sábado, 26 de abril de 2014

Abuso?



"Cliente Claro acessa o Twitter de graça do seu celular
Você pode ficar conectado onde estiver através do aplicativo Twitter ou do site mobile.twitter.com sem descontar da sua franquia de internet. Experimente agora!"

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Acho isso um abuso! Não sou da Claro e quando uso o Twitter no celular não posso acessar nenhum site ou publicar uma foto que diz que pagarei uma tarifa. "Tarifação de dados aplicável... A tarifação de dados padrão poderá ser aplicada a esta operação. Deseja continuar?". Detalhe essa mensagem aparece até quando uso Wi-Fi do celular. Acho isso muito estranho.


Cadê a democracia na rede mundial de computadores? Por que só com a Claro posso usa o aplicativo do Twitter? Posso estar falando uma ignorância, mas não acho isso justo.

Se alguém puder me explicar melhor sobre essa situação, ficarei agradecido.

A Revolução dos Bichos de George Orwell (1945)




Quando terminei de ler o livro, senti-me um pouco pessimista, foi a mesma sensação ao ler 1984 do mesmo autor. Pois, faz pensar como somos presos ao Sistema e que a tão sonhada liberdade individual é complicada de se conseguir.  Inclusive, que a igualdade entre os indivíduos continua em um plano utópico.

Bem, antes de dizer minhas impressões, preciso dar uma contextualizada. Não posso colocar palavras que o escritor não disse. A Revolução dos bichos faz uma sátira em relação à União Soviética Comunista, como 1984, que se baseia nos regimes totalitários comunistas, que massacra os direitos individuais em relação ao coletivo.

A Revolução dos Bichos é um livro pequeno, mas dá uma aula sobre os mecanismos de uma revolução. Os bichos se revoltam contra o autoritarismo dos homens e tomam a granja do Sr. Jones para eles. Os porcos, como são mais inteligentes, dominam a situação. 

No início, faziam hinos e mandamentos pregando que todos os bichos eram iguais, trabalhando juntos para manter a fazenda.

“1. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo.
2. Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo.
3. Nenhum animal usará roupas.
4. Nenhum animal dormirá em cama.
5. Nenhum animal beberá álcool.
6. Nenhum animal matará outro animal.
7. Todos os animais são iguais.”

Porém, com o passar do tempo, há mudanças e os porcos se transformam em verdadeiros déspotas. Logo, modicam os mandamentos a partir de seus interesses.
“4. Nenhum animal dormirá em cama com lençóis.
5. Nenhum animal beberá álcool em excesso.
6. Nenhum animal matará outro animal sem motivo.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.”

O interessante é observar que os porcos dominam não pela força, mas ideologicamente os outros animais. Faziam uma verdadeira lavagem cerebral, manipulando a história e a memória dos outros bichos. Dominar ideologicamente é mais eficaz que a força, porque quando dos desmandos são preenchidos por conceitos, até a força bruta é justificada.
Os porcos tornam-se os antigos carrascos, os homens.

“ Doze vozes gritavam, cheias de ódio, e eram todas iguais. Não havia dúvida, agora, quando ao que sucedera à fisionomia dos porcos. As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco para um porco para um homem outra vez; mas já era impossível distinguir que era homem, quem era o  porco.”
Então, fico ainda mais desiludido porque o romance não é distinto da realidade: " Que todo mundo é farinha do mesmo saco" ou " Quando se reúne mais de um individuo, a ideologia original é desvirtuada.".

Mesmo que o autor se refira a regimes totalitários comunistas, podemos utilizá-lo para comparar o que aconteceu em outros países, como o Brasil. Por exemplo, um partido de “esquerda” assumiu o poder, mas tornou-se bem parecido com os de “ direita”.

 Enfim, A Revolução dos bichos é uma leitura que pode ajudar num olhar mais crítico sobre a história e como não podemos acreditar em mudanças rápidas que quebrarão rupturas. Pois, quando se junta pessoas, a ideologia original sempre será deturpada e nunca sairá como no plano utópico.



quinta-feira, 24 de abril de 2014

Depois de um feriado longo...



Acordo numa quinta-feira com cara de segunda. Preciso caminhar mais cedo, mas meu corpo está pesado. Consigo levantar, tomar café e sair para caminhar.

Quando ando, percebo o trânsito denso. Penso logo em acidente, manifestação ou obras que nunca terminam. Volto para casa para me arrumar e ir ao trabalho. Pego condução lotada( vida de gado...), mas consigo chegar na hora para pegar a carona e fico à espera.

Tenho vontade de sumir ou encontrar um lugar que não seja tão caótico e absurdo. Eleição vem aí, não sei em quem votar ou acreditar.

Estou lendo a Revolução dos bichos, que mostra os mecanismos de uma Revolução. Fico ainda mais desiludido porque o romance não é distinto da realidade: " Que todo mundo é farinha do mesmo saco" ou " Quando se reúne mais de um individuo, a ideologia original é desvirtuada.". Medo de futuro e ansioso por saber se conseguirei sobreviver a tanta coisa.

