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Mostrando postagens de Junho, 2016

INTERPRETAÇÕES

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Quero desaprender
 quero esquecer tudo
vivo em um mundo
onde todos sabem muito
 onde todos sabem tudo
como amar
como viver
 como sonhar
chegou a hora de desaprender
esquecer 
ver o deslumbramento surgir
ver a vida dançar com meus olhos
como se fosse a primeira vez... (Zack Magiezi)


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MERAMENTE EU

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Fiquei meio encucado de falar sobre isto, mas, abordarei a questão não por sensacionalismo ou porque quero ganhar alguma coisa, não sou escritor ou jornalista. Sou aquele que escreve.
Em 1992, fui reprovado e fiquei arrasado, achando-me os piores dos piores. Passei o natal e meu aniversário( 27 de dezembro) com vergonha sobre o que amigos e familiares iriam comentar. Naquele tempo, não conhecia o botão do FODA-SE e me importava muito com a opinião dos outros.
 Na manhã seguinte do meu aniversário(28 de dezembro), ouvi um burburinho em casa. O clima estava pesado e fui ver o que era. Minha irmã do meio e minha mãe de olhos arregalados me disseram: “ Mataram Daniella Perez”. 
 Fiquei sem ação, pela primeira vez, presenciei um fato de uma atriz morrer assassinada atuando numa novela. Aí, veio um pensamento mesquinho que me envergonho: “Estou vivo!”. 
 Sou humano, horas. Tenho o lado bom e o mau, que vivem em conflito em mim. Ao mesmo tempo em que me sentia melhor por não ter morrido daquel…

SINOPSE REPROVADA DE UMA TELENOVELA

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O VENDEDOR DE PASSADOS

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Imagem encontrada no google

Nesta semana, assisti ao filme que conta a história de um cara que inventa um passado para as pessoas que não gostam muito dos seus. Não quero falar do filme em si, mas da reflexão que eu tive ao vê-lo.

Será que se deve acreditar em tudo que dizem, ou em documentos e fotos? Será que a História com seus monumentos e museus inventa uma memória, de certa maneira? O que de fato aconteceu? E se uma mentira legitimada juridicamente e através do tempo possui o poder de se tornar verdade? Quantos heróis históricos foram construídos ao longo do tempo com propaganda e trilha sonora?

 Em muitas ocasiões, a realidade humana se confunde com a verdade e a mentira. Logo, precisa-se estar atento para não acreditar em castelos encantados de areia. 

Hoje em dia, principalmente, em relação ao culto a imagem, vive-se numa superficialidade da máscara. 

 Será que somos o que pensamentos ser? Ou na verdade inventamos e editamos nossa vida de acordo com nossos interesses. 

E você? É tud…

PHOENIX

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Sobrevivente de um campo de concentração nazista, Nelly Lenz ficou desfigurada enquanto esteve presa. Irreconhecível após uma cirurgia de reconstrução, vaga pela Berlim em ruínas a procurar de Johnny, seu marido. Encontra-o trabalhando na boate Phoenix, que permanece em atividade após o término da Segunda Guerra Mundial, mas o esposo não a reconhece. De olho na herança da esposa, Johnny a chama para participar de um golpe de transformá-la em Nelly. Logo, ela de depara com a verdade de que o marido esteve envolvido em sua prisão.
Sem identidade, rosto destruído, o amor perdido e um enorme vazio de significados, Nelly deseja se reencontrar no passado e, inclusive, através das lembranças do marido. O filme mostra o pós-guerra de como os sobreviventes ficaram perdidos por terem seus bens materiais e os entes queridos tirados à força só porque eram de uma cultura ou religião diferente. Não tinham cometido crime algum, não fizeram por merecer. Logo, evidencia-se como a vida é absurda e neste…

A ALEGRIA DA ESCRITA DE WISLAWA SZYMBORSKA

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A PESTE DE ALBERT CAMUS

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“O absurdo é a razão lúcida que constata os seus limites.” Albert Camus
 Neste romance, Camus aborda o absurdo novamente como em O Estrangeiro e O Mito de Sísifo. O absurdo como uma razão lúcida que constata os limites do homem em relação à vida. Além da falta de significado da vida, quando se depara com uma situação inusitada como a morte, a guerra ou a peste. Para o homem absurdo, já não se trata de explicar e resolver, mas experimentar e descrever. Ele quer viver o absurdo da vida sem perder tempo de ficar explicando e criando teorias.
A história é um relato sobre a invasão da peste sobre uma cidade. O narrador é também um personagem que só será revelado no final. Ao longo das páginas, narra-se o cotidiano do povo da cidade com o avanço da peste. Não há heróis, pelo contrário, pessoas comuns tentam sobreviver aos acontecimentos trágicos e até ajudarem na medida do possível. A peste veio de repente e não há explicações concretas e os personagens principais nem tentam especular atrav…

Colonialismo

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BOM SENSO, CADA UM TEM O SEU

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