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Mostrando postagens de 2018

Eu, Robô de Isaac Asimov, 1950

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Confesso, não é meu estilo literário( ficção científica), mas, estou a procura de ler outros gêneros com a intenção de abranger meu olhar, saindo da minha zona de conforto. Viajei um pouco, quando aparecia no texto termos científicos ou técnicos.
Quando baixei o livro, pensei no filme inspirado na obra que assisti anos antes.Não tenho a pretensãode dizer qual é omelhor, sãoobrasdiferentes e produzidasem plataformas distintas.Geralmente, o livro e os quadrinhos são voltados para um público mais específico e os filmes tendem a abranger o maior número de público, tornado a história mais acessível.
Um fato que considerei bem interessante, de como foi editado os contos. Asimov amarra os contos uns aos outros, como uma pesquisa de um jornalista, que vai entrevistando Susan Calvin, a psicóloga de robô e aí os contos são apresentados.
Não almejo fazer uma resenha do livro, pelo contrário, sóapontarei algumas passagens que achei relevantes e que fizeram a continuar a ler o livro. “Eu, Robô” amar…
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Não quis dizer COM topless e sim, fazer.

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As pessoas serão mais bem resolvidas quando pararem de ver o corpo nu como um objeto de desejo. Ele em si significa várias coisas, dependendo de cada momento.
Quando se sexualiza em demasia o corpo nu e o transforma em pecado, surge a perversidade e o consumo exacerbado de pornografia.
Não me refiro ao sexo em si, o qual faz parte da natureza humana. Mas, dos estereótipos, arquétipos e os fetiches que rotulam o corpo nu como só um objeto de prazer.
Por que censurar os mamilos femininos? Por que só os homens podem tirar fotos sem camisa? Por que os mamilos femininos são tão polêmicos, já que significam vida, também, para os bebês? Por que no carnaval é permitido a nudez e uma mulher não pode fazer topless na praia, pois se tirar a parte de cima do biquíni, será discriminada?
Precisamos refletir sobre a nudez em si. Nascemos despidos e livres, depois, somos encarcerados em convenções sociais que nos aprisionam e nos tornam maldosos ou perversos.
Des…

entre o bem e o mal

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MACHISMO

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“Machão não come mel - come abelha.”(
MILLÔR FERNANDES)
Antes de qualquer coisa, não desejo diminuir o sofrimento alheio. Pretendo argumentar de como os homens lidam com o machismo e como este lhes torna um fardo.  
O homem tem vergonha de se revelar, porque foi educado desde os primórdios a ser destemido e uma fortaleza. Toda sua atitude é calcada em relação aos outros, não voltado para si.Necessita mostrar que é o “foda” e o “garanhão” o tempo todo. Mesmo que não esteja a fim de transar com uma mulher, precisa dormir com ela, caso contrário, será sacaneado pelo seu grupo social. Vários homens sofrem com relacionamentos abusivos (defamiliares, amigos e cônjuges), inclusive, e ficam calados para não serem chamados de otários ou mariquinhas.
Vale lembrar que muitos, por orgulho e preconceito, não procuram médicos, principalmente, o proctologista, commedo da famigerada “dedada”, que éum exame eficaz para se precaver do câncer de próstata.Diferente das mulheres que, na maioria das vezes, se…

Reflexões que tive, depois, de assistir ao filme Una...

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Pois é, fiz o vídeo aos trancos e barrancos e não deu para escrever  a crônica devido a certos problemas técnicos.  Agora, tentarei desenvolver  pela escrita, minhas reflexões. 

Antes de qualquer coisa, não pretendo fazer uma análise crítica do filme e nem uma resenha. O objetivo  do texto é desenvolver os pensamentos que tive, ao término do filme. 

O resumo básico: Uma jovem vai ao encontro do ex-vizinho bem mais velho para confrontá-lo. A partir daí, por meio de flashbacks conta o romance proibido  que os protagonistastiveram, na época ela tinha treze anos. O término  foi bem traumático. 

Bem, chego ao ponto que almejo desenvolver, a questão  do ABUSO. Em muitas ocasiões, o abuso não só se manifesta pela violência, pelo contrário, a sedução é outra forma de molestar o outro. Principalmente, um menor de idade que não tem tanto conhecimento e defesas como o adulto. O adolescente é impulsivo, além da explosão  de hormônios  e com a descoberta da sexualidade, retamente, ele pode se sentir …

Na mesma tecla

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Fake news

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O único título para este texto que o define bem... ABSURDO

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Por curiosidade, dei uma olhada como seria se fizesse um empréstimo no banco, que foi liberado para mim.
Levei um susto!! As parcelas tomam todo o meu salário e o pior é que pagarei muito mais o valor, devido aos juros exorbitantes e surreais.
Gente!! Isto é um roubo legalizado, que leva as pessoas ao desespero. 
Antigamente, confesso que julgava os indivíduos que se endividavam por serem consumistas ao excesso. Entretanto, não é só culpa deles. Os bancos se utilizam da ignorância do povo, para "arregaçá-lo". Por exemplo, quem teve educação financeira na escola? Logo, muitos caem na armadilha dos empréstimos.
Também, nunca se sabe o dia de amanhã. Muitas vezes, os empréstimos são solicitados, para pagar remédios de alguém doente ou para ter comida em casa. 
É muito fácil culpar o povo e o consumismo individual. Entretanto, existe um abuso legalizado dos bancos. Pelo menos, o banco não mata como os agiotas. Bem... Diretamente não... Mas, o stress pode levar ao óbito.
A única cois…