Graças a Deus que já estou chegando ao ponto marcado. Agora, é só esperar a carona.


sexta-feira, 18 de abril de 2014

Pessoas que não existem, morrem?




Para mim, sim. Porque a morte pode ser esquecimento. Se imaginarmos, por exemplo, ninguém mais ler ou ouvir a história da Branca de Neve, ela irá desaparecer no mundo.

Deste modo, mesmo que personagens de filmes, peças e livros não são de carne e osso, morrem também através do esquecimento. 

Não deixam de fazer parte de nossa realidade. Podem morrer como a gente.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

PELA CIDADE( texto antigo)



vendedores ambulantes fugindo dos guardas municipais/ anjos caídos dormem nas calçadas/ os aromas de excrementos, café fresco e pão de queijo quente se diluem/ um jovem vende poesias em livretos xerocados, diz que pode dar quanto puder por eles/ nos prédios antigos, gárgulas e estátuas testemunham tudo que acontece e, apesar do tempo, surpreendem-se.

Coisas óbvias que digo, mas acho importante dizer...


Imagem encontrada no google


Cada vez mais as redes sociais virtuais estão se infiltrando em nossas vidas e mesmo que a virtualidade seja aparentemente abstrata, ela faz parte da nossa realidade.

Atrás dos perfis há indivíduos de carne e osso, por isso precisa-se ter cuidado quando for dizer algo. Se não gosta do que outro publica, não diga nada, só deleta ou bloqueia as atualizações. Como diz minha mãe: "Coração é terra que ninguém pisa", cuidado de não machucar ninguém com sua insensibilidade.

Percebo que a empatia está em baixa, inclusive, entre os jovens que promovem bullying virtual e não dão a mínima para a dor alheia. É uma perversidade preocupante, pois muito acham isso natural.

Outro fato que me preocupa é que muitos adolescentes e crianças estão "hackeando" as redes sócias dos colegas e postando mensagens dúbias e maliciosas para denigrir a imagem deles. Posso estar exagerando, mas que tipo de adulto esses meninos e meninas se tornarão?

Senhas são individuais e ninguém pode captura-las, isso é furto. Se uma geração crescer achando isso normal, o que será da sociedade? Um invadindo a privacidade do outro e sacaneando de todas as maneiras.

A liberdade só pode existir com os direitos fundamentais de um indivíduo respeitados e para isso precisa-se de leis e disciplina.

Pais e educadores prestem mais atenção o que os pequenos andam fazendo. Educar, também, é ensinar a respeitar o outro.

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Obs: Dei uma rápida pesquisa e têm um monte de sites que explicam como hackear as redes sociais. Isto é assustador! Mas o problema não é a Internet, mas quem se interessa por este assunto.

Obs: AVISO URGENTE!! Não marquei ninguém no face.

sábado, 12 de abril de 2014

SOU DA ÉPOCA



Quando a linha telefônica era um patrimônio e deixado até como herança.

Em que os desenhos animados tinham, no final, uma moral da história.

Vivi a saga das apresentadoras loiras.

Assisti Barrados no Baile na adolescência.

Já paguei multa na locadora por não rebobinar a fita cassete.

Adorava conversar sobre filmes com o pessoal na locadora do bairro.



Caramba... O tempo corre...

terça-feira, 8 de abril de 2014

TODOS OS RIOS O RIO





Fornece água para colheita e peixes aos pescadores, é um vazo comunicante que leva e traz os barcos dos viajantes; é o local para o batismo dos recém-nascidos. De dia, as crianças brincam; quando a noite cai, um refúgio para os amantes e para criminosos que praticam maus feitos. Em tempos de cheia, invade casas e aniquila tudo que encontra pelo caminho e quando volta ao normal proporciona vida às suas margens. Existem histórias bastante antigas que dizem que onde desemboca, há um portal para outro mundo e que muitos aventureiros nunca mais retornam para casa. Enfim, transita tanto para o bem quanto para o mal e do sagrado ao profano.

Anos atrás...


 Escrevi alguns rascunhos de contos infantis. E, uma vez, fiz uma que narrava a história de uma espada voadora e pacífica. Tinha como melhor amiga, uma menina órfã. Aí, a garota montava na espada voadora e atravessavam o céu.

Bem, relendo a história, percebi que poderia ter outra interpretação. A espada é um símbolo fálico. Deletei o conto. Mas, agora, refletindo sobre a narrativa, será que me deixei levar malícia?

Só era um texto que narra as aventuras de uma espada voadora, a qual não queria machucar ninguém e tinha como, melhor amiga, uma menina órfã.
Por que tudo tem que existir outras interpretações? Principalmente, ambíguas e maldosas.

Realmente, o problema está dentro das pessoas e não nas coisas de fora. Cada olhar é uma interpretação da realidade.


domingo, 6 de abril de 2014

PUBIS ANGELICAL DE MANUEL PUIG( 1979)




Bem, depois de ler o livro, pensei outra vez sobre a liberdade. Será que somos livres realmente para exercer nossa individualidade? Ou só somos corpos que vestem máscaras sociais, que nos antecedem por gerações?

