quinta-feira, 30 de maio de 2013

UM SÓ




- Oi câmera, seja minha amiga. Quero ter intimidade com você, sabe? Não quero mais gaguejar e editar meu vídeo ao máximo até minha fala ficar truncada, precisando retificar com legendas meus vídeos. Queria ser completamente natural, como se você não estivesse me filmando, mas que eu e você fossemos um só entendeu?


segunda-feira, 27 de maio de 2013

A exposição da imagem




 Comecei a pensar novamente sobre este tema, quando assisti a um vídeo de um menino de doze anos que reclamou das fofocas e ofensas que sofria, através das redes sociais e na  escola. Diziam que era gay. Já ele argumentava que nem sabia o que era, mas que por enquanto gostava de menina.

A sexualidade é tão complexa e as pessoas a reduz a estereótipos que não condizem com a realidade. A questão não está se ele é gay ou não, só o tempo e o amadurecimento individual dirão, mas sim o preconceito e as neuroses que tornam o tema da sexualidade um tabu. Eu vi um menino que gosta de brincar de fazer vídeos e só. Deixem-no viver sem traumas.

Outra questão que gostaria de abordar... É se estamos preparados para a opinião pública. Divulgamos pensamentos, fotos, vídeos e textos nas redes sociais, porém estamos preparados para isso?

Um artista, celebridade ou subcelebridade ou uma pessoa pública estão acostumados com críticas destrutivas e possuem mecanismos de defesa para se defender. Muitos se utilizam da “filosofia”: “ Falem mal, mas falem de mim”. Diferente de uma pessoa comum, que faz um vídeo ou escreve como forma de expressão ou brincadeira e não tem essa defesa. Não se sabe como está emocionalmente, inclusive, a consequência de um comentário maldoso sobre ela.  Acho que se deve ter a sensibilidade de discernir um artista, uma pessoa que só quer aparecer e um indivíduo ingênuo.


Precisamos fazer uma reflexão para a construção de uma sociedade livre, sem neuras e ignorâncias. Onde todos possam viver sua sexualidade tranquilamente, aprendendo a lidar com as emoções sem recalques.



domingo, 26 de maio de 2013

O Mito De Sísifo (Albert Camus)




Ao ler este ensaio, tive a impressão que caminhei numa estrada íngreme e pedregosa. Reli várias vezes para entender alguma coisa. Com certeza, preciso lê-lo novamente.

Camus se utiliza do Mito de Sísifo (que narra o castigo de Sísifo e carregar uma pedra enorme várias vezes) para mostrar que muitas vezes somos condenados a viver em um cotidiano enfadonho repetidamente, onde os indivíduos de tornam autômatos. . Mas, o que salva é o pensamento absurdo, o qual percebe que existe algo estranho no ar e que nada é tão perfeito como parece ser.

“  O homem absurdo, ao contrário, não processa esse nivelamento. Reconhece a luta, não despreza de modo algum a razão e admite o irracional. Desse modo, ele encobre do olhar todos os dados da experiência e não está nada disposto a saltar antes de saber. Ele sabe, somente, que nessa consciência. Ela se encontra com o pensamento absurdo em sua afirmação inicial de que não existe a verdade, mas somente verdades.”

O homem absurdo tem consciência que a vida não é “certinha”, diferente do homem cotidiano. Também, para o homem absurdo, já não se trata de explicar e resolver, mas experimentar e descrever. Tudo começa pela indiferença lúcida.  Ele quer viver o absurdo da vida sem perder tempo de ficar explicando e criando teorias.

Ao longo do ensaio literário, ele aborda a literatura de Dostoiévski, Kafka e o personagem Don Juan. Evidencia os elementos e a lógica do absurdo.

Enfim, mesmo não compreendendo muitas coisas, gostei de tentar ler este ensaio, me fez pensar sobre o mundo em que vivo. E me identifiquei com a interpretação de Sífifo de Camus:

“Deixo Sísifo no sopé da montanha! Sempre se reencontra seu fardo. Mas Sísifo ensina a fidelidade superior que nega os deuses e levanta os rochedos. Ele também acha que tudo está bem. Esse universo doravante sem senhor não lhe parece nem estéril nem fútil. Cada um dos grãos dessa pedra, cada clarão mineral dessa montanha cheia de noite, só para ele forma um mundo. A própria luta em direção aos cimos é suficiente para preencher um coração humano. É preciso imaginar Sísifo feliz.”

Eu sou feliz também e continuo a minha luta consciente de carregar todos os dias a minha pedra.


domingo, 19 de maio de 2013

DOSTOIÉSVSKI ( texto escrito em 2010)





Esse cara é meu amigo, as minhas ideias batem com as dele. Esse cara é 10, pode crer. Na realidade, só li Crime e Castigo, porém deu para saber que é meu brother. Como ele, sou crítico desta sociedade de merda. O ser humano pensa que é melhor que os outros seres vivos devido à sua racionalidade de merda. Coitados! Nós entramos em contradição o tempo todo. A razão é falha e não adianta fugir dos nossos desejos mais primitivos. Um dia, me canso disso tudo e jogo uma bomba nessa hipocrisia toda. Estou com fome, vou ao MacDonald’s. Volto já!


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Numa Fria de Charles Bukowaki






Numa fria são contos  breves que mostram personagens que vivem uma vida banal e sem sentido e estão no limite da marginalidade.  Entretanto, não são bandidos, mas pessoas “comuns” que ao ter um cotidiano vazio, topam uma com as outras, cometendo atos violentos.  

Também, em outras histórias, aborda-se o artista sem eira e nem beira que precisa trabalhar em coisas que não gosta.  Em alguns trechos, usa-se a palavra prostituição para definir como muitos artistas corrompem seus ideais para sobreviver e ter um drinque à noite.

