sexta-feira, 26 de junho de 2015

Vou no meu ritmo...

Confesso que sou meio lentinho em processar informações. De repente, vejo todo mundo colocar fotos com as cores do arco-íris e dizendo que aconteceu mais uma vitória para a diversidade. Então, assisti no jornal que o casamento gay foi liberado em todos os estados dos Estados Unidos, como lá cada estado possui legislação própria. Porém, a Corte (instância máxima da Justiça do país) decretou( por cinco votos a quatro) que, nenhum deles poderá criar normas diferentes sobre essa questão e todos os 50 serão obrigados a autorizar o casamento de pessoas do mesmo sexo.

Aí, comecei a pensar que há muito tempo outros países legalizaram o casamento homofetivo, aqui no Brasil já acontecem muitos matrimônios. Então, no primeiro momento, não compreendi que só agora apareceram um monte de gente colocando foto colorida nos perfis das redes sociais.  Quando o Brasil legalizou, não vi tanta manifestação deste tipo.

Despois de um tempo a pensar, percebi que estava equivocado, porque a decisão dos EUA tem um peso forte politicamente e na discussão dos direitos humanos, já que é um país que sempre representou o  “status quo”  do mundo e com uma direita ultraconservadora, protestante e donos de fábrica de armas de fogo.  Logo, pode-se servir de exemplo para outros países a pensar nesta questão.

Outro fato que vale a pena discutir é que li numa reportagem é a diferença fundamental entre Estados Unidos e Brasil nesse contexto está no peso dado às decisões de suas Cortes. Aqui, embora os direitos das famílias homoafetivas sejam garantidos pelo STF, militantes ainda batalham para que o casamento civil seja previsto também com a criação de uma lei sobre o tema pelo Congresso Nacional. Acreditam que para evitar possíveis dúvidas, necessitam ter os direitos devidamente garantidos na Constituição, pois há a possibilidade de alguém alegar a ausência de uma legislação específica sobre o assunto com a finalidade de colocar barreiras. Na legislação dos EUA o casamento gay está mais fundamentado por uma lei escrita.  

Enfim, a suprema corte americana do país mais poderoso do mundo tomar esta decisão pode ser considerada um grande paço para consolidação da democracia, dos direitos civis e humanos.


Bem...  Agora, entendi o que está acontecendo. Vou no meu ritmo lento, mas, pelo menos, vou indo com meus passinhos de tartaruga. 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Até nos delírios há indícios da realidade


Antes de postar o vídeo, gostaria de explicar os motivos, já que nunca tive a intenção de promover no meu espaço virtual qualquer tipo de conteúdo que deboche ou humilhe pessoas simples ou com algum tipo de problema tanto físico, emocional e mental.
O que achei interessante neste vídeo foi a criatividade da mulher ao contar uma história cheia de reviravoltas sobre não querer mais atuar em novelas e como fez para se vestir nas personagens, inclusive da protagonista da telenovela mexicana Rubi.

Almejo mostrar como a diferença do artista e de outro indivíduo está que o primeiro viaja na imaginação, mas, retorna para o plano racional com a finalidade de tornar plausível aos expectadores suas ideias e inspirações, enquanto o outro muitas vezes não retorna. Logo, imerge nas profundezas da imaginação, tornando-se incompreensível aos outros. Todavia, até nos delírios há indícios da realidade e seus significados.

Se puderem, façam um exercício de imaginar que a mulher do vídeo fosse uma atriz interpretando um roteiro, com certeza terão outro olhar em relação à cena.

O que achei interessante foi o discurso imaginativo da moça, evidenciando que todos nós podemos imaginar histórias, porém o que nos diferencia do artista é a técnica para tornar plausível a nossa arte.


Não se pode deixar de lembrar que existem terapias que se utilizam da arte para ajudar pacientes com problemas psíquicos e psiquiátricos. Muitos “loucos” tornam-se artistas muito criativos como, por exemplo, Arthur Bispo do Rosário dito louco por alguns e gênio por outros, a sua figura está inserida no debate sobre o pensamento eugênico, o preconceito e os limites entre a insanidade e a arte no Brasil. A sua história está inserida inclusive à da Colônia Juliano Moreira, instituição criada no Rio de Janeiro, na primeira metade do século XX, destinada a abrigar aqueles classificados como anormais ou indesejáveis (doentes psiquiátricos, alcoólatras e desviantes das mais diversas espécies).(https://pt.wikipedia.org/wiki/Bispo_do_Ros%C3%A1rio)


segunda-feira, 22 de junho de 2015

ANALOGIA AO VENTO

  A Bússola de Ouro

Há um tempo assisti ao filme A Bússola de Ouro e mesmo não gostando do filme, teve uma parte da história que de certa maneira me fez entender o que ainda passa comigo. É que em um mundo paralelo a alma é separada do corpo e tem forma de animal de acordo com a personalidade de cada indivíduo, são chamados de "daemon". As crianças não conseguem controlá-los e eles mudam de forma toda hora.

