domingo, 28 de dezembro de 2014

Estar alerta é diferente de ser paranoico





“A confiança perdida é difícil de recuperar. Ela não cresce como as unhas.”

“A confiança é ato de fé, e esta dispensa raciocínio.”




Gente!!! Assisti Catfish e ID-Investigation Discovery. Observando alguns casos refirmo o que sempre pensei. Muitas vezes a pessoa é inimiga dela mesma e que o indivíduo carente corre riscos terríveis, pois não faz uma filtragem, acreditando em tudo o que dizem para ele. Por isso, sempre se precisa refletir e voltar para si para que não caia em arapucas. Lógicos que há casos que não se pode evitar, por exemplo, um meliante me assalta e dá um tiro fatal, isso não tem como prevenir, mas, existem outras situações que podemos evitar, como não acreditar em tudo o que se diz para você. Tipo, alguém chegar e dizer que resolverá todos seus problemas e que fará tudo por você. Quando isso acontece, tem algo estranho!! Logo, esses programas são bacanas, pois ajudam a gente se prevenir um pouco dos outros e da gente mesmo. Porém, não se pode desconfiar de tudo e de todos. A capacidade de confiar é fundamental para nossa vida e não só existem mazelas no mundo, existem muitas coisas belas como relacionamentos verdadeiros que fazem diferença no mundo. Poxa, quantos médicos e voluntários foram para África no maior surto de Ebola, indivíduos que cuidam de animais doentes e mau tratados na rua e ilustres anônimos que salvam vidas em enchentes ou outras catástrofes naturais... Enfim, ser alerta não é ser paranoico, não pode esquecer-se disto.


sábado, 27 de dezembro de 2014

ISOLADOS ( 2008)


Isolados

Pode não ser considerado um filme para entrar na História do cinema, mas, achei interessante sua abordagem, quando mostra os reflexos dos maus tratos que o Homem pratica contra a natureza.

Peter e Carla estão passando por uma crise no casamento. Na tentativa de resgatá-lo, eles decidem passar um final de semana em uma praia isolada. Começam a desrespeitar o meio ambiente e ele começa a se vingar deles. O filme é do gênero terror e a natureza é a carrasca do casal de “porcalhões”. Mas, saindo um pouco da ficção, será que a mãe natureza não está se vingando da gente, por sermos tão devastadores? Bem, é só ler nos jornais... Deslizamentos de terra, enchentes e a falta de água no sudeste brasileiro.


Voltando a história do filme, o casal representa como close-up os valores da nossa sociedade como, por exemplo, o consumismo e a ideia que o Homem é o centro do mundo. Porém, o enredo desvenda que há forças muito mais supremas que o ser humano.

Por isso, gostei do filme e, mesmo que não seja um clássico, valeu a pena assisti-lo.


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

SEM SENTIDO

Imagem encontrada no google

Na madrugada do dia 25, além dos fogos, houve tiros que assustaram todos aqui de casa. Fiquei perplexo, como as pessoas estão sem noção.

O Natal tem um significado tão marcante, o nascimento de Jesus que pregava a paz, harmonia, generosidade e cada vez mais muitos indivíduos se distanciam desses valores, quando dirigem imprudentemente devido ao consumo abusivo de bebida alcóolica ou atiram para cima com intuito de mostrar poder, só pode ser isso. A violência gratuita me assusta, pois, esses tiros têm um significado: " Estamos dominando".

Aí, percebo que os princípios básicos da constituição como, por exemplo, de ir e vir não são respeitados, principalmente, nas comunidades carentes, em que um namorado não pode visitar sua amada, porque mora num bairro dominado pela facção rival.

Realmente, um absurdo! Os tiros massivos na comunidade ao lado da minha rua mostra que ainda estamos desamparados e longe de ter nossos direitos humanos respeitados.

No dia 25 mesmo, fui caminhar, levei meu celular para tirar fotos e fiquei só de butuca. Meu telefone não é um IPhone, mas terei que paga-lo em dez vezes. E pior, se eu for roubado ainda serei culpado: " Foi burro, quem mandou ficar de bobeira em pleno feriado de natal na rua!".


Então, não posso sair? Nem tirar fotos com meu celular que comprei e muito menos sair de casa? Mas, espera um pouco, não sou eu o criminoso. Por que tenho ficar preso? Não sou um cidadão livre para ir e vir? Caraca, que inversão de valores sem sentido! 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

LAÇO





É o primeiro natal que passo sem você de corpo presente. Mas, sei que está dentro de mim, mãe querida. Seu amor é tão forte e verdadeiro que me sinto ainda amado por você. Enfim, tive um bom natal e não senti falta de sua presença, porque sei que ainda está por aqui, protegendo a mim e aos outros. Feliz Natal, mãe. Nosso laço, nunca se desatará.


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

- Obrigado, Eva?




