domingo, 27 de outubro de 2013

UM CONTO CHINÊS



A história me emocionou por mostrar como a vida é repleta de fatos inesperados ou absurdos. No início, a cena de uma vaca que caiu do céu, matando a noiva do chinês foi surreal para mim a princípio. Mas ao decorrer do filme percebi que o fato não foi tão improvável.

Depois da cena inicial, o enredo mostra a vida solitária de um argentino de meia idade. Ele vivia colecionando notícias absurdas e tem uma loja de ferragem. Não se relacionava bem com as pessoas, vivendo metodicamente seu cotidiano. Um dia, encontrou por acaso um chinês que não dizia uma palavra de espanhol. A partir daí, com esse encontro inesperado, começou a enxergar os acontecimentos de outro jeito. O filme é cativante por evidenciar que mesmo com a diferença cultural e do idioma, há sentimentos universais que podem levar a uma comunicação mais abrangente.
Outro ponto que gostaria de abordar  relaciona-se com a leveza que o filme tratou o absurdo. Antes de a película começar, apareceu uma legenda a dizer que a história era baseada em fatos reais. Realmente, quantos casos inusitados que aparecem e achamos ser inventados, mas não é. A vida e a realidade não são perfeitas.

O personagem argentino não convivia bem com as pessoas, porque desacreditava na sociedade. Achava todos uns “pulhas”. Isso aconteceu devido ao seu passado, perdeu os pais muito cedo e participou da Guerra das Ilhas das Malvinas, que a partir do olhar do personagem foi absurda. Recordei-me de O Mito De Sísifo (Albert Camus). O homem absurdo tem consciência que a vida não é "certinha", diferente do homem cotidiano. Também, para o homem absurdo, já não se trata de explicar e resolver, mas experimentar e descrever. Tudo começa pela indiferença lúcida. Ele quer viver o absurdo da vida sem perder tempo de ficar explicando e criando teorias.

O filme nos mostra que apesar das adversidades da vida, há espaço para os bons sentimentos universais e inerentes ao ser humano e mesmo parecendo absurdos, deixe fluir. Quem sabe pode se tornar alguém melhor.



sábado, 19 de outubro de 2013

DISSE TUDO

Para mim, ser professor é isso!!!!


PARA ONDE VAMOS?



“No ... somos obcecados pelo sucesso e o nosso sucesso é a sua aprovação. Compartilhe conosco deste sonho. Trabalhe com garra, e, no final do ano, estaremos juntos, com certeza, comemorando.”

Não sou especialista em Educação, mas sempre acreditei que a verdadeira educação consiste na formação de cidadãos que possuem opiniões próprias e que se baseiam na ética. Então, ao ler esta propaganda desse colégio, fiquei receoso.

Vemos tanta intolerância, arrogância, prepotência e violência no mundo e se pergunta por quê? Desde cedo, transforma-se crianças e jovens em números, que servem para o prestígio de Instituições de ensino. Será que a maior das vitórias é passar em concurso prestigioso? A vida tão mais do que isso.

Acho tão bonito quando vejo um jovem independente que apesar das dificuldades faz o que deseja. Batalhador que não se esmorece e nem se rendendo aos “caminhos fáceis” que o status quo diz que é o certo, escolhendo uma profissão menos renumerada e vive bem, apesar das dificuldades.

Agora a questão do marketing, não vende só produtos e sim um estilo de vida. Há um filme que mostra muito bem isso: Amor por Contrato.  Os Jones são uma família “ perfeita”.  O marido, esposa e filhos são modelos perfeitos para a sociedade rica americana. Sempre com objetos eletrônicos de última geração e roupas que ainda não foram lançadas ainda nas lojas chiques. A situação provoca a inveja dos vizinhos. Entretanto, não são uma família de verdade e sem funcionários de uma empresa, que formam uma “inovadora” estratégia de marketing, que insere falsas famílias para vender os produtos com mais sucesso.

Como no marketing  “No ... somos obcecados pelo sucesso e o nosso sucesso é a sua aprovação...”. Não se vende exclusivamente os serviços do Colégio, mas o modo de viver consumista e capitalista que não presa outras formas de ver o mundo. Reduz tudo a vitória de passar num concurso concorrido.

Enfim, não estou aqui para dizer que minhas ideias são corretas. Estou aberto a outros comentários e críticas. É que ao ler o marketing da escola, fiquei com medo pelas gerações futuras.  Pois, uma sociedade que não valoriza a ética e os sentimentos verdadeiros torna-se gélida.
***


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

EQUILÍBRIO E CENSURA



No trabalho pintou uma conversa sobre medo e curiosidade. Argumentei que tudo vida é equilíbrio, o medo e a curiosidade na medida certa nos ajudam a viver melhor, mas ambas em excesso nos prejudicam. O primeiro pode nos salvar de uma situação de risco e o segundo nos ajuda a ter conhecimento para nos superar a cada dia.

Muito medo a pessoa deixa de curtir a vida com receio de tudo, enquanto a curiosidade em demasia pode levar o  indivíduo a situações perigosas como outras pessoas.

