domingo, 25 de maio de 2014

A ONDA (2008)




O filme conta a história de um professor alemão que almeja mostrar aos alunos como o poder autocrático se manifesta, constituindo a formação de ditaduras. Ele decide explicar melhor aos alunos, simulando um governo fascista dentro da sala de aula.

Por meio de um acordo, dão o nome ao movimento de "A Onda", e escolhem um uniforme e até mesmo uma saudação. Mas, professor perde o controle da situação, e os alunos começam a difundir  "A Onda" por toda a cidade, transformando o projeto da escola um movimento real. Quando os fatos começam a tomar um rumo diferente da proposta inicial e até fanáticas demais, O professor tenta desmantelar "A Onda", porém aí já é tarde demais.

A onda é um tipo de filme que se deve passar em todas as escolas e até para os adultos, porque faz reflexões sobre os rumos que desejamos dar a nossa sociedade. Inclusive, para não repetir os mesmos erros que sempre se repete ao longo da história.

Como já disse várias vezes, o indivíduo precisa se conhecer e não pode buscar o caminho mais fácil, tornando-se uma pecinha de uma engrenagem. No filme, o projeto “A Onda” fez com que os alunos se cooperassem, visando o bem do grupo e aniquilando com diferenças sociais, culturais e econômicas. Não havia diferenças e cada um era valorizado no que praticava para o grupo. Todavia, quem não queria participar sofria represálias, ninguém podia ir contra o movimento.

Isso aconteceu em vários momentos da história, onde ditaduras massacravam o indivíduo pelo bem do coletivo. Aliás, essas autoridades eram constituídas devido à fragilidade do povo por motivos econômicos e sociais.

Também, o filme aborda a questão o papel do professor e como influência os alunos. O professor do filme de alguma forma foi mordido pela vaidade de muitos alunos desejarem ir à sua aula depois do projeto “ A ONDA”. Sentiu-se lisonjeado, deixando de lado as responsabilidades de um educador, que tem como função orientar os alunos e não um “O SENHOR” de suas vidas.

Enfim, como já disse várias vezes, não adianta buscar cominhos mais fáceis e se vestir de máscaras sociais que não lhe caem bem. Não existem heróis que vão nos salvar dos nossos monstros que criamos. Na vida real, precisamos ser nosso próprios heróis. O filme mostra muito bem isso.


segunda-feira, 19 de maio de 2014

AUTENTICIDADE




Se eu tiver que chorar, vou chorar. Se eu tiver que cair no abismo, cairei. Não sou aço, mas de carne e osso. Não vem com frases feitas de que " homem não chora", o que adianta dissimular solidez e ruir a alma com o pranto por dentro? Não sou aquele que carregará o peso do mundo nas costas, desculpem se decepciono. Sou assim, um homem comum que tenta se equilibrar na balança das próprias virtudes e defeitos. Não vou vestir uma máscara que não é minha, prefiro buscar outras que definam quem sou realmente.

A autenticidade pode ter um preço muito alto. Mesmo assim, prefiro correr o risco.

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domingo, 18 de maio de 2014

As Vantagens de ser invisível do Stephen Chbosky




Quando assisti ao filme, quis ler o livro. Baixei-o e achei o livro mais interessante, pois o filme suprimiu certas passagens mais pesadas, que foram narradas no livro.
A história pode ser voltada aos adolescentes, mas a busca do autoconhecimento do protagonista Charlie, qualquer adulto ou idoso podem se identificar com ele. Charlie através de suas cartas, que são endereçadas a anônimo, mostra seu crescimento e seu olhar peculiar sobre o cotidiano da escola e familiar.

 Inclusive, a questão do pertencimento: " Qual meu lugar no mundo?". Todos nós queremos pertencer a um lugar ou a um grupo. Por isso, o livro tem um valor literário, pois em qualquer época, alguém se identificará com os problemas do personagem.

