domingo, 27 de setembro de 2015

História não está no passado

O médico Alemão


Acabei de assistir ao filme O médico Alemão WAKOLDA (2012) que conta a história de uma família argentina conhece um médico alemão enquanto atravessam o deserto da Patagônia. Todos admiram o médico, que é bem educado e muito inteligente, mas desconhecem de que ele é Josef Mengele, um cientista nazista que realizava experimentos com humanos em campos de concentração. Quem narra a História é a uma menina baixinha e magrinha e o médico com "boas intenções" quer ajudá-la para ser que nem as outras garotas da sua idade, enfim, norma. O filme é inspirado em fatos reais sobre nazistas que fugiram depois da guerra para se refugiarem à América do Sul.

O ponto que achei interessante foi como a narrativa foi construída a partir da visão da menina, a trama se desenvolveu de uma maneira mais delicada e deixando muitas coisas nas entrelinhas. Como a troca de olhares que dizem muito mais que atitudes e palavras. Sei lá, que me assusta é que ainda as ideias nazistas ainda são fortes no consciente e inconsciente coletivo. São mascaradas em outras ideias, porém, a essência  é a mesma, como um padrão estético perfeito e padronizado, hegemonia de um grupo e o ideal de super homem. Na verdade, a beleza da natureza não está na superficialidade da ideologia humana, mas nas singularidades de cada ser.


Todos nós temos nosso tempo e individualidade, entretanto, a sociedade almeja nos padronizar como se fossemos uma mercadoria ou peças de uma engrenagem. Outro fato cada vez mais tem a impressão que a História não está no passado, ela revive todos os dias e a cada noticiário. Por isso, é fundamental para compreendermos o mundo em que vivemos e não nos tornarmos marionetes de ninguém.

sábado, 26 de setembro de 2015

Chovendo no molhado...





Lógico que o Brasil tem muita desigualdade social, preconceito e racismo. Não adianta só colocar policial na rua, o Estado precisa melhorar a Educação, a saúde, o transporte público, a moradia e a geração de empregos.

Todos sabem disso, porém, na prática é complicado fazer devido à corrupção em todas as esferas da administração pública.

Agora, em relação aos arrastões, alguma coisa precisa ser feita sim. Pois, esses jovens já estão com intuito de praticar o delito. Promovem a onda de crime nas redes sociais.

 Quem vai à praia num final de semana, não são só turistas, mas o "proletariado", inclusive. Gente, todo mundo sabe que quem vai aos shoppings da Barra, da Zona Sul e à praia aos finais de semana, não são só os moradores, mas o pessoal do subúrbio. Logo, os assaltados são, muitas vezes, os pobres que vão à praia, porque é a única alternativa para se refrescarem.

Já  viram que nos arrastões ou na queima de ônibus, na  maioria das vezes, quem se ferra é pobre e não o rico.

Sou contra a violência da polícia, acho que a abordagem precisa respeitar o direito das pessoas. Entretanto, no imediato, não se pode deixar o caos prevalecer.

Precisa-se separar o cidadão de bem e do marginal. A história de "sou excluído, por isso vou barbarizar" não cola mais, tem muito morador de área carente que é do bem.


Realmente não é justo para ninguém. Mesmo para o excluído e nem para um indivíduo que compra um IPhone parcelado em várias parcelas e quando acaba de pagar, já tem um novo em lançamento.

Por isso que precisamos discutir quais os rumos que precisamos dar à sociedade em que vivemos. Torná-la mais justa para que possamos viver em paz.




segunda-feira, 21 de setembro de 2015

CONTINUAMOS A REPERTIR OS MESMOS ERROS




Assisti no último final de semana a um documentário " Últimos dias dos Nazis". Fiquei surpreso com os depoimentos dos nazistas que foram presos pelos aliados, depois que a Alemanha foi derrotada. Muitos falaram que cumpriram seus deveres e que era o trabalho deles, pois obedeciam a ordem de Hitler.
Tudo bem que poderia ser uma manobra para se defender das acusações, mas, o fato de que os que cometeram atrocidades são pessoas comuns, como eu, que só cumprem ordens me amedronta ainda mais em relação à visão anterior, que tinha antes, de que todo nazista era um monstro psicopata. A maldade fica mais próxima, já que qualquer um pode cometer atrocidades em nome do bem estar da sociedade.
Recordo-me de um caso de um corpo estendido nos trilhos do trem e o maquinista passou por cima do corpo, alegando que cumpria ordens superiores. Aí, a mãe do morto argumentou que mesmo com a ordem, ele não pensou que aquele corpo poderia ter uma história e gente que gostava dele?

