domingo, 21 de junho de 2015

360




Depois de assistir ao filme, comecei a pensar sobre isto. A primeira informação que pesquisei depois de assisti-lo foi ser inspirado em "La Ronde”, clássica peça de Arthur Schnitzler. 360 é uma reunião de histórias contemporâneas, passadas em diferentes partes do mundo. Laura é uma moça que deixou o Brasil em Londres para ficar ao lado do namorado. Quando descobriu que o companheiro está se relacionando com Rose, decide voltar para o Brasil. Na volta pra casa, ela conhece um simpático senhor e Tyler, duas pessoas que apesar de serem completamente diferentes, possuem algo em comum: momentos difíceis em suas vidas. Num outro lado da história, Mirka é uma jovem tcheca que começa a trabalhar como prostituta para ficar bem de vida. Ao mesmo tempo, convive irmã Anna que não aprova seus métodos. O primeiro cliente de Mirka é Michael, que por sua vez é casado com Rose...

 O que você faria se na estrada aparecer uma bifurcação? O que aconteceria se encontrasse alguém de relance e se jogasse como se fosse um salto no escuro, já que se vive uma vez? Será que construímos ao longo da uma rede de encontros e desencontros? O nosso destino é composto pelo acaso e pela vontade do indivíduo? Vivemos em ciclos, que quando um acaba outro começa?  Ou como um pequeno gesto pode mudar a vida de outra pessoa?

Caramba, que nó e como diz Guimarães Rosa: “Viver é perigoso”. Principalmente, quando estamos se esbarrando por aí e criando vínculos. Bem, gostei do  filme  e nada mais a declarar.