De repente, quis agradecer a Eva minha existência. Se não convencesse Adão a comer a maçã junto com ela, não teria humanidade.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

GROTESCO

Imagem encontrada no google


GROTESCO
Pelo youtube assisti alguns programas " Casos de Família" do SBT e confesso que achei graça da apresentadora e os participantes, mas, depois, fiquei triste comigo mesmo. Porque é tudo tão deprimente! As brigas, a apresentadora expulsando alguns participantes e se percebe como a mídia explora isso, estimulando os instintos mais mórbidos das pessoas. A mesma coisa esses jornais que os apresentadores parecem urubus atrás de carniça, muito piores que o de verdade, já que este contribui de certa maneira ao meio ambiente. Não posso me enganar, ao ver alguns programas de “ Casos de Família” estimulou o pior de mim também. Senti-me um integrante das plateias que assistiam no coliseu os combates entre gladiadores. As lutas terríveis e violentas levavam ao êxtase os espectadores. Caraca, como sou ambíguo! Por que as mazelas dos outros se transformam em diversão e chegam a ser uma purificação para gente. A natureza humana é perversa, mas, acredito que a bondade também faz parte. Quantos casos de desconhecidos que ajudam os outros em enchentes ou outros desastres naturais. Existem sim bons sentimentos verdadeiros, que não vem da moral, mas, de um sentimento autêntico. A conclusão que tiro, preciso melhorar como pessoa, para não perder meu tempo assistindo às tragédias dos outros. Como precisamos de uma formação mais reflexiva para não nos tornamos marionetes dos governos e das grandes mídias.


TATUAGEM ( 2013)

Imagem encontrada no  google


É um filme que faz pensar sobre a liberdade política, do corpo e do amor. Em 1978, uma trupe de teatro mesclando a cultura popular e a erudita, buscam construir uma cultura teatral brasileira. Eles se distinguiam pelo excesso, roupas coloridas, cabelos compridos.

A intenção era chocar e, por meio de performances caracterizadas pela violência estética. Influenciados pela contracultura, se apoderaram da linguagem da paródia e do deboche. O filme tem cenas de nudez, sexo e drogas, mas não foram gratuitas. Porque serviram para mostrar como aquele grupo teatral do final dos anos 70 reagia contra a repressão, principalmente, da censura. Além de a história possuir vários fragmentos de vários estilos da música brasileira e teorias acadêmicas.

Nesse clima de “orgia” e a repressão militar, acontece um amor inesperado entre Clécio Wanderley( o líder da trupe teatral Chão de estrelas) e o Fininha, um jovem militar. Foi uma atração à primeira vista e, principalmente, o garoto se encantou com estilo de vida que Clécio vivia. Tudo bem que Irandhir Santos foi excelente ao interpretar Clécio Wanderley, mas Jesuíta Barbosa como Fininha achei muito bacana, porque como o personagem é bronco e não tem vocabulário, a interpretação foi mais através do olhar e dos gestos. Eu acho complicado para o ator representar minimamente possível. Bem, foi minha opinião de leigo.

Outro fato que me chamou a atenção que o líder do grupo teatral usava o sexo como uma forma de expressão e luta contra a repressão da sociedade ditatorial, enquanto o militar foi uma libertação instintiva de um passarinho que foge da gaiola. Porém Fininha fica numa situação ambígua: ao mesmo tempo em que convive cada vez mais com os integrantes da trupe, ele tem que lidar com a repressão existente no meio militar em plena ditadura.

Enfim, gostei de assistir Tatuagem por me mostrar outro olhar e pensar sobre vários pontos de nossa sociedade.  Agora, mesmo não praticando o que eles fizeram, pois, hoje em dia está mais clara a diferença entre liberdade sexual e libertinagem, que pode causar doenças sexualmente transmissíveis e até o uso das drogas, sabe-se muito bem, os danos causados.


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Por quê?



Imagem tirada do meu celular

Por que tenho nojo de você, mosca? É mais suja do que eu? Quem determinou isso? Será que sou mais importante que você por que penso?  Ser racional é o que me valoriza em relação a outros animais? Eu sou mais de Deus e Ele é mais fiel a mim? Isso tá escrito na bíblia? Só por que passo desodorante sou mais higiênico que você? Quando o mundo acabar, será a minha espécie a sobrevivente? Em relação ao universo, eu e você temos hierárquicos níveis de grandeza? Ou somos a mesma coisa, na verdade?

