segunda-feira, 31 de agosto de 2015

FESTA NO CÉU



É um desenho que aborda a morte não como um fato triste, mas alegre. A animação tem influência da cultura mexicana que celebra a morte com uma festa. Por isso, achei a história bem legal para refletirmos sobre um assunto tão temido. A moral do enredo nos revela que quando a gente não se esquece dos que já se foram, eles continuam vivos na memória. Acho um barato como a cultura mexicana lida com a morte como sendo uma celebração da vida também. Será que a morte é o fim? Ou outro começo?

Outro aspecto que achei interessante é que o protagonista do desenho não é um herói clássico, ele não quer matar os touros como a tradição da sua família toureira ordena. Ele quer tocar viola para sua amada. Porém, não deixa de ser um rapaz corajoso e de coração puro.

A estética do desenho é maravilhosa, principalmente, quando o protagonista vai para terra dos "mortos", um lugar de explosão de cores e alegria. É assim porque suas almas estão nas lembranças de seus entes queridos. Contudo, quando não são lembrados, vão para o mundo do esquecimento.

Enfim, Festa no céu é um filme interessante para abordar com as crianças sobre um tema tão "terrível" ( até para os adultos.), inclusive, para evitar neuras e consumo excessivo de antidepressivos.


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

MAIS CIVILIDADE E URBANIDADE

Quando estava saindo da minha vila, em plena calçada, uma bicicleta quase me atropelou e o ciclista ficou de cara feia, como se eu estivesse errado. Realmente a inversão de valores é devastador e corriqueiro no Brasil. Ninguém respeita o espaço público e o individual, vivemos numa sociedade egocêntrica e egoísta.

Outra consideração, tudo bem que a ciclovia é para os ciclistas e a calçada para os pedestres( pelo menos na teoria e na zona sul), mas, no caos da zona oeste do Rio de Janeiro( Tirando Barra e Recreio, onde os moradores fazem lavagem cerebral para convencer que pertencem à zona sul) não ocorre deste jeito, já que carros e barraquinhas de comida invadem calçadas e ciclovia. Logo, os pedestres são OBRIGADOS a caminhar na ciclovia. Aí, têm ciclistas que ficam "putinhos" e buzinam para sair da frente. Minha vontade é falar para eles que se desejam correr, vão à ciclovia da orla da zona sul, Barra e Recreio.

Queridos, esta ciclovia que fizeram aqui( em Jacarepaguá) é fajuta! Por isso, quero fazer um pedido, MAIS CIVILIDADE E URBANIDADE. Só assim adquirimos melhor qualidade de vida, principalmente, para exigir das autoridades obras que ajudem nossa cidade e a gente mesmo.

***

“Vagabunda, aqui não é Amsterdã" 

