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Mostrando postagens de Abril, 2011

"O livro dos Abraços" Eduardo Galeano

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"Não nos provoca o riso o amor quando chega ao mais profundo de sua viagem, ao mais alto de seu vôo: no mais profundo, no mais alto, nos arranca gemidos e suspiros, vozes de dor, embora seja dor jubilosa, e pensando bem não há nada de estranho nisso, porque nascer é uma alegria que dói. Pequena morte, chamam na França a culminação do abraço, que ao quebrar-nos faz por juntarmo-nos, e perdendo-nos faz por nos encontrar e acabando conosco nos principia. Pequena morte, dizem; mas grande, muito grande haverá de ser, se ao nos matar nos nasce."
Este pequeno texto ilustra o livro de Eduardo Galeano: O LIVRO DOS ABRAÇOS.

O autor ao narrar vários fragmentos, mostra como a América Latina é um colcha de retalhos e que mesmo os países destes continentes não sejam tão amigos, há as pequenas mortes que os ligam em vários momentos históricos, políticos e sociais. “Pequena morte, chamam na França a culminação do abraço, que ao quebrar-nos faz por juntar-nos, e perdendo-nos fa…

ATIRE NO PIANISTA DE DAVID GOODIS

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Eddie é um pianista, que só tocar sua música, mas, ao mesmo tempo tem um lado selvagem e sofredor. Ao longo da história ele quer viver num mundo a parte, onde só exista o vazio e a música. Porém o passado bate à sua porta. Um irmão bandido vai ao seu encontro no bar, onde toca. Eddie não quer entrar em confusão, porém ele se emaranha nos problemas e o seu passado surge das profundezas da memória. Também, o amor retorna na sua vida, a garçonete Lena quer ajuda-lo a superar seus problemas. Aliá, Lena é uma personagem enigmática, não se sabe sua origem. O escritor norte americano David Goodis(1917-1967) é considerado um dos mestres da literatura noir. Ele mergulha no sofrimento dos excluídos, marginais que constituem o lado obscuro do “sonho americano”. Gosto mais deste tipo de literatura, porque não é só um romance policial ou suspense, mas mostra a angústia e os problemas psicológicos dos indivíduos. Por isso a palavra francesa noir conceitua muito bem este gênero literário: adj+n 1 negro…

REBELDE

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Sou uma rocha que aparentemente nunca muda, mas se modifica com o tempo, o vento e a água da chuva. Ando em descompasso com a velocidade voraz da sociedade em que vivo. Descobri-me rebelde, não tinha consciência disso. Passei pela vida alheio a tudo, não por ter manias de grandeza e sim por ser uma peça singular do imenso quebra-cabeça, que é a vida. Enfim, continuo minha travessia para me encontrar.

MINHAS DISTRAÇÕES QUE QUEIMAM MEU FILME

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Caraca! Depois de dois anos, descobri que engoli o n do sentimento do título do vídeo. Sou muito distraído. Mas, nunca é tarde corrigir nossos erros e tentar melhorar cada vez mais.






CAOS

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Todos nós temos um dentro da gente. Há momentos, que o desejo destruir é mais atraente do que almejar construir algo. Entretanto, o que diferencia as pessoas normais e dos “loucos”, é a capacidade de construir barreiras para que o poder de destruição não transborde e arrase tudo.

Na realidade somos diversos e precisamos administrar nossas várias faces. É complicado, há momentos que eu quero explodir, mas penso nas consequências. Chego à conclusão que não vale a pena. A pessoa esquizofrênica é partida em vários fragmentos e vive em outras realidades. Mas, ela não é uma louca desvairada, muitos delírios se baseiam na realidade das pessoas normais. Logo, como a sociedade pode está influenciando ou ajudando no agravamento dessas pessoas partidas?
O que aconteceu na última quinta-feira foi mais um alerta que precisamos rever a educação. Há necessidade de enfocar os sentimentos e como devemos lidar com eles. Por que o que adiante ter conhecimento convencional, se o indivíduo é um monstro emo…

MACACOS ME MORDAM

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Os bons livros apesar da forma e do gênero possuem a essência da boa literatura. O livro MACACOS ME MORDAM é um livro infantil que a minha irmã leu para filha e me emprestou, pois achou interessante principalmente para os adultos.
O autor utiliza as lendas folclóricas para contar as aventuras do macaco malicioso e esperto, que sempre dá volta na onça. O macaco não é um herói dos clássicos dos contos de fadas: forte, viril e valente. Pelo contrário, ele usa a astúcia para se defender da onça. A mensagem das seis histórias mostra que a inteligência supera a força.
O que achei interessante é que usando a estrutura da fábula, o livro descreve a luta da sobrevivência dos homens. Nós não temos força bruta como os elefantes, leões entre outros, mas temos inteligência que faz a gente se adaptar na adversidade. O macaco da história é o reflexo do homem. Através a esperteza, queremos driblar a força da natureza e dos Deuses. Somos atrevidos e construímos artifícios para suprir a falta de força bru…