terça-feira, 25 de novembro de 2014

O VELHO E O NOVO, FILOSOFIA DE BOTEQUIM


Velho na forma de novo, novo na forma de velho. Quando o tempo passa, ficamos mais velhos. Mas, ao mesmo tempo, aprendemos coisas novas. Quando formamos novos pensamentos, podemos nos transformar em uma nova pessoa. Logo, o novo é o pretérito e o velho é o futuro.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

COITADA DA BEBIDA... TEM “COSTAS LARGAS”

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Ontem (Domingo, 23), assisti ao programa Saia Justa e fiquei perplexo com a notícia de que a USP não permitirá mais festas com bebida no campus devido ao crescente número de jovens estupradas e molestadas.

 Fiquei a refletir sobre o assunto e os comentários das apresentadoras. Realmente, o problema não está na bebida, mas no homem que pratica estes crimes. Tudo bem que a bebida alcoólica altera o comportamento das pessoas, só que, muitas vezes, a coitada tem "costas largas". Não são todos os homens bêbados que violentam sexualmente as mulheres.

O problema está num conjunto de fatores que levam o homem a estuprar como, por exemplo, problemas mentais, psíquicos e os valores culturais ainda muito machistas que estão enraizados tanto no consciente e inconsciente coletivo.

O que se precisa fazer é uma mudança na nossa educação, não visando somente a formação acadêmica ou profissional. Mas, também, a busca para lidar melhor com os sentimentos, levando à sociedade ser mais ética.


domingo, 23 de novembro de 2014

O curioso caso de Benjamin Button



Por esses dias li o conto Ocurioso caso de Benjamin Button de Francis Scott. Fitzgerald e quis ver o filme, que até então não havia me despertado atenção. A narrativa curta e o filme são interessantes, apesar de algumas diferenças sobre a histórica de um menino que nasceu velho e morreu como um bebê.

O conto publicado pela primeira vez em 1922 segundo F. Scott Fitzgerald a uma observação de Mark Twain em que o escritor lamentava que a melhor parte da vida fosse ao inicio e a pior no fim. Logo, Fitzgerald narra com certa ironia crítica a vida do protagonista, de como as pessoas ficaram assustadas com seu nascimento, achando-o uma aberração. 

Benjamin Button ao nascer, o próprio pai o renegou e nem suportava ouvir a voz de velho filho, mas a media que ia crescendo, rejuvenescia o pai começou a vê-lo com bons olhos como a sociedade também. Casou-se e teve um filho, porém tronava-se cada vez mais jovem e não se interessava mais pela vida de casado. Viajou, fez faculdade e teve aventuras até se transformar um garotinho aos cuidados de seu filho, que como a avô, não tinha paciência com o pai criança. Foi-se se esquecendo de tudo e morreu bebê. Por isso, o conto ao narras sobre a inversão do nascimento do protagonista, evidenciou como a sociedade não suporta o diferente que se recusa a tudo o que se desvie das normas e padrões em que assenta ao seu estilo de vida.

o filme demonstra também esses aspetos, mas é mais romanceado e até lírico. Não quero comparar qualitativamente se o conto é melhor que o filme. Isso é uma bobagem, são dois olhares diferentes para a mesma história. Vale recordar que a película seja inspirada no relato de Fitzgerald, esqueci-me de dizê-lo no começo desse texto.

Por fim, O conto critica com ironia e cinismo a sociedade, que não suporta o diferente, inclusive, se o indivíduo não seja útil a princípio. Não pude deixar de pensar em Metamorfose, uma novela escrita por Franz Kafka que conta a história de um cacheiro viajante, o qual se transforma em um inseto, sendo desprezado pela própria família.

O filme mostra como a procura por um espaço no mundo, mesmo que seja diferente, é importante para se encontrar, apesar das adversidades da vida. Além disso, acrescenta uma bela reflexão sobre o tempo e como as circunstâncias influenciam nossos destinos.

Valeu a pena ler o conto e o filme inspirado nele, principalmente, para pensar até sobre minha própria vida.


