sábado, 25 de julho de 2015

ZORBA O GREGO ( 1964)



Depois de assistir ao filme, comecei a pensar que o conhecimento dos livros não basta para compreender o mundo, mas, viver é preciso também.  O encontro inesperado entre o grego Zorba e o escritor britânico mostra como o segundo mesmo com todo seu conhecimento acadêmico, não conseguia compreender certas coisas, os quais o primeiro conhecia intuitivamente.

Então, comecei a pensar que um artista em geral além do saber formal precisa viver simplesmente e ser intuitivo. Por exemplo, lógico que um escritor necessita de um vocabulário rico e conhecer as normas gramaticais, para tornar seus textos consistentes e coerentes. Entretanto o que adianta manuscritos perfeitos se não passam emoção? Um escritor é um contador de história e, além da técnica, precisa de estímulos externos. Adquirir experiências, compartilhando-as com os outros, como os seus ancestrais faziam: Os contadores de histórias que narravam aventuras ao redor da fogueira para várias pessoas.

Outros aspectos que achei interessante, é que mostra que mesmo em um povoado distante, existe violência, principalmente, contra o diferente. Uma viúva que não queria sair com ninguém sofre preconceito por causa disto e todo povoado se voltou contra ela. E quando uma senhora, uma velha prostituta francesa, ficou doente e faleceu o pessoal do povoado entrou para saquear.

O filme expõe a grandiosidade de viver e de como seu lado grotesco chega a ser absurdo. Apesar dos acontecimentos ruins, precisa-se seguir em frente, já que a vida não para.  

Zorba foi testemunha disso tudo. Ao invés da depressão, decide aproveitar o momento de cada vez, apesar das derrotas.  Ensinou ao escritor britânico a fazer o mesmo, que percebeu que aquele grego de aparência humilde lhe ensinou muito mais sobre a vida do que seus livros.

Inclusive, mostrou que se precisa um pouco de loucura para suportar certos acontecimentos tristes. A razão e o conhecimento acadêmico não conseguem dar conta e se precisa da ajuda da loucura.

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O filme foi inspirado em um livro, irei adicioná-lo na minha lista.



domingo, 19 de julho de 2015

Para Sempre Alice ( 2014)



Já pensou perder o bem mais precioso que conquistamos ao longo dos anos: A memória? Ela a ajuda o indivíduo a construía sua identidade e até a existência. Quando se perde a memória é como se morresse em vida, pois nos tornamos outro.

No filme mostra esse dilema. Dra. Alice Howland é uma respeitável professora de linguística. Aos poucos, ela começa a esquecer de certas palavras e se perder pelas ruas de Manhattan. Ela é diagnosticada com Alzheimer. Logo, Alice se vê perdida, pois suas lembranças e conhecimento sempre a nortearam e perdê-los é como se fosse deixar de existir. Ela perde a precisão das palavras e não consegue definir com uma expressão o que está sentindo. Tem uma cena que ela diz que é como se as palavras estivessem na sua frente e não consegue pescar a certa.

A família, também, fica que em choque já que Alice torna-se outra pessoa por causa da doença. O marido e os filhos não a reconhecem mais.

O Alzheimer da protagonista é devastador e ela lutou até quanto pode contra os efeitos causados pela doença. Mas, a deterioração da memória é devastadora.  

Outro fato que achei interessante que quando Alice faz uma palestra já doente, argumente que o Alzheimer é uma doença que de certa maneira desmoraliza o portador, as pessoas acham graça ou debocham dos esquecimentos e dos lapsos cometidos. E que ela está lutando para se manter como Alice.

Por isso, que o título Para Sempre Alice não define ( na minha opinião particular) não define muito bem o filme. Então coloquei no google tradutor o título original: "Still Alice", que se traduz Ainda Alice. A batalha da protagonista de ser ainda ela é o ponto principal do filme, mesmo quando a doença se desenvolve vertiginosamente.

Enfim, é um filme que informa e emocionante, sem ser melodramático com juízos de valores. É uma história que tem com objetivo levantar questões e esclarecer alguns pontos, já que ainda há muito preconceito com as doenças degenerativas que afetam a capacidade de pensar. Muitos consideram que quem sofre este tipo de enfermidade está alheio a tudo, porém se forem tratados, estimulados podem ter uma sobrevida de qualidade.

Inclusive, faz pensar que precisamos sempre ter a consciência de que a vida é inesperada e como o ser humano é frágil.


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Lembranças fantasmagóricas e Apelo


Relatarei o que aconteceu comigo quando estava no último ano do antigo segundo grau. Abrirei o baú empoeirado das minhas lembranças fantasmagóricas que sempre me assombraram, ruborizando o rosto até hoje.


