terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

DESABAFO



Cada vez mais as cidades estão mais populosas e se precisa discutir uma ética urbana que torne a convivência mais tranquila. Porque se cada um praticar o que deseja nas ruas e praças, a cidade se transformará num caos.

Crônica antiga  http://cronicas-ideias.blogspot.com.br/2010/12/preconceito-e-espaco-publico.html

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

DOIS FATOS QUE ME CHAMARAM A ATENÇÃO



Postei na minha rede social dois fatos que me chamou a atenção. Resolvi, então, transformá-los numa crônica. Já que apesar de serem casos diferentes, refletem algo em comum com o que acontece em nossa sociedade.
Hoje peguei um ônibus em que o motorista estava muito estressado e até passou nervosismo nas pessoas. Ele não estava bem para dirigir, deveria ter ficado em casa. Mas, as empresas muitas vezes enxergam os funcionários como peças de uma engrenagem, não se importando se importando se aquele funcionário seja um indivíduo, que pode estar a sofrer problemas emocionais. Conclusão, pessoas no limite se esbarram por aí, provocando combustão. Até quando viveremos assim?
Depois, vi um registro de óbito, aqui no trabalho, que a causa da morte: " morte choque cardiogênico; hemorragia em oro-faringe; déficit neurológico súbita; uso de anabolizantes.". 
Nesses dois acontecimentos, fez-me refletir como a vida é um sopro.  É necessário que respeite isso! A vida não é só feita de metas e de lucro. Não somos imortais, mas breves e devemos poupar nossas vidas efêmeras.

Acho interessante usar as redes sociais como forma de troca de olhares, porém percebo que por causa da pressa, escrevo algo truncado, uma palavra ou concordância errada e talvez me precipite em dar uma opinião e ela seja equivocada. Mas, não temos o direito de tropeçar e levantar até acertar? Acredito que tenho esse direito, pois amadureço quando concerto meus erros ou sigo avante até acertar.