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

ALGUMAS ANOTAÇÕES SOBRE O FILME FLORES RARAS




Não quero falar da história, é só procurar na internet. Desejo falar das personagens Elisabeth Bishop (poeta americana vencedora do Prêmio Pulitzer em 1956) e Lota de Macedo Soares (arquiteta carioca que idealizou e supervisionou a construção do Parque do Flamengo), que foram duas personalidades que romperam com a imagem da mulher dos anos 50 e 60 do século XX. Outra consideração, refiro-me ao filme e não a História delas.

Apesar deste ponto comum em relação delas estarem à frente de seu tempo, eram diferentes. Enquanto Elisabeth Bishop se assumia como pessimista, “porra louca” e alcoolista, Lota se fazia forte, “comandando” a relação e seu trabalho. Mas, na verdade, ambas eram delicadas. Elisabeth ao se mostrar talvez soubesse lidar melhor com suas fraquezas e o lado sombrio que todos nós temos, já Lota com seu comportamento rígido e de controlador ao ser derrotada pelas circunstâncias se abateu muito, suicidando-se.  Elisabeth Bishop faleceu anos depois devido ao aneurisma cerebral. Aí, lembrei-me de ter ouvido em algum lugar que geralmente os indivíduos que se fazem de fortes, escondem muita fragilidade.

Por isso, que admirei o trabalho da Glória Pires, não por ser uma atriz brasileira, mas pelo fato de interpretar em inglês e passar de jeito minimalista os conflitos da personagem Lota. A atriz australiana Miranda Otto desempenho muito bem seu papel, porém, em minha opinião que pode ser de leigo, Glória Pires ficou com o nível de dificuldade maior e deu seu recado muito bem.

Também, achei Lota contraditória e gosto de personagens assim. Ela era homossexual, porém  apoiou o golpe militar de 64. Em alguns aspectos era de vanguarda como no trabalho de arquiteta,  na sua vida sexual, todavia, na política era ultraconservadora. Morria de medo que o Brasil fosse dominado por comunistas era amiga de CarlosLacerda, um jornalista e político brasileiro. Foi membro da União Democrática Nacional (UDN), vereador (1945), deputado federal (1947–55) e governador do estado da Guanabara (1960–65). Fundador em 1949 e proprietário do jornal Tribuna da  Imprensa e criador, em 1965, da editora Nova Fronteira.

 Fiz uma comparação com a realidade e, realmente, como somos contraditórios. Maduros para um assunto, crianças birrentas para outro, liberal e conservador ao mesmo tempo. Enfim, somos dialéticos constantemente.

Por isso, interessei-me mais pela personagem da Lota para escrever essa crônica. Entretanto, Bishop no final filme me ensinou muito com o poema  sobre a necessidade de se aprender a perder. Terminei por aqui, não deixem de ler:

Uma Arte

A arte de perder não é nenhum mistério
tantas coisas contém em si o acidente
de perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouco a cada dia. Aceite austero,
a chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério:
lugares, nomes, a escala subseqüente
da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas. Um império
que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.
Mesmo perder você ( a voz, o ar etéreo, que eu amo)
não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser um mistério
por muito que pareça (escreve) muito sério.

(Elizabeth Bishop; tradução de Paulo Henriques Brito)


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OUTRA VEZ NÃO CONSEGUIU SAIR DO OSTRACISMO


terça-feira, 18 de novembro de 2014

SOU ABSURDO

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Gente!!!! Acabei de comprar um celular e me percebi já desejando outro!!!!! Isso é um absurdo, porque esta febre de consumir leva o planeta ao caos. O que faremos com tantos aparelhos eletrônicos que ficam defasados num piscar de olhos? O mar com toda sua imensidão está se tornando LIXÃO. Amigos, preciso de ajuda para me livrar desse desejo terrível de consumir desbragadamente. Alguém me indica um exorcista? Também, não quero me tornar uma pessoa vazia por ter valores descartáveis, pois me levará a uma fome infinita por bugigangas que nunca será abastecida. Lembro-me do livro Madame Bovary que era frenética em consumir, ficando endividada e desesperada. A história tem mais de cem anos e continua tão atual... Pobre de mim, pequeno burguês, ou melhor, da classe C, até quando serei manipulado pelas propagandas que não querem só vender produtos, mas um estilo de vida. E o pior que, muitas vezes, temos que nos condicionar, senão, precisa ir embora ou pedir exílio para uma tribo aborígine sobrevivente. Olha que contraditório, escrevo tudo isto no celular que acabei de comprar e postarei no face. Realmente, não sou coerente e sim absurdo.