***



QUANDO EDUARDO EDUARDALIZA

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

No banho( refilmagem)

NO BANHO
estou num espaço-intervalo
meu tempo se congela
olho pelo basculante a paisagem
vejo-a fluir como estivesse no trem-bala
a água corrente e morna é um breve casulo

sempre que saio do banho sinto-me fortalecido

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

CIVILIDADE URGENTE



“Nada denuncia mais o grau de civilidade de um país e de um povo do que o modo de tratar a coisa pública e a coletividade”. Gloria Kalil - Consultora de moda

Fui para o restaurante, hoje, e fiquei abismado com a falta de educação de certas pessoas. Elas falavam tão alto que tive um nó na cabeça. Hoje em dia, a falta de noção de espaço está generalizada em todas as classes sociais. O lugar que fui não era muito popular e tinha gente que parecia um ogro berrando. Pois é, precisa-se urgentemente de CIVILIDADE. A população está explodindo demograficamente em várias regiões. Por isso, necessitamos de mais educação para termos mais qualidade de vida. Não me refiro à etiqueta de saber qual o talher para comer um peixe, mas sim, discrição de falar baixo num ambiente público, usar o fone e não jogar o lixo na rua. Se o povo tomasse essas pequenas atitudes, seria uma grande revolução dos costumes. Porque não só adianta reclamar do país ou dos políticos, se você no cotidiano faz um monte bosta.

UMA NOITE DE CRIME ( 2013)




Apesar das críticas negativas que li, o filme terá continuação devido aos bons resultados de bilheteria. Não sei se é um filme que poderá se juntar aos grandes da História do Cinema, mas gostei do seu enredo porque aborda um pouco sobre a natureza humana, a moral e a ética.

Mesmo que história do filme seja impraticável na realidade, ao observarmos as notícias de jornais e até a História da Humanidade, encontraremos esse mecanismo de purgar. Quantos indigentes são assassinados e o Estado não se dá conta, na Roma antiga coliseu eram realizados os combates entre gladiadores, que não eram pagos pelo Estado, mas sim por indivíduos em busca de prestígio e poder. Corriam lutas terríveis e violentas que levavam ao êxtase os espectadores. No tempo da Inquisição, em que era uma diversão ver judeus e ciganos queimados na fogueira. Portanto, Uma Noite de Crime não deixa de ser uma metáfora do que acontece ou aconteceu com nossa sociedade.

O pai de família James, no início do filme, vive como as regras do seu tempo. James é um homem de bem, trabalha, ganha dinheiro e um bom funcionário, moralmente, ele está certo perante o Status cor da sociedade capitalismo e por que não lucrar com as vendas de sistema de segurança, principalmente, na noite que se pode fazer qualquer tipo de crime? Esse fato me lembrou da questão da compra de armas que legalizada no E.U.A e sempre acontecem chacinas nas escolas americanas de jovens desequilibrados que compram armar com facilidade. Apesar disso, lojistas e fabricantes americanos continuam a vender tendo lucros exorbitantes.  

Mas seu filho agiu eticamente, já que ninguém pode matar ou machucar ninguém.  A partir deste conflito de moral e do ético o roteiro se desenvolve e James percebe que vivia em uma frágil redoma de vidro.  Esse sentimento de que ninguém está seguro e que se está na beira do abismo é bem real. 

Quem nunca se sentiu assim, no limite? Por isso, que foi bom de assistir Uma noite de crime. Inclusive, mostra o lado sombrio da  nossa sociedade em close-up.   

A MEMÓRIA QUE ME CONTAM




Depois de assisti ao filme, comecei a pensar sobre seu título. Pois, na verdade a memória pessoal é uma interpretação dos fatos.

Em A memória que mecontam conta a expectativa de um grupo de amigos com a morte de um deles, Ana. Todos eram revolucionários e participaram da luta armada contra a ditadura militar.


A personagem Ana era um ícone da resistência e foi baseada em Vera Sílvia Magalhães, ex-guerrilheira e uma das responsáveis pelo sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick no Rio de Janeiro, em 1969. Considerada um mito pela esquerda brasileira, Vera faleceu em dezembro de 2007.

Na verdade, o filme não é maniqueísta. Mostra que os participaram da luta armada cometeram erros também, como os militares.


Tinham suas culpas. Inclusive, o filme discute a diferença de olhares entre o pessoal dos anos sessenta e seus filhos, que buscam outras maneiras de interagir com a sociedade.



Achei interessante de assistir ao filme porque faz refletir sobre a História recente do país e como devemos analisar com cuidado os fatos. Já que o mundo tem muitas interpretações.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Bola de sebo de Guy de Maupassant





É um conto de vinte de poucas páginas que sua grandiosidade por retratar a natureza humana, tornou-se um clássico da Literatura Universal.  


As famílias mais ricas( como sempre em todas as épocas) da cidade alugam um carro para escapar. Entretanto não estão sozinhos, a mais famosa prostituta da cidade, apelidada de Bola de Sebo, por ser muito gorda fará companhia para eles. Todos sentem repulsa e tentam ignorar a moça, mas ela tem comida e todos se rendem a ela porque estão morrendo de fome. Tudo ia bem na viagem, os burgueses aparentemente tratavam a bola de sebo como igual, mas são surpreendidos pelo um oficial prussiano que os impede de seguir viagem.