Carta aberta para o senhor motorista de uma Hilux branca que passava pelos entornos da Faria Lima na manhã desta segunda-feira.
Este senhor achou prudente me dar uma lição quase me atropelando de propósito só para me assustar, já que eu estava bloqueando a via dos carros com a minha – ENORME – bicicleta parada ao lado direito da via enquanto o sinal estava fechado. Esta carta vai para ele que, ao me ver quase caindo no asfalto, abriu a janela e gritou “vai lamber as bolas do prefeito, vagabunda! Aqui não é Amsterdam”.
Caro, muito obrigada por me lembrar que aqui não é Amsterdam. Infelizmente eu tive essa percepção um pouco antes de você gritar esta informação porque o grau de educação das pessoas de lá não permitiria que agissem da forma como o senhor agiu. Aliás, se o senhor pesquisar um pouco, bem pouco, saberá que hoje em dia, a população de Amsterdam aderiu o uso da bicicleta como meio de transporte para diminuir o número de acidentes de carro que, só em 1971, somou mais de 3300 mortes sendo 400 delas de crianças. Como o senhor pode notar, a preocupação com a vida das pessoas lá em Amsterdam já era bem mais consciente do que a nossa, aqui no Brasil, em 2015.
Em relação ao termo “vagabunda” utilizado pelo senhor para se dirigir a mim, afirmo que foi empregado da maneira errada. O senhor pode consultar em qualquer dicionário o significado desta palavra que, para homens significa “quem vive no ócio” e para mulheres “quem tem muitos homens”. Veja bem, como eu utilizo a bicicleta para chegar no meu trabalho de forma mais rápida e saudável, logo eu não vivo no ócio. E não vejo relação nenhuma entre andar de bicicleta e ter muitos homens (o que, realmente, não diz respeito ao senhor).
Visto estes dois pontos, gostaria de fazer mais uma observação sobre “lamber as bolas do prefeito”. Em primeiro lugar, o fato de eu optar por ter uma qualidade de vida mais saudável não tem absolutamente nada a ver com a minha posição política. Em segundo lugar, se em uma pesquisa eu constatei que da minha casa para o meu trabalho eu levo uma hora de carro, 40 minutos de ônibus, 30 minutos caminhando e 15 de bicicleta, não vejo razão nenhuma para escolher o mais demorado e que prejudica ainda mais o trânsito de outras pessoas que não têm a mesma facilidade de trabalhar perto de casa e utilizam o carro (o que pode ser o caso do senhor).
E por fim, quero dizer que é por culpa de indivíduos como o senhor que, muitas outras pessoas têm medo de optar pela bicicleta como meio de transporte. Essa conscientização não tem a ver com política, mas com qualidade de vida. Pessoas estão escolhendo ir de bicicleta porque já notaram benefícios físicos e emocionais que este exercício promove. A sua atitude diminui a minha esperança de ver o Brasil como um país melhor para as pessoas, um lugar com menos “umbiguismo” e mais colaboração coletiva, um país mais consciente sobre qualidade de vida e do impacto disso para nosso bem estar, um lugar que, poderia ser MUITO MELHOR que Amsterdam, mas que ainda tá lá atrás por culpa de pessoas com a mentalidade igual ao do senhor.
Espero que o senhor tenha chegado bem ao seu destino.
Passar bem!

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

MAIS UM DESABAFO AO VENTO



Cada vez mais se precisa recorrer à justiça para se ter direitos básicos como, por exemplo, a saúde respeitada. Acho isto um absurdo! Se uma pessoa paga um plano( que já não é barato) direitinho, quando ela precisa operar devido ao risco de seu bem estar, o plano tem a obrigação de liberar o tratamento e a operação, não precisa o usuário entrar na justiça e se desgastar ainda mais!

Não consigo entender esta burocracia diabólica dos planos de saúde que ferram com seus clientes para terem ainda mais lucro. Sinto que estamos desemparados e, além dos planos, precisamos ter a sorte para encontrarmos bons médicos. Muitos atendem sem se preocuparem com o paciente. Pois, para eles, quanto mais quantidade melhor para ganharem mais dinheiro e nem se importam com a qualidade.

Repito, não sou contra ao Capitalismo. Só acho que a dignidade e respeitar o outro são fundamentais à manutenção da sociedade.

Outro fato, antes das abstrações dos números estatísticos, existe indivíduos de carne e osso como vocês, donos de planos de saúde e médicos.


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Ei, você aí...



Que se acha O ÉTICO, como leva sua vida? Tem certeza que não faz nada de errado? Nunca dá aquele " jeitinho" para resolver os problemas? Realmente, você é tão diferente assim dos políticos que critica tanto? Já fez uma autorreflexão? Como age no seu cotidiano? Nunca comprou produto pirata? Nunca descolou uma gratuidade para um benefício sem precisar, alegando não ter renda, mas, na verdade, possui bastante? Nunca pegou objetos de escritório no trabalho por interesse próprio? Nunca sonegou imposto? Nunca fez economia porca no condomínio ou em casa, jogando esgoto não tratado nas lagoas e rios?
Enfim, não adianta só exigir do outro, mas de si mesmo também, promovendo manifestações por dentro e não só por fora.



domingo, 16 de agosto de 2015

Status: Paranoico!


Lá estava eu a tentar tirar foto das pipas no céu, mesmo sabendo que não vou conseguir porque a câmera do meu celular é limitada, uma mulher perguntou para mim se tirava foto com a finalidade de denunciar as pipas. Respondi que só estava tirando foto dos "papagaios". 