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

PRECISEI DIZER


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"Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender."Autor - Herculano, Alexandre


Não sou veiculado a nenhum partido. Votei na Dilma porque, mesmo com os problemas, tanto o governo Lula como o dela fez o país melhorar um pouco na educação e na ajuda aos pobres, como a bolsa família. Hoje, está mais fácil de ingressar na faculdade pelo fies e com outros mecanismos. Por isso, dei crédito e mesmo que esteja equivocado, fiz o que considerei ser certo.

Agora, os casos de corrupção na Petrobrás, concordo que precisam ser investigado e se a presidente sabia de tudo, terá que ser punida como todos os envolvidos. Entretanto, quero ver provas consistentes.

Não serei contra a reconstrução política, a qual visa à ética reflexiva tanto dos políticos como de nós, os cidadãos. Principalmente, não ficaremos à espera de um salvador e sim lutaremos para construir um Brasil melhor. Ter o hábito de fiscalizar nossos representantes e buscar sermos honestos no nosso cotidiano também. Cortar literalmente as cordas que nos prendem ao SISTEMA CORPORATIVISTA e caminhar por conta própria. Tem uma citação de Mark Twain que diz: "A gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela: é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau.". Portanto, deve-se procurar ser ético todos os dias, até se tornar um hábito enraizado.

Esse  “mar de lama” divulgado se observar bem não é ruim, pelo contrário, mostra que a polícia federal, o ministério público, a imprensa e justiça estão independentes para investigar o que precisa ser averiguado. Na época da Ditadura ninguém sabia de irregularidades porque havia a censura e a perseguição de quem era contra ao governo ditatorial. Vejamos um pouco a História do Brasil para mostrar como estamos caminhando com toda a certeza. Sei que não é o ideal, porém mudar as estruturas demora muito.

Não torço por ninguém e por nenhum partido, mas pela Democracia e por nós, o povo brasileiro. Que venha a purificação e a justiça.  Vamos “renascer das cinzas”, porque a vida não é só de vitórias. As perdas mesmo as mais doloridas podem nos tornar mais fortes. Como na citação, que coloquei no início da crônica, veste muito bem o que sinto. Não terei medo de errar, pois a cada tropeço me levanto, transformando-me forte para seguir em frente.

Enfim, precisei escrever minhas impressões. Aceito críticas construtivas e argumentos plausíveis. Estou aberto a outros olhares sempre. Vamos tornar as redes sociais um espaço respeitoso para discussões que poderão proporcionar o amadurecimento da Democracia Brasileira, deixando a baixaria e o fanatismo militante de lado.

sábado, 15 de novembro de 2014

BONDADE GENUÍNA


Philomena




Quando terminei de assistir ao filme PHILOMENA, fiz uma relação com outra história que já vi há algum tempo, Em Nome de Deus. As duas películas abordam os maus tratos que jovens pobres e abandonadas sofriam nos conventos da Irlanda no passado. Muitas eram expulsas de casa, porque iniciavam a vida sexual antes do casamento ou se tornavam mães solteiras. Para piorar a situação, eram feitas de escravas pelas freiras para trabalhar horas na lavanderia. Em PHILOMENA além de serem tratadas pior que animais, seus filhos eram vendidos para famílias ricas e estrangeiras ou artistas de cinema.

Philomena é uma jovem que fica grávida, depois de uma aventura com um desconhecido e é mandada para um convento. As “irmãs de caridade” tiram o filho de seus braços para vendê-lo a outra família. O menino é adotado por um casal americano e desaparece no mundo. Após sair do convento, Philomena começa uma busca pelo seu filho, junto com Martin Sixsmith , um jornalista de temperamento forte. Viajam aos Estados Unidos, descobrindo informações sobre a vida do filho da protagonista.


Depois do filme, comecei a refletir e percebi que minha fé não foi abalada, porém fiquei ainda mais desacreditado das instituições religiosas, que são administradas por pessoas. Como dizem por ai: “ Quando entra gente, fodeu!”. A personagem principal mostrou ter mais religiosidade que muitas freiras virgens e que sabem rezar como ninguém. Philomena não queria se vingar do convento, só desejava reencontrar o filho e amá-lo, já que ele foi tirado à força. Ensinou até para o jornalista cético que os bons sentimentos são importantes para o mundo. 

