terça-feira, 28 de junho de 2011

COWBOY




Uma colega de trabalho estava comentando que colocaram erroneamente na internet “caubói”. Ai, ela me perguntou se eu sabia como é que era que se escrevia. Menti, mas, depois, fiquei chateado. Pois, o problema não é saber ou esquecer a grafia de uma palavra; pode-se procurar o significado, pesquisando no dicionário. A dificuldade é a pessoa não procurar aprender e persistir no erro.




Se pudesse voltar atrás, diria que não sabia. Entretanto, coloco aqui na crônica: “ EU NÃO SEI...”. Ao chegar a minha casa, pesquisei na Internet o jeito correto da expressão e descobri que tem formas aportuguesadas de escrevê-la (caubói e cobói). Portanto, o erro mencionado antes, não seja propriamente um equivoco grotesco e sim uma derivação da palavra. Ao observarmos a história das diferentes culturas da História da humanidade, nenhuma ficou cristalizada, pelo contrário, houve trocas e variações que formaram novas culturas. No Brasil, diversas línguas como o português, o francês e o inglês entre outras se misturaram e formaram um jeito “abrasileirado” de falar.




Concordo que aprender nunca é demais, conhecer que a grafia original inglesa é cowboy ("homens do gado") é mais um achado para enriquecer culturalmente. Todavia, deve-se entender que no âmbito da linguagem e da cultura, nada é cristalizado. Tudo se transforma.

QUEM É DIADORIM?



Diadorim é Reinaldo, amigo de infância de Riobaldo e filho de Joca Ramiro, chefe de um bando de jagunços. Uma esfinge que não se conta de si mesma. Vive o coletivo do seu grupo de cangaceiros, amigo de Riobaldo e um soldado fiel ao seu superior.



Ao longo do romance, não sabemos o que ela pensa realmente. Mas, será que ela tinha consciência de si mesma? Homem-soldado-valente é o que aparece na narrativa e só no final revela-se que era mulher. Firme em seus princípios e o código de honra torna-se um personagem que desempenhava com eficiência seu papel.



Entretanto, a geografia do seu interior continuou intocada, permitindo os leitores imaginarem quem foi Diadorim. Como Riobaldo, podemos nos sentir enfeitiçados por ele-ela, pois destemido, fechado, de feições finas e delicadas, impressionava Riobaldo e exercia sobre ele grande fascínio: "Mas eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava. Digo o senhor: como um feitiço? Isso. Feito coisa-feita. Era ele estar perto de mim, e nada me faltava. Era ele fechar a cara e estar tristonho, e eu perdia meu sossego".



De repente, me lembrei de outra figura que sempre instiga as pessoas: o quadro de Mona Lisa de Leonardo da Vinci. O quê ela pensava que deu aquele sorriso, será que foi espontâneo? Ou simplesmente a mando do artista? No caso da Capitu, traiu realmente Bentinho?



Essas perguntas não terão respostas, mas para que tê-las. É tão mais proveitoso transformar estas questões em sonhos e que embalam nossas noites de sonos e inspirações. Diadorim, por exemplo, pode se transformar numa bela quimera, já que é um dos personagens mais enigmáticos da literatura.
 
Crônica escrita em 10/04/2011

domingo, 26 de junho de 2011

SEM FRONTEIRAS


Recebi uma notícia por e-mail muito interessante, que mostra o lado bom da Internet, apesar das últimas notícias de invasões dos sites do governo e hackers.

Ela mostra a divulgação internacional da micronarrativa brasileira. Eu, particularmente sou apaixonado por este gênero, porque através de uma síntese precisa, o leitor precisa captar nas entrelinhas o que não foi escrito. Não é qualquer um que domina esta arte com destreza.

A produção literária atual está se utilizando a Internet, principalmente, para divulgar e buscar alternativas, já que os meios de comunicações convencionais são"restritos".