De repente fiquei apreensivo, será que as pessoas estão achando que tiro foto só para denunciar? Na verdade, como já disse várias vezes, fotografo para encontrar belezas escondidas pelo cotidiano e além de fazer com que meu olhar não fique automático em relação à vida. Será que não posso fazer isso? Sinto que minha liberdade é podada diariamente devido à violência urbana. Até quando isso será um fato comum? Por que não posso tirar foto? E se encontrar algo errado por acaso, por que não posso denunciar com um simples click, também? Eu tenho muito cuidado de não expor ninguém, uso recursos de edição para embaçar a localização e as pessoas. 

Sempre procurei respeitar o direito do outro. Por isso, quero ter meu direito de caminhar no meu bairro e fotografar algo que acho interessante, será que é pedir demais? Estou cansado de viver no medo e, apesar de não ser prisioneiro, meus algozes se misturam na realidade e na imaginação. Logo, estão em toda parte. Status: Paranoico! 

Ao mesmo tempo, tenho esperança que irá melhorar e que se conseguirá um pouco de paz, pelo menos.

sábado, 15 de agosto de 2015

PALAVRAS 3



Pode parecer clichê, repetitivo e que estou plagiando, mas, quando escrevo aprofundo em mim. O que posso fazer? É como eu me sinto.

Estou a procurar uma palavra que me vista bem no baile da vida. Qual será?

Em muitas ocasiões, o silêncio é mais original que ideias consumidas e não digeridas.

Alguém pode traduzir para mim a linguagem do silêncio? O Google tradutor não decifra, infelizmente.

Meus pensamentos sempre foram mais rápidos que minhas mãos.

Estou pensamento no momento. Talvez me torne coisa algum dia...

Não sou fotógrafo, sou tirador de foto e nem escritor, mas aquele escreve. Sou fazedor de coisas, entendem?

Gatos miando na madrugada... Amiguinhos, o tio quer dormir.

Não sou exemplo para ninguém e como me sinto livre por isso.

Noite fria. Rua deserta. Temerei os vivos ou os mortos?


Quanto mais estamos conectados, ficamos desconectados. Coisa louca!

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

GAROTA EXEMPLAR

Garota Exemplar


Pois é, muitas vezes, as pessoas não vivem, mas, interpretam teatrinhos de faz de conta e ninguém conhece ninguém, nem a si mesmos. A história do filme é um suspense que revela como se vive em uma sociedade de espetáculo e não se procura a profundidade das coisas, pelo contrário, muitos se acomodam na superfície. Depois do filme começo a desconfiar destes certos casais que aparecem sorrindo o tempo todo nas redes sociais, querendo mostrar como suas vidas são ótimas. Será? Na verdade, a mente humana é um mistério e tento me conhecer todos os dias, pois, não quero atuar e sim viver.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

CONCLUSÃO, NÃO FUI CAMINHAR




"A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota."

Aqui perto de casa ouço tiros de armamento pesado, parece que estou em uma zona de guerra. Este fato de perceber que meu direito mais fundamental da constituição( o direito de ir e vir) está sendo restringido, sinto uma sensação de desolação e abandono. Conclusão, não fui caminhar.

Tenho a consciência que meu relato não tem nada de especial e inovador, na verdade, agrega-se a muitos outros. Entretanto, preciso extravasar minha impotência em relação a essa guerra cotidiana que todos nós vivemos. Os tiros continuam e começo a ter um pensamento recorrente, que meu lar será invadido, não me refiro ao lugar que habito e sim minha família. Até escrevi um conto curto sobre isto por esses dias: “...Verifico as portas, elas precisam estar fechadas para ninguém entrar, mas, os ruídos de fora perpassam nas frestas das janelas. Tenho a sensação de que a casa está sendo invadida. Aos poucos, eles dominam tudo. Será que nunca ficarei seguro?” http://dudv-descarrego.blogspot.com.br/2015/07/aos-poucos-dominam-tudo.html

A violência não afeta somente as vítimas, inclusive, atingem as pessoas que convivem com as notícias sobre ela e vão criando um medo descomunal de sair de casa. Logo, tornam-se prisioneiras de si mesmas em fortalezas imaginárias, já que a tal segurança cem por cento não existe.  

Pois é, o mundo é absurdo e o que se dever fazer é sobreviver a ele com seu melhor e pior. Precisa-se ter consciência disto e saber lidar com as adversidades.

Os tiros continuam... Tomara que não haja vítimas inocentes nesta guerra nebulosa. Boa noite e que todos fiquem bem!