê conselhos bons para seguir em frente e sem traumas. Também, que sempre encontre bons livros para ter um pouco de conhecimento sobre a alma humana. 

domingo, 10 de julho de 2011

EXISTÊNCIAS GÊMEAS( CRÔNICA ANTIGA)

Sempre ouvi dizer das diferenças entre classes sociais, por idade e nacionalidades distintas; porém, de um tempo para cá, comecei a pensar que há peculiaridades em relação à existência de cada indivíduo. Há casos de duas pessoas estarem na mesma faixa etária, condição social e nível cultural; mas, simplesmente, não possuírem nenhuma empatia um com o outro.

Diferente de outros casos, os quais pessoas de origens distintas se são dão muito bem por haver uma harmonia existencial. Este fato começou a chamar minha atenção, depois que comprei um livro por um real numa feira no Centro da cidade: Destinos de Humberto Campos, uma obra póstuma de crônicas. Coincidentemente li uma narrativa que me chamou atenção de primeira, O VIOLINO ENCANTADO.
O escritor articula sua versão do conto de Sienkiewicz*, no qual narra o encanto de um menino pobre ao ver um violino. Um dia, invade a casa dos patrões para admirar o instrumento e é acusado de querer roubá-lo, levando uma sova em seguida.

“O menino deixou-se ficar, como caíra. Um sorriso meigo subiu-lhe à boca, de mistura com um gole de sangue. Abriu muitos os olhos para a lua, que se mirava lá dentro, nas suas pupilas. E começou a ouvir a continuação da ária, mas agora, mais linda, mais doce, mais harmoniosa, e que se perdeu ao longe, à distância, na noite do seu sono eterno...”

Humberto Campos faz um paralelo do conto com o Coelho Neto** escritor, político e professor brasileiro.
“ Naquela noite de luar, era aquele o seu violino encantado. Apenas, ao contrário do pequenino músico de Sienkiewicz, Coelho Neto, rejuvenescido pelo exemplo dos moços, vai, agora, com certeza, caminhar a convalescença, para o trabalho, para as vitórias novas, num espetáculo soberbo de saúde, de força, e de ressurreição...”

Depois da leitura, comecei a pensar na existência de indivíduos que, apesar da pouca cultura, possuem uma sensibilidade para arte e às belezas da natureza. Por exemplo, no meu ponto de vista, o menino do conto e Coelho Neto têm algo em comum: a sensibilidade de perceber o que está em volta; entretanto, um só tem intuição e imaginação; o outro o domínio da palavra e uma vasta cultura. Talvez, um intelectual do mesmo porte do escritor seja completamente contrário a ele que, por sua vez, está mais próximo do garoto do violino.

Sinceramente, quero acreditar em existências gêmeas que podem superar diferenças sociais, culturais, religiosas e étnicas. Já pensou, uma pessoa do outro lado do mundo; ter uma ligação com você?

* ( escritor polaco, premiado com o prêmio Nobel da literatura em 1905 e considerado um dos mais brilhantes escritores da segunda metade do século XIX.) http://pt.wikipedia.org/wiki/Henryk_Sienkiewicz

sábado, 9 de julho de 2011

OUTROS OLHARES



Bem, não concordo que a micronarrativa seja um gênero mais fácil de compreender em relação à literatura mais longa. Pelo contrário, li muitas histórias curtas que precisei ler várias vezes, para desvendar o que estava nas entrelinhas. A arte da micronarrativa, para mim, é que o escritor não escreve o que quer dizer, mas deixa subentendido no texto e o leitor precisa se esforçar para descobrir. Logo, é um gênero que não é tão “ fast-food”, precisa pensar por algum tempo para assimilar.

outros olhares

Não sou muito ligado em música, mas há algumas canções dialogam com minha alma. Nunca me canso de ouvi-las e aos poucos fazem parte de mim, sinto-me antropofágico.
Esta música traz reflexões que sempre tive. Prezados possíveis leitores, quero compartilhar com vocês:












Sos D'un Terrien En Detresse (tradução) Grégory Lemarchal


Por quê eu vivo, por quê eu morro?
Por quê eu rio, por quê eu choro?
Eis o S.O.S.,
De um terreno em desespero

Jamais tive os pés sobre Terra
Gostaria mais de ser um pássaro [seria melhor ser um
pássaro]
Estou mal na minha pele.

Queria ver o mundo ao contrário
Se por ventura fosse mais bonito
Mais bonito visto do alto [de cima]
Do alto [de cima]

Sempre confundi a vida
Com as histórias em quadrinho
Tenho como os desejos de metamorfose
Sinto alguma coisa
Que me atrai
Que me atrai
Que me atrai para o alto

Grande loteria do universo
Não tirei um bom número
Estou mal na minha pele

Não tenho o desejo de ser um robô
"Metrô, Trabalho, Soneca".

Por quê eu vivo, por quê eu morro?
Por quê eu grito, por quê eu choro?
Creio captar ondas
Vindas de um outro mundo
Escrever
Jamais tive os pés sobre Terra
Gostaria mais de ser um pássaro [seria melhor ser um
pássaro]
Estou mal na minha pele.

Quereria ver o mundo ao contrário
Gostaria mais de ser um pássaro [seria melhor ser um
pássaro]
Soneca, criança, soneca.



http://www.vagalume.com.br/gregory-lemarchal/sos-dun-terrien-en-detresse-traducao.html#ixzz1Rd1rS6qI

terça-feira, 5 de julho de 2011

00:21


 



De repente, navegando na internet, encontrei um conto antigo meu espalhado por alguns blog e sites. Fiquei feliz, porque mesmo que meus escritos ainda não tenha uma qualidade artística, por um momento, o conto tocou o coração de alguém.

