quinta-feira, 29 de novembro de 2012

FILME DRIVE 2011





“Durante o dia um motorista (Ryan Gosling) trabalha como mecânico e dublê em filmes de Hollywood, enquanto que à noite ele presta serviços para a máfia. Ele é vizinho de Irene (Carey Mulligan), que é casada e tem um filho com Standard (Oscar Isaac). Percebendo a situação difícil de Standard, que saiu há pouco tempo da prisão, o motorista o convida para realizar um assalto. Só que o golpe dá errado, o que coloca em risco as vidas do motorista, Irene e seu filho.”

Ao ler somente a sinopse do filme, pode-se pensar que é mais uma história de ação e com várias cenas clichês de manobras radicais de carro. Mas, o roteiro do filme se utilizou de elementos tradicionais de histórias de ação, fazendo uma nova abordagem no filme. Tornando-o mais humanizado. 
O enredo valoriza muito mais a construção dos personagens. A trilha sonora, para mim, leva ao clima muito mais reflexivo, contrastando com as trilhas de filmes de ação convencionais. 

O protagonista( o motorista) é um homem solitário. Em seu carro, atravessa um labirinto de ruas. Ninguém sabe sua origem, aparece de repente. Aparentemente é contido, mas através do olhar transborda emoções. Principalmente nas cenas com Irene e o filho dela, através de discretos gestos mostra afeto e amor por eles.  Não precisa falar “ Eu amo vocês”, mostra com atitudes. 


A solidão urbana dos personagens é avassaladora. Curioso, as grandes cidades há tanta gente, porém não existe muitas vezes um diálogo, muitas pessoas tropeçam por aí. 

Drive coloca essas questões e a busca de encontrar um lar. Por isso, ficou mais interessante e mais instigado sobre o protagonista. Qual era sua origem? Quantos indivíduos vagam por aí, como fantasmas pela noite em busca de amor.


sábado, 24 de novembro de 2012

O Vampiro da Noite do diretor alemão Wladimir Herzog





Não sou cinéfilo, mas tem filmes que me marcaram de alguma forma.

Quando assisti a este filme, fiquei com a alma inquieta. Angustiou-me a solidão do Nosferatu. Reconheci-me nele, havendo uma relação de alteridade.  

Ele estava cansado da eternidade e buscava uma companhia. Não era mau, mas provocava danos por ser obsessivo por um amor e exausto de viver eternamente.

Essa visão humanizada do Vampiro fez-me pensar como a solidão pesa nos indivíduos. Mesmo acompanhados, há momentos solitários. Quantos Nosferatus encontramos por aí, sugando o outro e o tornando um objeto de sua obsessão.

Também, deve ser tão exaustivo se aguentar para sempre. Mesmo sem mudar fisicamente, a alma de ficar cansada de tanto viver. A solidão deve ser terrível.


Ideias do canário-Machado de Assis

terça-feira, 20 de novembro de 2012

MENSAGEM NO FACE






Imagem encontrada no google



O preconceito faz parte do ser humano. A pessoa que diz não ter preconceito, realmente, é muito ingênua ou pseudo-liberal que acha tudo lindo, porém na realidade...



A questão está em se reconstruir e tirar das áreas mais remotas do nosso ser os ranços que herdamos dos nossos antepassados. Livrar-se dos modelos construídos a partir do imaginário da sociedade em que se vive. 



Eu tenho muitos preconceitos, mas todos os dias tento tirá-los de mim. É um exercício árduo. 



Outra coisa, não precisa concordar com estilo ou orientação de uma pessoa, mas respeitar a diferença. Faça um exercício simples, ponha-se no lugar do outro e veja se gostaria de ser desrespeitado ou até ultrajado. 



Pensem sobre isso, sem caminhos fáceis e palavras bonitas. Usem o silêncio ao seu favor.

MUNDOS PARALELOS




O conto A trama celeste do escritor Adolfo Bioy Casares narra as aventuras do Capitão Morris, quando sofre um acidente de avião e se encontra numa outra Argentina. Apesar das semelhanças de seu país de origem, ruas e dados históricos são distintos. Pessoas de seu convívio não o reconhecem e outras nem existem. A mensagem do conto é que há vários mundos paralelos. Só quero abordar esta questão. O que seria pior? Ser transportado a um mundo completamente diferente do seu, por exemplo, na época dos dinossauros ou a um lugar parecido no qual se viveu a vida inteira? 

 Imaginei estar em outro Brasil, que existisse os meus pais e irmãos, mas neste lugar eles não me veem da família por nunca terem me conhecido. A dor que sentiria ao me olharem com indiferença. Em muitas ocasiões o semelhante nos dá a ilusão que podemos pertencer a ele, por isso é mais cruel do que o choque do completamente oposto, que é abrupto e em relação ao espaço similar. Tornamo-nos mais prudentes, já a ilusão de conhecer o outro, o tombo pode ser maior.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

prometheus







O filme lança muitas dúvidas e não fecha nenhuma resposta. Fiquei realmente confuso.