A questão da censura, eu fiquei a pensar se escrevo  ou não sobre o equilíbrio. Pois é óbvio que o equilíbrio é importante para qualquer um. Mas, mesmo que seja de conhecimentos de todos, quero falar sobre ele e pronto! Em forma de crônica ou vídeo.

Para mim, o importante não é ter audiência somente. Os blogs e os vlogs são espaços para  exercitar a expor minhas ideias.  Há dias que mando bem e outros nem tanto. Assim, persisto muito! 

Mesmo que tenha impressão de estar tirando leite de pedra.
Não sei me fiz entender... Nesse momento não estou muito bem de coesão e coerência.

Enfim, mais uma nota zero na redação, Eduardo!


sábado, 12 de outubro de 2013

SIDARTA DE HERMANN HESSE




É uma história de busca, principalmente, de autoconhecimento. Sidarta almejava percorrer seus próprios caminhos e aprender sobre si e o mundo, sem ser guiado por ninguém. Por isso, saiu de casa e passa por várias experiências para se descobrir.

Recordei-me muito de um livro do mesmo autor: Demian. O livro narra a história de um jovem( Emil Sinclair) criado por pais devotos, mas, que se vê em um mundo bem distinto àquele dito por seus pais. “Queria apenas tentar viver aquilo que brotava espontaneamente de mim. Porque isso me era tão difícil?”. Os dois personagens dos dois romances buscam a verdadeira inteireza do universo, que é diverso-una. Porque quando observamos com profundidade os fatos, percebemos várias camadas que se juntam e formam o inteiro imensurável.

Em Sidarta, o protagonista está em todo tempo em transformação. Como já mencionei antes, quer viver independente, por isso percorre caminhos mais difíceis e sempre se desvia do cômodo de ser um esterno discípulo de alguém que nunca questiona seu mestre.
Hermann Hesse mergulha na sabedoria oriental para mostrar outro olhar sobre o mundo. Diferente dos intelectuais ocidentais, que geralmente tomam atitudes soberbas e utilizam referências bibliográficas para legitimar seus discursos, o escritor através do romance Sidarta mostra que a sabedoria não se encontra somente nos livros, mas na natureza. Inclusive, não adiante focar na procura na busca do conhecimento e esquecer-se das coisas simples da vida. Há um trecho que Sidarta conversa com um amigo de infância (Govinda) sobre isso:

“- Quando alguém procura muito.- explicou Sidarta.- pode facilmente acontecer que seus olhos se concentrem exclusivamente o que quer que seja, tornando-se inacessível a tudo e a qualquer coisa porque sempre só pensa naquele objeto, e porque tem uma meta. Mas achar significa: estar livre, abrir-se a tudo, não ter meta alguma. Pode ser que tu, ó venerável sejas realmente um buscador. Já que, no afã de te aproximares de tua meta, não enxergas certas coisas que se encontram bem perto de teus olhos.”
Enfim, Sidarta evidencia que a procura do autoconhecimento não está só nos saberes escolar ou conhecer as doutrinas que nos antecedem por gerações, mas sim não deixar de perceber as coisas simples da vida. Ao observar a diversidade, encontraremos o Om: “ o presente, o passado e o futura.”, a unidade.

“ ...Suavemente ressoava o canto das inúmeras vozes do rio. Sidarta olhava as águas e na corrente surgiam imagens: parecia-lhe o filho, também ele solitário, a percorrer avidamente a pista abrasada dos seus desejos juvenis. Cada qual tinha os olhos fixos na sua meta; cada qual andava fanaticamente atrás do seu desígnio; casa qual sofria, O rio cantava com voz plangente. Cantava saudades. Angustiado, dirigia-se à sua foz, e sua voz soava melancólica.”


Talvez se tivesse lido esse livro anos antes, teria outra leitura ou nem ligasse muito para ele. Mas, estou num momento que se identifica com o romance. Estou em busca da minha individualidade tão diversa e não quero seguir nenhum “guru”.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Por que olha para mim desse jeito?



Não sabe de nada! Quando se é menino como você, não faz esforço para ter as coisas. Todos se esmeram para ser feliz. Quando cresce, a história é outra.

Tem esse olhar de superioridade achando que me corrompi, não sabe a labuta de todos os dias. Nunca desisti dos meus sonhos, mas não posso viver somente deles. Extravaso minha criatividade através das histórias que escrevo.

Preciso trabalhar para sobreviver, menino arrogante! Ficou decepcionado em que se tornou? Dana-se, eu também não admiro o menino sonhador que fui. Estamos quites. Você acha que o tempo roubou sua juventude, mas, para mim, trouxe-me autoconhecimento.


Não adianta ficar com a cara emborrada. Apesar dos contratempos, estou mais satisfeito agora de quando eu era você!  Porque cada vez mais tenho a consciência da minha individualidade.

domingo, 6 de outubro de 2013

SOU EFÊMERO...





Mas, não sou descartável. Mesmo que apodreça quando for morrer, não deixa de ser um processo de transformação de mim, diferente do descartável que fica imutável por vários anos, como o plástico. Ser efêmero é fluir no rio da vida, ganhando, perdendo, vivendo e morrendo.