A história conta a vida de uma mulher argentina que está em um hospital do México, sofrendo alucinações. A narrativa têm relatos paralelos, o primeiro começa como se fosse um delírio ou sonho e a outra parte é a personagem revelando conscientemente seus problemas.

Os relatos se juntam e dão um panorama de como a personagem se vê submissa à sociedade feita pelo olhar masculino. Puig estrutura os significados do gênero e da ordem social a partir da submissão.

   O livro mostra que o poder não está só de fora para dentro, mas também ao contrário. No interior da personagem, ela leva modelos e arquétipos seculares. A submissão a perseguiu desde quando nasceu.

Em muitas ocasiões, é complicado o indivíduo desempenhar papéis que a sociedade impõe. No romance, mostra-se o sofrimento das mulheres que se submetem a um idealizado amor em todos os lugares e em todas as épocas fantasiosas ou reais. E a dificuldade em participar da revolução e a luta contra aos poderes oligárquicos.

Enfim, o livro me fez perceber ainda mais como é difícil de ser conseguir a liberdade  individual.  Talvez, descobrir não ser livre totalmente é um jeito de se aproximar da liberdade, pois assim estamos conscientes e não automatizados pelo cotidiano.  

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Realidade devastadora...


Estou anotando informações de óbitos nos registros de nascimento, casamento e percebo uma verdade terrível que sempre aparece nos jornais, mas ao ler as causas do óbito, o fato parece ser mais concreto. É o seguinte, a maioria dos jovens ( até 30 anos), pardos e negros são mortos por ações contundentes como armas de fogo e outros objetos pontiagudos, praticamente uma geração perdida. 

Quais os impactos para sociedade essa barbaridade? Até quando isso acontecerá? A verdadeira reforma da educação é a solução. Mas, há tantos interesses que se transformam em um labirinto vicioso e burocrático que atravanca o país.


Obs: Agora, seio que não posso generalizar, pois existem casos e casos. Porque se uma pessoa morre por arma de fogo, não significa que seja meliante, pelo contrário, é vitima de uma violência. Os dados precisam ser analisados imparcialmente para evidenciar os problemas que acontecem no país.

Errata



Bem, errar é humano. Quem nunca se equivocou jogue a primeira pedra. Mesmo que houve uma inversão dos resultados da pesquisa, o certo é: 26% concordam com a afirmação "Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas" enquanto 70% são contra essa ideia.


Quando soube da pesquisa na semana passada, escrevi e fiz um vídeo que não tem como negar que ainda vivemos num país preconceituoso e machista. Apesar do erro, continuo a reafirmar essa ideia. 


Os outros dados, segundo os pesquisadores, estão corretos: 
"A correção da inversão dos números entre duas das 41 questões da pesquisa enfatizadas acima reduz a dimensão do problema anteriormente diagnosticado no item que mais despertou a atenção da opinião pública. Contudo, os demais resultados se mantêm, como a concordância de 58,5% dos entrevistados com a ideia de que se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros. As conclusões gerais da pesquisa continuam válidas, ensejando o aprofundamento das reflexões e debates da sociedade sobre seus preconceitos. Pedimos desculpas novamente pelos transtornos causados e registramos nossa solidariedade a todos os que se sensibilizaram contra a violência e o preconceito e em defesa da liberdade e da segurança das mulheres."

Agora, deve-se entender que a realidade é imensurável e por isso uma pesquisa de opinião sempre terá margem de erro. Dependendo de como a pesquisa é feita e a interpretação dos entrevistados, acarretará vários pontos de vistas levam a uma manipulação de certo grupo. Inclusive, se o entrevistado está falando o que sente realmente.


 Um aprendizado que assimilo desse acontecimento é refletir mais sobre a notícia. Não ter pressa de falar minha opinião. Mas, os enganos servem para o conhecimento e a refletir sobre o mundo onde vivemos. 



quinta-feira, 3 de abril de 2014

Veremos...




Qual máscara, eu vestirei hoje?
Essa de vítima é bem eficaz em algumas situações. As pessoas com pena ajudam tanto.
Deixa-me ver, a de homem sério impõe respeito.
De humilde... Sou admirado, inclusive, em um país que ainda é bastante católico, onde a humildade é uma virtude para abrir as portas do céu.
Também a de palhaço é útil nas horas quando não se pode falar as coisas na lata. Então, utiliza-se o bom humor para dizer certas verdades.
Também tem a angelical, que se associa com o jeito infantil. É vantajoso porque todo mundo quer proteger e defender.
Essa aqui de burro é muito conveniente, as pessoas se expõem por achar que não entendo nada. Aí, fico captando as intenções.

Nossa! São tantas máscaras no meu armário, mas acho que acumularei ainda mais, até o último dia de vida. Quando esse dia chegar, ficarei ausente de palavras tornando-me nu.