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Mostrando postagens de 2012

UM CONTO DE NATAL DE CHARLES DICKENS( 1843)

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No dia 24 de dezembro assisti Os Fantasmas de Scrooge e percebi que é uma adaptação de uma pequena obra bem famosa, Um conto de natal. Comecei a pensar que sempre assisti várias versões cinematográficas da história de Dickens e nunca a li.
Deu-me vontade de conhecer o conto e procurei na estante até encontrar o livro de bolso que comprei anos atrás. No outro dia, inicie a leitura.
O enredo todo mundo conhece:
Ebenezer Scrooge é um homem avarento que odeia o Natal.  Numa véspera de Natal, Scrooge recebe a visita do fantasma de seu ex-sócio Jacob Marley.  Ele diz que seu espírito não pode ter paz, devido a sua falta de generosidade em vida. Entretanto, diz ao Scrooge, que tem uma chance de fugir da condenação eterna. Para isso, três espíritos o visitariam.
A história do conto é bem atual, pode-se passar em qualquer época ou lugar. Fala dos verdadeiros sentimentos natalinos como a generosidade e a bondade, os quais muitos esquecidos pelo egoísmo e a falta de escrúpulos de muitos por aí. Cons…

feliz ano novo

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solitário diz aos seus gatos na sala/



bandido diz apontando a arma para o casal que caminhava numa rua deserta/



com um olhar, o homem diz ao ver a mulher e o bebê dormirem profundamente na poltrona da sala/


filha diz ao pai inerte na cama/


amigo diz ao outro, interrompendo uma briga de muitos anos/


ele, o mar, diz através de suas águas para os esperançosos/

Deus e o Diabo na Terra do Sol( 1964)

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Deus e o Diabo na Terra do Sol( 1964) 
O Sertanejo Manoel e a mulher Rosa levam uma vida sofrida no interior do país, uma terra marcada pela seca e a falta de oportunidades. Entretanto, Manoel tem um objetivo: usar o ganho obtido na divisão do gado com o coronel para comprar um pedaço de terra. Quando leva o gado para a cidade, alguns animais morrem no caminho. Chegado a hora da divisão, o coronel diz que não vai dar nada ao sertanejo, porque o gado que morreu era dele, ao passo que o que chegou vivo era seu. Manoel se aborrece, assassinando o coronel. Ele e sua esposa fogem. Manoel resolve se integrar  grupo religioso liderado por um santo (Sebastião) que lutava contra os grandes latifundiários e em busca do paraíso após a morte. Os senhores de grandes latifúndios decidem contratar Antônio das Mortes para perseguir e matar o grupo.
Depois de terminar o filme, fiquei pesando como iria comentá-lo. É uma obra que precisei entendê-la para poder apreciar. Há filmes que gosto intuitivamente …

O meu olhar é nítido como um girassol - Alberto Caeiro

O meu olhar é nítido como um girassol. Tenho o costume de andar pelas estradas Olhando para a direita e para a esquerda, E de vez em quando olhando para trás... E o que vejo a cada momento É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem... Sei ter o pasmo essencial Que tem uma criança se, ao nascer, Reparasse que nascera deveras... Sinto-me nascido a cada momento Para a eterna novidade do Mundo... Creio no mundo como num malmequer, Porque o vejo. Mas não penso nele Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele (Pensar é estar doente dos olhos) Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos... Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é, Mas porque a amo, e amo-a por isso Porque quem ama nunca sabe o que ama Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência, E a única inocência não pensar...
Alberto Caeiro

MINHA ÁRVORE DE NATAL

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Faz-me retornar à infância, quando imaginava que ela era um universo mágico, em que cada bolinha colorida era planetas repletos de aventuras fantásticas.

Pode não ser uma árvore de natal de foto de revista de decoração. Mas, ela faz parte da minha memória afetiva. Por anos, ela foi  várias fisicamente, porém, na essência, a mesma.