 Mas, antes quero dizer que hoje sou maduro bastante para discernir de que como gosto de escrever preciso estudar e ler bastante. Se eu erro é um fato grave, porque quem almeja ser escritor necessita ter cuidado com a palavra. Logo, se fazem uma crítica dura em relação ao meu jeito de escrever preciso encarar na boa, filtrando as críticas boas e jogar no lixo as más.


Bem, voltando ao assunto de quando estava no último ano do antigo terceiro grau. Fui conversar com um coordenador sobre minhas notas das provas e mostrei a redação que redigi PESSIMAMENTE. Ao ler que escrevi “difício” começou a rir da minha cara, como se eu fosse um retardado mental. Tenho a consciência que cometi um erro grave, mas como educador deveria criticar de forma mais pedagógica. Recordo-me que na época estava completamente sem perspectiva e com a autoestima baixa.  Conclusão! Fiquei bloqueado e minha criatividade cada vez mais atrofiada.

Não estou me fazendo de vítima, só compartilho minha experiência com a finalidade de fazer um apelo aos educadores de todo Brasil! Corrijam os erros, porém não se esqueçam de que o coração é terra que ninguém pisa. Respeite um jovem que ainda não possui mecanismos de defesa e não sabe lidar ainda com fracassos ou rejeições.


Por isso, hoje em dia escrevo dando minha cara a tapa. Erro, acerto, assimilo críticas construtivas e sigo minha vida. Não me esqueço da minha responsabilidade, já ouvi uma pessoa argumentar de que o escritor precisa ser tão responsável como um engenheiro na construção de sua obra. Concordo e, por isso mesmo, continuo minha jornada de aprendizagem.


Nunca mais me calarei e podem me ridicularizar à vontade! Estou pronto.


Obs: Aceito dicas para melhorar este texto.  Ele não está finalizado, irei reescrevê-lo várias vezes com toda a certeza...

  

sexta-feira, 10 de julho de 2015

A Neves de Kilimanjaro de Ernest Hemingway





“Kilimanjaro é uma montanha coberta de neve, a 6.000 metros de altitude, e diz-se que é a montanha mais alta da África. O seu pico ocidental chama-se ‘Ngàge Ngài’, a Casa de Deus. Junto a este pico encontra-se a carcaça de um leopardo. Ninguém ainda conseguiu explicar o que procurava o leopardo naquela altitude.”

A história de um homem que viaja para África com a mulher e se machuca na perna. A ferida infecciona e descobre que está prestes a morrer. Faz uma reflexão sobre sua vida e as oportunidades perdidas. Não pude deixar de pensar de como nós (seres humanos) somos prepotentes, inclusive, em relação à natureza.  Somos instantes apenas, principalmente, quando nos deparamos com o insondável mistério do universo.
Ao longo da narrativa, o personagem vai despindo suas máscaras, tornando-se nu perante a morte. Recorda-se de momentos não muitos gloriosos e da brutalidade das guerras que participo. Arrependa-se de não escrevê-las e ter desperdiçado o tempo de se tornar escritor. Sempre preferiu o caminho mais fácil...

Li do mesmo autor do conto o Velho e o Mar. O velho pescador se aproxima bastante com o protagonista da narrativa curta. A partir de uma narrativa sem firulas  mostra um personagem que é vencido pelas circunstâncias da vida como, por exemplo, a má sorte e as limitações da idade avançada. Só que ele tenta lidar com isso e não se torna revoltado. Aprende a lidar com a solidão em alto mar e a questão do tempo. O velho pescador faz uma autorreflexão sobre sua vida, como o personagem do conto que se vê à beira da morte. 

ESCREVER UMA CRÔNICA( crônica antiga, 2009)


Para escrever uma crônica é preciso ser simples, mas não simplório. Colocar uma pitada de ironia e humor dá uma diferença boa no texto. Tem que saber do que está falando. Entretanto, não há necessidade de se aprofundar em pensamentos complexos.

Caro cronista seja coerente e suave. Uma boa crônica deve fazer com que o leitor esqueça a leitura e viaje com o que está relatando. O leitor deve se desapontar, porque acabou de ler o texto. A crônica é uma narrativa livre, não há necessidade de ser comprometido com a realidade. Se for para deixar o texto mais agradável, por que não aumentar um pouco as peripécias?

Quem pretende representar a realidade, desculpe a franqueza, é um inocente que chega às raias da tolice, pois o que se vê mais por aí são correntes ideológicas ou pontos de vista.