Outro fato bacana do livro foi que o enredo fez várias pontes com outros romances, proporcionando outras janelas aos leitores. Anotei alguns para minha lista de obras que preciso ler. Essas obras-pontes são importantes para se construir o hábito da leitura, iniciam temas e reflexões. Se eu fosse escritor, gostaria de fazer este tipo de literatura.

Valeu a pena de ler A vantagem de ser invisível, levou-me a refletir ainda mais sobre o mundo em que vivemos. Como se prefere viver na superfície, não se importando com as profundezas do ser.

Até que é interessante ser invisível para podermos ver como as pessoas representam suas máscaras e andam perdidas sem entender o que são realmente. Entretanto, precisa-se encontrar um caminho e se fazer visível, para não ser um fantasma. Charlie encontrou seus verdadeiros amigos e o amor, achou sua essência.

Assim, valeu a pena de ler o livro e, mesmo voltado ao público adolescente, evidencia que não se pode ter preconceito literário.

reencontro


Reli um trabalho antigo de faculdade. Meu Deus, quanta pretensão. Fora os erros grotescos de português.  Se eu  continuo me equivocando, imagina há quinze anos. Queria saber o pensava na época? Só encontro neblina. Foi bom reencontrar meu antigo eu e perceber que não está morta, mas vivo dentro de mim. Ainda preciso dele para sonhar e ele precisa de mim para fincar os pés no chão.


DUAS FORMAS DE OBTER CONHECIMENTO

Por milhões de anos, a Terra era muito seca. Não existia nenhuma forma de vida. O céu era habitado pelas pessoas, que viviam no Reino Sagrado Celestial e elas viviam numa harmonia profunda. Tudo, porém, começou a desabar, quando o rei Darv pediu ao seu irmão bastardo Dudv,  para passar uma noite de amor com a rainha. Darv era estéril e para não ser desonrado, precisava ter um filho para manter o seu nome.
                Dudv queria proteger o irmão e a harmonia que havia no reino celestial, por isso engravidou, a esposa do irmão. Depois, o rei como tinha uma boa relação o com seu irmão bastardo, deixou Dudv ser o mestre do príncipe Lodv. Desta forma Dudv iria acompanhar de perto a educação de  filho.

Estava tudo indo muito bem, até que Milandra surgiu e, sem querer, destruiu a harmonia entre pai e filho. Ela se apaixonou por Dudv, que resistiu enquanto pode, porém, não conseguiu controlar a paixão, desde que a viu à primeira vez. No entanto, ficava atormentado, porque Lodv também se interessou por Milandra e o príncipe a queria de qualquer maneira. Dudv quis se afastar dela, não conseguiu, ficando dividido entre o filho e a amada.
Lodv descobriu o romance, louco de paixão invadiu o quarto de Dudv e levou um choque, quando viu Milandra nua e enroscada no corpo de seu professor. Enlouquecido,  empurrou Milandra para fora da cama e estrangulou o seu própria pai. Dudv não reagiu, não quis lutar com seu próprio filho. Milandra desesperada exclamou: Você matou seu próprio pai!! Ludv!! Perplexo, com a descoberta e arrependido por matar seu pai, mata-se também.

