sábado, 30 de novembro de 2013

Não acredito em propaganda



“Toda propaganda tem que ser popular e acomodar-se à compreensão do menos inteligente dentre aqueles que pretende atingir.”   Adolf Hitler

Realmente, perco a paciência de ver as propagandas de banco, em que aparecem prédios modernos, envidraçados, vazios e gerentes supersimpáticos, bem nutridos e que estão sempre disponíveis para atender ao cliente.

 É muito discrepante da realidade em que vivo. Os bancos são muito cheios e os gerentes não podem resolver tudo. Por que as propagandas precisam sair tanto da nossa realidade? Tudo bem que os publicitários precisam vender imagem do produto que estão vendendo, mas prometer coisas impossíveis?

Na realidade, o serviço é péssimo e quem leva a culpa são os funcionários que atendem aos clientes.

Não acredito em propaganda. Fico desconfiado e tento prever onde será a facada. Todos nós ficamos decepcionados por acreditar numa propaganda bem bolada e depois ficar às turras, com quem oferece o produto de qualidade.

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Ao buscar uma citação para ilustrar minha humilde crônica, encontrei uma frase de propaganda bem interessante: ” Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas.”  Propaganda Publicitáriacanal Futura.

A propaganda servir como instrumento para mostrar outro olhar é um caminho eficaz para que haja os questionamentos em relação à sociedade.


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

PEQUENAS VITÓRIAS



É óbvio que, ao longo da vida existe a competição, principalmente, para se conseguir posições melhores na sociedade. Não questionarei isso.

Mas, quero ressaltar que a vida é feita de pequenas vitórias, também. Por exemplo, mesmo com vontade de ficar na cama... Acordar, se arrumar no sacrifício e vai trabalhar. Depois, chaga ao seu lar com sentimento de dever comprido. Para outra pessoa essa conquista pode ser irrelevante, mas para mim é muito gratificante.

Outra pequena vitória minha, é que achei que nunca conseguiria digitar no celular e publicar nas redes sociais, está sendo meu desafio particular. Os pensamentos são mais rápidos que meus dedos.  Confesso que ainda estou devagar e erro, contudo estou tendo mais prática. Poxa vida! Fiquei feliz de conseguir manipular os teclados apertadinhos do celular. Está sendo meu desafio particular. Os pensamentos são mais rápidos que meus dedos.


Enfim, acredito que se precisa valorizar as pequenas vitórias. Lógico não deixar de lado o sonho e os grandes ideais. Mas, voltar para as conquistas cotidianas ajudam na construção da individualidade. Superar os problemas do dia a dia e se adaptar à sociedade em que se vive.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

CONECTADO...( texto antigo)





 com as gotas da chuva que escorrem na vidraça da janela o vento que baila com a vegetação as moscas que sobrevoam o lixo o casal que se beija na esquina as sombras dos prédios que se movimentam a partir da posição do sol a lua que se esconde através das nuvens uma cena marcante de um filme uma música que aparece de repente no rádio um olhar de um transeunte as estrelas do céu que não existem mais o brigadeiro que está no ponto um gavião que alimenta seus filhotes as ondas do mar que açoitam as rochas da encosta há milênios os rios que deságuam no mar

sábado, 23 de novembro de 2013

ANSIEDADE CÍCLICA


Li uma crônica que escrevi há algum tempo e percebi muitos erros. Revisei, mas fiquei a pensar se realmente o trabalho do escritor é solitário, ou existem amigos do escritor que leem, corrigem os erros de ortografia e até as palavras truncadas.

Ele pode até passar horas a desenvolver suas ideias e revisá-las várias vezes, mas será que não tem uma ajudinha? Nem preciso confessar  que quando pinta uma ideia, publico logo nas redes sociais. Depois, percebo as “atrocidades” que fiz com a língua portuguesa. Inclusive, já queimei meu filme com muita gente.