A cada ano que passa, o encanto pelo natal está se apagando. O preço de crescer e amadurecer é a perda da inocência. Mas, ao ver a árvore de natal, fico criança outra vez e imagino outros mundos. 

O sono chega, agora vou sonhar com ela. 

Deixe Ela Entrar( 2008)

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Skar é um garoto de 12 anos que é só. Na escola ele sobre bullying. Um dia, ao brincar no pátio em pleno inverno europeu, ele conhece Eli, uma garota pálida e solitária, que se mudou recentemente, em companhia de seu suposto pai. Embora tenha temor em se aproximar de Oskar, Eli se torna sua amiga. 
Simultaneamente, uma série de assassinatos acontece, inclusive, com a retirada do sangue das vítimas. Eli está envolvida com estes casos, de um jeito que Oskar nunca poderia pensar.
O filme não tem glamour da imagem do vampiro. Pelo contrário, há uma fome animal. Eli anda pela neve de pés descalços, parece uma menina selvagem.
Quando encontra Oskar brincando no pátio se identifica com ele. O vampiro ser uma criança, achei interessante, porque a criança está mais próxima dos impulsos e instintos. Ela ainda está aprendendo as etiquetas. Então, a personagem ser uma criatura noturna e menina, torna-a feroz e voraz para matar sua fome. 
Enfim, a história não deixa de contar a vida de personagens sol…

Noite brava

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OUTROS OLHARES

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As águas do mar  por Clarice Lispector
O mar, a mais ininteligível das existências não humanas. E aqui está a mulher, de pé na praia, o mais ininteligível dos seres vivos. Como o ser humano fez um dia uma pergunta sobre si mesmo, tornou-se o mais ininteligível dos seres vivos. Ela e o mar. Só poderia haver um encontro de seus mistérios se um se entregasse ao outro: a entrega de dois mundos incognoscíveis feita com a confiança com que se entregariam duas compreensões. Ela olha o mar, é o que pode fazer. Ele só lhe é delimitado pela linha do horizonte, isto é, pela sua incapacidade humana de ver a curvatura da terra. São seis horas da manhã. Só um cão livre hesita na praia, um cão negro. Por que é que um cão é tão livre? Porque ele é um mistério vivo que não se indaga. A mulher hesita porque vai entrar. Seu corpo se consola com sua própria exigüidade em relação à vastidão do mar porque é a exigüidade do corpo que o permite manter-se quente e é essa exigüidade que a torna pobre e livre gen…

The Hunger (Fome de vive, 1983)

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Miriam Blaylock é uma vampira que consegue se manter viva e linda através dos séculos com o sangue dos seus amantes. Em retribuição os jovens e as moças que se envolvem com ela não envelhecem, até Miriam ter tirado muito sangue deles. Seu atual parceiro, John está tendo um envelhecimento extremamente rápido e a expectativa de vida é de apenas 24 horas.
O filme expõe a fome ancestral que o ser vivo possui e o ideal de eternidade, torna-lo o solitário. Através do alimento e do sexo a fome ancestral se manifesta. O prazer nunca é saciado pela alma imortal. O instinto de sobrevivência transforma os personagens cruéis, pois, precisam ser para sobreviver. Não é uma luta moral entre o bem e o mal. 
A produção do filme é impecável. As cenas são sombrias e delicadas ao mesmo tempo. A trilha sonora compõe muito bem a história. Em particular, gostei muito da Catherine Deneuve, como a vampira Miriam. 
Apesar da história ser muito diferente do outro filme que assisti O Vampiro da Noite do diretor ale…

Para fixar

Qual a diferença entre "ter a ver" e "ter haver"?