Ele só deixaria eles seguirem se tivesse uma noite de amor com a prostituta. Mas, ela não queria, pois, era um inimigo da França. Bola de Sebo tinha seus princípios, logo os outros viajantes tentaram convencê-la a passar uma noite com o oficial, construindo justificativas para ela ceder. Na verdade, só pensavam neles e a odiavam por causa de sua recusa, “ não era só uma prostitua.  

“Destaquei até uma citação de como os burgueses manobraram a ingênua prostituta... “Era um argumento poderoso, de que a condessa se aproveitou. Então, ou por um desses entendimentos tácitos, dessas veladas complacências, em que se sobressai quem quer que use um hábito eclesiástico, ou simplesmente por efeito de um mal entendido feliz, de uma providencial parvoíce, a velha religiosa trouxe para a conspiração um formidável apoio. Julgavam-na tímida; ela mostrou-se ousada, até mesmo violenta. Não era perturbada pelos rodeios da casuística; sua doutrina parecia uma tranca de ferro; sua fé não hesitava nunca; sua consciência não tinha escrúpulos. Achava muito natural o sacrifício de Abraão, pois teria imediatamente matado pai e mãe, a uma ordem vinda do Alto; e nada, a seu ver, podia desagradar ao Senhor quando a intenção era louvável. A condessa, explorando a autoridade sagrada de sua imprevista cúmplice, obrigou-a a fazer como que uma edificante paráfrase deste axioma de moral: "O fim justifica os meios".
Ela a interrogava:
- Então, irmã, acha que Deus aceita todas as vias e perdoa o fato, quando o motivo é puro?
- Quem o poderia duvidar, madame?
Uma ação censurável em si torna-se muitas vezes meritória pelo pensamento que a inspira. E continuavam, assim, destrinchando os desígnios de Deus, prevendo suas decisões, fazendo-o interessar-se em coisas que, na verdade, não lhe diziam respeito. Tudo isso velado, hábil, discreto. Mas cada palavra da santa mulher abria brecha na resistência indignada da cortesã.”.

Bola de sebo se achando mártir e que aquelas pessoas eram amigas cedeu e mesmo forçada transou com oficial prussiano. O “burgueses descentes” felizes por seguir viagem nem se importaram com ela e ainda a desprezaram. Bola de Sebo seguiu viagem chorando ao ver ser desprezada. Detalhe, ninguém lhe ofereceu um lanche para retribuir a gentileza de ela ter oferecido para eles, quando estavam com fome.

Assim, o que achei importante no conto é que o autor evidencia como as pessoas agem em relação aos seus preconceitos e ódios de um jeito hipócrita enrustido. Os Burgueses nunca engoliram Bola de sebo, aturaram-lhe porque ela foi a única que se lembrou de levar mantimentos para fuga. 

Mesmo tratando com respeito, o desprezo estava velado e mesmo que a prostituta ajudasse, a raiva que sentiam aumentava cada vez mais por ela.
De certa maneira, isso acontecia com os invasores. Mesmo que os “nativos” convivessem em “harmonia” com os soldados prussianos. 

“Sempre aconteciam assassinatos silenciosos de soldados estrangeiros. Constantemente havia uma resistência que não era organizada, mas que existia nas sombras. Os vencedores exigiam dinheiro, muito dinheiro. Os habitantes pagavam sempre; eram ricos, aliás.  Mas quanto mais um negociante normando se torna opulento, mais lhe dói qualquer sacrifício, qualquer parcela da sua fortuna que veja passar às mãos de outrem. No entanto, alguns quilômetros aquém da cidade, seguindo o curso do rio, na direção de Croisseti, Dieppedalle ou Biessart, os marinheiros e os pescadores traziam seguidamente do fundo da água algum cadáver de alemão, inchado no seu uniforme, morto a facada  ou a pedrada, ou arremessado com um empurrão do alto de uma ponte. A lama do rio amortalhava essas vinganças obscuras, selvagens e legítimas, heroísmos desconhecidos, ataques mudos, mais perigosas que as batalhas em pleno dia, e sem a repercussão da glória.”

Por isso o conto é tão atual, porque se pode observar esse fato na atualidade. Trabalhadores explorados que arrumam um jeito para sabotar o patrão explorador. Mesmo que na frente acate ordens, mas quando chefe dá as costas, arruma um jeito de sabotar.


Enfim, é um conto de muitas leituras e nos faz refletir sobre como não devemos nos iludir com as aparências. O preconceito está escondido nos lugares mais sombrios do ser. Mesmo num ambiente cordial, devem-se perceber as entrelinhas, senão, nem saberá da onde partiu o bote fatal. 

domingo, 7 de dezembro de 2014

Porque gostei de Frozen - Uma Aventura Congelante


Gostei, pois fala que o amor não tem forma e que está em todo lugar. O amor romântico é colocado um pouco de lada, para mostra o amor fraterno das duas irmãs princesas, diferente dos outros desenhos antigos da Disney que sempre sobrepõe o amor entra um casal.

