sábado, 7 de janeiro de 2017

A morte de Ivan Ilitch, Lev Tolstói






Leva ao leitor à reflexão sobre a morte e como se está despreparado para enfrentá-la.

Na primeira parte do relato expõe como todos reagiram com o falecimento do protagonista. As hipocrisias e reações não muito grandiosas de amigos e parentes. 

Depois, na segunda parte, mostra como o protagonista reagiu com sua enfermidade. A partir da doença, repensou sobre tudo que fez. Inclusive, ao perceber que não tinha uma vida tão imponente, viveu ordinariamente.

Na verdade, habituou-se a estar na superfície das relações sociais. E nunca construiu um afeto profundo com ninguém, além de “coleguismos” ou “trocas de favores”. 

 A história é ainda muito realista e atual, pois, mostra como a sociedade é de fato e que todas as pessoas possuem um lado mesquinho. Então, a morte é uma forma de despir o indivíduo da “ persona”. 

É óbvio que a sociedade na qual vivemos, a morte é um assunto polemicamente assustador. O ser humano sempre quis mostrar sua superioridade em relação ao outros seres vivos, construindo riquezas e buscando hegemonia. Este antropocentrismo em demasia, o transforma num tolo egocêntrico e que se apega a uma fama efêmera ou descartável.