Até entendi as questões que fundamentaram a história: “Quem somos?”, “ Da onde a gente veio?” e “ Quem são nossos criadores?”. Mas, ao longo do filme, elas se perdem.
Realmente, gostei mais do Alien, o oitavo passageiro. Um roteiro mais coeso que executou muito bem o que tinha proposto: Um suspense de ficção Científica. 

Para mim, Prometheus só ficou na promessa. A história ficou confusa, pois parecia que havia duas criaturas os alienígenas engenheiros( nosso possíveis criadores) e outros seres hospedeiros que invadem nossos corpos. Pareceu-me que os Engenheiros foram destruídos por outros seres alienígenas. 

Enfim, achei o roteiro muito pretensioso e tudo ficou muito vago. 

AO VENTO




Em muitas ocasiões, para mim, a palavra é indomável. Sempre me machuco quando penso que estou prestes a subjugá-la. Possui vida própria e muda de forma todo o tempo: em uma ocasião é um substantivo, em outra um adjetivo ou pode ser um verbo. Não adianta só decorar regras, precisa interpretar tudo que estar em volta pra entender o seu todo. Ela viaja junto com o vento e eu fico chupando dedo.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O EXCESSO DA OPÇÃO DE CURTIR




Talvez esteja sendo fresco, por isso queria a opinião de vocês. Uma pessoa aqui do face está postando fotos de deslizamento de terra e como as autoridades não fazem nada para evitar estas tragédias que se repetem todo final e início de ano. 

Quem não se lembra da região serrana. Acho muito bacana da parte dela, colocar as fotos. Mas, a questão é você curtir uma notícia desta. Comentei somente e pensei se o face poderia colocar uma opção de exclamação, para notícias urgentes.

 É estranho curtir uma notícia de tragédia, não acham? Aí, lembrei-me da opção compartilhar, que se pode divulgar algo importante ou sério, sem estar curtindo algo como uma tragédia ambiental ou notícia de assassinatos violentos.

sábado, 10 de novembro de 2012

Anton Tchekhov (29/01/1860, Taganrog, Rússia 14 ou 15/07/1904), Badenweiler, Alemanha



Acabei de ler suas duas peças O jardim dos cerejais( 1904) e Tio Vânia( 1897). Tive a mesma impressão quando o livro de contos A DAMA DO CACHORRINHO [e outras histórias] de Tchékhov   do mesmo autor.  Tchékhov é um dos escritores fundadores da literatura contemporânea. Produz textos sintéticos, que mostram a complexidade do ser humano. Seus personagens são mesquinhos, prosaicos, sonhadores e resignados. Não há heróis, só pessoas vivendo e tentando driblar o cotidiano tedioso.

O conto que leva o título do livro mostra a originalidade do escritor, pois trata a infidelidade não com cores românticas ou trágicas. Os protagonistas são pessoas presas em casamentos infelizes, que tentam viver a verdade do amor. Há uma inversão de valores: o casamento é uma ilusão, enquanto o amor do adultério é a verdadeira essência dos dois. Entretanto não tinham forças para fugirem: “ E parecia que, mais um pouquinho, a solução seria encontrada, e então uma nova vida começaria, uma vida maravilhosa; porém, para ambos estava claro que ainda estava muito longe o fim e que o mais complicado e difícil estava apenas começando.”. Neste conto não há uma tragédia fatal para os amantes pecaminosos. 

As duas peças não há um ato trágico também, os personagens vivem presos em um cotidiano enfadonho, onde as desigualdades sociais toda hora expostas na Rússia do final do final do século dezenove e início do século vinte. 

Em o jardim dos cerejais: Uma família nobre decadente. Os irmãos Liuba e Gaiév continuas a viver nos tempos áureos de antigamente, quando eram senhores de enormes terras e posses. Falidos, não sabem o que fazer. O interessante é a relação com empregados e até escravos, como o velho empregado Firs, não viveu sua vida, dedicando aos patrões toda a existência de vida. 

Mas, o novo mundo chega para aniquilar o passado, através do personagem negociante Lopakhine, que era um camponês e tinha uma relação de amor e ódio com os irmãos nobres. A casa e o jardim de cerejais, considerado o mais belo de toda a região da Rússia. 
Tio Vânia narra como é sufocante viver no interior. E a rotina maçante, quando um professor e sua jovem esposa vão passar uns tempos na fazenda, provocando sentimentos conflitantes. O casal não trabalhava, vivia-se imerso em um mundo ideal. 

Enfim, as duas peças fazem um crítica às pessoas tolas que se acham eruditas, nobres preguiçosos, os quais nunca colocaram mão na massa e transformam suas vidas vazias. 

