sexta-feira, 16 de junho de 2017

Sobre a brevidade da vida- Sêneca



Como lida com o tempo? Acha que passa rápido demais? Desperdiça-o ou aproveita a cada instante? Sei que são perguntas óbvias que todos já tiveram em algum momento. Mas, quando li esta obra de Sêneca compreendi que os questionamentos sobre o tempo são atemporais, apesar de cada época ser diferente.

O gênero literário do livro é epistolar a certo Paulino e através das cartas, Sêneca desenvolve sua filosofia de vida. “ A maior parte dos mortais, Paulino, lamenta a maldade da Natureza, porque já nascem com perspectiva de uma curta existência e porque os anos que lhes são dados transcorrem rápida e velozmente. De modo que, com a exceção de uns poucos, para os demais, em pleno esplendor da vida é que justamente esta os abandona.”. Criticava o comportamento dos poderosos de Roma que se parecem muito com os de hoje em dia. Era filósofo, dramaturgo, político e escritor e foi um dos expoentes intelectuais de Roma do início da era Cristã. 

Sêneca desenvolve um ensaio de que a vida não é curta, quando não nos deixamos levar pelo ego, ambição de poder ou dinheiro e pelos impulsos. Por meio de exemplos, nos mostra que a busca do conhecimento precisa estar relacionada com o crescimento individual e não como forma de esnobar os outros. O autor tem muito da filosofia grega e considera os pensadores deste tempo, seus verdadeiros amigos. 

Em muitas ocasiões, damos importância ao supérfluo e gastamos nossa vida. Se realmente vivêssemos sem ficar na superfície dos papeis sociais, das amizades falsas, coleguismo e dos relacionamentos de fachada, nós poderíamos aproveitar melhor os momentos./ É um ensaio que ainda é bastante impactante para quem lê. Na época que foi escrito, No Império Romano mesmo que seja super diferente desta sociedade tecnológica, a essência do ser humano é o mesmo. Inclusive, o medo da morte, o desejo da imortalidade e de querer ter mais tempo.

 Ao invés disso, viva cada momento qualidade e como as pessoas que desejam realmente seu bem.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Um bom exemplo...



Depois de tanta mediocridade, corrupção e egos inflados, assisti ao documentário sobre a vida da psiquiatra Nise de Oliveira. Realmente, que mulher maravilhosa em todos os sentidos. Além de culta era intuitiva e essas características a ajudaram a revolucionar a psiquiatria. 

 Ela iniciou tratamentos mais humanistas e a prestar a atenção nos mínimos gestos dos seus pacientes, não os tratando como consequências de um surto. Ajudou-os a se reencontrarem por meio da arte. Outro fato que me emocionou foi ver as pinturas de seus pacientes. São fortes e mostram um pouco as essências deles. 

A arte feita de um jeito instintivo e as obras pareciam vivas. Nise percebeu que, por meio dessas obras, os pacientes contavam o que aconteciam com eles, mas, de um jeito não lógico. De certo aspecto, ela proporcionou um espaço para que os loucos pudessem ter uma voz. Antes, eram marginalizados, torturados e abandonados nos hospícios.

 Poxa vida, confesso que fiquei com inveja da Nise de Oliveira e de seus pacientes. São indivíduos especiais e talentosos, diferente de mim, sem talento, medíocre e que vive uma vida normalzinha demais.

Se nada der certo...



Serei amigo de pessoas influentes para entrar na política. Farei fortuna, pois só legislarei para os poderosos, fodam-se os pobres. Só servem como massa de manobra. Para quê educá-los? São mais vantajosos ignorantes. Quanto mais flexibilidade nas leis trabalhistas e na aposentadoria, melhor para meu bolso. Além, de usar minha influência para meus "amigos" empresários ganharem licitações e empréstimos milionários.

 Direi que sou a favor da família, da moral e que sou o mais honesto de todos. Enquanto isso, farei muitas negociatas e terei tanta grana que nem meus bisnetos precisarão trabalhar. Irei espalhar milhões em todos os cantos do planeta e minha fortuna será imensurável, mesmo que me prendam. Ninguém conseguirá rastrear tudo, sou muito esperto e sei fazer muita grana.

Muitos podem me esculachar, mas, na verdade, sentem inveja. Será que esta raiva é um desejo secreto de ser que nem a mim? Será que são tão virtuosos assim? Não adianta fugir contra o instinto de ter hegemonia. Todos nós queremos poder e deixar nossas sementes cada vez mais influentes. Ninguém quer ser um Zeninguemfodidodesdentado.

Enfim, ainda tem gente que acha que as coisas deram errado para mim, porque fui preso. Como são idiotas, não sabem de nada e nem percebem que são marionetes de algo que nem compreendem.

 #senadadercerto

terça-feira, 6 de junho de 2017

Mulher maravilha



Não quero falar da parte técnica ou da qualidade estética do filme, já existem muitas críticas abordando.

O que me encantou na história foi a inocência infantil de Diana em relação à humanidade. No início, ela não entendia as dissimulações.

 Quem, quando criança, não entendeu uma "mentirinha" dos adultos para manter uma social? Aí, questionou-se: " Ué, falam para mim que é errado mentir, mas estão faltando com a verdade agora?"

