quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

FRESTAS, Contos de ANGELA SCHNOOR




A vida é composta de episódios que são expostos por frestas das janelas e das portas. Por meio dos contos de uma página ou duas e minicontos reunidos em uma folha, encontram-se diferentes facetas da natureza humana.

Conheço a autora há dez anos ou mais e, não querendo rasgar seda, o que me encanta na sua narrativa é a liberdade de abordar qualquer assunto, sem perder o cuidado com a palavra e a classe. Sua concisão nos permite viajar e até construir outras histórias, pelo menos eu percebo assim. Como a autora diz em seu blog: 
 “Microargumentos: Microcontos ou Micronarrativas me parecem ser um meio de acesso à imaginação ampla. Eles servem como isca e possibilitam a quem os lê desenvolver toda uma história plena de detalhes, totalmente original e única a cada novo leitor. “

 Confesso que alguns contos deixaram um gostinho de quero mais, por exemplo, um romance ou filme. Entretanto, poderiam quebrar o conceito do miniconto, a concisão que torna o desfecho da história mais impactante e abrem as várias possibilidades de interpretação.

Também, o que torna as histórias peculiares é o domínio que Angela tem em relação às imagens do inconsciente. Além de ser psicóloga, possui uma identificação com outras artes como a pintura e o desenho. Não sei se as micronarrativas ou microargumentos de Angela se transformarão em Clássico da Literatura. O que posso dizer é que ela escreve por prazer e com muito zelo a sua língua materna. Seu trabalho é imaginativo, honesto, cuidadoso e talentoso. 

Com certeza, quem lerá FRESTAS ou outros livros que virão, irá refletir sobre si e o mundo. Para mim, este é o verdadeiro significado da arte, fazer como que o expectador saia do piloto automático para observar as frestas que podem revelar demônios internos, fantasmas, imperfeições ou lembranças adormecidas. 

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 Frestas, não pode ser encontrado nas livrarias. Foi uma edição de autor. Deixarei seu blog para contato: 

 http://microargumentos.blogspot.com.br/

domingo, 4 de dezembro de 2016

POR QUÊ?



Sempre ouço a pergunta de por qual motivo a filosofia é importante? Além de a disciplina ser preterida em relação às outras matérias. 

 Não sou filósofo e especialista de nada, mas, ao pesquisar um pouquinho sobre o tema, percebo que desconsiderar a filosofia pode ser uma ordem do discurso de alienar a capacidade de pensamento das pessoas. Juro, não sou adepto da teoria da conspiração. É que o mundo está cada vez pragmático e o conhecimento fragmentado. 

A filosofia é a origem das ciências biológicas e humanas que conhecemos. Todas as discussões sobre a ética e os princípios que formam as leis se baseiam nos questionamentos filosóficos. Então, como não é importante? Será que não é um perigo para a humanidade e o mundo em geral deixá-la em segundo plano? Como já disse, o mundo visa à praticidade das coisas e a cultura da especialização compartimenta em demasia o conhecimento. Lógico que ninguém tem a capacidade de conhecer tudo, as especializações contribuem para o saber. 

 Na verdade, o que almejo expor é a necessidade da abrangência da filosofia, porque sem ela, os indivíduos vão se reduzir as suas funções e se tornarem alheios a outros saberes e acontecimentos que surgirão ao longo do tempo. 

Vale se lembrar de seu significado: "Filosofia é uma palavra grega que significa "amor à sabedoria" e consiste no estudo de problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem." https://www.significados.com.br/filosofia/ 

 Com certeza, o que acabei de escrever é senso comum. Porém, não tenho pretensão de ser original e inventar a roda. Sou um cara comum que tenta enxergar o óbvio e não ser um autômato.

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