Há muito tempo desisti de ser “imortal”. Não tenho genialidade o bastante. Mas, se eu conseguir emocionar um indivíduo, por segundos, ficarei realizado. Ser efêmero não é ruim, mesmo que se esqueçam dos meus textos em seguida. Talvez, eles sejam depositados em qualquer região do inconsciente e se transformem em quimeras. 


Agora, o que é péssimo é ser descartável. Escrevi muita baboseira com pretensões artísticas. Confesso que chego a ser pretensioso, à vezes. Sempre espero elogios. Ainda bem que ao escrever, a razão me chama. 

O sono envolve meu corpo. Boa noite, possíveis leitores!

domingo, 3 de julho de 2011

Desireless - Voyage Voyage( Crônica antiga: sábado, 26 de fevereiro de 2011)







O clipe da música me chamou a atenção. Numa casa antiga e de pessoas antiquadas, a cantora chega com sua aparência andrógena. Ela liga retroprojetor, mas no início os moradores da casa não ligam, pois estão imersos em seus mundinhos. Mas, ao longo do clipe eles vão descobrindo as maravilhas de outros mundos, através do retroprojetor.
Depois de assistir o clipe, comecei a pensar  sobre o que é realmente viajar. Têm pessoas que vão para outros lugares, porém só ficam na superfície, não se aprofundam na cultura local. Só querem comprar objetos para mostrar que viajaram. Ler um livro, assistir um filme ou ouvir música pode ser formas de viajar, também.
Para mim, um verdadeiro viajante é aquele que sai de si e imerge no outro, para para descobrir sensações novas e conhecimentos desconhecidos. O que importa não é o deslocamento de corpos, mas de almas.


***











***
Tradução da música:



Viaje Viaje

Acima dos velhos vulcões,
Deslizando tuas asas sob o tapete voador,
Viaje, viaje,
Eternamente.
Das nuvens até os pântanos,
Do vento da Espanha à chuva do Equador,
Viaje, viaje,
Voe até as alturas.
Acima das capitais, das idéias fatais,
Das idéias fatais,
Olhe o oceano...



Viaje, viaje,
Mais longe que a noite e o dia, (viaje, viaje)
Viaje, viaje,
No espaço inaudito do amor.
Viaje, viaje,
Sobre a água sagrada de um rio indiano (viaje, viaje)
Viaje (viaje)
E jamais retorne...



Sobre o Ganges ou o Amazonas,
Entre os negros, entre os sikths, entre os amarelos,
Viaje, viaje,
Em todo o reino.
Sobre as dunas do Saara,
Das ilhas Fiji ao Fujiyama,
Viaje, viaje,
Acima das cercas,
Acima dos arames farpados,
Dos corações bombardeados,
Olhe o oceano...



Viaje, viaje,
Mais longe que a noite e o dia, (viaje, viaje)
Viaje, viaje,
No espaço inaudito do amor.
Viaje, viaje,
Sobre a água sagrada de um rio indiano, (viaje, viaje)
Viaje (viaje)
E jamais retorne...



Acima das capitais,
Das idéias fatais,
Olhe o oceano...



Viaje, viaje,
Mais longe que a noite e o dia, (viaje, viaje)
Viaje (viaje)
No espaço inaudito do amor.
Viaje, viaje,
Sobre a água sagrada de um rio indiano, (viaje, viaje)
Viaje (viaje)
E jamais retorne...





sábado, 2 de julho de 2011

DIFERENÇAS DE CLASSES E REDES SOCIAIS


Não é novidade para ninguém que as redes sociais são simulacros da vida real. Tem pontos positivos, mas negativos como a discriminação de classes. Isso é percebido nos conceitos que fazem entre o ORKUT e o FACBOOK. O primeiro é considerado “povão”, enquanto o segundo é “cool”. Percebe-se o processo de defasagem entre os pobres e os ricos que sempre aconteceu na História. Os ricos acompanham o que acontece no momento em relação à moda e as novas tecnologias, já os pobres vivenciam o passado.

No início, quando os computadores eram muitos caros e a Internet um artigo de luxo( principalmente há 10 anos), os abastados frequentavam redes sociais e formavam os grupinhos de pessoas que eram conectadas às ultimas notícias da evolução da tecnologia. A Internet está se popularizando e cada vez mais as pessoas estão se integrando às novas mídias sociais; em seguida, certas pessoas acham que a “inclusão de digital” significa “mal gosto de pobre”.

Sempre ouço comentário de que como o Orkut é frequentado pela grande parte de brasileiros, houve uma migração para o FACEBOOK. Existem comentários que o Orkut morreu e que só é frequentado por pessoas pobres, exibicionistas e cafonas que mandam mensagens spams de gostos duvidosos. Fico a pensar se a sociedade nunca irá evoluir? Extirpar estes pensamentos elitistas do planeta. Eu, muitas vezes, me pego com essas ideias, a nossa identidade é construída a partir dos outros e que nos antecedem por gerações. Porém, preciso ser forte.

A questão de classe é um mal que vai perdurar por bastante tempo ainda. Ela é inerente à natureza humano desde os primórdios. Entretanto, não deixarei de ter ORKUT só porque uma meia dúzia de pessoas “cults” o detona.