Milandra entrou em uma melancolia profunda, chorou dias, noites, meses e anos. Suas lágrimas escorreram do céu e penetraram na Terra seca e sem vida, começando a surgir rios, lagos e oceanos. Os seres celestiais resolveram descer, por causa da diversidade de cores que havia em baixou do céu.
Por isso, a Deusa Milandra é muito venerada, porque ela fez a chuva que permitiu o desenvolvimento das colheitas e a criação da natureza. Muitas aldeias fazem canções, danças, poemas e sacrifícios para agradecer à Deusa Milandra.
Essa lenda hipotética serve para mostrar como nas formas de conhecimento pré-filosóficas, as pessoas buscavam o conhecimento, através do sobrenatural. A religião, o misticismo e as artes eram formas de responder perguntas sobre temas que as pessoas tinham necessidade de saber. A imaginação fértil para criar histórias, como forma de explicação ao que acontece no mundo empírico, caracteriza que o Homem precisa de uma explicação para tudo. Mesmo por mitos ou por outros caminhos, nós sempre queremos respostas.
A filosofia surgiu como nova forma de conhecimento, porque as pessoas não estavam mais satisfeitas com a antiga forma de conhecimento. “Os pré-socráticos foram os primeiros que, nas cidades gregas da Ásia Menor por volta Século VI A.C., procuravam desenvolver formas de explicação da realidade natural, independente do apelo de divindades sobrenaturais. É nesse sentido que dizemos que os filósofos pré-socráticos romperam com a tradição mítica, e é por isso também que denominamos seu pensamento de naturalista, por visar explicar a natureza a partir dela própria, entender os fenômenos com base em causas puramente naturais” (Marcondes, DaniIo in «Textos básicos de Filosofia» pag. 11). O filósofo é um eterno jovem rebelde que sempre busca novos conhecimentos e horizontes. Não quer ficar preso a coisas pequenas. Existem muitas correntes filosóficas, os pré-socráticos (natureza); Sócratas (ética); Platão (matemática e estoicismo); Aristóteles (Histórias das sociedades e epicurismo); Bacon ( introdução de noções científicas), e muitos outros.
Em minha opinião a filosofia foi a nave mãe de todas as ciências. As ciências exatas como matemática, física e engenharia, tiveram muita influência das teorias desenvolvidas pelos filósofos antigos. A Biologia e a Medicina têm muita herança dos filósofos da natureza. Li no jornal outro dia, que a filosofia trabalha com a abstração e a lógica. Esses aspectos são muito importantes para os cientistas, porque eles não podem só observar empiricamente o mundo. Seus instrumentos científicos não são suficientes para formar um conhecimento; necessita fazer deduções, inferir categorias e usar o cérebro no desenvolvimento de pensamento abstrato.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

ARREGAÇAR AS MANGAS



Não adianta esperar por um salvador, a gente precisa arregaçar as mangas e construir um país melhor.

Vamos curtir histórias de heróis no plano da fantasia, mas na vida real precisamos ser nossos super homens, todos juntos como formiguinhas tentando mudar um pensamento e a sua esquina.

Chega de ficar no castelo a espera do príncipe salvar-nos do dragão. Precisamos enfrenta-lo sozinhos. Perdemos muito tempo aguardando e idealizando um grande Pai herói e guerreio, o qual nos guiaria ao desenvolvimento.

Ele não virá, porque não existe. Devemos é trabalhar e construir aos poucos um Brasil melhor. Sei que é um caminho mais árduo, porém chega dos caminhos fáceis que não levam a lugar nenhum.


sábado, 10 de maio de 2014

Hitchcock( 2012)

Hitchcock


Assisti ao filme que narra a história de Hitchcock, quando foi dirigir o filme Psicose. Não vi desde o início, porém o que vi me chamou a atenção para um fato.

Inspirado no livro "Alfred Hitchcock And The Making Of Psycho", este filme expõe os bastidores do clássico Psicose (1960). Na época, apesar do ápice de sua carreira, Hitchcock não conseguiu ajuda para realizar a obra, porque os estúdios não desejavam investir em um pequeno filme de terror. Conclusão, a película foi uma produção independente e de baixo orçamento, que encontrou obstáculos para driblar a censura. 

No enredo mostrava como a esposa o ajudou em sua carreira e na produção de seus filmes. No final, ele até dá créditos para mulher e na vida real, dividiu o Oscar que ganhou pelo conjunto de sua obra com ela. Realmente, ninguém se faz sozinho, até os gênios precisam de ajuda.

 Pode até ser que a criação artística há momentos solitários, entretanto, precisará do suporte dos outros. Enfim, ninguém se faz sozinho e se a agente estudar a vida de uma celebridade perceberá que existem sombras anônimas que a ajudaram na carreira.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

QUAL É O SEU PROBLEMA?