Bem, mudando um pouco de assunto, é que acho estranho essas pessoas que se dizem espiritualizadas, conhecem a PALAVRA e colocam frases no carro: “ DEUS É FIEL”, “ FOI DEUS QUE ME DEU” e “ DEUS ME PROTEGE”. Mas, só ficam na superfície dos ritos religiosos e não procuram ser éticos no cotidiano. Avançam os sinais de trânsito, ultrapassam de forma irresponsável outros veículos e, quando podem, praticam falcatruas.  Outro fato... O hímen é somente um pedacinho de pele que não tem nada a ver com o caráter de uma mulher. Há tantas médicas e enfermeiras que vão às áreas carentes e praticam a solidariedade genuinamente. Possuem uma alma boa, independente dos parceiros que tiveram ao longo da vida.

Acredito na bondade genuína, que é muito diferente da construída pelos valores cristãos, os quais servem para manipular os indivíduos. 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

TODA A DIFERENÇA


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Uma vez, assisti a uma reportagem sobre escolas públicas de boa qualidade e por esses dias ouvi duas mulheres que falavam o mesmo assunto, uma delas era professora aposentada.
O ponto em comum era o fato de que para ter uma boa escola, precisa-se de uma gestão eficiente do diretor.
Logo, o problema não está somente na verba que o governo municipal, estadual ou federal envia, mas, de como a escola é administrada.
É evidente que os governos possuem responsabilidades para o desenvolvimento da Educação, porém, diretores e professores que ensinam por vocação fazem toda a diferença.


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Raiva



Estava muito bem caminhando, quando veio uma moto em alta velocidade na contramão pela calçada. Por que uma criatura faz uma coisa dessas? É má ou sem educação?

Tudo bem que hoje em dia o tempo está corrido e as pessoas ficam ansiosas para cumprir seus horários, mas deixar de enxergar o outro é muito perigoso, pois podem acontecer situações trágicas. A vida é tão frágil como uma pétala de uma flor. Muitos acidentes fatais nos trânsitos não são cometidos por psicopatas e sim por indivíduos comuns que por imprudência matam.

Cada vez mais estamos nos embrutecendo. Pequenas atitudes ajudariam a ter mais qualidade de vida como respeitar o sinal, não furar filas, atravessar na faixa (Confesso... Esqueço-me disso muitas vezes). Ao andar numa passarela ou ciclovia, fazer fileiras para a locomoção seja mais fluída, pois, o que acontece, tem gente que quer caminhar ao lado do amigo e atravanca a circulação de transeuntes.

Enfim, falta educação. Porém, não me refiro a convencional, mas uma educação humanizada que contribua à formação de cidadãos éticos.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

CRIANÇA CURIOSA




Muitas vezes, fico admirado com minha capacidade de conhecer uma palavra e não procurar saber os vários significados que ela possui. Sempre escutei a história do filho pródigo que retorna à casa paterna e nunca quis saber o significado do que é ser pródigo. Hoje, ao ler um texto, fui pesquisar no Google. Por isso, é fundamental manter a criança curiosa que existe dentro de mim, para não apertar o botão automático e viver mecanicamente, sem questionar.


domingo, 9 de novembro de 2014

IMPRESSÃO

Chanceler Angela Merkel caminha ao lado de pedaço do antigo Muro de Berlim, em cerimônia que celebra neste domingo (9) da queda da barreira5 anos (Foto: Hannibal Hanschke/Reuters)













Não sei se estou certo, mas a impressão que tive com a queda do Muro de Berlim foi que provocou uma rachadura na visão maniqueísta sobre o mundo.  Hoje, a direita e a esquerda parecem ser duas faces da mesma moeda. Com a derrubada do Muro o inimigo se pulverizou, não está mais longe e sim perto. A gente nem consegue identifica-lo. Tudo ficou de pernas para o ar e ainda se procura quem são os bonzinhos e os bandidos... É difícil de entender que, na verdade, o bem e o mal estão dentro da gente e o inimigo não está fora, mas oculto em algum lugar do inconsciente. Por isso, que muitos preferem o caminho mais fácil, polarizando as situações e não percebem que ao longo da História há um labirinto de espelhos, que os diferentes reflexos podem convergir em um só elemento.   