A noticia cita o escritor Wilson Gorj, um empreendedor e um dos agentes importantes na divulgação da micronarrativa brasileira. Atitude admirável do escritor que prefere agir a ficar reclamando que não tem apoio do governo e das editoras.

Leiam o link: http://revistamicrorrelatos.blogspot.com/2011/06/las-nuevas-voces-del-microcuento.html

O blog do autor: http://omuroeoutraspgs.blogspot.com/

sábado, 25 de junho de 2011

OUTRA VERSÃO DE UMA IDEIA ANTIGA





LIBERTAÇÃO

Não quero mais pensar que a grama do vizinho é mais bonita

Não quero mais pensar em ser tão inteligente como fulano de tal

Não quero mais pensar no "se" tivesse nascido em outro país seria mais feliz

Não quero mais pensar em ser outro

Não quero mais pensar em ser aprovado por alguém

Não quero mais pensar em ser colonizado

Liguei o botão do " FODA-SE"

Quero ser eu

quinta-feira, 23 de junho de 2011

PROFISSÕES




Tem profissões que se relacionam com a paixão. Um professor, médico, policial, advogado, juiz ou engenheiro e etc. são atividades que muitas pessoas não ingressam só pelo dinheiro ou posição social, mas pela paixão de um ideal.

Há outros tipos de carreiras que são ligadas à burocracia que um indivíduo ingressa, não movido por ideal, mas a razão é a remuneração e a estabilidade: auditor fiscal, técnico judiciário ou qualquer cargo de agente administrativo. A pessoa não precisa ter paixão, mas ser ética na profissão.

Admiro os que escolheram estes dois caminhos.  Tanto o cara que ganha mal, porém persiste, como o outro que exerce o seu trabalho com eficiência e usa o salário para fazer a faculdade ou o curso que não tinha condição de ingressar. Todos são trabalhadores dignos.

Quando era mais jovem, ficava colocando o dedo enriste e julgava os outros. Quanta babaquice. Eu considerava mais a pessoa que exercia sua profissão por um ideal, em detrimento da outra. Infantilidade! Não é porque alguém almeja a estabilidade significa que seja acomodada ao sistema. Pelo contrário, busca a sobrevivência para colocar os sonhos em prática. Quantos escritores e outros artistas consagrados, como Machado de Assis, foram funcionários públicos. Difere-se da imagem estigmatizada do servidor público que só quer assinar o ponto e ir embora para casa.

Por isso, não podemos nos levar pelas repostas fáceis dos estereótipos. O ser humano é um universo e não há como rotulá-lo. Um provérbio que minha mãe sempre diz: “cada um sabe onde o sapato aperta”.




ENTRE BLOGAR E VLOGAR





Gosto de escrever e comecei a “blogar” com a finalidade de desenvolver melhor meu texto.






Sempre admirei pessoas que escrevem bem e que possuem um cuidado com as palavras. Diferente de mim, que ao invés de escrever, jogo palavras. Resolvi que tentaria me expressar melhor e dominar a arte da escrita. Fiz meu primeiro blog em 2005.



Entre muitos erros e acertos, persisti sem desaminar. Agora, em 2010, descobri os “vlogs”, vídeos que as pessoas expressam suas opiniões e experiências ao longo do cotidiano. Embarquei nessa também, mas tenho receio de que eu perca a vontade de escrever. Não permitirei que isto aconteça! Continuo o desejo de ser um escritor e melhorar a cada dia meu ofício.






Ao mesmo tempo, postar vídeos está me proporcionado outas sensações. Por isso, tenho a proposta de conciliar estes dois estilos. Pensado bem, o texto existe nessas duas formas. A crônica falada e escrita possuem um roteiro e uma lógica. Na essência, não são antagônicas, pelo contrário, complementam-se.






Todavia, quando escrevemos há a forma culta da língua, já quando falamos, há a flexibilidade. Na comunicação oral os gestos complementam as palavras.








Se eu quiser ser um escritor um dia não posso menosprezar as regras gramaticais e ortográficas. Inclusive, ao escrever, a palavra é o único meio de transmitir os pensamentos. Uma vírgula fora do lugar ocasionará incompreensão aos leitores.