Em contrapartida, mostra que um indivíduo autômato que só trabalha, foge de si mesmo e de pensar sobre o mundo. Principalmente para observar a relação do homem e a natureza. Em Tio Vânia, há o personagem do médico que se preocupa com a devastação da natureza e como as florestas estavam diminuindo, devido ao progresso devastador da modernidade. 

As duas peças falam sobre nós, como podemos ser mesquinhos.  Por isso, são tão contemporâneas. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

00h05min de Sábado



Neste exato momento, tenho uma revelação. Eu sempre achei tão difícil conseguir atingir o ideal de felicidade. Mas, na realidade, esse ideal não é meu e sim dos outros. Agora posso cair de paraquedas no desconhecido, para encontrar meu ideal de felicidade. Minha alma grita de prazer.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Casos de Internet para refletir


Caro amigo.

Esse meu poema: A pedra. Circulava como de autor desconhecido ou com o nome de plagiadores. Agora aparece como de Chaplin, Renato Russo, Fernando Pessoa, sem citar a autoria...
O real autor é Antonio Pereira (Apon). Todos os esclarecimentos em:

A forma original do poema:

O distraído, nela tropeçou,
o bruto a usou como projétil,
o empreendedor, usando-a construiu,
o campônio, cansado da lida,
dela fez assento.
Para os meninos foi brinquedo,
Drummond a poetizou,
Davi matou Golias...
Por fim;
o artista concebeu a mais bela escultura.
Em todos os casos,
a diferença não era a pedra.
Mas o homem.

Título: A pedra
Nome do autor: Antonio Pereira (Apon)

Solicito a cooperação na Correção do conteúdo, incluindo os créditos necessários ou a exclusão do mesmo, para que o poema não siga equivocadamente como de “autor desconhecido” ou com outras possíveis distorções quanto a real autoria.

Se possível, conto com a colaboração na divulgação desses esclarecimentos em Blogs/Sites e Redes Sociais.

Um grande abraço.

Antonio Pereira (Apon)

domingo, 4 de novembro de 2012

Tonio Kröger, de Thomas Mann




É uma novela que conta a vida de um jovem dividido e contraditório, que sempre está em desencaixe com o mundo. Pai nórdico e rígido e uma mãe morena e vibrante. 

“ Meu pai, sabe, era de um temperamento forte nórdico: considerado, minucioso, correto, por puritanismo inclinado à melancolia; minha mãe, de instinto de sangue exótico, bonita sensual, ingênua, ao mesmo tempo displicente e apaixonada e de um desmazelo impulsivo.”

Desde criança, sentindo-se estranho se refugiou na poesia. Algo repulsivo para o ambiente austero em que vivia. Teve um amor platônico por um amigo e, depois, por uma jovem. Ambos loiros e belos, diferente dele.

A novela mostra a formação do protagonista e como ele tenta através da arte construir uma identidade própria. Pois, apesar de diferente, ele era um burguês. Não repudiava a beleza burguesa, pelo contrário, admirava-a. 

Mas, ao mesmo tempo vivia uma vida de boemia e no desejo carnal. Como se a imagem sólida do pai e voluptuosidade da mãe fundissem nele.

Percebe-se ao longo da narrativa uma construção de um conceito, em relação à arte: 

“ O dom para o estilo, forma de expressão já pressupõe esta fria e descontente relação para com a humanidade. Pois o sentimento são e forte- isto está confirmado- não tem gosto. Morre o artista quando se torna homem e começa a sentir...”

Para ele o artista está distante das pessoas comuns. O primeiro simula através das manifestações artísticas o mundo ideal. Enquanto o segundo vive a banalidade das coisas, sem pensamentos. 

Para Tonio Kröger, o verdadeiro artista é um amaldiçoado, o qual possui um sentimento de estranheza e separação em relação aos outros.
Entretanto, numa carta  para uma amiga pintura, revela que é realmente um burguês. 

Apesar de ser um poeta à margem, ele admira as pessoas que vivem o trivial, principalmente, os belos. Sobretudo, o amigo da juventude( que se apaixonara pela primeira vez) e  a jovem  que teve sonhos românticos.  

a foto






homem sentado
na poltrona e com
o braguilha entreaberta, com uma
latinha de cerveja na mão e
sem camisa.
Atrás dele uma menina
chorando muito e com
um ursinho de pelúcia no colo.

Muitos olharam essa foto e
Sentiram:
pena
ódio
medo
revolta.
Queriam entrar
na foto e tentar salvar a
menina.
Pensavam:
"como um homem pode abusar
de uma criança indefesa".

Mas, porque pensar no pior?
Talvez seja
um pai que
brigou com
a filha e
a deixou de castigo ,
devido
a nota baixa
que ela tirou na prova da escola.
Por isso, a garota estava chorando.

Depois, cansado
decidiu relaxar dos
problemas,
bebeu uma
cerveja e assistiu a TV.
A braguilha aberta e
o fato de estar sem camisa
é devido
ao calor infernal do dia.