Logo, fiz uma analogia com minha escrita, que é completamente sem estilo definido. Detalhe, ela perpassa superficialmente por vários estilos, mas, não consegue se aprofundar em nenhum gênero. Estou na busca de uma forma definida de escrever e que me caracterize como escritor. Quem me conhece nesta minha jornada de blogs entre outras redes sociais, sabe que sempre me questionei de quando encontrarei minha forma definitiva em relação à escrita.

Ainda sou muito impulsivo em publicar rapidamente e depois consertar o texto em tempo real, mostrando meus micos que chegam a serem gorilas para meus potenciais leitores como, por exemplo, faixaetária( faixa etária) e entre tantos por aí( difícil com o(dificío) foi foda!!!!). Enfim, preciso respirar profundamente e seguir com meus temas cíclicos que sempre me atormentam do tipo " Quem sou eu", " Para onde vou?" e " Qual meu estilo afinal de contas?". Como se diz, o tempo dará a resposta ou não...


EU SOU ASSIM


domingo, 21 de junho de 2015

360




Depois de assistir ao filme, comecei a pensar sobre isto. A primeira informação que pesquisei depois de assisti-lo foi ser inspirado em "La Ronde”, clássica peça de Arthur Schnitzler. 360 é uma reunião de histórias contemporâneas, passadas em diferentes partes do mundo. Laura é uma moça que deixou o Brasil em Londres para ficar ao lado do namorado. Quando descobriu que o companheiro está se relacionando com Rose, decide voltar para o Brasil. Na volta pra casa, ela conhece um simpático senhor e Tyler, duas pessoas que apesar de serem completamente diferentes, possuem algo em comum: momentos difíceis em suas vidas. Num outro lado da história, Mirka é uma jovem tcheca que começa a trabalhar como prostituta para ficar bem de vida. Ao mesmo tempo, convive irmã Anna que não aprova seus métodos. O primeiro cliente de Mirka é Michael, que por sua vez é casado com Rose...

 O que você faria se na estrada aparecer uma bifurcação? O que aconteceria se encontrasse alguém de relance e se jogasse como se fosse um salto no escuro, já que se vive uma vez? Será que construímos ao longo da uma rede de encontros e desencontros? O nosso destino é composto pelo acaso e pela vontade do indivíduo? Vivemos em ciclos, que quando um acaba outro começa?  Ou como um pequeno gesto pode mudar a vida de outra pessoa?

Caramba, que nó e como diz Guimarães Rosa: “Viver é perigoso”. Principalmente, quando estamos se esbarrando por aí e criando vínculos. Bem, gostei do  filme  e nada mais a declarar. 

domingo, 14 de junho de 2015

Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley( 1932)





Caramba, depois de ler este livro, fiquei a pensar como o romance continua atual e ainda alvo de reflexão para pensarmos sobre os rumos da História da Humanidade. Não quero resumir a história, o google tem material de sobra. Tentarei pontuar o que me chamou mais a atenção...

Os personagens protagonistas são esmagados pelo Sistema, como a gente que apesar de termos vontade própria, não podemos fazer certas coisas. Tanto eles e nós não somos livres totalmente, mas condicionados a viver na sociedade. Lembrei-me do romance de 1984 que evidencia, também, este fato. Não há um maniqueísmo entre o bem e o mal, pelo contrário, os personagens são ambíguos.

Outro ponto a dicotomia entre a liberdade e a segurança. Em Admirável Mundo Novo trava esta discussão, expondo que no mundo civilizado as pessoas vivem condicionadas à harmonia, não envelhecem, fazem sexo por desejo e usam drogas ( o soma) para fugirem dos aborrecimentos. Eu achei esta parte muito realista. Hoje em dia, as pessoas não querem lidar com os problemas de frente e refletir com liberdade qual caminho seguir. Preferem fórmulas rápidas como remédios que resolvam as dificuldades na hora. Não sou contra os remédios, em muitos casos são fundamentais, porém há indivíduos que automedicam, tornando-se mais doentes. 