Na vida, a gente precisa estar bem com todo mundo, não adiante só valorizar o amor romântico e achar que outro suprirá todas suas necessidades.

Também, o filme argumenta sobre o autocontrole e como o amor pode ajudar para manter o equilíbrio. Esse é o conhecimento que Elsa teve que aprender com ajuda de sua irmã.

A história teve uma mudança de foco, mostrando como a sociedade está se transformando. Frozen abordou questões sobre a identidade, ao longo do filme Elza precisa se encontrar e achar seu lugar no mundo e ela precisa se controlar para não destruir o que está ao seu redor. Precisa-se se autoconhecer, essa parte do desenho é legal porque mostra que a gente precisa se conhecer e se controlar, assim não se prejudica ninguém e de quebra conquistamos a compreensão de si mesmo.

Inclusive, evidencia que o amor tem diferentes formas como, por exemplo, o fraternal, paternal, maternal entre outros.


Por isso, façam uma leitura crítica com seus filhos sobre o desenho. É bem bacana usar as histórias infantis para assimilação sobre valores éticos. Educar não é só dar coisas, mas dar bons exemplos.

Entre a água e a terra

 
Imagem tirada pelo meu celular



Histórias fantasiosas de príncipes, princesas, super-heróis e criaturas fantásticas não são formas de escapismo da realidade, podem ser também uma forma de recarregar as baterias, para depois enfrentar o cotidiano.

 A fantasia é o colorido que torna a vida mais agradável. Por isso, tenho meu cantinho mágico que quando quero repor as energias, vou lá e volto disposto. Outro fato, mudando um pouco de assunto, ouvi em algum lugar que não se precisam realizar todos os desejos, há certas aspirações que é melhor ficar na imaginação, concordo. 

Não posso voar, mas faço isso através dos sonhos e vou para lugares inimagináveis! Sou vários, por exemplo, guerreiro, mago, príncipe, milionário intergaláctico e um anjo exterminador que luta contra a maldade. Aí, retorno para meu mundo real e percebo que ele alimenta meu reina da imaginação. Se observarmos as várias histórias, vermos que há pontos em comum com a realidade. 

Enfim, o lance é ser água e terra com equilíbrio, senão será lama. 

Obs: Essa citação da água e da terra é de uma prima minha não posso deixar de colocar a fonte.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

DESTERRADO( texto antigo)



 Ao acaso observa um grupo, são estrangeiros que passeiam pela cidade. Sente inveja, estão numa terra estrangeira e voltarão para casa. Ele está perdido, apesar de ter nascido por estas bandas. Não se identifica com seu povo. Um dia lhe disseram: Nasceu aqui e nunca saiu de sua terra natal, porém consegue ser mais estrangeiro do que eu, que vim de muito longe... A única coisa que gosta, é da cidade e do ruído que ela produz; preenche seus vazios. Tenta se recordar das lembranças mais remotas; vai de encontro às lembranças esparsas, depois ao nada. Outro dia, encontrou o diploma da faculdade e estranhou ao ler seu nome. Às vezes, sua cabeça faz peripécias; conversava com um conhecido de anos e do nada uma sensação de estranhamento surgia. Foi ao médico, que disse que estava tudo bem e que precisava deixar de inventar besteiras. Como sempre continua entorpecido, não consegue se apaixonar por coisas concretas ou abstratas. Ao olhar o homenzinho de braços abertos lá no alto, sente um leve conforto no peito, já ouviu várias histórias sobre Ele e mesmo não se aprofundando nelas, sabe que o homenzinho é um cara legal. Segue o caminho de sempre, sem surpresas... Por enquanto. O grupo de turista entra no museu mais famoso da cidade, que nunca teve vontade de conhecer. Detalhe, não sabe se sente genuinamente estas reflexões ou as plagiou de alguns fragmentos de filmes ou dos poucos livros que leu, para fazer os trabalhos da faculdade.

Até os fins dos meus dias...

Imagem encontrada no google

Revendo meus textos antigos chego à conclusão de como era um tolo pretensioso. Muitas vezes, achava que estava inventando a roda com minhas ideias geniais. Quantos micos passei, que neste momento sinto meu rosto ruborizar! Queria me valer das minhas ideias nuas e não me importava em vesti-las com leitura e treino. Meu erro mortal sempre foi a pressa em escrever e postar logo no blog e o pior que este equívoco continua a me assombrar. Porém, estou mais consciente de mim e como já disse várias vezes, escrever me salva. Quando reflito para produzir qualquer coisa( mesmo uma mensagem no face) a razão sobrepõe o emocional, já que todo escritor que ser entendido. E o interessante, é que me sinto mais livre.  Enfim, escrever como terapia será meu hábito até os fins dos meus dias.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

DUDU VIAGEM FOREVER


MUNDOS OPOSTOS



Curioso que têm filmes que me encantam simplesmente e não sei explicar, mas seus enredos tocam minha alma. Em Mundos Opostos aconteceu o mesmo.