Fiz até um conto que aborda meus medos de aspirante a escritor: Quando sonho que estou na noite de autógrafo do meu livro de contos e quando vou fazer a dedicatória, escrevo algo errado.  Aí, surge a fofoca que não sou eu que escrevi a obra e sim o Ghost-writer. Não quero ser uma fraude!!!!

Preciso entender que preciso revisar meus textos, ninguém chegará para mim: “ Você é ótimo, deixa ajudá-lo a consertar  algumas coisas.”. Não sou mais criança e tenho que  colocar a mão na massa. 

Um escritor para apurar sua técnica necessita ler, estudar e treinar muito. Não posso ficar em berço esplêndido, esperando alguém decifrar o que desejo expressar.


Eu mesmo preciso decifrar os pensamentos que jorram em mim.


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA






É muito importante para a construção da identidade dos negros, que se for analisar os dados estatísticos de qualidade de vida, social e econômico estão muito inferior em relação aos negros e ainda sofrem preconceitos raciais. Nos casos de morte violente, a quantidade de jovens negros é muito grande.

Depois da abolição foram largados sem nenhum tipo de ajuda. Não direi que sinto o que sofrem, pois sum negro sabe o que é ser vítima de um preconceito racial. Nunca houve políticas públicas consistentes para melhorar a situação deles.

Se parar para pensar na construção da identidade negra, quando os europeus os traficavam, não havia “negros” e sim diversas etnias que falavam diferentes dialetos; até, tribos rivais lutavam e a vencedora vendia a tribo perdedora. Logo, essa diversidade de povos foi se miscigenando, tornando-se a “ a raça negra”.

Também, o importante ressaltar que os negros sempre lutaram contra a escravidão, fugiam para construírem os quilombos. Apesar, do “mito” que construíram que o Brasil é pais sem conflitos de raças e pacato, mentira, sempre houve lutas sociais, mesmo que a História Oficial as ignorou por vários anos.

Realmente estudar o Brasil é muito complexo e aí as pessoas comparam com os Estados Unidos, onde ocorreu a Apartheid dos brancos e dos negros. Os últimos não podiam frequentar o mesmo espaço que os indivíduos de cor branca. Lá, foi declarado e os negros, através dos movimentos civis, conseguiram conquistar seus espaços. Já aqui, sempre houve um mascaramento e o preconceito ficou nas entrelinhas por muitos anos. Só agora, que todos nós começamos a despertar que não vivemos num país tão tolerante.

A consciência negra é importante para outras “raças” que vivem no país, a fim de fazer uma reflexão profunda de qual Brasil queremos construir. O povo brasileiro é tão misturado que se precisa respeitar verdadeiramente a diversidade de povos que fundaram o país. Ao mesmo tempo, buscar união para formar o povo brasileiro e formar um patriotismo reflexivo( não o ufanista), o qual forme cidadãos conscientes.  

Uma observação óbvia... Existe raça humana e não raças humanas. Biologicamente somos todos iguais e nos diferenciamos através da cultura de cada povo e insignificantes características físicas. 

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Crônica relacionada: http://cronicas-ideias.blogspot.com.br/2013/03/o-importante-e-ser-uma-boa-alma.html

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

REBELDE


 Muitos compram a marca “ rebelde”, mas será que existe uma reflexão sobre o que é ser um? Tenho a impressão que as ideologias estão a venda como produtos em vitrines e as pessoas compram como se fossem peças de roupa.  


Recordo-me, então, de um conceito que ouvi outro dia: Kitsch, um conceito alemão, que é utilizado nos estudos de estética para apontar uma categoria de objetos vulgares, baratos, de mau gosto, sentimentais, que copiam referências da cultura erudita sem crítica e sem o a qualidade aos originais, destinando-se ao consumo de massa. 

Outra a questão são os ideias da adolescência rebelde que se origina desde época dos filmes do James Dean, que mostra a tal da juventude transviada aos momentos de libertação sexual da década de 60 e 70 do século XX transformaram-se em objetos de consumo igualmente.  

