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Mostrando postagens de Junho, 2017

Sobre a brevidade da vida- Sêneca

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Como lida com o tempo? Acha que passa rápido demais? Desperdiça-o ou aproveita a cada instante? Sei que são perguntas óbvias que todos já tiveram em algum momento. Mas, quando li esta obra de Sêneca compreendi que os questionamentos sobre o tempo são atemporais, apesar de cada época ser diferente.
O gênero literário do livro é epistolar a certo Paulino e através das cartas, Sêneca desenvolve sua filosofia de vida. “ A maior parte dos mortais, Paulino, lamenta a maldade da Natureza, porque já nascem com perspectiva de uma curta existência e porque os anos que lhes são dados transcorrem rápida e velozmente. De modo que, com a exceção de uns poucos, para os demais, em pleno esplendor da vida é que justamente esta os abandona.”. Criticava o comportamento dos poderosos de Roma que se parecem muito com os de hoje em dia. Era filósofo, dramaturgo, político e escritor e foi um dos expoentes intelectuais de Roma do início da era Cristã. 
Sêneca desenvolve um ensaio de que a vida não é cur…

Um bom exemplo...

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Depois de tanta mediocridade, corrupção e egos inflados, assisti ao documentário sobre a vida da psiquiatra Nise de Oliveira. Realmente, que mulher maravilhosa em todos os sentidos. Além de culta era intuitiva e essas características a ajudaram a revolucionar a psiquiatria. 
 Ela iniciou tratamentos mais humanistas e a prestar a atenção nos mínimos gestos dos seus pacientes, não os tratando como consequências de um surto. Ajudou-os a se reencontrarem por meio da arte. Outro fato que me emocionou foi ver as pinturas de seus pacientes. São fortes e mostram um pouco as essências deles. 
A arte feita de um jeito instintivo e as obras pareciam vivas. Nise percebeu que, por meio dessas obras, os pacientes contavam o que aconteciam com eles, mas, de um jeito não lógico. De certo aspecto, ela proporcionou um espaço para que os loucos pudessem ter uma voz. Antes, eram marginalizados, torturados e abandonados nos hospícios.
 Poxa vida, confesso que fiquei com inveja da Nise de Oliveira e de seus…

Se nada der certo...

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Serei amigo de pessoas influentes para entrar na política. Farei fortuna, pois só legislarei para os poderosos, fodam-se os pobres. Só servem como massa de manobra. Para quê educá-los? São mais vantajosos ignorantes. Quanto mais flexibilidade nas leis trabalhistas e na aposentadoria, melhor para meu bolso. Além, de usar minha influência para meus "amigos" empresários ganharem licitações e empréstimos milionários.
 Direi que sou a favor da família, da moral e que sou o mais honesto de todos. Enquanto isso, farei muitas negociatas e terei tanta grana que nem meus bisnetos precisarão trabalhar. Irei espalhar milhões em todos os cantos do planeta e minha fortuna será imensurável, mesmo que me prendam. Ninguém conseguirá rastrear tudo, sou muito esperto e sei fazer muita grana.
Muitos podem me esculachar, mas, na verdade, sentem inveja. Será que esta raiva é um desejo secreto de ser que nem a mim? Será que são tão virtuosos assim? Não adianta fugir contra o instinto de ter hegemoni…

Mulher maravilha

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Não quero falar da parte técnica ou da qualidade estética do filme, já existem muitas críticas abordando.
O que me encantou na história foi a inocência infantil de Diana em relação à humanidade. No início, ela não entendia as dissimulações.
 Quem, quando criança, não entendeu uma "mentirinha" dos adultos para manter uma social? Aí, questionou-se: " Ué, falam para mim que é errado mentir, mas estão faltando com a verdade agora?"
Realmente, é triste descobrir que a sociedade é hipócrita e que os adultos cometem o que disseram ser errado.
 Em várias cenas as pessoas riram pelas gafes da protagonista, por ela não entender de que no mundo o qual estava os indivíduos precisavam usar máscaras. Além de perderem a essência, corrompendo-se pelo meio do caminho.
Hoje em dia, há vários exemplos na política e no cotidiano, que nos levam a desesperança. Será que o mundo e as pessoas têm jeito?
A Mulher Maravilha pode ser uma inspiração para continuarmos a manter nossa inocência e a fé…