Realmente, é triste descobrir que a sociedade é hipócrita e que os adultos cometem o que disseram ser errado.

 Em várias cenas as pessoas riram pelas gafes da protagonista, por ela não entender de que no mundo o qual estava os indivíduos precisavam usar máscaras. Além de perderem a essência, corrompendo-se pelo meio do caminho.

Hoje em dia, há vários exemplos na política e no cotidiano, que nos levam a desesperança. Será que o mundo e as pessoas têm jeito?

A Mulher Maravilha pode ser uma inspiração para continuarmos a manter nossa inocência e a fé na humanidade, atravessando o abismo que todos possuem dentro de si.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Estou com medo

Sou ignorante, mas, como o face é meu, posso me manifestar. Quem não gostar, achar que é muita burrice, deleta-me ou me bloqueia. Amo quando isso acontece. Bem, não sou contra reformas, mas, tenho medo de reformas que são feitas por uma elite que está cagando para o pobre. Não confio nessas pessoas que estão lá em Brasília, que como todos sabem estão sujas até a alma no mar de lama da corrupção, que a Operação Lava Jato mostra por aí.

 Não sou de esquerda e nem sei em quem votar. Não consigo enxergar uma luz no final do túnel​. Pois, não há uma liderança forte. De um lado há uma direita que só quer poder, uma esquerda que se deslumbrou com os jogos de interesses e outra esquerda idealista que acha que vai governar sem fazer alianças, logo, não governará, pobre inocente.

E o pior que tem pessoas que compram a ideia de que os EUA é o melhor modelo a ser seguido. Lá, não há tantos benefícios para o povo, mas, o salário é alto. Um indivíduo pode viver melhor com um salário mínimo que aqui.

Entretanto, se não tiver um seguro-saúde será expulso do hospital e nem conseguirá ficar no corredor de um hospital público, como os pobres daqui. 

Não acredito num Estado Neoliberal, onde se incute a ideia de que você não está bem, a culpa é sua. Acho desumano. Agora, não se pode culpar os outros e o país por seus fracassos, porém, o Estado precisa visar o bem coletivo da população. 
Administração pública é diferente da Administração Privada.

Enfim, estou com medo. Não sou empreendedor, não sou rico e nem tenho um trabalho especializado. A tendência de me foder é bem grande.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Mais um textão verborrágico sobre "13 Reasons Why"




Não tenho hábito de acompanhar séries, mas, minha irmã me indicou esta séria "13 Reasons Why" e fiquei curioso. A história da série contém temas polêmicos como suicídio, bullying . 

Seria muito interessante pais, professores e os adolescentes verem e procurarem construir um diálogo para reflexão sobre o mundo em que vivemos. 

 O que quero argumentar, não é nem a questão do suicídio. É um tema complexo e não estou habilitado. Só acho que quando a pessoa decide se matar, há um conjunto de fatores internos e externos. Não tem como rotular os indivíduos, cada um tem uma reação. O único jeito é buscar ajuda especializada.

Bullying é diferente de uma zoação, o primeiro não é uma brincadeira inocente, mas sim ataques sistemáticos de assédio moral. Sempre existiu, no livro o Ateneu(1888), mostra-se como a escola pode ser um inferno é uma amostra da Sociedade. Eu já sofri bullying , entretanto, só foi agressão verbal e havia épocas que não queria ir para escola e passei muito tempo desestimulado. Agora, muitos podem dizer que estou me vitimizando, tenho consciência que não. Sempre assumi meus erros e somente relato o que aconteceu comigo. 

Agora, ainda bem que as pessoas que me sacanearam eram apenas imprudentes. É neste ponto que quero chegar. Com certeza, hoje, são pais de família e quase avós, até. São pessoas de bem. A questão é quando existe um psicopata na parada, manipulando os outros para fazer coisas piores.

Tanto o jovem como o psicopata deseja viver o agora e não pensam nas consequências. A diferença está que o primeiro só é imaturo e o outro, perverso.

 Por isso, precisa-se refletir sempre para não ser " soldadinho de ninguém". Prestar a atenção nos seus "líderes". Será que são confiáveis? Querem ser amigos, realmente? São dignos de sua amizade?Porque ser uma marionete e inconsequente causam danos ao redor, também. Tudo bem que não é por maldade, mas o estrago acontece. Como minha irmã Fernanda me disse uma vez: " Existem pessoas que acham que por não matar ou roubar, são boas pessoas". Não praticar nada ilegal, faz mais do que sua obrigação e não significa que é virtuoso.

 Há gente bastante perigosa no mundo, capaz de levantar multidões. É só dar uma pesquisa rápida no Google e na História dá Humanidade para perceber que nos grandes genocídios de guerras, tiveram psicopatas nos comandos mais altos, planejando tudo. Enfim, precisamos cuidar mais da nossa essência, estamos miseráveis de autoconhecimento. Não podemos só viver na superfície das máscaras e nos transformando em caricaturas distorcidas de nós mesmos.

Os pais precisam ficar mais atentos sobre o que acontece com seus filhos e a escola necessita ser mais educadora, além de acolhedora.