segunda-feira, 31 de março de 2014

ABSURDO



Essa pesquisa sobre o estupro que muitos alegam ser culpa das mulheres por vestirem roupas curtas, evidencia como somos conservadores e não tão diferentes de outros países considerados bárbaros.

Quantas mulheres são violentadas quando saem de casa cedo para trabalhar ou estão voltando tarde para casa, depois da faculdade. Inclusive, são estupradas pelos maridos, pais, padrastos e tios...

E deu na tevê que a pesquisa teve um número considerável de mulheres, expondo uma verdade peculiar. Existem mulheres muito mais machistas do que os homens e homens muito mais feministas do que as mulheres. Enquanto algumas acreditam que as vítimas são culpadas, muitos homens não concordam com isso.

Há um filme interessante que mostra muito bem estigma que a vítima de estupro sofre: Acusados( 1988). Sarah Tobias (Jodie Foster) é violentada num bar e, ao denunciar a agressão, enfrenta dois problemas: seus agressores e o sistema penal, no qual as vítimas de estupro são suspeitas em seus próprios casos.

Independente de a mulher ser ou não de vida “fácil” ou “meio porra louca”( como o caso da personagem Jodie Foster), ninguém tem o direito de estuprá-la.  Inclusive, ser currada por vários homens. É uma covardia sem nome. Ela não é culpada, mas vítima absoluta  e precisa ter seu  direito de ir e vir respeitado.

Enfim, despois dessa pesquisa, concluo que talibã está por aqui, também.

sábado, 29 de março de 2014

reflexos



Sua mente confusa começava a misturar lembranças com o presente. Em momentos de raiva, brigava com uma pessoa, mas, na verdade, era outra que ele estava bravejando. Achavam-no louco, por berrar sem motivo. Bastava uma recordação ou palavra para desencadear raivas e desilusões antigas. Quando batiam nele, não identificava os agressores e sim mosaicos de rostos que foram armazenados ao longo dos anos.

domingo, 23 de março de 2014

A História de Adele H. (Histoire d'Adèle H., L', 1975) de François Truffaut

Cena do filme


O amor e a obsessão são opostos, mas são muito semelhantes. Ao ver A História de Adele H., essa ideia reforçou ainda mais essa ideia. Aliás, o enredo é inspirado dos diários de Adele Hugo. O filme mostra várias cenas, as quais a protagonista escreve compulsivamente.

Adele, filha do grande escritor Victor Hugo é perdidamente obcecada pelo antigo noivo, agora tenente do exército. Entretanto, ele não a deseja mais. 

A jovem o segue e se perde na sua própria loucura. A cena que me marcou mais foi dela andar perdida pelas ruas de um país tropical, suja e com o vestido rasgado. Adele sempre fora muito frágil, inclusive, com a morte da irmã mais velha e pensou que seu ex-noivo fosse amá-la, suprindo todas suas necessidades. Criou outra realidade, que se assemelhava uma esquizofrenia.

Enfim, como obra de arte o filme é impecável, mas, na vida real, viver como Adele H., deve ser um fardo  pesadíssimo de carregar.


Amores Imperfeitos

Assisti ao filme ontem, no Canal Brasil. Pode não ser O FILME da minha vida, mas é tocante e cativante. Mostra que aqui existem pessoas talentosas que podem abordar outros temas, além de violência, injustiça social e corrupção. Viva a diversidade de histórias e  que haja mais incentivo para mostrar outros olhares sobre o mundo no qual vivemos.



sábado, 22 de março de 2014

Pensamentos inspirados no que assisti...

Assisti no jornal sobre a notícia do jornalista Rubens Paiva, que despareceu em plena ditadura militar. A comissão da verdade ouviu um militar reformado orgulhoso de matar presos políticos. " A bela criatura" narrou lindamente a maneira certa de torturar e desaparecer com os corpos. Inclusive deu detalhes sobre o assassinato do deputado. Gente, que pessoa evoluída esse militar, não? Adora compartilhar sua sabedoria "meiga". Lembrei-me de A Colônia Penal de Kafka e percebo como o mundo é absurdo.

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Há pouco no jornal uma mulher dizer que o ex-namorado a assassinou moralmente, porque ele fez perfis falsos dela, dizendo que era prostituta e manipulava suas fotos colocando-a em poses obscenas. Nossa, que terrível. As pessoas olharem para você diferente, duvidar de seu comportamento, passar por vexames e ver tudo que construiu se esvair. Implantar duvida na moral de uma pessoa é como atentar contra a vida dela. Não se pode brincar com a vida e a moral de ninguém.

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Não me falha a memória, no filme O Homem do tempo, o pai diz ao protagonista mais ou menos assim: " Não existe caminho mais fácil no vocabulário do mundo adulto.". Realmente, para se tornar um adulto equilibrado e consciente, precisa-se encontrar sua essência autêntica, mesmo enfrentando veredas repletas de pedras. Inclusive, deixar um pouco a zona de conforto das máscaras sociais que se constrói ao longo do tempo, penetrando na profundidade da nudez da alma.

terça-feira, 18 de março de 2014

Lamentável



Acho deprimente os produtores do BBB14 embebedarem os participantes nos dias de festas para ter barraco. A violência está tão banalizada. O barraco que vi no último domingo foi que o participante Cássio acusou Marcelo de abusar supostamente de Ângela, que estava embriagada e, em seguida, ela ficou com amnésia do que aconteceu na madrugada da festa.

Acredito que ninguém foi abusado, do contrário a produção tomaria as devidas providências. Não estou falando mal da bebida em si, mas a apologia do uso excessivo, como se fosse bacana o indivíduo beber até perder a consciência de seus atos.  