Curto e compartilho tudo que você publica no face e você não curte nada que posto e nem compartilha. É um gelo comigo!!! Você não está sendo um amigo de verdade! Por isso que vou deleta-lo do meu face, porque não quero amigos insensíveis e que não curtem e nem compartilham o que eu publico no face. Sabe, isso é falta de educação. Você é um falso e invejo, beijo no ombro para você, recalcado!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Perdi sua amizade do face, mas ainda tenho mais de trezentos amigos e seguidores que sempre me curtem. 

terça-feira, 6 de maio de 2014

Boato não é prova!!!




Fiquei triste com a notícia de linchamento ocorrido no Guarujá. Através de um boato, sem provas ou indícios, agrediram até a morte uma mulher (mãe de dois filhos) por ser suspeita sequestrar crianças. A cena foi publicada no youtube, contudo não quero ver. Não vai me acrescentar em nada.

Quanto absurdo! Tem até um filme que mostra essa injustiça: As Bruxas de Salém( 1996). Em Salem, Massachusetts, 1692, algumas jovens fazem feitiços. Uma delas, Abigail Williams (Winona Ryder), havia se envolvido com John Proctor (Daniel Day-Lewis), um fazendeiro casado, quando trabalhou para ele, mas ao término do caso foi despedida. Assim, desejava a morte de Elizabeth Proctor (Joan Allen), a esposa de Proctor.

 Elas são descobertas no ritual e, apontadas como bruxas, provocando uma histeria coletiva que atinge várias pessoas, sendo que Abby, a jovem desprezada, faz várias acusações até ver Elizabeth ser atingida. Resumindo, só com fofocas e intrigas, os condenados eram executados sem dó e nem piedade.

Infelizmente a ficção não é tão divergente que a realidade, essa mulher brutalmente assassinada foi vítima da ignorância e da falta de credibilidade do Estado. É triste saber que muitos não sabem os princípios básicos do direito da dignidade humana e não compreendem que a justiça não se pode confundir com a barbárie.

Concordo que é revoltante que as leis aqui do Brasil sejam tão brandas para indivíduos que são nocivos à sociedade. Porém, linchar não resolve nada. Precisa-se debater e pressionar os políticos com o intuito de elaborarem leis mais condizentes com a naturalidade do crime, preservando a o bem estar da sociedade. Também, somos nós que os colocamos no poder.


Realmente, não quero viver em um país que promova vingança e linchamento, mas justiça!

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Caminhando em uma praça...



Vi uma placa de sinalização pichada. Comecei a pensar que o Brasil sofre tanto com a falta de infraestrutura de transporte público, saúde, educação, moradia e, para piorar, atura o vandalismo que piora ainda mais a situação.

As placas de sinalizações ajudam a localizar o destino das pessoas, entretanto sofremos, inclusive, a ausência de clareza das placas devido à falta de planejamento e educação precária. Mas, mesmo assim quando se picha uma, fica difícil para o motorista e o carona visualizarem as informações. Conclusão, o trânsito e a vida das pessoas se tornam cada vez mais caóticas.

Já ouvi muitos dizerem que o problema no país é a falta de educação. Concordo, em parte, mas o vandalismo não é só feito por pessoas não estudadas, há muitos pessoas “educadas” que cometem esta porcaria.

Vivemos em uma sociedade que a insuficiência de empatia está aumentando vertiginosamente, em que cria indivíduos que não são capazes de se colocar no lugar do outro. Este fato está piorando cada vez mais e se percebe isso no trânsito, na rua e nas estradas.

Enfim, para você que picha placas pense nas pessoas que necessitam se localizar em uma rua desconhecida e que fica perdida, quando não consegue entender a sinalização rabiscada. Você pode até provocar um acidente, pense nisso! Vamos aumentar nosso grau de empatia e pensar mais no outro! E se é você que está sozinho em uma rua estranha, perdido, e sem nenhuma placa para sinalizar, como se sentiria?


Outro fato, o vandalismo só afeta o povo, não os ricos e políticos, pois eles têm seguranças e GPS.