Racionalizar demais é uma forma de diminuir a empatia entre os indivíduos. Não podemos enxergar somente as pessoas como números ou dados. Os sentimentos são importantes para criar empatia, um elemento fundamental para o convívio. Ao se colocar na posição do outro, percebe-se a injustiça que se comete.
Fiquei mal depois do documentário, pincipalmente, com a cena que mostra a porta da câmara de gás fechada e os gritos desesperados... E o pior de tudo, não aprendemos a lição! Vejam o que acontece na guerra da Palestina, Síria e nos países da África.
Aqui, no Brasil, se a elite brasileira tivesse mais empatia com o povo, não haveria tantas desigualdades sociais. Até quando se repetirá os mesmos erros.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

sobrevivência


Sem ânimo de sair

Imagem encontrada no google

Em todo lugar no mundo existe a hora do rush, mas, onde vivo, chega a ser o inferno: Conduções lotadíssimas e um empurra empurra danado, desafiando a lei da física de que dois corpos NÃO ocupam o mesmo espaço. ( E na Kombi, onde o banco cabe três pessoas e os motoristas falam que são quatro. Nem se pode reclamar, estamos à mercê deles, já que sem eles o percurso ao trabalho ou para casa torna-se mais longo...)

Disseram que com os BRTS, o transporte público melhoraria, porém, não percebi nada disso. Diminuíram os ônibus antigos com a finalidade de concentrarem nas estações de BRT. Mesmo que seja mais rápido, por não pegar trânsito, as filas são quilométricas. Fica-se a espera por horas para ir sentado ou se lança à multidão, sofrendo empurrões e xingamentos.

Em pleno final de semana para ir a Madureira, passei o maior sufoco. Fiquei tão chateado, pois, está complicado sair de casa, principalmente, às pessoas que não têm carro. Ainda acho que as políticas públicas para o transporte coletivo visam somente à fluidez do trânsito e não aos usuários de ônibus, metrôs e trens. Se realmente existisse um transporte público de qualidade, não haveria tantos carros particulares na rua( Todavia, não seria interessante para as montadoras e as concessionárias...).

Além da questão dos horários, finais de semana e feriados que é impraticável arrumar condução. Vários brasileiros precisam dormir ao relento, porque não tem como voltar para casa. Pior, isso não só acontece no interior, mas nas grandes cidades do país.
Realmente, estou cansado e sem ânimo de sair de casa.


sábado, 5 de setembro de 2015

MICO TERRÍVEL


Sexta-feira, vésperas do feriado de sete de setembro, enfrento uma super engarrafamento por causa dos desfiles das escolas. Sei lá, mas faltou consciência e respeito para os trabalhadores que correm para chegar no horário para não ser descontado no trabalho. Tubo bem que por onde passo é uma área militar, mas os militares não são donos da rua. Realmente, um absurdo! Privilegiar os alunos, seus pais e professores adiantando para sexta-feira o desfile com o intuito de viajarem, prejudicando vários trabalhadores é vergonhoso! A Democracia é para dar conta do bem estar da população, não pode haver privilégio para certo grupo. Estes tipos de vantagens para poucos precisam ser combatidas! Um belo ensinamento de amor à pátria.  Para mim, ter amor à pátria é não fazer desfile de sete de setembro das escolas na sexta-feira( dia 4), atrapalhando muitos trabalhadores, inclusive, não ficar mostrando armas, tanques desgastados pela falta de uso e pelo tempo! Isto é deprimente e asqueroso! Colocar o desfile das escolas para hoje, foi um mico terrível. Que país é esse?