Havera versão parônimos, ou seja, palavras que apresentam similaridade na grafi a e produzem o mesmo som, mas têm significados diferentes. A expressão ter a ver (não ter nada a ver, na forma negativa) vem normalmente seguida pela preposição com e é usada no sentido deter relação com. Já a expressão ter a havertem sentido de ter a receber, ter algo como crédito. A expressão ter haveres, por sua vez, significa ter bens, riquezas, crédito. Confira abaixo alguns exemplos: Formas incorretas
"O aumento do preço das mercadorias tem haver com a escassez dos produtos." "Paulo recebeu a primeira parcela do crédito, mas ainda tem a ver 100 reais." Formas corretas
"O aumento do preço das mercadorias tem a ver com a escassez dos produtos." "Paulo recebeu a primeira parcela do crédito, mas ainda tem a haver 100 reais." "A queda das vendas não tem nada a ver com os problemas de trânsito."…

O LUSTRE DE CLARICE LISPECTOR

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“Com o correr do tempo nascera nela uma secreta vida atenta; ela se comunicava silenciosa com os objetos ao redor numa certa mania tenaz e despercebida que no entanto estava sendo o seu modo mais interior e verdadeiro de existir.”



O que me encanta quando leio um livro de Clarice Lispector é que as palavras pulsam, tornando o texto uma coisa viva.

Confesso que muitas vezes não entendi várias passagens do romance O LUSTRE. Mas, identifiquei-me com a protagonista Virgínia, que sempre viveu em desencaixe com o mundo. Mesmo na granja, onde passou a infância e na cidade buscava algo que não definia o que era. 

A história é um turbilhão de sensações e sentimentos, como a vida. Virgínia vive simplesmente, por isso, torna-se intensa. Percebia a maravilha dos intervalos e dos momentos efêmeros. Parece ser mais algo vivo do que personagem. Inclusive, a narrativa mostra a irracionalidade do ser, há um mundo vivo dentro da gente nos devora.

O lustre me iluminou, principalmente regiões desconhecidas de…

lascivo

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Em sua época, realizou seus desejos mais profanos e era considerado um revolucionário. Hoje, ao ver tudo que fez e suas ideias transformadas em fetichismo barato para consumo, resolveu se refugiar ao celibato.

outros olhares

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Texto da atriz polonesa Maryna Zalezowska 




ADOREI ISSO. Mas isso não só acontece com o ator profissional e o personagem que vai interpretar. A gente vive isso quando construímos ao longo do tempo nossas máscaras.

ARMÁRIOS( 11 de outubro de 2010)

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Moradia do bicho papão. Lugar em que os eus passados de alguém são guardados. Onde alguns objetos são escondidos e só revelados para dar prazer. Um portal para outros mundos. Esconderijo de evidências de um crime. Breve refúgio de um amante em apuros. “Móvel de madeira, aço ou outro material, com porta de uma ou duas folhas, com ou sem prateleiras, movediço ou embutido, para guardar objetos ou para a proteção de aparelhos, no lar, oficinas, laboratórios etc.” (Michaelis)

Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll

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Encantei-me com o livro. Principalmente, pelas passagens que não entendi ( jogos de palavra e poemas enigmáticos). Realmente, não é um livro só para crianças, mas para adultos também. Alice vai para um mundo maravilhoso e lá se descobre como indivíduo. Percebe que sempre está mudando e precisa resolver sozinha, os problemas que acontecem. Utilizando-se o raciocínio lógico para desvendar os enigmas encontrados pelo caminho.
A história é considerada “nonsense”. Mas, a vida real não é certinha. Há o absurdo e o inesperado.  Alice no país das maravilhas é uma viagem de autoconhecimento que leva a questionar filosoficamente sobre quem somos. 
O trecho que achei mais interessante:
A Lagarta e Alice olharam-se por algum tempo em silêncio. Por fim, a Lagarta tirou o cachimbo da boca e dirigiu-se a Alice com voz lânguida e sonolenta: “Quem é você?”. Não era um começo de conversa encorajador. Alice respondeu muito tímida: “Eu... já nem sei, minha senhora, nesse momento... Bem, eu sei quem eu era quan…

