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O DIÁRIO DA QUEDA DE MICHEL LAUBE

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Queria há tempos, ler um romance contemporâneo e que autor ainda estivesse ainda vivo.Confesso que a maioria dos livros que já li, os autores estão já falecidos. Consegui baixar pela internet o livro e terminei de ler na semana passada.
Em formade diário e de anotações, o protagonista e narrador conta sua história, deseupaie deseu avô, sobrevivente de auschwitz.Através de suas lembranças, ele guarda um remorsodefazerumabrincadeirade mau gosto com um coleguinha( João) nãojudeu. Junto, com outros colegas, jogou para cima e não o segurou depois. A partir daí, começa a questionar os ensinamentos da escola judaica e a históriade seu avô,contado pelo seu pai. Na escola judaica, o menino que sofreu um “acidente” não era judeu, foi perseguido e sacaneado.
Tive a impressão que a narrativa foi espiral. Os fatos se repetiam, mas, um elemento novo era adicionado. Pois, quando o personagem já adulto lembrava-se do seu passado, ele tinha uma nova interpretação dos fatos do porque seu avô parecia alh…

Vigia Vigia

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Uma amiga sempre me disse isto e começo a vigiar, principalmente, as manifestações involuntárias que surgem na minha mente muitas vezes.
Podem achar que estou querendo me justificar ou aliviar minha culpa, porém, muitos pensamentos preconceituosos vêm do meu inconsciente e até me assusto com eles. Será que são meus mesmo?  Há momentos que pareço ser outro. 
Por esses dias, aconteceu desses pensamentos involuntários, que me assombrarem. 
Lá estava eu a assistir um canal de tevê paga. Passava um programa de reforma e venda de casas antigas nos Estados Unidos. Uma família latina amou a casa e quis comprar. Logo, veio a reflexão tenebrosa: " Latinos comprando esta casa, devem ser traficantes.". Tudo aconteceu numa fração de segundos e eu pensei que estava me conseguindo desconstruir e caí na armadilha do meu inconsciente.
Fiquei com remorso ao ter está conclusão escrota. Por que pensei isto? Sou uma criatura péssima! Um racista. Com certeza, devem ser pessoas super trabalhadoras, qu…

Sob a pele do lobo e A praia de Ian MecEWan

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Depois de assistir ao filme Sob a pele do lobo, não pude de deixar de me lembrar do livro A praia.
Em Sob a pele do lobo, narra a história de um solitário que vive em um lugar remoto no final do século dezenove. Ele é embrutecido, pois não tem contato com outras pessoas. Vive da caça, tira a pele dos lobos para vender e usar como casaco e do que cultivava. Todo que fazia era destinado a sua sobrevivência, sem intenção de lucro. Um dia resolve se casar e enganado pelo pai da noiva, casou-se com uma mulher doente e grávida de outro. Quando ela morreu, o protagonista foi tirar satisfações com o genro, o qual lhe ofereceu a filha mais nova.
A partir daí, o casal não consegue se entender. Um abismo surge entre eles. O filme evidencia que tanto um como outro são vítimas das circunstâncias e da época em que viviam. Ele não tinha noção de que a machucava na hora do sexo e a jovem cada vez mais tinha repulsa dele. Não darei spoiler, mas, ao decorrer do filme o personagem principal tomará uma ati…

Vai Brasil!!!

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Vamos ser hexa!!! Todos contra a corrupção!!! Vamos pegar as panelas e bater bem alto e fazer a dancinha organizada. Vamos nos vestir de verde e amarelo, torcer pelo Brasil e para os jogadores guerreiros que só jogam com a finalidade de dar um pouco de alegria ao povo brasileiro. Porque futebol é ainda sonho e paixão nacional, dinheiro não rola. Todos os jogadores querem jogar pelo Brasil e não ir para os times de fora, ganhando milhões. A FIFA e a CBF são instituições que regulam o esporte super íntegras e não estão envolvidas em corrupção. Vai Brasil! Que cada jogador dedique um gol para as crianças necessidades, aos moradores de rua e a cada mulher violentada. O Brasil é o país do futebol, só rola paixão. Vai Brasil! Agora vai! Seremos hexa! Peguem as panelas, chamem o pato da FIESP e dancemos com bastante harmonia. Vai Brasil, já é hexaaaaaaaaa

Depois do jogo, trabalhar. Mas, antes, tiro uma selfie, porque gosto de mim e descobri que sou meu melhor companheiro.
A cada indiferen…

Sobre o conhecimento

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Eu, Robô de Isaac Asimov, 1950

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Confesso, não é meu estilo literário( ficção científica), mas, estou a procura de ler outros gêneros com a intenção de abranger meu olhar, saindo da minha zona de conforto. Viajei um pouco, quando aparecia no texto termos científicos ou técnicos.
Quando baixei o livro, pensei no filme inspirado na obra que assisti anos antes.Não tenho a pretensãode dizer qual é omelhor, sãoobrasdiferentes e produzidasem plataformas distintas.Geralmente, o livro e os quadrinhos são voltados para um público mais específico e os filmes tendem a abranger o maior número de público, tornado a história mais acessível.
Um fato que considerei bem interessante, de como foi editado os contos. Asimov amarra os contos uns aos outros, como uma pesquisa de um jornalista, que vai entrevistando Susan Calvin, a psicóloga de robô e aí os contos são apresentados.
Não almejo fazer uma resenha do livro, pelo contrário, sóapontarei algumas passagens que achei relevantes e que fizeram a continuar a ler o livro. “Eu, Robô” amar…
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Não quis dizer COM topless e sim, fazer.

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As pessoas serão mais bem resolvidas quando pararem de ver o corpo nu como um objeto de desejo. Ele em si significa várias coisas, dependendo de cada momento.
Quando se sexualiza em demasia o corpo nu e o transforma em pecado, surge a perversidade e o consumo exacerbado de pornografia.
Não me refiro ao sexo em si, o qual faz parte da natureza humana. Mas, dos estereótipos, arquétipos e os fetiches que rotulam o corpo nu como só um objeto de prazer.
Por que censurar os mamilos femininos? Por que só os homens podem tirar fotos sem camisa? Por que os mamilos femininos são tão polêmicos, já que significam vida, também, para os bebês? Por que no carnaval é permitido a nudez e uma mulher não pode fazer topless na praia, pois se tirar a parte de cima do biquíni, será discriminada?
Precisamos refletir sobre a nudez em si. Nascemos despidos e livres, depois, somos encarcerados em convenções sociais que nos aprisionam e nos tornam maldosos ou perversos.
Des…