sexta-feira, 10 de julho de 2015

A Neves de Kilimanjaro de Ernest Hemingway





“Kilimanjaro é uma montanha coberta de neve, a 6.000 metros de altitude, e diz-se que é a montanha mais alta da África. O seu pico ocidental chama-se ‘Ngàge Ngài’, a Casa de Deus. Junto a este pico encontra-se a carcaça de um leopardo. Ninguém ainda conseguiu explicar o que procurava o leopardo naquela altitude.”

A história de um homem que viaja para África com a mulher e se machuca na perna. A ferida infecciona e descobre que está prestes a morrer. Faz uma reflexão sobre sua vida e as oportunidades perdidas. Não pude deixar de pensar de como nós (seres humanos) somos prepotentes, inclusive, em relação à natureza.  Somos instantes apenas, principalmente, quando nos deparamos com o insondável mistério do universo.
Ao longo da narrativa, o personagem vai despindo suas máscaras, tornando-se nu perante a morte. Recorda-se de momentos não muitos gloriosos e da brutalidade das guerras que participo. Arrependa-se de não escrevê-las e ter desperdiçado o tempo de se tornar escritor. Sempre preferiu o caminho mais fácil...

Li do mesmo autor do conto o Velho e o Mar. O velho pescador se aproxima bastante com o protagonista da narrativa curta. A partir de uma narrativa sem firulas  mostra um personagem que é vencido pelas circunstâncias da vida como, por exemplo, a má sorte e as limitações da idade avançada. Só que ele tenta lidar com isso e não se torna revoltado. Aprende a lidar com a solidão em alto mar e a questão do tempo. O velho pescador faz uma autorreflexão sobre sua vida, como o personagem do conto que se vê à beira da morte.