Percebe-se que através das narrativas curtas, o autor entende de literatura, mas a estética de seus textos é crua e repleta de palavras de baixo calão. Talvez, utilizou esse recurso para mostrar como os personagens viviam sem expectativas num mundo sem sentido e até absurdo, que é sociedade capitalista, onde se divide os vencedores e os perdedores.

Os contos não têm um discurso político ou ideológico. São cenas, episódios corriqueiros ou alucinações, principalmente, que parecem ser provocados por muita bebedeira.  

O livro não tem pretensão de mudar o mundo e sim contar a histórias de personagens vazios.  Bukowaki dá voz para esses perdedores, mesmo sendo anti-heróis e capazes de atos terríveis. 

CAPITÃO SAIU PARA O ALMOÇO E OS MARIHEIROS TOMARAM CONTA DO NAVIO. Charles Bukowski. ( Cronica escrita em 2007)


Sempre quando posso, para no jornaleiro para ver se acho um livro de bolso interessante. Quando li este título extenso e o nome do autor, me recordei que havia lido A MULHER MAIS LINDA DA CIDADE E OUTRAS HISTÓRIAS , publicado pela mesma editora e do mesmo escritor. Os contos faziam uma crítica à sociedade americana e os personagens que viviam na marginalidade.

Charles Bukowski nasceu na Alemanha, viveu muitos anos nos Estados Unidos e morreu em 1994. Era polêmico e avesso ao “ mundo de celebridade de Hollywood”, escrevia o que dava vontade. Em CAPITÃO SAIU PARA O ALMOÇO E OS MARINHEIROS TOMARAM CONTA DO VAVIO foi o seu último livro. A estrutura da narrativa é como se fosse um diário, em que narrava seu cotidiano e os pensamentos relação à escrita e ao mundo: “...Nunca quis fama ou dinheiro. Quis escrever do jeito que queria, só isso. E tive que escrever ou ser tomado por algo pior que a morte. Palavras não como preciosidades, mas como necessidades. No entanto, quando começo a duvidar da minha capacidade de trabalhar a palavra, simplesmente leio outro escritor e então sei que não tenho que me preocupar. Minha competição é só comigo mesmo: Fazer direito, com poder, força, deleite e risco. Se não esqueça.” . Não poupou ninguém com suas críticas e análises. “ Por exemplo, todos os dias, volto do hipódromo apertando o rádio em diferentes estações, procurando música, música decente. Tudo é ruim, insípido, sem vida, sem melodia, indiferente.”.

Deste último livro de Charles Bukowski, tive a impressão dele ser uma pessoa contraditória e singular. Por um lado, detona a sociedade de consumo e o sucesso, por outro critica os que se consideram intelectuais. Ao longo de suas reflexões percebe-se que tem uma vasta carga de leitura, que é mascarada por uma linguagem coloquial, palavras ditas chulas e uma abordagem do cotidiano efêmero. Falava mal das “ modernidades de hoje em dia”, em algumas passagens havia um clima depressivo e a consciência que a morte estava próxima. Mas, ao mesmo tempo, gostava de escrever no computador e achava até inspirador. Diferente de seus editores, que consideravam o computador “destruidor” da aura artística. .

Enfim, foi interessante conhecer um pouco esta figura peculiar, controversa e sarcástica Charles Bukowski.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

TEORIA E PRÁTICA



É óbvio que vou dizer, mas a teoria e a prática precisam estar juntas para uma formação dos indivíduos. Não adianta só ter uma ou outra.

Hoje, confundi-me com uma coisa que aprendi no antigo primário: Como preencher um envelope de uma carta.  Coloquei o remetente e seu endereço no lugar do destinatário e vice-versa. Aí, observei os outros envelopes, que estavam numa gaveta, para escrever corretamente.

Realmente, o grande desafio do Ensino é conciliar a teoria e a prática. A primeira faz a gente entender os motivos dos fatos e a prática fixa o que se aprende.

Quem nunca se perguntou por qual motivo precisa aprender equação do 2° grau ou mesóclise? Em muitas ocasiões só se acumula conhecimentos, os quais se evaporam com o tempo e não se percebe que muitos são importantes, para a vida cotidiana.
Anos depois, já burro velho, percebo o que aprendi, naquelas manhãs chatas de escola, não foram tão inúteis assim. Só não as valorizei, porque não precisava praticá-las na época. 
  
E as aulas de Português? Talvez se tivesse despertado desde cedo à vontade de escrever, prestaria mais atenção nas aulas daquele tempo.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

novas formas


Dia do Trabalho


'Operários' de Tarsila do Amaral
'Operários' de Tarsila do Amaral


Hoje é dia do trabalho e fui pesquisar rapidamente a origem desse feriado.


Hoje em dia, o mundo mudou muito. Aqui, no Brasil, o aumento dos idosos e da população, houve necessidade de repensar a previdência e as relações de trabalho. Viver com as mesmas regras, numa situação econômica e social completamente diferente, é crise financeira na certa. Veja o que acontece na Grécia e em outros países da Europa.

Outro aspecto que comecei a pensar, lógico que o patrão tem o direito de ter seu lucro, mas os empregados não são coisas que se usam até jogar fora. Todo cidadão tem o direito de viver bem, não se pode se esquecer disso!

Eu não quero viver em um padrão, no qual não fiz esforço para merecer. Por exemplo: Viagens, ter uma cobertura no Leblon e uma casa de praia em Angra.

Todavia, sofrer privações mesmo vivendo num vida regrada e trabalhando, não é justo. Contribuo há dez anos no INSS e mesmo não possuindo condição de pagar uma previdência privada, quero meus direitos básicos respeitados como saúde, moradia e lazer na medida das minhas possibilidades.