Por isso, para mim, a melhor maneira de ser rebelde não é tirar a camisa, falar palavrão, fazer cara de sexy, esbravejar, usar “uniformes”, mas desvendar o que está nas entrelinhas e nem sê-lo.


PS: Não sou contra a cultura de massa, pode ajudar ao conhecimento, construindo pontes para cultura erudita e popular. Só quero ressaltar que se deve refletir e não comprar de cara uma ideologia.

domingo, 10 de novembro de 2013

EDITAR-SE





Não sou bom em tecnologia, só agora( estou com o aparelho há um ano) descobri que meu celular edita fotos. Então, comecei a mexer nos meus retratos.

Comecei a pensar que esse processo de cortar os “ defeitos” e enaltecer as virtudes não é só usado na fotografia, mas a vida inteira. Principalmente na arte da sedução, que se exibe sempre a versão melhorada da pessoa.


Porém, isso é justo? Porque quando se interfere na imagem, pode se tornar outro. Por exemplo, só mostro o lado que considero bom de mim, a outra pessoa concluirá que sou do jeito que estou mostrando. Mas, quando conviverá comigo, verá que não sou o que eu disse ser.

Sou mentiroso? Talvez a questão não seja tão simples assim. Li uma citação de Sartre:  "O homem não é a soma do que tem, mas a totalidade do que ainda não tem, do que poderia ter."

Não sei se interpretei direito, mas a citação mostra que a formação da existência humana não se constrói no que homem é na realidade, mas, sim, na idealização do que ele quer ser ou no que poderia possuir, se fosse escolher outro caminho.

Quando nos editamos, muitas vezes não estamos mentindo, mas expomos o que desejamos ser ou que poderíamos nos tornar.  Quem sabe, o interessante é juntar a realidade, o ideal e a possibilidade, para  revelar nossa verdadeira essência. 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

“SI”




Ultimamente, penso como é terrível a palavra “si”. Pensar nas várias possibilidades se fosse para outro caminho, se tivesse terminado aquele curso ou se pudesse reviver o que vivi para evitar os erros do passado.

O “si” é cruel e não vou deixá-lo mais me consumir. Ao longo da minha existência vivi acertos, erros e basta! O tempo não volta.  Lógico que fazer autocrítica é construtivo ao crescimento pessoal, agora ficar se lamentando com probabilidades perdidas, é perda de tempo.


Desculpa “si”, vai catar coquinho em outra freguesia. 

terça-feira, 5 de novembro de 2013

MAIS PRUDÊNCIA

Por motivos pessoais, fui cancelar uma conta no banco e a gerente me explicou que precisava a zerar a conta, depois cancelá-la. Mas, antes tinha que descontar do me saldo um ato futuro, uma anuidade de um cartão que nem desbloqueei.

No início da semana fui ver se já havia debitado, mas o site do banco estava estranho, pediu-me informações e os dei. Aí, quando fui ao banco conversei com a funcionária, que  disse não ser o procedimento da Instituição. Conclusão fui vítima de um site clonado( uma fraude) e rapidamente cancelei o cartão do bando, de crédito e a chave de segurança.

Então, na noite quando meu pai usou a Internet para ver minha conta, percebi que o site era muito diferente e não tinha cadeado. Fui ao meu notebook e não estava conseguia entrar no site certo do banco, que queria cancelar. Passei  antivírus, que acusou software mal intencionado.

Estou chateado, por não me ter ligado logo que havia algo errado e uma sensação de ser invadido. Segurança na Internet é assunto sério, e ficarei mais precavido.

Agora, sempre atualizarei o antivírus e me atentarei quanto ao “ site”  que pedir alguma coisa diferente. Inclusive, pesquisarei mais sobre o assunto, para não cair mais em armadilhas.

Outra coisa que aprendi, não adianta ficar nervoso para resolver um problema, pois se tivesse a calma para solucionar a situação do cancelamento da conta do banco, perceberia tudo.