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O Banqueiro Anarquista




Há muitos anos tinha lido esse texto, mas de repente me deu vontade de lê-lo novamente. O título é ambíguo, mas ao longo da narrativa, percebe-se que não é tão surreal um banqueiro-anarquista.
A história se inicia quando narrador e, também personagem, pergunta ao banqueiro se ele foi anarquista. “Tínhamos acabado de jantar. Defronte de mim o meu amigo, o banqueiro, grande comerciante e açambarcador notável, fumava como quem não pensa. A conversa, que fora amortecendo, jazia morta entre nós. Procurei reanimá-la, ao acaso, servindo-me de uma idéia que me passou pela meditação. Voltei-me para ele, sorrindo. - É verdade: disseram-me há dias que V. em tempos foi anarquista...”
Então, ele responde que ainda é anarquista e, a partir daí, começa a explicar sua lógica de por quais motivos ainda o é.  Já que repudia as ficções sociais, que produzem diferenças entre os homens. Enquanto as diferenças naturais são legitimas, porque não existem subterfúgios como um indivíduo nascer numa classe abastada, tornando-se melhor que o outro.
O homem precisa ser ele mesmo, para ser livre. Desenvolvendo suas potencialidades naturais, sem influência das ficções sociais, que são construções teóricas.
Começou a estudar o anarquismo profundamente e começou a perceber uma hierarquia entre os indivíduos do movimento, formando um novo tipo de tirania de uma nova ficção social, a dos oprimidos que subjugam outros oprimidos. Logo, uma revolução não se faz com tirania.
“Para o anarquista, é claro, quem está num lugar de inimigo, é qualquer representante das ficções sociais e da sua tirania; mais ninguém, porque todos os outros homens são homens como ele e camaradas naturais. Ora, V. bem vê, o caso da tirania, que tínhamos estado criando, era exercida sobre homens como nós, camaradas naturais, e, mais ainda, sobre homens duas vezes nossos camaradas, porque o eram também pela comunhão do mesmo ideal.  Conclusão: esta nossa tirania, se não era derivada das ficções sociais, também não era derivada das qualidades naturais; era derivada duma aplicação errada, duma perversão, das qualidades naturais. E essa perversão, de onde é que provinha?''”
Conclui que essa perversão se origina do homem ser naturalmente mau. Inclusive, a perversão ser consequência da longa permanência da humanidade numa atmosfera de ficções sociais.
Depois de perceber isso, finaliza que ele e seus companheiros precisam agir sozinhos, assim não haverá mais a tirania. Ao compartilhar com eles essa teoria, recebeu duras críticas e resolveu abandonar o movimento, contudo não deixou de ser anarquista. Pesquisou o caminho que poderia ser livre; pensou viver como selvagem, mas estaria fugindo. Decidiu que dominaria o capital, tornou-se banqueiro. Diferente dos anarquistas que corrompiam suas ideias originais, cometendo barbáries.
 “Trabalhei, lutei, ganhei dinheiro; trabalhei mais, lutei mais, ganhei mais dinheiro; ganhei muito dinheiro por fim. Não olhei o processo - confesso-lhe, meu amigo, que não olhei o processo; empreguei tudo quanto há - o açambarcamento, o sofisma financeiro, a própria concorrência desleal. O quê?! Eu combatia as ficções sociais, imorais e antinaturais por excelência, e havia de olhar a processos?! Eu trabalhava pela liberdade, e havia de olhar as armas com que combatia a tirania?! O anarquista estúpido, que atira bombas e dá tiros, bem sabe que mata, e bem sabe que as suas doutrinas não incluem a pena de morte. Ataca uma imoralidade com um crime, porque acha que essa imoralidade pede um crime para se destruir.”
Como escrevi anteriormente se observarmos ao longo a “História da humanidade” observaremos que quando se juntam pessoas, sempre haverá desvirtuamento das propostas originais. Mas, não é para se desanimar! Pelo contrário, o debate de ideias e cada vez mais refletir sobre o que acontece, ajudando para construir um mundo melhor e possível.
Depois de ler O Banqueiro Anarquista, minha cabeça fervilhou de pensamentos. Mesmo que não concorde com alguns pontos ou não tenha entendido outros, fez-me pensar o que acontece no Brasil e no mundo.


sábado, 15 de fevereiro de 2014

A POLÍCIA








Na teoria é um instrumento do estado para manter a ordem na sociedade. Já que é impossível exercer os cidadãos exercerem seus direitos sem a segurança. Mas, como vemos em muitos casos, a violência cada vez mais está presente nas nossas vidas, mesmo com a polícia.
Bem, se observarmos ao longo a “História da humanidade” observaremos que quando se junta pessoas, sempre haverá desvirtuamento das propostas originais.
A corrupção é inerente à condição humana. Lógico que não são todos que se corrompem, mantendo a ética. Mesmo que a corrupção faça parte do ser humano, não se pode torná-la cultural, assim irá legitimá-la. Precisa-se sempre haver debates e reflexões para que se possa inibir o impulso da corrupção que existe no inconsciente e que ao ser colocado para fora, prejudica tanto a sociedade. 
Além da corrupção, há relatos que a polícia é muito violente. Presencie um fato sobre isso. Estava no ônibus e de repente houve um retenção no trânsito. Trabalhadores que estavam sentados lá atrás se levantaram para ver o que acontecia. Quando viram que era blitz, sentaram rapidamente. O policial achou a atitude suspeita e parou a condução. Até aí, tudo bem. Todavia, ele foi grosseiro com eles, dizendo se estavam devendo e qual o problema deles. Causou certos constrangimentos para os trabalhadores.  Não tinha necessidade disso, era só pedir documentos e qualquer coisa levá-los à delegacia. Esses abusos que vem da herança da ditadura tem que acabar. Não quero dizer que a polícia tem que ser carinhosa, mas pelo menos civilizada ao abordar um indivíduo. Inclusive mudar um pouco a imagem deles, encontrou muitos que parecem brucutus que podem meter a bordoada na gente do nada.
Por outro lado, nessas ondas de manifestações o  que se observa é que certos indivíduos estão provocando a polícia e ela reage, porque precisa manter a ordem. Aí vem a frase célebre: “violência gera violência.”
Não estou aqui para defender ninguém. Sei que tem muita coisa errada e as manifestações pacíficas são bem vindas. Só que não acredito que algo mudará com vandalismo, pelo contrário.
Precisa-se agora de pautas, ideias, propostas, trabalho e união. E para isso acontecer, existe a necessidade de ordem.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