Mesmo sendo uma história fantasiosa ou uma ficção científica, achei-a muito semelhante ao mundo em que vivo, por ser este dividido por vários mundos opostos. Aliás, considerei uma metáfora em relação ao que acontece na realidade.

No filme há esperança que o amor poderá unir os mundos opostos, diminuindo a incomunicabilidade entre eles. Inclusive, tirando a força das grandes corporações que sempre almejam dominar a tudo e a todos.

Enfim, sei que não faço uma crítica racional ao filme. Digo impressões subjetivas, mas gostaria de compartilhar meu breve olhar sobre ele.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A CAÇA

A caça


Lucas (Mads Mikkelsen) trabalha em uma creche. Tudo corre bem até que, um dia, a pequena Klara, de apenas cinco anos, diz para a diretora da creche que Lucas mostrou a ela suas partes íntimas. Klara na verdade nem sabe que está a dizer, apenas quer se vingar por se sentir rejeitada em uma paixão infantil que nutre por Lucas. A acusação logo faz com que ele seja afastado do trabalho e, mesmo sem que haja algum tipo de comprovação, seja perseguido pelos habitantes da cidade em que vive.

Ao assistir A CAÇA, recordei que escrevi um pequeno texto sobre a dúvida:
 É um veneno que corrói a alma, deixando-a em ruínas. Leva a uma morte com vida, pois todos vão embora. Questionar a moral de uma pessoa corrompe sua imagem e quando cai na imaginação das pessoas, fodeu. Tudo fica possível, a mentira se transforma em verdade, a pessoa é culpada e fim de papo.

A criança não é anjo e nem capetinha, é um ser humano tão complexo como os adultos. Vivemos num bombardeio de sentimentos e pensamentos ao longo do dia. Lógico, que cada idade há uma proporcionalidade de anseios, mas a intensidade de senti-los é vivo para todas as idades.

A grande discussão de pedagogos, psicólogos infantis e psicopedagogos é que a criança como está num processo de crescimento, o cérebro ainda está em desenvolvimento.

Uma coisa é características singulares que todo mundo tem, outra é o caráter e este não pode ser negociado. Será que não sabem os princípios fundamentais, como não atentar contra a vida do outro?

Lógico que como a criança por ser menor precisa ser protegida. O princípio da Constituição( a isonomia) deve prevalecer, caso contrário será sobrepujado pelos mais fortes, os adultos.

Também, o filme me lembrou muito sobre a Escola Base, que a imprensa marrom e boatos destruíram aimagem dos donos da escola . Realmente, se uma criança diz algo, precisa-se ser averiguado, mas, através de muita cautela e com especialistas em psicologia infantil no comando.

Inclusive, a mídia precisa apurar os fatos, antes de dizer asneiras, caluniando as pessoas.

***

crônica relacionada: Criança http://cronicas-ideias.blogspot.com.br/2011/07/crianca-cronica-antiga-e-revisada.html

terça-feira, 25 de novembro de 2014

O VELHO E O NOVO, FILOSOFIA DE BOTEQUIM


Velho na forma de novo, novo na forma de velho. Quando o tempo passa, ficamos mais velhos. Mas, ao mesmo tempo, aprendemos coisas novas. Quando formamos novos pensamentos, podemos nos transformar em uma nova pessoa. Logo, o novo é o pretérito e o velho é o futuro.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

COITADA DA BEBIDA... TEM “COSTAS LARGAS”

Imagem encontrada no google

Ontem (Domingo, 23), assisti ao programa Saia Justa e fiquei perplexo com a notícia de que a USP não permitirá mais festas com bebida no campus devido ao crescente número de jovens estupradas e molestadas.

 Fiquei a refletir sobre o assunto e os comentários das apresentadoras. Realmente, o problema não está na bebida, mas no homem que pratica estes crimes. Tudo bem que a bebida alcoólica altera o comportamento das pessoas, só que, muitas vezes, a coitada tem "costas largas". Não são todos os homens bêbados que violentam sexualmente as mulheres.

O problema está num conjunto de fatores que levam o homem a estuprar como, por exemplo, problemas mentais, psíquicos e os valores culturais ainda muito machistas que estão enraizados tanto no consciente e inconsciente coletivo.