Escrever é bom, porque precisa de tempo e à medida que vai elaborando, os pensamentos amadurecem. Fazer um vídeo é mais instantâneo; pode servir com um desabafo ou treinar o improviso, ajudando na capacidade de raciocinar mais rápido.






Afinal, entre “blogar” e “vlogar”, posso melhorar a minha capacidade de comunicação. Não vou preterir ninguém. Levar-me-ei por entre eles e vamos ver no que dará.

domingo, 19 de junho de 2011

OUTROS OLHARES

Artigo: Por uma ideia de literatura expandida




Por Cristiane Costa

O cinema nasce do teatro, mas não é teatro. É uma nova arte, com uma nova linguagem, criada a partir de uma nova tecnologia. O mesmo pode ser dito da fotografia em relação à pintura. E, com algumas ressalvas quanto a seu conteúdo artístico, do rádio e da televisão. Terá chegado a vez da literatura? Até onde ela pode se expandir em hipertextos, hiperlinks, multimídias, quebrando a linearidade da página, antes de se tornar uma nova arte?

Enxergar que o livro eletrônico é um novo passo na longa série de invenções de tradições narrativas tira o foco da discussão banal entre os que acham que o livro impresso vai acabar e os que se recusam a abandonar o papel.

A própria ideia de livro e literatura perde parte de seu sentido quando nos deparamos com novas estratégias narrativas em bases digitais, que atuam na confluência de várias artes e mídias. O aspecto inovador não está restrito apenas à tecnologia de leitura dos tablets, nos chamados >ita<enhanced books ou enriched books (livros enriquecidos ou turbinados), mas também às maneiras de narrar.

A “literatura” é contaminada pela lógica interativa dos games; cortada, colada e remixada, como fazem os DJs; integrada à internet, misturando palavra, vídeo, foto, som e animação, e explodindo em 3D nas telas com cenários e personagens em Realidade Aumentada. Estes “livros” podem ainda ser reescritos por seus leitores, em experiências interativas e colaborativas que colocam em questão o conceito de autoria e propriedade intelectual.

Na era digital, books viram vooks (vídeo + book). Romances epistolares passam a ser e-pistolares, com símbolos do SMS substituindo os travessões. Até mesmo coordenadas geodésicas, como as marcações do Google Maps, podem oferecer estruturas narrativas jamais usadas antes para clássicos como “A volta ao mundo em 80 dias”, de Julio Verne. Chatbots (programas de computador desenhados para similar uma conversação normal entre personagens e leitores) abrem espaço para um nível de interatividade inédito.

Ainda é cedo para medir o impacto na criação literária dessa literatura sem papel. O livro eletrônico poderia desenvolver novas formas expressivas, assim como o livro impresso possibilitou o boom do romance, e a câmera, do cinema? Novas tradições narrativas não nascem do nada, alimentam umas às outras. O desejo de imersão no universo fantasioso é uma ambição da literatura desde os seus primórdios. Desejo que pode ser intensificado ao máximo neste mundo em que os verbos ler, ver, ouvir, interagir, compartilhar e comentar se misturam. Mas, se tudo é dado pela tecnologia, qual o espaço para a imaginação?

Tudo isso enche os olhos, mas ainda parece experimental demais, sem qualidade literária que possa ser apreciada pelo leitor comum. No entanto, há décadas lemos e apreciamos obras que permitem criar combinações, experimentando uma outra ordem de leitura. Os poemas aleatórios de Tzara, os labirintos de Borges, as construções hipertextuais de Cortázar, as experiências de Perec e do grupo Oulipo, os cut-ups de William Burroughs ou as histórias incompletas de Calvino já apontam para uma forma de expressão não-linear e exigem um leitor mais ativo do que passivo.