SIM, EU CREIO


Não quero acreditar na justiça com as próprias mãos e na barbárie. Quero acreditar no Estado de direito, mesmo que seja falho pra cacete.

Para mim, super-herói é bacana na fantasia. Na realidade o que faz a diferença é as pessoas se unirem para reivindicar seus direitos e construir uma nação melhor. Cada um com suas limitações se juntarem para discutir o que se deseja para o país.  Lógico, respeitando as individualidades.

Explosões, saques e destruição não adiantam nada. O que precisa é conversa e fortalecer ainda mais a Democracia.  

Cada um de nós com simples atitudes pode contribuir para melhorar nosso país como, por exemplo, votar com consciência, fiscalizar o trabalho dos políticos, não jogar lixo na rua (para evitar de entupir os bueiros e causar enchentes) e ter a consciência de como conviver nos espaços públicos.  Muitas vezes, não adianta só focar no macro, como os governos ou as autoridades públicas, nós devemos refletir sobre nosso próprio comportamento.  

Uma vez ouvi dizer que Homem é político por natureza. Todos nós a praticamos conscientemente como inconscientemente.  Portanto, precisamos voltar para microcosmo para que o macro mude.

Outro fato interessante, não adianta só a razão, mas os bons sentimentos. O afeto entre as pessoas é fundamental também para formar uma sociedade mais justa. 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A MORTE E A MORTE DE QUINCAS BERRO DÁGUA JORGE AMADO (1961)



Quando comecei a ler a novela, pensei que possuímos duas histórias íntimas: A oficial e a não oficial. A primeira é construída por registros como fotos, certidões e RG. A segunda, vem através da intuição, da imaginação e dos sonhos. Uma completa a outra.

A história conta sobre as mortes de Joaquim Soares da Cunha, um cordato homem e família e o vagabundo Quincas Berro Dágua, que são a mesma pessoa, entretanto avessos. A família almejava regatar a imagem do homem íntegro, seus amigos de esbórnia queriam fazer a última comemoração da existência de um grande farrista e marinheiro que for Quincas.

Um dia, já de meia idade, Joaquim Soares da Cunha decidiu largar a família e a vida regrada para viver sua outra personalidade, a do vagabundo Quincas Berro Dágua. Encontram-se justamente na morte, em que há uma disputa entre a família e os companheiros do vagabundo.

No início da novela, mostra a questão da imprecisão dos acontecimentos.


“ ATÉ HOJE CERTA CONFUSÃO em torno da morte de Quincas Berro Dágua. Dúvidas por explicar, detalhes absurdos, contradições no depoimento das testemunhas, lacunas diversas. Não clareza sobre hora, local e frase derradeira.”

Então, comecei a pensar sobre a História da humanidade, quantas interpretações existem sobre os fatos. Será que a História oficial dá conta de tudo com seus registros de documentos e fotos? Ou na realidade a memória afetiva de uma pessoa que viveu a época, uma obra de arte ou o imaginário da cultura popular proporcionam uma visão mais ampla sobre os fatos, discordando ou complementando a interpretação dos acontecimentos.  

As versões que construíram do personagem Joaquim Soares da Cunha\ Quincas Berro Dágua transformaram-se em um labirinto de espelhos, que leva ao questionamento de quem foi ele ou o que aconteceu com suas duas mortes?

Confesso não estava muito interessado de ler o livro, porém, quando comecei a ler, percebi que a história tem um tema bem interessante e com um texto simples,  mostra que podemos ser diversos e  não únicos como a História Oficial diz.