ENQUANTO A AULA DE MATEMÁTICA CORRE SOLTA...( texto de 2007)


Assisti a um filme erótico em que uma atriz cheia de caras e bocas diz para outra que para sentir orgasmo, precisava se masturbar. “Como quer que seu marido lhe dê prazer, se você não conhece o seu corpo?”. “ Nunca pensei em me masturbar. Sou muito tímida, só transei com seis homens na minha vida”. “ Querida, transei com meia dúzia esta semana. Você precisa se conhecer”. A atriz cheia de caras e bocas começa acariciar todo o corpo da tímida e reprimida, que pela primeira vez, sente um orgasmo profundo. Realmente, a masturbação é uma coisa tão simples. É como fazer cafuné em si mesmo e tirar meleca. Há ainda muito tabu, principalmente, por ser considerada uma ameaça à preservação da espécie humana. O individuo que se dá prazer, não precisa do outro, logo, não procria. Por outro lado, essa ideia não tem nada a ver e esta prática tão corriqueira pode ajudar ainda mais na relação. O sexo é bestial, a busca pelo prazer vem do conhecimento humano. Caramba, não posso pensar nisto agora. Devo me concentrar na aula de matemática. Quero me concentrar num ponto, mas os meus pensamentos sempre foram desordenados. Ultimamente, tudo me leva a tentar escrever um conto. Sou compulsivo em escrever contos, será que tem tratamento psicológico para isto? Nunca entendi números, por isso, admiro algumas pessoas que argumentam que os cálculos são verdadeiros poemas de puro lirismo. Uma vez, vi um rapaz barbudo dizer a mesma coisa com lagrimas nos olhos. Seu rosto traduzia a verdadeira felicidade. Confesso que tenho medo até de fazer teste de Qi e descobrir algo que não vou gostar. Até comentei com minha amiga psicóloga, que me falou: “ Até no retardo há genialidade”. Lembrei-me do filme Forrest Gump.  Minha ficou iluminada com a revelação. Guardarei suas palavras pelo resto da minha vida. Viajei na maionese de novo, e a aula matemática correndo solta.  Ao passar das horas, uma imensidão de números surge no quadro branco. Passado e presente se misturam em mim. Vejo-me aquele menino de outrora, apático a tudo e a todos. Agora, tenho sonhos e obrigações. Não estou parado. Estou indo à luta!! Ih!!! Já acabou a aula de matemática!  

sábado, 8 de novembro de 2014

"MITO"

 
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Sinceramente, ser pai ou mãe não muda ninguém. Pode ressaltar aspectos positivos já existentes em um indivíduo, mas transforma-lo em outro, acho difícil. Há tantos pais sacanas e egoístas por aí, basta ver as notícias. Por isso, questiono o "MITO" construído sobre a maternidade e a paternidade. Para mim, as crianças não devem só ficar com os pais porque são seus progenitores, pelo contrário, é melhor deixar com pessoas que cuidarão dela com o amor necessário. Essa historinha de sangue é tudo vaidade. Concordo plenamente com a frase que minha mãe dizia: " Pais são aqueles que criam.". Concordo plenamente! Transmitir bons sentimentos e pensamentos vale muito mais que genes.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

MAIS ATITUDE...