O que se precisa fazer é uma mudança na nossa educação, não visando somente a formação acadêmica ou profissional. Mas, também, a busca para lidar melhor com os sentimentos, levando à sociedade ser mais ética.


domingo, 23 de novembro de 2014

O curioso caso de Benjamin Button



Por esses dias li o conto Ocurioso caso de Benjamin Button de Francis Scott. Fitzgerald e quis ver o filme, que até então não havia me despertado atenção. A narrativa curta e o filme são interessantes, apesar de algumas diferenças sobre a histórica de um menino que nasceu velho e morreu como um bebê.

O conto publicado pela primeira vez em 1922 segundo F. Scott Fitzgerald a uma observação de Mark Twain em que o escritor lamentava que a melhor parte da vida fosse ao inicio e a pior no fim. Logo, Fitzgerald narra com certa ironia crítica a vida do protagonista, de como as pessoas ficaram assustadas com seu nascimento, achando-o uma aberração. 

Benjamin Button ao nascer, o próprio pai o renegou e nem suportava ouvir a voz de velho filho, mas a media que ia crescendo, rejuvenescia o pai começou a vê-lo com bons olhos como a sociedade também. Casou-se e teve um filho, porém tronava-se cada vez mais jovem e não se interessava mais pela vida de casado. Viajou, fez faculdade e teve aventuras até se transformar um garotinho aos cuidados de seu filho, que como a avô, não tinha paciência com o pai criança. Foi-se se esquecendo de tudo e morreu bebê. Por isso, o conto ao narras sobre a inversão do nascimento do protagonista, evidenciou como a sociedade não suporta o diferente que se recusa a tudo o que se desvie das normas e padrões em que assenta ao seu estilo de vida.

o filme demonstra também esses aspetos, mas é mais romanceado e até lírico. Não quero comparar qualitativamente se o conto é melhor que o filme. Isso é uma bobagem, são dois olhares diferentes para a mesma história. Vale recordar que a película seja inspirada no relato de Fitzgerald, esqueci-me de dizê-lo no começo desse texto.

Por fim, O conto critica com ironia e cinismo a sociedade, que não suporta o diferente, inclusive, se o indivíduo não seja útil a princípio. Não pude deixar de pensar em Metamorfose, uma novela escrita por Franz Kafka que conta a história de um cacheiro viajante, o qual se transforma em um inseto, sendo desprezado pela própria família.

O filme mostra como a procura por um espaço no mundo, mesmo que seja diferente, é importante para se encontrar, apesar das adversidades da vida. Além disso, acrescenta uma bela reflexão sobre o tempo e como as circunstâncias influenciam nossos destinos.

Valeu a pena ler o conto e o filme inspirado nele, principalmente, para pensar até sobre minha própria vida.


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

ALGUMAS ANOTAÇÕES SOBRE O FILME FLORES RARAS




Não quero falar da história, é só procurar na internet. Desejo falar das personagens Elisabeth Bishop (poeta americana vencedora do Prêmio Pulitzer em 1956) e Lota de Macedo Soares (arquiteta carioca que idealizou e supervisionou a construção do Parque do Flamengo), que foram duas personalidades que romperam com a imagem da mulher dos anos 50 e 60 do século XX. Outra consideração, refiro-me ao filme e não a História delas.

Apesar deste ponto comum em relação delas estarem à frente de seu tempo, eram diferentes. Enquanto Elisabeth Bishop se assumia como pessimista, “porra louca” e alcoolista, Lota se fazia forte, “comandando” a relação e seu trabalho. Mas, na verdade, ambas eram delicadas. Elisabeth ao se mostrar talvez soubesse lidar melhor com suas fraquezas e o lado sombrio que todos nós temos, já Lota com seu comportamento rígido e de controlador ao ser derrotada pelas circunstâncias se abateu muito, suicidando-se.  Elisabeth Bishop faleceu anos depois devido ao aneurisma cerebral. Aí, lembrei-me de ter ouvido em algum lugar que geralmente os indivíduos que se fazem de fortes, escondem muita fragilidade.

Por isso, que admirei o trabalho da Glória Pires, não por ser uma atriz brasileira, mas pelo fato de interpretar em inglês e passar de jeito minimalista os conflitos da personagem Lota. A atriz australiana Miranda Otto desempenho muito bem seu papel, porém, em minha opinião que pode ser de leigo, Glória Pires ficou com o nível de dificuldade maior e deu seu recado muito bem.

Também, achei Lota contraditória e gosto de personagens assim. Ela era homossexual, porém  apoiou o golpe militar de 64. Em alguns aspectos era de vanguarda como no trabalho de arquiteta,  na sua vida sexual, todavia, na política era ultraconservadora. Morria de medo que o Brasil fosse dominado por comunistas era amiga de CarlosLacerda, um jornalista e político brasileiro. Foi membro da União Democrática Nacional (UDN), vereador (1945), deputado federal (1947–55) e governador do estado da Guanabara (1960–65). Fundador em 1949 e proprietário do jornal Tribuna da  Imprensa e criador, em 1965, da editora Nova Fronteira.

