segunda-feira, 27 de maio de 2013

A exposição da imagem




 Comecei a pensar novamente sobre este tema, quando assisti a um vídeo de um menino de doze anos que reclamou das fofocas e ofensas que sofria, através das redes sociais e na  escola. Diziam que era gay. Já ele argumentava que nem sabia o que era, mas que por enquanto gostava de menina.

A sexualidade é tão complexa e as pessoas a reduz a estereótipos que não condizem com a realidade. A questão não está se ele é gay ou não, só o tempo e o amadurecimento individual dirão, mas sim o preconceito e as neuroses que tornam o tema da sexualidade um tabu. Eu vi um menino que gosta de brincar de fazer vídeos e só. Deixem-no viver sem traumas.

Outra questão que gostaria de abordar... É se estamos preparados para a opinião pública. Divulgamos pensamentos, fotos, vídeos e textos nas redes sociais, porém estamos preparados para isso?

Um artista, celebridade ou subcelebridade ou uma pessoa pública estão acostumados com críticas destrutivas e possuem mecanismos de defesa para se defender. Muitos se utilizam da “filosofia”: “ Falem mal, mas falem de mim”. Diferente de uma pessoa comum, que faz um vídeo ou escreve como forma de expressão ou brincadeira e não tem essa defesa. Não se sabe como está emocionalmente, inclusive, a consequência de um comentário maldoso sobre ela.  Acho que se deve ter a sensibilidade de discernir um artista, uma pessoa que só quer aparecer e um indivíduo ingênuo.


Precisamos fazer uma reflexão para a construção de uma sociedade livre, sem neuras e ignorâncias. Onde todos possam viver sua sexualidade tranquilamente, aprendendo a lidar com as emoções sem recalques.