segunda-feira, 25 de abril de 2016

O Estado Islâmico não é aqui!

Sou contra qualquer tipo de agressão, tanto verbal, corporal, de escarros ou de cuspis. O destempero provoca o caos e não ajuda em nada para Democracia. Mas, o ator José de Abreu não tomou esta atitude porque é maluco. O casal do restaurante ficou provocando. Para mim, todos estão errados. Cada um na sua, pessoal. Falando sobre o outro lado, no final de semana, assisti na tevê um grupo que ficou chamando um senador( a favor o impeachment) de ladrão e ficaram cercando-o. Não concordei com a atitude dos manifestantes de ficar acuando o tal senador, pois tem o direito de ir e vir. Querem se manifestar, promovam manifestações pacíficas, sem ficar constrangido ninguém e nem fazer manifestação, onde mora o tal do Bolsonaro.

Vejo tanta gente com opiniões diferentes das minhas e jamais ficarei retrucando nas redes sociais e assediando os outros na rua. Querem debater sobre política, procurem os espaços apropriados para isto. Agora, não fiquem perseguindo ou soltando piadinhas para que o outro se descontrole. Sei lá, as pessoas estão tão estranhas. Se você é a favor do impeachment, beleza. Sei que tem seus motivos. Sou contra, mas isto não significa que eu que me considere melhor que você. Este maniqueísmo reduz muito a realidade em que vivemos. Vamos ficar na paz e seguir nossas vidas. Retrucar, agredir e esculachar não resolverá o problema. Mais tolerância e menos xingamentos ou cuspidas! O Estado Islâmico não é aqui!

Na verdade estão se nivelando por baixo. Desejam fazer passeatas, há vários lugares para ir. Para que causar desconforto e intolerância? Exercer a cidadania significa argumentar, respeitando o outro. Gritar e usar a força são formas totalitaristas para ambos os lados.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

“Se ela vir”

Uma das minhas sobrinhas escreveu no face. No início, estranhei e fui pesquisar. Descobri que “Se ela ver” está erradíssimo. Realmente, precisa-se sempre reciclar e revisar nossos conhecimentos, inclusive, em relação à língua portuguesa. A gente desaprende as regras de concordâncias, gramaticais no cotidiano e escrevemos ou falamos não corretamente.

 Todavia, deve-se ter um bom senso na hora de julgar um indivíduo só porque disse ou escreveu errando as regras da língua oficial. Por exemplo, se pretendo ser escritor, necessito estudar com a finalidade de possuir o domínio do meu idioma. Não posso fazer o que sempre pratico, posto precipitadamente textos que estão repletos de erros muitas vezes. Resumindo, para ser um escritor tenho que me inserir nas normas gramaticais da Língua Portuguesa. Agora, precisa-se ter cuidado com a diversidade de pensamentos e registros que existem na realidade. Desqualificar alguém por tropeçar num norma gramatical, não deixa de ser uma forma de exclusão.

 Existem indivíduos com baixa escolaridade, porém, possuem sabedorias que vão além do saber escolar. Quantos conhecem profundamente a fauna, a flora e têm outras habilidades.

Enfim, cuidado em segregar ao se utilizar os mecanismos da ordem do discurso. Escrever errado não significa ser burro, mas, na verdade, é uma pessoa que desconhece um olhar entre tantos neste mundo.

terça-feira, 19 de abril de 2016

DEUS NÃO É

IMUNIDADE PARLAMENTAR

Sou leigo no assunto, mas, entendo que a imunidade parlamentar em geral é um instrumento para preservar os direitos políticos das autoridades do país. É um benefício que assegura aos membros de parlamentos ampla liberdade, autonomia e independência na prática de suas funções, protegendo-os contra abusos e violações por parte do poder executivo e do judiciário.

 Porém, não significa que podem vomitar seu discurso sem se importar com a repercussão. Vejo políticos que falam barbaridades disseminando ódio e inverdades. Para mim, estes fatos são tão ruins como a corrupção.

A imunidade parlamentar não pode ser comparada como blindagem. Se eu começar a escrever um monte de ofensas, serei processado. Qual diferença entre mim e o político que pratica as ofensas? O Brasil precisa parar com esta história de hierarquia social e econômica. Um juiz, deputado, senador, presidente entre outros não são melhores que o resto da população e sim meramente humanos como a gente.

 Por isso, precisa-se abordar a questão da imunidade parlamentar. Até quando é necessária e quando é uma forma de proteção, para uma pessoa de má fé destilar veneno para todo lado.

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OBS: Quando postei esta reflexão no face, confundi imunidade parlamentar com foro privilegiado. O primeiro é " um mecanismo presente no ordenamento jurídico brasileiro que designa uma forma especial e particular para julgar-se determinadas autoridades. Tal dispositivo é uma clara exceção ao princípio da igualdade, consagrado na constituição brasileira por meio de seu artigo 5º."

O segundo é "a liberdade que o parlamentar tem para as suas opiniões, palavras e votos. Está previsto no artigo 53 da CF. ".

domingo, 17 de abril de 2016

POR UM PATRIOTISMO MAIS REFLEXIVO

Independente do resultado, o que quero realmente é um patriotismo reflexivo. Não adiante idealizar ou endeusar ninguém, mas procurar, através do voto, políticos com boa vontade para melhorar o país.  Mesmo sendo contra o impeachment, não torcerei contra o Brasil, pois, se ele piorar, irei junto.

Pelo jeito que os acontecimentos andam, haverá o Impeachment. Todavia, não podemos ser inocentes que a corrupção acabará com a saída do PT no governo. Eduardo Cunha ainda é presidente da Câmera e se tornará vice. Por que ninguém fala sobre ele, principalmente, os políticos que clamam pela família, pela honra e por Deus?

Torço que este episódio nos amadureça e que não se acreditem em heróis além do bem e do mal.

Posso ser tolo, mas creio na capacidade do povo brasileiro em superar crises.