Chega a ser sintomático que, quando usamos o termo literatura contemporânea no Brasil, em geral pensamos numa geração surgida a partir dos anos 90, quando a web ainda engatinhava, ignorando tudo o que de mais inovador vem sendo produzido desde então, inclusive por autores nacionais. Uma literatura sem papel vem se desenvolvendo como um universo à parte, com seus próprios canais de distribuição, utilizando-se de novos suportes, desenvolvendo suas próprias categorias críticas. Mesmo críticos mais renomados se surpreendem ao ver o vigor desta produção que cresce à margem das instituições e saberes tradicionais. Fatalmente se questionam sobre seu papel neste universo estruturalmente participativo, em que produtores e consumidores se misturam. E se ressentem da perda de seu prestígio como gatekeepers, perdendo o poder de dizer o que é bom ou ruim. Poder que passou a ser pulverizado por comunidades de fãs (com seus fancritics, fanartists, fanfictions etc), que se comunicam e compartilham interesses fora das redes tradicionais dos suplementos literários e círculos universitários.


CRISTIANE HENRIQUES COSTA é doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ, professora da ECO e pesquisadora do pós-doutorado do Programa Avançado de Cultura Contemporânea, onde desenvolve estudo sobre as novas estratégias narrativas em mídia digital. É curadora, junto com Heloisa Buarque de Hollanda, do ciclo Oi Cabeça, que acontece até dezembro no Oi Flamengo. Dia 22, às 19h30m, Scott Lindenbaum, Paulo Werneck, Sergio Rodrigues e Carlos Carrenho falam sobre “Novos espaços para a literatura”

A ordem do Discurso de Michael Foucault FOUCAULT, M. A ordem do Discurso. São Paulo: Edições Loyola, 1996.





A ordem do Discurso é um livro que reproduz a aula inaugural de Michael Foucault no Collège de France. Foucault procura mostrar que os discursos que permeiam na sociedade são controlados, perpassados por formas de poder e de repressão. "... suponho que em toda sociedade a produção do discurso é ao mesmo tempo controlada, selecionada, organizada e redistribuída por certo número de procedimentos que tem por função conjurar seus poderes, dominar seu conhecimento aleatório [...]" (p.8-9).

Depois de ler o livro, não deixar de pensar nas citações que muitas vezes parecem nos discursos e textos espalhados por toda parte. Porque, quanto mais a pessoa citar um autor para ilustrar suas ideias, ela terá mais legitimidade perante a sociedade. Principalmente, se ela organizar o discurso. Por exemplo, se pedirmos para duas pessoas falar sobre amor. A primeira argumentará seu ponto de vista e ponto final, enquato a outra organizará seu discurso e citará filósofos e poetas, qual dos dois as pessoas lerão a sério?

Não sou contra as citações, mas acredito que devemos usá-las quando tocam o nosso coração. Quantas vezes quero desabafar algo ou procuro uma palavra para ilustrar minhas ideias e de repente acho um trecho de um texto, o qual ilumina a mente. Entretanto, vários indivíduos as utilizam para mostrar soberba.

Tem um conto do Machado de Assis que descreve, brilhantemente, como há pessoas que utilizam citações como artifícios para expor uma "intelectualidade".

“Entrando na carreira de medalhão, deve se abster de ter idéias. Diz o pai a seu filho que ele se enquadra na carreira por não ter muitas idéias próprias. Com a idade pode ser que elas venham, e o modo de preveni-las sendo fazer atividades que não permitem o surgimento de idéias, como jogos de bilhar, ler retóricas, passeio na rua, desde que seja acompanhado para que a solidão não dê margem a idéias. Pode ir também a uma livraria, para contar uma piada, um caso, um assassinato, mas não para outro fim, pois a solidão não convém ao fim do ofício. Com isso, em até dois anos pode se reduzir bastante o intelecto.”( Parágrafos 15 a 23).

