segunda-feira, 18 de novembro de 2013

REBELDE


 Muitos compram a marca “ rebelde”, mas será que existe uma reflexão sobre o que é ser um? Tenho a impressão que as ideologias estão a venda como produtos em vitrines e as pessoas compram como se fossem peças de roupa.  


Recordo-me, então, de um conceito que ouvi outro dia: Kitsch, um conceito alemão, que é utilizado nos estudos de estética para apontar uma categoria de objetos vulgares, baratos, de mau gosto, sentimentais, que copiam referências da cultura erudita sem crítica e sem o a qualidade aos originais, destinando-se ao consumo de massa. 

Outra a questão são os ideias da adolescência rebelde que se origina desde época dos filmes do James Dean, que mostra a tal da juventude transviada aos momentos de libertação sexual da década de 60 e 70 do século XX transformaram-se em objetos de consumo igualmente.  

Por isso, para mim, a melhor maneira de ser rebelde não é tirar a camisa, falar palavrão, fazer cara de sexy, esbravejar, usar “uniformes”, mas desvendar o que está nas entrelinhas e nem sê-lo.


PS: Não sou contra a cultura de massa, pode ajudar ao conhecimento, construindo pontes para cultura erudita e popular. Só quero ressaltar que se deve refletir e não comprar de cara uma ideologia.