terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Impulsividade na Internet



Tempos atrás, quando fazia uma prova para um concurso público qualquer, havia um texto que argumentava como o e-mail poderia ajudar na ponderação das pessoas. Por exemplo, quando alguém escreve e-mail, dá-se o tempo de esfriar a cabeça e escolher melhor as palavras para não ter problemas desagradáveis.

Bem, não concordei muito com o texto, mas, ao pensar que o surgimento das redes sociais, cada vez mais a impulsividade reina. Mesmo as pessoas deletando o que postou, existe o famigerado "print" que registra TUDO. Por isto, publicou na rede, já era! Inclusive, hoje em dia, as mensagens não são só escritas, mas sim por vídeos e áudios. No "whatzapp" tem gente que só envia mensagem de voz ou liga por meio do aplicativo.

Até entendo que na época do texto da prova, a banda larga era muito mais inacessível e, com a internet discada, as pessoas conectavam para receber as mensagens, desconectavam para ler e responder e-mails. Daí, o tempo para esfriar a cabeça de repente.

Atualmente, quem envia um e-mail para um amigo ou ao ser amado? Ele está mais restrito ao mundo corporativo ou relacionamentos formais como escola, faculdade entre outros.

Além das redes sociais e cada vez mais a internet 3G ou 4G e banda largar popularizadas, postamos em tempo real com os sentimentos a flor da pele. Gafes pipocam por segundos e sempre tem um fofoqueiro de plantão ou alguém mal intencionado para "printar" os desabafos e erros de português alheios, com a finalidade de tirar um sarro, compartilhando viralmente na rede e os transformando em "memes".

Será que estamos prontos para este novo tipo de comunicação que se torna cada vez mais instantâneo? Confesso que sou impulsivo às vezes( só que não, muitas vezes). E coleciono gafes e erros de português bem cabeludos. Nesta semana que começou, quase escrevi paSSiência! Detalhe, reedito minhas postagens sempre. Porém, o que já foi publicado não tem mais jeito.

Haverá um que encontrará meus equívocos no mundo virtual.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Arte de rua






O que acho interessante na arte da rua é a questão do direito autoral. Como os desenhos e pinturas estão em espaço público, todos podem tirar foto e compartilhar nas redes sociais à vontade. Lógico que tem artistas de rua famosos e suas obras são reconhecidas, mas, não há um distanciamento "sacralizado" entre elas e o público. 

A arte contemporânea, inclusive, trabalha bastante a interação da arte com o espectador. 

 Por isso, antes de tomar uma atitude de sair "limpando" uma cidade, precisa distinguir o que é arte e o que não é, no caso, a pichação. E outro fato, só reconhecer a arte pela "História Oficial da Arte" é retrógrado.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Som ao redor e Aquarius

Propaganda enganosa




Ao ver isto, pensei como a ironia e o deboche podem ser escrachados. É isto mesmo? Como a propaganda, muitas vezes, é podre e perversa! Irei reproduzir um desabafo que fez no face sobre a "querida" Unimed...

 Na semana passada soube da notícia que a " querida" Unimed deseja cancelar seus serviços por excesso de uso. Todos do trabalho acharam a notícia surreal, pois pagamos assiduamente a metade e a chefe, outra. 

 Logo, quando se precisa é óbvio que o plano será usado. Aí, surgem explicações técnicas, jurídicas e letras miúdas de contrato, as quais dão nó na cabeça. Além de parecer que estamos num romance de Kafka, O Processo. Tudo é tão sem nexo e sempre se culpa a crise econômica. 

Mas, quem provoca está instabilidade? Uma minoria que só quer dinheiro e que reduz os outros em números frios. Não possuem empatia, parecem até psicopatas! A lógica capitalista é perversa e como se compra este conceito. 

 Entretanto, a morte é democrática. Tanta num quarto luxuoso de hospital ou numa maca em um estabelecimento público, quando chega hora dela, não adianta tentar compra-la com dinheiro. Como diz, o mundo dá voltas... 

Vocês que se acham donos do mundo irão aprodecer, também!

domingo, 15 de janeiro de 2017

Limite dá banda larga fixa aqui Brasil




Outra vez, li que a Anatel deseja liberar a limitação da banda larga fixa. Não sou radical, mas, A prestação de serviços aqui no país é precária. As operadoras citadas na reportagem são campeãs de processos na justiça, devido à ineficiência e a falta de transparência nos serviços prestados. Limitar a banda larga aqui no Brasil pode haver mais um retrocesso para o país, já que quem se beneficiará, serão as empresas de comunicação. Além, de prestarem um serviço péssimo!

sábado, 7 de janeiro de 2017

A morte de Ivan Ilitch, Lev Tolstói






Leva ao leitor à reflexão sobre a morte e como se está despreparado para enfrentá-la.

Na primeira parte do relato expõe como todos reagiram com o falecimento do protagonista. As hipocrisias e reações não muito grandiosas de amigos e parentes. 

Depois, na segunda parte, mostra como o protagonista reagiu com sua enfermidade. A partir da doença, repensou sobre tudo que fez. Inclusive, ao perceber que não tinha uma vida tão imponente, viveu ordinariamente.

Na verdade, habituou-se a estar na superfície das relações sociais. E nunca construiu um afeto profundo com ninguém, além de “coleguismos” ou “trocas de favores”. 

 A história é ainda muito realista e atual, pois, mostra como a sociedade é de fato e que todas as pessoas possuem um lado mesquinho. Então, a morte é uma forma de despir o indivíduo da “ persona”. 

É óbvio que a sociedade na qual vivemos, a morte é um assunto polemicamente assustador. O ser humano sempre quis mostrar sua superioridade em relação ao outros seres vivos, construindo riquezas e buscando hegemonia. Este antropocentrismo em demasia, o transforma num tolo egocêntrico e que se apega a uma fama efêmera ou descartável.