Portanto, será que rechear sua fala e escritos de citações, ao invés de mostrar que sabe profundamente, evidenciará a superficialidades em relação a ele? Em minha opinião, devemos ser verdadeiros em nossos pontos de vistas. Logo, o bom senso administrará a utilização de citações.



sábado, 18 de junho de 2011

A DAMA DO CACHORRINHO [e outras histórias] de Tchékhov




"O que me mata é o cotidiano. Eu queria só exceções." Clarice Lispector( como fonte de Internet é duvidosa, vamos supor que esta citação seja de Clarice.)

Os doze contos do livro tem uma força atemporal, ao lê-los, lembrei-me da música “Como nossos pais” (música de BELCHIOR). As histórias centenárias são muito atuais e são reproduzidas em qualquer esquina de qualquer canto do mundo.

Tchékhov é um dos escritores fundadores da literatura contemporânea. Produz textos sintéticos, que mostram a complexidade do ser humano. Seus personagens são mesquinhos, prosaicos, sonhadores e resignados. Não há heróis, só pessoas vivendo e tentando driblar o cotidiano tedioso.

O conto que leva o título do livro mostra a originalidade do escritor, pois trata a infidelidade não com cores românticas ou trágicas. Os protagonistas são pessoas presas em casamentos infelizes, que tentam viver a verdade do amor. Há uma inversão de valores: o casamento é uma ilusão, enquanto o amor do adultério é a verdadeira essência dos dois. Entretanto não tinham forças para fugirem: “ E parecia que, mais um pouquinho, a solução seria encontrada, e então uma nova vida começaria, uma vida maravilhosa; porém, para ambos estava claro que ainda estava muito longe o fim e que o mais complicado e difícil estava apenas começando.”. Neste conto não há uma tragédia fatal para os amantes pecaminosos.

Os outros personagens dos contos são “gente como a gente”. Levam a vida apesar das desilusões e a monotonia do dia a dia. Confesso que me senti uma personagem de Tchékhov.

domingo, 12 de junho de 2011

VIVER É UM ENSAIO


NÃO ADIANTA DESEJAR TUDO.


EXPERIMENTAM-SE ALGUMAS SENSAÇÕES E MOMENTOS.


POR ISSO, NÃO VOU MAIS ME IMPORTAR SE NUNCA IREI CONHECER OUTRAS TERRAS.


OU SE NUNCA LEREI OS DIVERSOS LIVROS INDICADOS POR PROFESSORES E COLEGAS.


VIVEREI MEU TEMPO, OPTAREI MEUS CAMINHOS POSSÍVEIS E PAGAREI POR MINHAS ESCOLHAS.


ESSES FRAGMENTOS FAZEM PARTE DO MEU UNIVERSO.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

DEUSES OU TOLOS?


Ps: Não assisti o filme, mas a esta cena achei linda.

Arte significa técnica ou habilidade que um indivíduo possui. Para aprimorá-la, ao observarmos, em diversas culturas e sociedades, as pessoas fazem intervenções no corpo para aprimorá-la.





Um exemplo disso são os cantores catrasti, que a extensão vocal corresponde em pleno à das vozes femininas, seja de soprano, mezzo-soprano, ou contralto. Esta capacidade numa voz masculina só é possível no encadeamento de uma operação de corte dos canais provenientes dos testículos, ou por uma disfunção endocrinológica que interrompe a maturidade sexual. Portanto, a chamada "mudança de voz" não sucede.





Mesmo que hoje em dia, não há mais esta prática, ainda existe a intervenção do homem para se tornar mais perfeito do que a natureza. Não só na arte como na ciência e na tecnologia, porém, se analisarmos bem, tudo não passa de técnica. Queremos organizar tudo com o paisagismo, arquitetura, teorias científicas e normas. Acreditamos que assim tudo se tornará mais belo.





Desejamos através da arte, tecnologia e a artes nos transformar em imortais. E nos convencer que a realidade inventada é muito melhor que a realidade caótica de formas e cores, que nem podemos alcançar a olhos nus.





A grande questão que vem a minha cabeça é se somos Deuses ou tolos? Por enquanto, não sei a resposta. Mas, e vocês?