Enfim, o romance é um apanhado da História da Humanidade moderna e contemporânea, logo, vale a pena ler para pensar se realmente estamos indo para o um bom caminho. A raça humana é tão prepotente  e tola ao fazer regimes totalitários...

 Por esses dias, li um poema o qual relacionei bastante com o livro, pois mesmo que desejamos um ideal artificial que nos afasta dos impulsos, fazemos parte da natureza. Terminarei esta crônica com este poema...

“Somos donos dos nossos atos
mas não donos dos nossos sentimentos.
Somos culpados pelo que fazemos
mas não pelo que sentimos.
Podemos prometer atos,
mas não podemos prometer sentimentos.
Atos são pássaros engaiolados.
Sentimentos são pássaros em vôo.”
Nota: Apesar de por vezes atribuído a Mário Quintana, o pensamento é da autoria de Rubem Alves


Um artigo bacana de Mara Narciso para ilustrar mais sobre o livro: https://www.facebook.com/eduardo.oliveirafreire/posts/953541021334165

quinta-feira, 11 de junho de 2015

A PROCURA DA INDIVIDUALIDADE

Cleópatra


Cleópatra(2013) é um filme que aborda a questão de ser livre e como é difícil de conciliar o cotidiano com a liberdade. Cleópatra é uma professora aposentada e Sandra é uma celebre atriz de televisão. Cleópatra é casada há vários anos com Roberto, que está desempregado, e tem dois filhos já criados e que moram no exterior. Sandra sempre foi uma celebridade no auge da fama, o que escondia sua fragilidade.

O encontro destas duas mulheres aparentemente tão distintas revela que ambas estão engaioladas, principalmente, por não pensar nelas mesmas, mas nos outros. Resolvem mudar suas rotinas viajam para um fim de semana diferente, procurando suas verdadeiras essências.

Realmente, nas travessias da vida, podemos nos perder pelo caminho e viver automaticamente. É o caminho mais fácil, abdicar da liberdade com intuito de ter segurança e conforto. Desprender-se do coletivo e buscar a individualidade é muito complicado.

Cleópatra( 2013) não pode ser considerado O CLÁSSICO do cinema,  porém, é uma bela história de duas mulheres que se reencontram em si mesmas, depois de viver na superficialidade das personagens de esposa-mão e de uma atriz de sucesso.


TOLERÂNCIA E DIVERSIDADE

Imagem encontrada no google

Creio que já escrevi sobre isto por aqui, mas falarei de novo. Não sou contra a religião, entretanto, deve ser exercida na privacidade de cada um.

Agora, o que tenho receio é de religiosos se infiltrarem no governo e começarem a emperrar reformas importantes como a legalização do aborto entre outros assuntos em pauta. O Estado é laico e ninguém pode se esquecer disto.

Outro fato, se um grupo religioso possui suas crenças, utilize a palavra na Igreja e não no Congresso Nacional, pois, ali, a liberdade de TODOS os brasileiros precisam ser respeitados e defendidos, sem distinções. Inclusive, acho que provocações não ajudam no processo democrático.

Não concordo responder com deboche símbolos religiosos para dar o troco. Sei lá, precisa-se de menos intolerância e mais respeito entre todos. Percebo que o mundo está ficando fundamentalista, não somente na questão religiosa, mas em outros aspectos como na política e nos pontos de vista.




segunda-feira, 8 de junho de 2015

COMPULSÃO SEXUAL



Assisti ao filme Shame(2011), que conta a história de um cara que é compulsivo por sexo, não pude deixar de comparar com outro filme do mesmo tema: Ninfomaníaca volumes  I e II.

Os dois mostram cruamente como a compulsão sexual pode ser terrível, levando à solidão. Já que não conseguem se aprofundar nos relacionamentos amorosos, vivem só para realizar a compulsão sexual. Bem, depois de assistir Shame, comecei a pensar que para as mulheres é mais fácil detectar a compulsão em relação aos homens. Neles é mais complicado porque culturalmente devem mostrar virilidade. Sabe, é aquela história, não pode "negar fogo", quando o padrão social legitima um comportamento não muito normal fica mais difícil identificar. Quantos por aí são ditos como galinhas ou garanhões e na verdade sofrem este distúrbio. Agora, a mulher que gosta de sexo causal sempre foi malvista pela sociedade.