Muitas vezes, tudo me cansa. Só que preciso seguir em frente. Porém, sou filho de meu pai e de minha mãe, valentes guerreiros. A força deles flui em mim.


Bola pra frente! Ainda há bastante jogo. Tropecei, mas já estou no campo.


domingo, 3 de novembro de 2013

COMPARTILHANDO UMA PERGUNTA





Um amigo me enviou um site de livros virtuais e até baixei dois livros que estava interessado. Percebi que os livros, em grande parte, eram estrangeiros. Então gostaria de compartilhar uma dúvida (quem sabe me respondam).

Há sites que baixam gratuitamente livros de escritores brasileiros contemporâneos( principalmente os que começaram a divulgar seus textos na internet)?

 Por esses dias procurei o PDF de um livro de um escritor brasileiro da geração 2000 que nem é lançamento e não o encontrei. E quando fui ver o preço estava mais de quarenta reais.

Lógico que o jovem escritor precisa ser recompensado pelo seu esforço de publicar sua obra, mas com este preço se torna complicado para muitos conhecerem seu trabalho; somente um grupo sabe dele.

Enfim essa impressão que tive, porém se estou errado escrevam nos comentários. Outra coisa, na estante ou no pendrive de vocês há algum livro dos escritores brasileiros da geração internet? Ou só os clássicos e best sellers?



sábado, 2 de novembro de 2013

MISS BALA



Uma jovem participante de concursos de beleza escapa de um massacre e acaba se envolvendo no perigoso submundo do tráfico de drogas mexicano. O filme mexicano é realista e mostra um problema social e global. Quantas “ miss balas” são vítimas aqui no Brasil como essa garota. 

Ao terminara história, fiquei a pensar: Será que tudo está perdido? O crime organizado vai vencer? As pessoas não terão mais liberdade de ir e vir? Justamente na mesma semana, aconteceu o caso de Bangu. Bandidos tentam salvar um comparsa, que ia ao fórum e o tiroteio mata um menino.  Como no filme, a jovem e o menino foram vítimas da violência absurda do crime e da falta de eficiência do Estado e da justiça. 

Até quando a gente ainda suportará isso? Mas, tenho esperança. Não há só coisas ruins. Existe a bondade e a solidariedade em muitas pessoas. Quantos casos, já vi salvar um estranho.
O mundo tem momentos belos também.

Agora, indicarei uma crítica para quem se interessar no filme, ter outro olhar mais apurado.


SEGURANÇA

“A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota.” Jean-Paul Sartre

A constituição assegura que todos têm o direito de defesa, mas deve-se ver que não se pode generalizar. Uma coisa é um réu de pequeno delito, outra é do crime organizado. 

O que aconteceu em Bangu mostra que a justiça e Estado precisam desenvolver mecanismos para se prevenirem contra o crime organizado. 

Criminosos dessa periculosidade não deveriam se locomover, colocando em risco à sociedade. Uma criança inocente morreu, por estar na linha de fogo entre os bandidos e a polícia. 

O crime organizado é uma rede social que contaminou o sistema há muito tempo e todo cuidado é pouco. 

Por isso acredito que em casos assim, os julgamentos feitos a distancia poderiam contribuir para segurança da população.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A espinha



Abriu-se como uma flor de pontinha branca no meu rosto, para mostrar que sou humano e não máquina. Todos repararam nela e queriam exterminá-la, porque ela significava o caos e não a ordem de um lugar asséptico. Mas, ela foi corajosa e ficou bem madura, queria mostrar que faz parte da natureza humana. Não podia ser levada à câmara de gás. Fiquei dividido, desejava espremê-la e ao mesmo tempo cativou meu coração. Por que as pessoas tem tanto nojo dela? Ela não rouba e mata ninguém. Só é cheia de pus. Mas, para nossa sociedade em que a beleza estética está cada vez mais superficial e artificial, a espinha é uma criminosa terrível.