TRAVESSIA.jpg
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Sempre ouvi dizer que no Brasil quem se forma numa faculdade pública é melhor em relação à pessoa que termina a faculdade particular.
Questiono essa ideia, pois, atualmente, a pessoa precisa ter uma atitude independente e empreendedora para se diferenciar no mercado de trabalho. Não adianta só fazer faculdade, mesmo numa pública, se o indivíduo tiver menos iniciativa de uma cadeira.
Lógica que as universidades públicas( apesar de não ser ideais) investem muito mais em pesquisas do que as privadas, promovendo a construção do conhecimento e de novas tecnologias. Entretanto, o aluno do ensino superior particular, pode correr atrás do "prejuízo", fazendo cursos e especializações. Hoje em dia, a possibilidade de fazer seu próprio destino é mais abrangente, diferente do passado.
Nos E. U. A. existem universidades pagas de muita qualidade, valorizando pesado em pesquisa e tecnologia. Essas Instituições não visam só o lucro em curto prazo, como a grande maioria das faculdades privadas por aqui. As universidades americanas formam uma rede de ensino de alta qualidade, gerando lideranças que influenciam o país e até o mundo.
Pois é, tudo muda tão rápido que cada vez mais estamos defasados, fazendo castelos de areia datados. Até as escolas estão ultrapassadas, pois ainda formam pessoas apáticas que só estudam para passar de ano. Hoje, precisa-se urgentemente formar indivíduos que reflitam sozinhos e que corram atrás de seus objetivos.
Não adianta se preocupar qual o lugar que estudará, mas sim sua atitude para encontrar seu espaço no mundo.

Também, só ficar esperando um governo ou alguém resolver sua vida se transformará uma caveira prostrada no sofá.


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Real ou Inventado? Escrito em 23/05/2007




Quando vi algumas caspas no meu casaco azul-marinho, imagens surgiram na minha mente. Eu estava numa floresta gelada, junto com um grupo que falava uma língua estranha. Comecei a sentir odores inéditos e o gosto das comidas que me ofereciam tinham um gosto peculiar, também. Todos estavam amontoados pelo frio. Será que estas lembranças são verdadeiras ou imaginadas? Coço mais a cabeça, as caspas parecem uma tempestade de neve, de repente, uma nevasca se abateu sobre aquele povo. Tentavam se protege. Uma mulher me pegou pelo braço, encontramos uma caverna. Havia mais pessoas. Com o tempo, a caverna virou um lar para todos nós e nos transformamos numa grande família. Dançávamos em volta da fogueira e oferecíamos um cervo para uma entidade divina.

“ Para de coçar a cabeça!! É feio”. Uma voz longe corta o estágio de transe em que estava.

Retornei. Sinto nostalgia, mas prefiro ficar por aqui.


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

William Wilson - Edgar Allan Poe/ HOMEM DUPLICADO de José Saramago




Depois de ler o romance do autor português, resolvi dar uma olhada no conto do escritor inglês. Mesmo em épocas diferentes e narrativas distintas, ambos abordaram a questão do duplo... "O que fariam se vissem uma pessoa igual a você, como se fosse uma imagem refletida no espelho?"

Esse tema é bem explorado na literatura e nas mitologias antigas. Por exemplo, Doppelgänge  nas lendas germânicas, é um monstro ou ser fantástico que tem o dom de representar uma cópia idêntica de uma pessoa que ele escolhe ou que passa a seguir. Imita em tudo a pessoa copiada, até mesmo suas características internas mais profundas.

O conto de Poe segue uma linha gótica e aterrorizante. O protagonista narra suas experiências e não revela sua identidade, intitula-se William Wilson.  Edgar Allan Poe não é moralista, mas a narrativa mostra como William Wilson é mau caráter e se vê em conflito, quando seu duplo aparece para desmascarar sua falta de escrúpulos. A epigrafe que antecedo o conto de certa maneira evidencia a problemática do enredo. "Que dirá ela? Que dirá a terrível consciência, aquele espectro no meu caminho?"(Chamberlain - Pharronida) e comecei a pensar sobre o duplo, como se fosse o lado da consciência do William Wilson, tentando redimi-lo de seu mau-caratismo.

O romance do escritor português mostra mais o cotidiano ordinário. O professor de história Tertuliano Máximo Afonso vive sua rotina tranquilamente, até um dia, que um colega seu da escola onde trabalha lhe indica um filme. Quando vai assisti-lo, descobre que há uma pessoa igual a ele, um ator secundário. Tanto um como outro são homens comuns até então. Inclusive, percebi um fato que vi em outros livros dele, os quais li, é o descontentamento e o ceticismo do homem atual, principalmente, em relação à humanidade por causa dos absurdos que se cometem ao longo da história e hoje em dia...

