sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A espinha



Abriu-se como uma flor de pontinha branca no meu rosto, para mostrar que sou humano e não máquina. Todos repararam nela e queriam exterminá-la, porque ela significava o caos e não a ordem de um lugar asséptico. Mas, ela foi corajosa e ficou bem madura, queria mostrar que faz parte da natureza humana. Não podia ser levada à câmara de gás. Fiquei dividido, desejava espremê-la e ao mesmo tempo cativou meu coração. Por que as pessoas tem tanto nojo dela? Ela não rouba e mata ninguém. Só é cheia de pus. Mas, para nossa sociedade em que a beleza estética está cada vez mais superficial e artificial, a espinha é uma criminosa terrível.