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Mostrando postagens de Fevereiro, 2014

DESABAFO

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Cada vez mais as cidades estão mais populosas e se precisa discutir uma ética urbana que torne a convivência mais tranquila. Porque se cada um praticar o que deseja nas ruas e praças, a cidade se transformará num caos.
Crônica antiga  http://cronicas-ideias.blogspot.com.br/2010/12/preconceito-e-espaco-publico.html

DOIS FATOS QUE ME CHAMARAM A ATENÇÃO

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Postei na minha rede social dois fatos que me chamou a atenção. Resolvi, então, transformá-los numa crônica. Já que apesar de serem casos diferentes, refletem algo em comum com o que acontece em nossa sociedade. Hoje peguei um ônibus em que o motorista estava muito estressado e até passou nervosismo nas pessoas. Ele não estava bem para dirigir, deveria ter ficado em casa. Mas, as empresas muitas vezes enxergam os funcionários como peças de uma engrenagem, não se importando se importando se aquele funcionário seja um indivíduo, que pode estar a sofrer problemas emocionais. Conclusão, pessoas no limite se esbarram por aí, provocando combustão. Até quando viveremos assim? Depois, vi um registro de óbito, aqui no trabalho, que a causa da morte: " morte choque cardiogênico; hemorragia em oro-faringe; déficit neurológico súbita; uso de anabolizantes.".  Nesses dois acontecimentos, fez-me refletir como a vida é um sopro.  É necessário que respeite isso! A vida não é só feita de met…

O Banqueiro Anarquista

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Há muitos anos tinha lido esse texto, mas de repente me deu vontade de lê-lo novamente. O título é ambíguo, mas ao longo da narrativa, percebe-se que não é tão surreal um banqueiro-anarquista. A história se inicia quando narrador e, também personagem, pergunta ao banqueiro se ele foi anarquista. “Tínhamos acabado de jantar. Defronte de mim o meu amigo, o banqueiro, grande comerciante e açambarcador notável, fumava como quem não pensa. A conversa, que fora amortecendo, jazia morta entre nós. Procurei reanimá-la, ao acaso, servindo-me de uma idéia que me passou pela meditação. Voltei-me para ele, sorrindo. - É verdade: disseram-me há dias que V. em tempos foi anarquista...” Então, ele responde que ainda é anarquista e, a partir daí, começa a explicar sua lógica de por quais motivos ainda o é.  Já que repudia as ficções sociais, que produzem diferenças entre os homens. Enquanto as diferenças naturais são legitimas, porque não existem subterfúgios como um indivíduo nascer numa classe abast…

A POLÍCIA

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Na teoria é um instrumento do estado para manter a ordem na sociedade. Já que é impossível exercer os cidadãos exercerem seus direitos sem a segurança. Mas, como vemos em muitos casos, a violência cada vez mais está presente nas nossas vidas, mesmo com a polícia. Bem, se observarmos ao longo a “História da humanidade” observaremos que quando se junta pessoas, sempre haverá desvirtuamento das propostas originais. A corrupção é inerente à condição humana. Lógico que não são todos que se corrompem, mantendo a ética. Mesmo que a corrupção faça parte do ser humano, não se pode torná-la cultural, assim irá legitimá-la. Precisa-se sempre haver debates e reflexões para que se possa inibir o impulso da corrupção que existe no inconsciente e que ao ser colocado para fora, prejudica tanto a sociedade.  Além da corrupção, há relatos que a polícia é muito violente. Presencie um fato sobre isso. Estava no ônibus e de repente houve um retenção no trânsito. Trabalhadores que estavam sentados lá atrás …

SIM, EU CREIO

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ok

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A MORTE E A MORTE DE QUINCAS BERRO DÁGUA JORGE AMADO (1961)

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Quando comecei a ler a novela, pensei que possuímos duas histórias íntimas: A oficial e a não oficial. A primeira é construída por registros como fotos, certidões e RG. A segunda, vem através da intuição, da imaginação e dos sonhos. Uma completa a outra.
A história conta sobre as mortes de Joaquim Soares da Cunha, um cordato homem e família e o vagabundo Quincas Berro Dágua, que são a mesma pessoa, entretanto avessos. A família almejava regatar a imagem do homem íntegro, seus amigos de esbórnia queriam fazer a última comemoração da existência de um grande farrista e marinheiro que for Quincas.
Um dia, já de meia idade, Joaquim Soares da Cunha decidiu largar a família e a vida regrada para viver sua outra personalidade, a do vagabundo Quincas Berro Dágua. Encontram-se justamente na morte, em que há uma disputa entre a família e os companheiros do vagabundo.
No início da novela, mostra a questão da imprecisão dos acontecimentos.

“ ATÉ HOJE CERTA CONFUSÃO em torno da morte de Quincas Berr…