  Aí,  os personagens de Saramago perguntam-se quem é o original e quem é o duplicado? A rivalidade não é entre o bem e o mal, mas em relação à identidade. Como se a existência de um ameaçasse a do outro. Todavia, não há um duelo mortal, mas uma junção de causas e efeitos que mudaram drasticamente a vida dos personagens. Mostra ainda, como os indivíduos podem praticar coisas terríveis numa situação absurda ou quando estão no limite, esquecendo-se do bom senso. O professor de história discute com o bom senso, questionando-o toda hora. Na contracapa: A epígrafe "O caos é uma ordem por decifrar" (Livro dos contrários) ilustra como a realidade não é tão objetiva como se pensa, pelo contrário, há várias janelas e universos que formam um labirinto, onde o homem, quando pensa que está a sair, descobre que ainda precisa perpassar por outros caminhos.

  Lógico que, neste ponto, o conto de Poe se aproxima do romance de Saramago, expõem o lado obscuro do ser humano, que sempre se deseja colocar debaixo do tapete.



domingo, 2 de novembro de 2014

Halloween




Já ouvi muitos reclamarem que é uma festa importada dos E.U.A e isto é um absurdo, pois cada vez mais somos dominados pela cultura americana. 
Mas, se observarmos as Histórias das sociedades, não existe cultura pura, mas as formações culturais são miscigenadas.

 O Halloweenveio de outros lugares, por exemplo. A origem apresenta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C. Originalmente, o Halloween não tinha a ver com as bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de “Samhain”, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão.

Observo que nada é estanque, tudo muda e se mistura. As línguas, costumes e pensamentos são sínteses de diversas referências e quais são digeridas pela “cultura local”.

A festa junina veio sua dos países europeus cristianizados. Os portugueses foram os responsáveis por trazê-la ao Brasil, e logo foi inserida aos costumes das populações indígenas e afro-brasileiras.

Dos índios herdamos alimentos básicos da culinária, como a mandioca e o milho, e instrumentos musicais, como flautas e chocalhos.  

Através dos africanos,  capoeira  que foi criada logo após a chegada ao Brasil na época da escravização como luta defensiva, já que não tinham acesso a armas de fogo. A culinária recebeu grandes novidades africanas, como o leite de coco, óleo de palmeira, azeite de dendê.

Concordo que não se pode valorizar uma cultura em detrimento da outra. Pois, quanto mais diversidade houver melhor para abranger o pensamento.  Só acho que Halloween será digerido aqui no país se adequando à cultura brasileira.

sábado, 1 de novembro de 2014

TRANSFERÊNCIA



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Sempre observei algumas pessoas que transferem raiva, amargura, inveja e recalque para um assunto o qual pode ser futebol, política, religião ou qualquer coisa que consideram interessantes. 

Então, não utilizam argumentos e sim ofensas. Consideram o debate como um campo de batalha. Porém, será que lutam realmente por seus ideais ou querem nos descarregar frustrações acumuladas ao longo do tempo?

Uma vez, presenciei uma discussão completamente inútil de duas pessoas. Disputavam quem tinha mais conhecimento. Aí, comecei a pensar se na verdade não discutiam entre si, mas com projeções do passado de outros que o machucaram ou disseram que nunca vencerão na vida.

A transferência pode ajudar paliativamente, contudo com o tempo poderá prejudicar ainda mais, levando os indivíduos ao descontrole. Por isso, acho importante ter uma educação mais reflexiva em relação à vida. Tudo bem que saber português, matemática, etiqueta e línguas são importantes para se conseguir um bom emprego e uma posição social, mas tudo isto está relacionado com a superfície da personalidade, agora, as profundezas dos ser que sempre arranjam um jeito de emergir na consciência? Ninguém nos ensina a lidar esse lado obscuro.

Hoje, com as redes sociais, onde há diversos perfis falsos tornou-se  muito fácil denegrir o outro, praticando esse mecanismo de transferência.  Salvo pelo anonimato, um indivíduo pode descarregar todo seu recalque. Outro fato, também, é que muitos pensam que as redes sociais são um campo livre para falar qualquer negócio, diferente da vida real. Mas, poxa vida, existe outra pessoa de carne e osso por de trás daquela foto e perfil.

Enfim, liberdade de expressão é o direito que cada um tem para manifestar suas ideias. Entretanto não se pode confundir com falta de educação e esculacho. E se está com algum problema interno, resolva consigo mesmo. Ninguém é privada de ninguém pra se despejar bostas emocionais!!