 Fiz uma comparação com a realidade e, realmente, como somos contraditórios. Maduros para um assunto, crianças birrentas para outro, liberal e conservador ao mesmo tempo. Enfim, somos dialéticos constantemente.

Por isso, interessei-me mais pela personagem da Lota para escrever essa crônica. Entretanto, Bishop no final filme me ensinou muito com o poema  sobre a necessidade de se aprender a perder. Terminei por aqui, não deixem de ler:

Uma Arte

A arte de perder não é nenhum mistério
tantas coisas contém em si o acidente
de perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouco a cada dia. Aceite austero,
a chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério:
lugares, nomes, a escala subseqüente
da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas. Um império
que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.
Mesmo perder você ( a voz, o ar etéreo, que eu amo)
não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser um mistério
por muito que pareça (escreve) muito sério.

(Elizabeth Bishop; tradução de Paulo Henriques Brito)


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OUTRA VEZ NÃO CONSEGUIU SAIR DO OSTRACISMO


terça-feira, 18 de novembro de 2014

SOU ABSURDO

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Gente!!!! Acabei de comprar um celular e me percebi já desejando outro!!!!! Isso é um absurdo, porque esta febre de consumir leva o planeta ao caos. O que faremos com tantos aparelhos eletrônicos que ficam defasados num piscar de olhos? O mar com toda sua imensidão está se tornando LIXÃO. Amigos, preciso de ajuda para me livrar desse desejo terrível de consumir desbragadamente. Alguém me indica um exorcista? Também, não quero me tornar uma pessoa vazia por ter valores descartáveis, pois me levará a uma fome infinita por bugigangas que nunca será abastecida. Lembro-me do livro Madame Bovary que era frenética em consumir, ficando endividada e desesperada. A história tem mais de cem anos e continua tão atual... Pobre de mim, pequeno burguês, ou melhor, da classe C, até quando serei manipulado pelas propagandas que não querem só vender produtos, mas um estilo de vida. E o pior que, muitas vezes, temos que nos condicionar, senão, precisa ir embora ou pedir exílio para uma tribo aborígine sobrevivente. Olha que contraditório, escrevo tudo isto no celular que acabei de comprar e postarei no face. Realmente, não sou coerente e sim absurdo.

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

PRECISEI DIZER


Imagem encontrada no google


"Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender."Autor - Herculano, Alexandre


Não sou veiculado a nenhum partido. Votei na Dilma porque, mesmo com os problemas, tanto o governo Lula como o dela fez o país melhorar um pouco na educação e na ajuda aos pobres, como a bolsa família. Hoje, está mais fácil de ingressar na faculdade pelo fies e com outros mecanismos. Por isso, dei crédito e mesmo que esteja equivocado, fiz o que considerei ser certo.

Agora, os casos de corrupção na Petrobrás, concordo que precisam ser investigado e se a presidente sabia de tudo, terá que ser punida como todos os envolvidos. Entretanto, quero ver provas consistentes.

Não serei contra a reconstrução política, a qual visa à ética reflexiva tanto dos políticos como de nós, os cidadãos. Principalmente, não ficaremos à espera de um salvador e sim lutaremos para construir um Brasil melhor. Ter o hábito de fiscalizar nossos representantes e buscar sermos honestos no nosso cotidiano também. Cortar literalmente as cordas que nos prendem ao SISTEMA CORPORATIVISTA e caminhar por conta própria. Tem uma citação de Mark Twain que diz: "A gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela: é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau.". Portanto, deve-se procurar ser ético todos os dias, até se tornar um hábito enraizado.

Esse  “mar de lama” divulgado se observar bem não é ruim, pelo contrário, mostra que a polícia federal, o ministério público, a imprensa e justiça estão independentes para investigar o que precisa ser averiguado. Na época da Ditadura ninguém sabia de irregularidades porque havia a censura e a perseguição de quem era contra ao governo ditatorial. Vejamos um pouco a História do Brasil para mostrar como estamos caminhando com toda a certeza. Sei que não é o ideal, porém mudar as estruturas demora muito.

Não torço por ninguém e por nenhum partido, mas pela Democracia e por nós, o povo brasileiro. Que venha a purificação e a justiça.  Vamos “renascer das cinzas”, porque a vida não é só de vitórias. As perdas mesmo as mais doloridas podem nos tornar mais fortes. Como na citação, que coloquei no início da crônica, veste muito bem o que sinto. Não terei medo de errar, pois a cada tropeço me levanto, transformando-me forte para seguir em frente.

Enfim, precisei escrever minhas impressões. Aceito críticas construtivas e argumentos plausíveis. Estou aberto a outros olhares sempre. Vamos tornar as redes sociais um espaço respeitoso para discussões que poderão proporcionar o amadurecimento da Democracia Brasileira, deixando a baixaria e o fanatismo militante de lado.