Lógico que para ser um cronista precisa escrever bem, mas não use palavras que ninguém vai entender. Agora, não gosta de se expressar assim, escreva artigos acadêmicos para Academia Brasileira de Letras. Contribuirá bastante ao conhecimento. Todas as formas de conhecimentos são fundamentais à construção de um mundo melhor.

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Estranho que nem me lembrava de mais desta crônica...

quinta-feira, 2 de julho de 2015

palavras 2




PRECISO URGENTEMENTE DE FENDAS PORTÁTEIS PARA FUGIR A OUTRAS DIMENSÕES, QUANDO A CHATICE IMPERAR.

Língua Portuguesa me perdoará um dia? É que quando vejo já agredi você. Não é por mal, juro!

Às vezes, sinto saudade do que não aconteceu.

Estou mistério.


Ainda bem que me livrei da ideia chata de quando era jovem de ser especial. É tão bom se assumir comum, libertador até.

Como é libertador tirar sarro de mim mesmo, freando um pouco a soberba com humor. Isto é uma forma de ser inteligente.

Sou livre para escolher minha gaiola, com licença.

O fogo crepitando nos faz viajar a tempos antigos. De repente, nos tornamos outros, que são nossos ancestrais que nos habitam.

Muitos só focam a traição conjugal e sexual, mas a infidelidade entre amigos e parentes próximos causa tão quanto dor.

As indiretas só fazem efeito se a pessoa tem consciência pesada, do contrário, se passarem por despercebidas é porque não foi para você.


Alguém pode me dizer o que é certo e errado na arte?

Gosto de brincar de ser escritor.

Sou ensaio, tentativas, pulsações e vida...


SÓ ESTUDAR ADIANTA?

Imagem encontrada no google

Estudar é importante, sem sombra de dúvida. Mas, hoje em dia, não basta só estudar precisa-se ir além, buscando ser empreendedor, criativo e bem educado para cultivar contatos com a finalidade de arrumar um bom emprego. Se pensar que só tirar nota boa na prova e na faculdade terá um futuro brilhando, sabe de nada inocente.

Outra coisa, se acha que ao terminar a faculdade arranjará O EMPREGO para continuar a viver o padrão de vida que seus pais lhe deram, repito, sabe de nada inocente. Posso estar equivocado, mas percebo que muitos jovens, pais e escolas não estão acompanhando as mudanças do mercado de trabalho.

Logo, a questão não é somente estudar e guardar na cabeça maior quantidade de conhecimento, mas, como encarar o estudo e como utiliza-lo para realizar seus objetivos.

ADMIRAÇÃO INVEJA ALMEJAR


quarta-feira, 1 de julho de 2015

SOBRE A LEI DA MAIORIDADE PENAL


Imagem encontrada no google

Não quero ter ideias imutáveis, reivindico meu direito de errar e voltar atrás. Ouvi sobre a notícia da diminuição da maior idade penal e que ia ser votada, mas, fiquei perdido ao tentar entender o que está acontecendo. Não quero falar do Brasil, entretanto, o país é um caos para mim, tantas leis que não são aplicadas...

Sou a favor da redução penal para menores que cometem crimes hediondos e não os que cometeram crimes leves que podem ser reabilitados para retornarem à sociedade, através de intervenções do estado. Inclusive sou contra a diminuição da pena em casos de crimes bárbaros, como acontece com os maiores de idade.

 Na verdade, o requinte de crueldade me assusta e não é só reflexo da desigualdade social, vem da essência do indivíduo. Psicopatas existem em todas as classes sociais e não podem ser comparados a outros presos ou menores infratores.

Compreendo que a lei da maioridade penal é questionada, pois existe a maior probabilidade de só jovens-mestiços-pobres aumentarem ainda mais a população carcerária do país, que é uma das mais populosas do planeta. Também, não se pode esquecer a quantidade de jovens que morrem por causa da violência e, muitas vezes, nem são contabilizados na estatística, portanto uma geração de brasileiros é exterminada diariamente.

Realmente, isso ajuda a Segurança Pública do país? Têm tantos casos que bandidos continuam a exercer a criminalidade de dentro das cadeias...
Como resolver isto? Só vejo disputa de egos e a procura de ter hegemonia na política brasileira.


Sei lá, confesso minha ignorância, mas, acho que se deva fazer uma reforma geral e uma fiscalização mais eficaz para as leis serem cumpridas. Ajudar quem precisa a se recuperar de uma má escolha e NÃO deixar na rua psicopatas que são predadores da própria espécie( a gente).