"Prezados" Assassinos

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Os senhores pensam que são poderosos só porque têm um arsenal de armas para usarem contra seus inimigos, mas, na verdade, são fracos. Escondem-se em fortalezas e poderios bélicos. Com certeza, nem se importarão com esta carta. Estão tão voltados para si, que não enxergam nada além de seus egos doentios e perversos. Entretanto, digo a verdade aos senhores. São frágeis e insignificantes, não suas vítimas. Quem deseja poder e ser temido, o tempo todo, é covarde e inseguro. 
Ser forte é possuir empatia com os outros e ser ético. Procurar alternativas para um mundo mais justo. Usufruir a liberdade de ser autêntico, sem medo de ser destronado a qualquer momento, por uma facção rival. Consequentemente, a trajetória de vida será digna de respeito. Diferente a dos senhores que só sabem jorrar sangue de gente inocente e perseguirem um poder ilusório como insetos de contra a luz dos lustres e dos postes. Não estão seguros, a qualquer momento, seus castelos de areia cairão.
Posso estar sendo ingênuo.…

Opera dos mortos de Autran Dourado

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Lançado originalmente em 1967, conta a história de uma família tradicional do interior de Minas Gerais. No passado da família Honório Cota a partir de um velho sobrado que, em sua arquitetura barroca, já corroída pelo tempo, vai revelando o destino de seus moradores, marcados pela tragédia, numa cidadezinha no interior de Minas Gerais.
O interessante do livro é como foi escrito, pois, mostra o interior dos personagens e como se sentiam em conflito o tempo todo. Não tem um narrador definido, pelo contrário, ele se funde nas vozes e pensamentos dos personagens. 
Em Ópera dos Mortos de Autran Dourado, a linguagem será a dos sentimentos pessoais, fermentados, cristalizados e expressos segundo os meios de comunicação de cada protagonista. Há a intervenção de um narrador,oqual se afasta do modelo do narrador oniciente, revela-nos ser alguém que teria vivido na época e presenciado alguns fatos, mas não todos. Por isso, relata algumas coisas enquanto outras, apenas imagina ou supõe.Vale lembrar…

Com amor, Van Gogh

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Confesso minha ignorância, a única coisa que sabia do pintor é que ele cortou a orelha, logo, um maluco. Como se tem a tendência de se estereotipar a essência humana...

Quando terminei de ver o filme, percebi o quanto estava errado, Van Gogh foi um artista sensível e sua arte era revolucionaria para época. Detalhe, começou a pintar aos 28 anos e não tinha uma formação artística. Este fato mostra como era um gênio.

Porém, sua genialidade peculiar o fazia estar à margem da sociedade. Vale lembrar que foi rejeitado pelos pais. O irmão, o único amigo, ajudou-o na travessia de encontrar sua individualidade artística.

Viveu uma vida tumultuada até o fim. Mas, o importante da sua história não se relaciona com sua morte e sofrimento. Pelo contrário, o que precisa ser visto é de como via o mundo e o expressava por meio dos seus quadros.

Pois é, o mundo é duro para quem é diferente. Somente anos depois que a obra do artista foi reconhecida.

Algumas questões

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Surgiu uma conversa sobre um "fato" de que a maioria dos assaltantes é negro ou pardo. Apesar de este pressuposto ser preconceituoso, há certos aspectos que precisam ser discutidos. 
Ao observar um pouco mais atentamente, percebe-se que as classes mais ricas a maioria é branca. Por motivos históricos e sociais, os negros estão na base da pirâmide. Lógico que não se pode generalizar, mas, pela probabilidade, os ladrões brancos estão roubando na política, no judiciário e nas redes internacionais de tráfico de drogas. Fazem as leis para benefício próprio.
Agora, lógico que não se deve cair num maniqueísmo estereotipado de os negros e pardos são os injustiçados e os brancos, vilões. Na formação de um indivíduo, existem combinações aleatórias de fatores internos e externos. Nem todos que vivem em lugares pobres e violentos seguirão uma vida de crime.
Entretanto, está ideia de que o indivíduo pode tudo e se não conseguiu é exclusivamente culpa dela, favorece o pensamento conservador …

Orlando de Virgínia Woolf

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O que faria se fosse dormir homem e acordasse mulher ou vice-versa? Teria medo? Aproveitaria para explorar seu novo corpo? Encararia como uma travessia para o autoconhecimento?
No romance, narra a história inusitada de Orlando, um homem que acorda mulher um dia. A partir desta transformação, o(a) personagem encontra sua individualidade, livrando-se das máscaras sociais as quais sufocam o verdadeiro eu. Ao decorrer da história, deixa de ser um mimado nobre e vai se transformando, através dos séculos, em um indivíduo mais completo.
A história reflete sobre os arquétipos masculinos e femininos, como, por exemplo, o homem pertence aos status e a tradição, enquanto a mulher, a natureza. 
Faz pensar que independente dos gêneros, podemos viver na autenticidade e não ficarmos nas convenções sociais seculares.
A narrativa é bem acessível, a narradora desenvolve como se fosse uma biografia de Orlando. Há passagens irônicas que de alguma forma questionam certos comportamentos em regras sociais.