sábado, 27 de abril de 2013

Autenticidade






Vi uma foto minha mais novo. Estavam com “alguns quilos” a menos  e uma gama de possibilidades  em relação ao meu “futuro grandioso”.

O tempo passou e apesar de não ser bem sucedido nos planos que tracei no passado, há uma coisa que conquistei com meus 34 anos: A minha autenticidade.

 Não compro modelos de vida padronizados e nem sou manipulado com tanta facilidade. Sou eu com minhas virtudes e defeito.

Será o que pensava nessa época que tirei foto? Não me lembro. Talvez, estava tentando o caminho mais fácil da superficialidade e interpretar um personagem. Agora, quero conhecer o melhor e o pior de mim.  Para isso, não posso ter medo de atravessar o labirinto.

Amadurecer dói, mas, quando aprendemos lidar com essa dor, a gente se torna mais forte.

domingo, 14 de abril de 2013

CAFÉ LITERÁRIO - "Demian" de Herman Hesse


Demian - Hermann Hesse



Depois de ter feito um vídeo sobre O LOBO DA ESTEPE de Herman Hesse, uma pessoa me indicou Demian do mesmo autor. Procurei-o e o abaixei da internet.

 Realmente, foi a mesma experiência que tive ao ler O Lobo da Estepe. Impressionante como esses dois romances fazem pensar como é importante nos autoconhecer e a perceber que existe um universo diverso dentro de cada indivíduo.

O livro narra a história de um jovem( Emil Sinclair) criado por pais devotos, mas, que se vê em um mundo bem distinto àquele dito por seus pais.

“Queria apenas tentar viver aquilo que brotava espontaneamente de mim. Porque isso me era tão difícil?”. Essa questão aparece na epigrafe do livro; é o trecho do romance, o qual exemplifica bem os questionamentos da história e do personagem Scliar.

Torturado pela falta de explicações em relação à sua existência, busca na introspecção o caminho para suas respostas.  Atravessando este caminho “perigoso”, influenciado por Max Demian, que se tornará um guia para sua vigem interna.

O personagem e narrador(Sinclair) começa a argumentar que existe o mundo oficial ( Iluminado), onde estava os pais, os ensinamentos religiosos da bíblia e o mundo obscuro( dos instintos), no qual viviam os empregados com comentários vulgares, assassinatos, lendas sombrias e outras “baixarias”.  Então, pensei na minha infância e identifiquei esses dois mundos em mim e  de como tento lidar com eles até hoje.

Através de Deminan, Sinclair descobriu que todo indivíduo é ao mesmo tempo sagrado, profano, masculino, feminino, racional, irracional... Mostrou para Sinclair que o indivíduo precisa romper as cascas do ovo do mundo antigo e voar para o céu.

Enfim, você, amigos leitores? Já se traduziram ou fingem que se decifram?  Eu ainda estou me interpretando e amadurecendo minha individualidade.  Preparo-me para alçar voo.




terça-feira, 2 de abril de 2013

OS TRABALHADORES DO MAR DE VICTOR HUGO


Tinha este livro há alguns anos na minha prateleira, mas nunca tive coragem de lê-lo. Um dia, por indicação na internet e de uma ex-colega de trabalho, decidi ler.

Confesso, achei o texto muito descritivo ( da época), todavia, encontrei lindas passagens, principalmente, em relação às descrições sobre o mar. O autor mostra que estudou os ventos e o mar e como funcionam.  Inclusive, a vida dos seres mais primitivos que habitam a vastidão dos oceanos.

" São singulares as solidões das águas. É o tumulto e o silêncio. O que aí se faz já nada tem o gênero humano. É a utilidade desconhecida. Tal é o isolamento do rochedo Douvres. Em derredor, a perder de vista, o imenso tormento de vagas."

“ O vento é cheio de mistério. Do mesmo modo o mar. Também ele é complicado; debaixo de suas vagas de águas, que se vêem, há outras vagas de forças, que não se vêem. Compõe-se de tudo. De todas as misturas, a do oceano é a mais invisível e mais profunda.”

“... As iam dobrar as suas tranquilas toalhas nas faces quadradas daquele enorme rochedo negro, espécie de pedestal para os espectros do mar e da noite.
Tudo aquilo estava mudo e morto. Havia apenas um sopro no ar e uma ruga nas ondas. Debaixo daquela superfície muda de água adivinhava-se a vasta vida afogada das profundezas.”

O romance mostra a luta que o homem tem com a natureza e como o amor pode sobrepujar a ganância do ser humano. O protagonista( Gilliat) está à margem da sociedade em que vive, tanto para os humildes e supersticiosos pescadores da localidade e como os burgueses.  

À guisa de apresentação, o editor escreve na primeira página:
“A religião, a sociedade, a natureza: tais são as três lutas do homem. Estas três lutas são ao mesmo tempo as suas três necessidades; precisa crer, daí o templo; precisa criar, daí a cidade; precisa viver, daí a charrua e o navio. Mas há três guerras nessas três soluções. Sai de todas a misteriosa dificuldade da vida. O homem tem de lutar com o obstáculo sob a forma superstição, sob a forma preconceito e sob a forma elemento. Tríplice 'ananke' pesa sobre nós, o 'ananke' dos dogmas, o 'ananke' das leis, o 'ananke' das coisas. Na Notre-Dame de Paris, o autor denunciou o primeiro; em 'Os Miseráveis', mostrou o segundo; neste livro indica o terceiro. A essas três fatalidades que envolvem o homem, junta-se a fatalidade interior, o 'ananke' supremo.”( Hauteville-house, março de 19866)

Mas, Gilliat se sacrifica para o bem da amada, quebrando assim as três fatalidades citadas à cima. É um herói romântico que está além das superstições, da ganância da força da natureza.

 O romantismo de Gilliat não é só o amor romântico e sim um visão altruísta, o qual se contrapõe ao pragmatismo do cotidiano.  Torna-se um anjo marginal convivendo com a mesmice. Eu gostaria de ser que nem ele, contudo, sou muito imperfeito...

Demorei de ler o romance, mas o importante é que o li agora.  Valeu apena de ter comprado há anos atrás.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

PODER SEM LIMITES





"Todo o poder sem controlo leva à loucura." Autor - Alain

É um filme que não é só de aventura de super-heróis, mas sobre o humano. Somos tão imperfeitos e que não usamos nossas habilidades para o bem. 

 No início do filme, três jovens encontra algo entranho num buraco e começam a ter poderes fantásticos. Levam na brincadeira, mas quando um deles provoca um acidente, percebem que precisavam de regras para utilizar os poderes. 

 A narrativa mostra o lado sombrio se manifestando em um dos personagens, que sofria violência na escola, em casa e com a doença terminal da mãe. O garoto era um poço de e traumas e com poder, transformou-se numa bomba atômica.

 Comecei a pensar sobre o lado sombrio que todos nós possuímos. Eu os administro e é uma luta constante para não deixa-lo aflorar.

 Em relação ao poder, minha mãe sempre diz: “ Quer conhecer uma pessoa, dê poder a ela.”. Realmente, é um fato. Se a pessoa é ética ela usará o dom que tem para o bem, mas, se for confusa ou má, será um caos. O filme mostra muito bem isso. 

 Gostei de assistir o filme, inclusive, por me fazer refletir sobre me lado sombrio também.