Sabe... Quantos crimes são cometidos todos os dias por causa do consumo exacerbado de bebida alcoólica e, inclusive, a maior proliferação das doenças sexualmente transmissíveis. Realmente, tudo é tão triste e feio.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Anotações ou ideias para crônicas que nunca serão escritas...

Sou a favor da bolsa família como uma medida de urgência, porque os que precisam não podem esperar as mudanças estruturais, que o país necessita. Agora, o problema está na manipulação que existe no programa bolsa família como fraudes e, inclusive, transformar as pessoas beneficiadas em curral eleitoral. O ideal seria aliar as medidas de urgência e as estruturais como a Educação, Saúde e Moradia. O grande problema é que vivemos num labirinto de interesses dos poderosos que controlam nosso país.

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Redução da idade penal... Estava conversando sobre isso com uma amiga e disse que concordava, mas que precisava ser muito bem discutido. Então, ela mencionou um fato que não havia pensado: " Bem, acho besteira. Porque aí, os traficantes cada vez mais recrutarão pessoas de dez a doze anos, que são muitas vezes mais manipuláveis e destemidas.". Realmente, tem lógica em seu argumento. A redução não acabará com a violência. Mas, acho que para crimes hediondos a redução da idade penal e até leis mais rígidas são fundamentais para o bem da sociedade. Um psicopata não pode ser beneficiado por redução de pena e no caso do menor facínora, não ser responsabilizado pelos seus atos  horrendos e ficar numa Instituição de Reabilitação de menores infratores. Eles sempre repetem o mesmo crime, basta olhar os noticiários da televisão.  Lógico, não se pode esquecer-se dos integrantes do crime organizado, sequestradores e políticos corruptos.  Caramba! Estou fazendo uma digressão... Foco, Eduardo!  Voltando ao assunto inicial, o que estou matutando é se a lei é aprovada, os menores de dezoito anos irão para os mesmos presídios que estão lotadíssimos? Ou ficarão numa prisão intermediária até ficarem mais velhos para encararem os outros presos? Pois é, são tantos questionamentos...

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Sei que não estou falando nenhuma novidade, mas é curioso como projetamos nossas maldades e perversões nos animais como, por exemplo, a cobra, o lobo, a raposa e o escorpião. Eles matam para sobreviver, não por diversão. Agora, é evidente que existe a crueldade no ato de caçar, esse fato faz parte da natureza. Por isso, acho as fábulas com animais um pouco injusta. Transferimos nossa existência para eles, colocando significados interpretados do mundo humanizado e eles são muito mais que isso.

terça-feira, 11 de março de 2014

Pode ser bobagem...


Mas, já faz tempo que perdi minha senha no twitter e quebrei a cabeça para entrar, mas não conseguia mesmo com as instruções do suporte técnico. Confesso não sou muito desenvolto com computador em geral.

Meses depois, de cuca fresca tentei reativar a conta do e consegui facilmente, redefinindo minha senha. Fiquei feliz!

Então, comecei a pensar que, muitas vezes, ficamos obcecados em resolver algum problema e tudo dá errado como se nadasse há muito tempo e se morresse na praia. Sei que existem casos importantíssimos e que não podem esperar. Mas, se não é esses casos, relaxe um pouco, caminhe, leia ou pratique outra coisa que goste. De repente, a solução surge do nada.

O exemplo que usei da rede social pode ser muito banal, porém a vida não é repleta de trivialidades? Por que não tirar proveito delas?

O único fato que não tem jeito é a morte, o resto se pode consertar ou adequar.   

sábado, 8 de março de 2014

O Velho e o Mar de Ernest Hemingway




É uma história que fala sobre derrota ou perda e como fazem parte de nossas vidas. O velho mesmo sem sorte atravessa o mar em busca de peixe. Consegue pegar um enorme peixe, que arrasta o barco para longe do continente.

O ancião é um pescador experiente e possui um conhecimento sobre os ventos, as correntes marítimas, os peixes e outros seres marítimos. Ele não só depreda a natureza, mas sente um respeito por ela. Luta, admirando seus “oponentes”, os peixes.

“Não mataste o peixe só para viver e vendê-lo para ser comido. Mataste-o por amor-próprio e porque és um pescador. Amava-lo estava vivo, e ama-lo depois de morto. Se o amar, não é pecado mata-lo. Ou será mais?”

Nessa citação mostra o amor que sente pelos peixes e que ser pescador não é só uma função para sobreviver. Mas, sua essência. Então, mesmo sozinho e sem sorte atravessa o oceano. Porém, sua aventura se torna uma desventura e o velho se resigna de sua derrota, quando em alto mar o peixe gigante que havia pescado foi devorado pelos tubarões, chegando ao seu lar só com a carcaça e completamente exausto.

O que compreendi da história e achei interessante, foi que o livro a partir de uma narrativa sem firulas mostra um personagem que é vencido pelas circunstâncias da vida como, por exemplo, a má sorte e as limitações da idade avançada. Só que ele tenta lidar com isso e não se torna revoltado. Aprende a lidar com a solidão em alto mar e a questão do tempo. O velho pescador faz uma autorreflexão sobre sua vida.

domingo, 2 de março de 2014

FAZ DE CONTA



O dinheiro, ao tomar consciência das atrocidades que o Homem comete em seu nome, decide por conta própria socializar as riquezas.
Muitos passavam necessidade ficaram felizes, enquanto os poderosos mordem-se de raiva e fazem de tudo para sabotá-lo.

 Entretanto, ele se multiplica ainda mais para ajudar os que precisam.