Enfim, os dois filmes são interessantes de se ver para se refletir sobre as diferenças entre a liberdade sexual e a libertinagem e que ser escravo de seus impulsos pode levar ao inferno também.

domingo, 7 de junho de 2015

Coisas que não consigo entender...





Desfile de modelos nuas nas escolas de samba no carnaval... PODE
Uma mulher fazer topless na praia num dia comum... NÃO PODE
Cenas de violência e sexo picante de heterossexuais... PODE
Um beijo gay.... NÃO PODE
Abandono de crianças na rua... PODE
Aborto.... NÃO PODE
Ajuste fiscal no povo...PODE
Ajuste fiscal para políticos e juízes... NÃO PODE

Enfim, não consigo compreender. É tudo muito complexo para mim.

sábado, 6 de junho de 2015

Por quê?



Por quê?
Preciso ler uma lista de livros fundamentais? Viajar aos lugares considerados mais belos do mundo, antes de morrer? Quem dita às regras que devo seguir? Preciso conhecer tudo e isto é possível? Como fazê-lo se somos mortais e a vida tão imensurável? A vida não é feita de escolhas?  Tenho que ter opinião e me posicionar sempre? Por que me angustiar em conhecer tudo, se posso escolher o que assimilar? Por quê?


LATITUDES



Gostei do filme estrelado pelo Daniel de Oliveira e Alice Braga, pois em um filme que mostrarão questões bem contemporâneas. Nas histórias duas pessoas se relacionam e se encontram em vários países e, apesar de não quererem aprofundar o relacionamento, o sentimento fala mais forte. Em viagens através de oito países diferentes, os caminhos de um fotógrafo (Daniel de Oliveira) e de uma executiva de moda (Alice Braga) se cruzam e se separam, criando uma história de amor especial.
A história evidência que mesmo o mundo globalizado e a quebra das fronteiras, o ser humano ainda vive conflitos sobre a falta de comunicação e o medo de se entregar numa relação duradoura. As cenas são dinâmicas como hoje em dia e tive a sensação de vazio ao pensar nos encontros fugazes entre os indivíduos e, inclusive, os montes de amigos e seguidores das redes sociais que a gente tem e mesmo assim as pessoas continuam sozinhas. 
Gostei do filme estrelado pelo Daniel de Oliveira e Alice Braga, pois em um filme que mostrarão questões bem contemporâneas. Nas histórias duas pessoas se relacionam e se encontram em vários países e, apesar de não quererem aprofundar o relacionamento, o sentimento fala mais forte. Em viagens através de oito países diferentes, os caminhos de um fotógrafo (Daniel de Oliveira) e de uma executiva de moda (Alice Braga) se cruzam e se separam, criando uma história de amor especial.
A história evidência que mesmo o mundo globalizado e a quebra das fronteiras, o ser humano ainda vive conflitos sobre a falta de comunicação e o medo de se entregar numa relação duradoura. As cenas são dinâmicas como hoje em dia e tive a sensação de vazio ao pensar nos encontros fugazes entre os indivíduos e, inclusive, os montes de amigos e seguidores das redes sociais que a gente tem e mesmo assim as pessoas continuam sozinhas. ( Gente, viajei aqui, mas, como este espaço é meu e não sou crítico, posso aloprar um pouquinho, né?)

Voltando ao assunto do filme, achei-o interessante e o roteiro muito bom. Torço que o cinema nacional faça mais filme deste estilo.

Obs: Assisti no Netflix...

quinta-feira, 4 de junho de 2015

TRISTE

O salário mais alto foi da diretora de um Fórum, que faturou R$ 129.253 mil
Foto:  Angelo Antônio Duarte / Arquivo Agência O Dia

Gente, fiquei abismado com isso! Os juízes do Rio de Janeiro, através de mano "manobras legais" estão turbinando os salários. Poxa vida, estamos em crise e o desemprego aumenta e as autoridades parecem que ligaram o botão do FODA-SE para os cidadãos. Por que o ajuste fiscal tem que ser só para o povo, enquanto aos políticos e juízes vivem intocados como Deuses?! Sei lá, depois de saber disto, nem consigo ficar revoltado, só me dá tristeza.

Lógico, que os fatos precisam ser apurados direitinho. Não se pode acreditar em tudo que passa na mídia. Mas, se for comprovada a notícia, precisa-se discutir as leis e de como podem ser discrepantes em relação à ética.