AMANHECER PARTE II

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O que dizer? Realmente, não é meu estilo. Mas, passei uma tarde agradável assistindo-o. Vi toda a saga e ótica da história são os sentimentos e as escolhas que se faz pelo caminho. Bela vivia perdida e se encontrou realmente, quando encontrou seu amado e ao se tornar vampira. 
Li e ouvi algumas críticas que argumentavam que a saga tinha valores antiquados. Bela e Edward eram cafonas por serem românticos. Principalmente Bela, por não pensar em trabalhar e só desejar amar e ser amada. Logo, as jovens deveriam ter cuidado com as mensagens subliminares machistas que permeiam o filme. 
Acho essa crítica meio forçada, pois se fosse assim, quem curte jogos violentos ou filmes sairão metendo porrada em todo mundo.
Os “valores morais” do filme existem há muito tempo por aqui. Há muitos jovens que só querem amar e ser amados e outros que veem históricas românticas somente como válvula de escape. 
Não considero a Saga Crepúsculo tão prejudicial, é fantasia. Agora, quem acredita que é verdadeira esse…

Na Carne e na Alma

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Assisti ao filme ontem no Canal Brasil e ele mostra como é tênue a fronteira entre o amor e obsessão.  Rodrigo é um jovem perdido e conquistador, relaciona-se superficialmente com as mulheres que encontra pelo caminho. 
Na realidade, é ignorado pelos pais separados. Sua vida se resume a botecos, faculdades e ora na casa da mãe ora na casa do pai. 
Na faculdade, ele conhece Mariana, uma jovem que o desperta para um amor intenso.
A estética do filme não é tradicional, foi filmado com câmera digital. Tornando as cenas mais reais. 
As cenas de sexo são viscerais, chegam a ser escatológicas, por mostrarem a paixão que Rodrigo sente por Mariana. Rodrigo queria Mariana em todos os sentidos e maneiras, até sua urina e fezes. Logo, o filme não mostra um amor sublime, porém feio e doentio. Expõe um lado muitas vezes oculto deste sentimento.
Mariana, aparentemente fútil e vazia, tem seus traumas familiares. Ao mesmo tempo que acha Rodrigo um inútil, sente uma forte atração por ele. 
A história não dei…

Flash do passado

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Não sei a razão, mas por esses dias uma lembrança emergiu das profundezas. Foi há mais de dez anos, fui fazer um trabalho escolar na casa de um colega. Quando fui embora, caminhei completamente sozinho até a portaria. No curto trajeto, que pareceu quilômetros, só escutei os meus passos; as casas luxuosas pareciam vazias e o silêncio gritava por toda parte. Para completar, o aroma de flor que entrava sem bater nas minhas narinas me remetia à ideia de velório; nesse momento, pensei que era a única pessoa viva que andava por ali.
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CLOSE-UP

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FILME DRIVE 2011

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“Durante o dia um motorista (Ryan Gosling) trabalha como mecânico e dublê em filmes de Hollywood, enquanto que à noite ele presta serviços para a máfia. Ele é vizinho de Irene (Carey Mulligan), que é casada e tem um filho com Standard (Oscar Isaac). Percebendo a situação difícil de Standard, que saiu há pouco tempo da prisão, o motorista o convida para realizar um assalto. Só que o golpe dá errado, o que coloca em risco as vidas do motorista, Irene e seu filho.”
Ao ler somente a sinopse do filme, pode-se pensar que é mais uma história de ação e com várias cenas clichês de manobras radicais de carro. Mas, o roteiro do filme se utilizou de elementos tradicionais de histórias de ação, fazendo uma nova abordagem no filme. Tornando-o mais humanizado.  O enredo valoriza muito mais a construção dos personagens. A trilha sonora, para mim, leva ao clima muito mais reflexivo, contrastando com as trilhas de filmes de ação convencionais. 
O protagonista( o motorista) é um homem solitário. Em seu car…

outros olhares

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O Vampiro da Noite do diretor alemão Wladimir Herzog

