quinta-feira, 23 de junho de 2011

PROFISSÕES




Tem profissões que se relacionam com a paixão. Um professor, médico, policial, advogado, juiz ou engenheiro e etc. são atividades que muitas pessoas não ingressam só pelo dinheiro ou posição social, mas pela paixão de um ideal.

Há outros tipos de carreiras que são ligadas à burocracia que um indivíduo ingressa, não movido por ideal, mas a razão é a remuneração e a estabilidade: auditor fiscal, técnico judiciário ou qualquer cargo de agente administrativo. A pessoa não precisa ter paixão, mas ser ética na profissão.

Admiro os que escolheram estes dois caminhos.  Tanto o cara que ganha mal, porém persiste, como o outro que exerce o seu trabalho com eficiência e usa o salário para fazer a faculdade ou o curso que não tinha condição de ingressar. Todos são trabalhadores dignos.

Quando era mais jovem, ficava colocando o dedo enriste e julgava os outros. Quanta babaquice. Eu considerava mais a pessoa que exercia sua profissão por um ideal, em detrimento da outra. Infantilidade! Não é porque alguém almeja a estabilidade significa que seja acomodada ao sistema. Pelo contrário, busca a sobrevivência para colocar os sonhos em prática. Quantos escritores e outros artistas consagrados, como Machado de Assis, foram funcionários públicos. Difere-se da imagem estigmatizada do servidor público que só quer assinar o ponto e ir embora para casa.

Por isso, não podemos nos levar pelas repostas fáceis dos estereótipos. O ser humano é um universo e não há como rotulá-lo. Um provérbio que minha mãe sempre diz: “cada um sabe onde o sapato aperta”.