domingo, 14 de abril de 2013

Demian - Hermann Hesse



Depois de ter feito um vídeo sobre O LOBO DA ESTEPE de Herman Hesse, uma pessoa me indicou Demian do mesmo autor. Procurei-o e o abaixei da internet.

 Realmente, foi a mesma experiência que tive ao ler O Lobo da Estepe. Impressionante como esses dois romances fazem pensar como é importante nos autoconhecer e a perceber que existe um universo diverso dentro de cada indivíduo.

O livro narra a história de um jovem( Emil Sinclair) criado por pais devotos, mas, que se vê em um mundo bem distinto àquele dito por seus pais.

“Queria apenas tentar viver aquilo que brotava espontaneamente de mim. Porque isso me era tão difícil?”. Essa questão aparece na epigrafe do livro; é o trecho do romance, o qual exemplifica bem os questionamentos da história e do personagem Scliar.

Torturado pela falta de explicações em relação à sua existência, busca na introspecção o caminho para suas respostas.  Atravessando este caminho “perigoso”, influenciado por Max Demian, que se tornará um guia para sua vigem interna.

O personagem e narrador(Sinclair) começa a argumentar que existe o mundo oficial ( Iluminado), onde estava os pais, os ensinamentos religiosos da bíblia e o mundo obscuro( dos instintos), no qual viviam os empregados com comentários vulgares, assassinatos, lendas sombrias e outras “baixarias”.  Então, pensei na minha infância e identifiquei esses dois mundos em mim e  de como tento lidar com eles até hoje.

Através de Deminan, Sinclair descobriu que todo indivíduo é ao mesmo tempo sagrado, profano, masculino, feminino, racional, irracional... Mostrou para Sinclair que o indivíduo precisa romper as cascas do ovo do mundo antigo e voar para o céu.

Enfim, você, amigos leitores? Já se traduziram ou fingem que se decifram?  Eu ainda estou me interpretando e amadurecendo minha individualidade.  Preparo-me para alçar voo.