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Não sou cinéfilo, mas tem filmes que me marcaram de alguma forma.
Quando assisti a este filme, fiquei com a alma inquieta. Angustiou-me a solidão do Nosferatu. Reconheci-me nele, havendo uma relação de alteridade.  
Ele estava cansado da eternidade e buscava uma companhia. Não era mau, mas provocava danos por ser obsessivo por um amor e exausto de viver eternamente.
Essa visão humanizada do Vampiro fez-me pensar como a solidão pesa nos indivíduos. Mesmo acompanhados, há momentos solitários. Quantos Nosferatus encontramos por aí, sugando o outro e o tornando um objeto de sua obsessão.
Também, deve ser tão exaustivo se aguentar para sempre. Mesmo sem mudar fisicamente, a alma de ficar cansada de tanto viver. A solidão deve ser terrível.

Ideias do canário-Machado de Assis

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MENSAGEM NO FACE

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Imagem encontrada no google



O preconceito faz parte do ser humano. A pessoa que diz não ter preconceito, realmente, é muito ingênua ou pseudo-liberal que acha tudo lindo, porém na realidade...


A questão está em se reconstruir e tirar das áreas mais remotas do nosso ser os ranços que herdamos dos nossos antepassados. Livrar-se dos modelos construídos a partir do imaginário da sociedade em que se vive. 


Eu tenho muitos preconceitos, mas todos os dias tento tirá-los de mim. É um exercício árduo. 


Outra coisa, não precisa concordar com estilo ou orientação de uma pessoa, mas respeitar a diferença. Faça um exercício simples, ponha-se no lugar do outro e veja se gostaria de ser desrespeitado ou até ultrajado. 


Pensem sobre isso, sem caminhos fáceis e palavras bonitas. Usem o silêncio ao seu favor.

MUNDOS PARALELOS

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O conto A trama celeste do escritor Adolfo Bioy Casares narra as aventuras do Capitão Morris, quando sofre um acidente de avião e se encontra numa outra Argentina. Apesar das semelhanças de seu país de origem, ruas e dados históricos são distintos. Pessoas de seu convívio não o reconhecem e outras nem existem. A mensagem do conto é que há vários mundos paralelos. Só quero abordar esta questão. O que seria pior? Ser transportado a um mundo completamente diferente do seu, por exemplo, na época dos dinossauros ou a um lugar parecido no qual se viveu a vida inteira? 
 Imaginei estar em outro Brasil, que existisse os meus pais e irmãos, mas neste lugar eles não me veem da família por nunca terem me conhecido. A dor que sentiria ao me olharem com indiferença. Em muitas ocasiões o semelhante nos dá a ilusão que podemos pertencer a ele, por isso é mais cruel do que o choque do completamente oposto, que é abrupto e em relação ao espaço similar. Tornamo-nos mais prudentes, já a ilusão de conhece…

prometheus

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O filme lança muitas dúvidas e não fecha nenhuma resposta. Fiquei realmente confuso.
Até entendi as questões que fundamentaram a história: “Quem somos?”, “ Da onde a gente veio?” e “ Quem são nossos criadores?”. Mas, ao longo do filme, elas se perdem. Realmente, gostei mais do Alien, o oitavo passageiro. Um roteiro mais coeso que executou muito bem o que tinha proposto: Um suspense de ficção Científica. 
Para mim, Prometheus só ficou na promessa. A história ficou confusa, pois parecia que havia duas criaturas os alienígenas engenheiros( nosso possíveis criadores) e outros seres hospedeiros que invadem nossos corpos. Pareceu-me que os Engenheiros foram destruídos por outros seres alienígenas. 
Enfim, achei o roteiro muito pretensioso e tudo ficou muito vago. 

AO VENTO

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Em muitas ocasiões, para mim, a palavra é indomável. Sempre me machuco quando penso que estou prestes a subjugá-la. Possui vida própria e muda de forma todo o tempo: em uma ocasião é um substantivo, em outra um adjetivo ou pode ser um verbo. Não adianta só decorar regras, precisa interpretar tudo que estar em volta pra entender o seu todo. Ela viaja junto com o vento e eu fico chupando dedo.