sábado, 8 de março de 2014

O Velho e o Mar de Ernest Hemingway




É uma história que fala sobre derrota ou perda e como fazem parte de nossas vidas. O velho mesmo sem sorte atravessa o mar em busca de peixe. Consegue pegar um enorme peixe, que arrasta o barco para longe do continente.

O ancião é um pescador experiente e possui um conhecimento sobre os ventos, as correntes marítimas, os peixes e outros seres marítimos. Ele não só depreda a natureza, mas sente um respeito por ela. Luta, admirando seus “oponentes”, os peixes.

“Não mataste o peixe só para viver e vendê-lo para ser comido. Mataste-o por amor-próprio e porque és um pescador. Amava-lo estava vivo, e ama-lo depois de morto. Se o amar, não é pecado mata-lo. Ou será mais?”

Nessa citação mostra o amor que sente pelos peixes e que ser pescador não é só uma função para sobreviver. Mas, sua essência. Então, mesmo sozinho e sem sorte atravessa o oceano. Porém, sua aventura se torna uma desventura e o velho se resigna de sua derrota, quando em alto mar o peixe gigante que havia pescado foi devorado pelos tubarões, chegando ao seu lar só com a carcaça e completamente exausto.

O que compreendi da história e achei interessante, foi que o livro a partir de uma narrativa sem firulas mostra um personagem que é vencido pelas circunstâncias da vida como, por exemplo, a má sorte e as limitações da idade avançada. Só que ele tenta lidar com isso e não se torna revoltado. Aprende a lidar com a solidão em alto mar e a questão do tempo. O velho pescador faz uma autorreflexão sobre sua vida.