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Mostrando postagens de Julho, 2012

ÊXTASE

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Calor. Bexiga transbordando. Garganta seca. Ao chegar, vou direto ao banheiro; vejo a potência da minha urina sobre a água da privada, depois, bebo dois copos de água super gelada. Deito na cama e ventilador me refresca. Estou em arrebatado.

momento

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Há momentos que sempre nos perguntamos se poderíamos ser felizes em outras realidades. Como, por exemplo, morar no campo. A visão romântica de uma casinha no meio da natureza é muito idealizada e complicada de se concretizar, principalmente, para uma pessoa urbana como a mim, que adora as comodidades da cidade urbana. 
Entretanto sair um pouco do turbilhão da metrópole e observar o vento balançar as folhas das árvores é muito relaxante. 
Por isso, deve-se curtir os momentos sem pensar muito e se integrar como um elemento da natureza num breve intervalo.

ANOTAÇÕES EFÊMERAS EM SALA DE AULA (2007)

"Inveja... O professor da especialização tem um caderno grande de capa dura. Nele, há anotações do plano de sua aula sem rasuras; as folhas não são pautadas e as letras estão alinhadíssimas. Como queria ter esta organização, teria uma vida mais produtiva. O meu quarto é a materialização dos meus pensamentos: livros espalhados, folhas avulsas em todos os cantos e uma imensidão infinita de poeira. Nunca tive aula com um professor tão disciplinado, geralmente, os outros levavam anotações soltas com garranchos rasurados. Inveja... Morri. Voltei. Continuo.”

"A DIFÍCIL ARTE DE AMAR"

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Estou com preguiça, mas escreverei sobre o vídeo há pouco.
É o seguinte, sempre me recordo com o episódio do rei Salomão, quando deu a sentença de partir a criança ao meio para acabar com a disputa das mães. Então uma das mulheres gritou para entregar o filho para outra e Salomão decidiu que ela era a mão verdadeira.
Comecei a pensar que esta história ilustra uma bela forma de amar. Ela renunciou por amor, mesmo que ficasse distante do filho. 
Muitas vezes, o amor é confundido com posse e obsessão. As pessoas acham que o outro é um pertence como uma casa ou carro.  Mas, como dizem por aí: “ Ninguém é de ninguém.”. Amor não é dominação, mas compartilhar.
Todavia, qual é a forma certa para amar? Não existe uma resposta pronta. Pelo contrário, há um labirinto de subjetividades e relativismos.
Recordo-me que sempre gostei de um título de um filme “ A DIFÍCIL ARTE DE AMAR”( É uma tradução, não sei se no título original em Inglês é assim.), pois reflete minha ideia de como é complicado achar o j…

crônica antiga 13/06/2009

ENCRUZILHADA

Escrevi sobre um assunto que estava certo de meus argumentos. Porém, uma pessoa questionou e fiquei inseguro.
Na realidade, as reflexões que tive foram baseadas nas lembranças um pouco apagadas dos textos de faculdade e, talvez, até os interpretei errado. Preciso checar as informações antes, para fundamentar minhas ideias; entretanto, caro leitor, como já disse várias vezes: não escrevo, vomito. Realmente, chega a ser contraditório; tenho a pretensão de ser escritor o qual precisa pensar BASTANTE, antes de propagar os seus argumentos.
Ao mesmo tempo, tenho receio de se passar por uma pessoa fraca, que entrega os pontos facilmente. É complicado encontrar o equilíbrio e não cair no lado dos medrosos ou dos teimosos que chegam a ser burros em persistir no equívoco. Por enquanto, prefiro o silêncio e não me expor ao ridículo.
Curioso, acho que já elaborei um post sobre isto. Sinto cheiro de "Déjà Vu".

outros olhares

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Intimidade


Edla van Steen




Para mim esta é a melhor hora do dia — Ema disse, voltando do quarto dos meninos. — Com as crianças na cama, a casa fica tão sossegada.


— Só que já é noite — a amiga corrigiu, sem tirar os olhos da revista.


Ema agachou-se para recolher o quebra-cabeça esparramado pelo chão.


— É força de expressão, sua boba. O dia acaba quando eu vou dormir,


isto é, o dia tem vinte e quatro horas e a semana tem sete dias, não está certo? — descobriu um sapato sob a poltrona. Pegou-o e, quase deitada no tapete, procurou o par embaixo dos outros móveis. — Não sei por que a empregada não reúne essas coisas antes de ir se deitar — empilhou os objetos no degrau da escada. — Afinal, é paga para isso, não acha?
— Às vezes é útil a gente fechar os olhos e fingir que não está notando os defeitos. Ela é boa babá, o que é mais importante.


Ema concordou. Era bom ter uma amiga tão experiente. Nem precisa ser da mesma idade — deixou-se cair no sofá — Bárbara, muito mais sábia. Examinou-a a ler: uma…

INTERVALO/ CRÔNICA ANTIGA

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POSSE
 Estava na casa do minha tia V. Antes, todos nós fomos almoçar num lugar bem agradável. Comemos bastante e o sono bateu à porta dos meus pais; a minha sobrinha ficou desenhando na sala, tia V assistia tevê na sala do e eu navegava na INTERNET. Quando ia desligar o computador, V pediu para ler um conto, que acabara de fazer. Li e adorei. De repente, um sentimento de posse aflorou em meus pensamentos; queria ter escrito esse conto. Fico com vergonha de desejar algo alheio, mas antes do homem existe a besta e mesmo que nos consideremos evoluídos há resíduos.

Filme O Artista e O Conto Um Artista da Fome

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Ao assisti-lo comecei a pensar sobre a relação da arte e  a identidade existencial do artista. O personagem Valentim, um astro do cinema mudo, fica relutante com o surgimento do cinema falado.
Ele poderia simplesmente migrar para a nova forma de fazer cinema, junto com seu novo amor Peppy Miller( que será a estrela do cinema falado ao decorrer dos anos). Mas, Valentim tem tezão pelo fazer cinema não falado e a interpretação teatral e circense que os filmes deste gênero possuem.
Lógico que a fama e o sucesso o envaideciam, contudo, não era só isso. Sua arte não era só uma questão de sobrevivência e sim uma forma de viver.
Não pude fazer uma comparação com o conto Um artista da Fome de Kafka que narra a história de um homem que passa longos períodos de jejum numa jaula e fazia muito sucesso com as pessoas. Ao contrário de Valentim que era divertido e expansivo, era introspectivo, mas, sua arte representava sua identidade e seu ser angustiante. Portanto, apesar de diferentes eles se assemel…

O LOBO DA ESTEPE de Herman Hesse

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Terminei de ler o livro e fiquei a pensar como começaria a escrever sobre ele. É um tipo de história que tira do eixo, sabe?
O Lobo da Estepe é a história de um intelectual de cinquenta anos que vive em na turbulenta década de 1920. Depois, de abandonar a vida burguesa, se entrega à vida boêmia dos bares, dos salões de dança onde aprende o jazz. 
Harry Halle é um cara em conflito. Avesso à sua sociedade. Ao longo do livro, faz uma viagem interna e sua essência é revelada. Na realidade, seu eu é fragmentado e existe diversos Harry dentro dele. A narrativa mostra como somos contraditórios por causa disso.  O protagonista apesar de detestar a burguesia, continuar a viver em seu meio. 
 Nas caminhadas de Harry, encontra o Tratado que mostra sua vida conflituosa.   
“O Tratado do Lobo da Estepe e Hermínia tinham razão em sua teoria das mil almas; amiúde surgiam em mim, junto a todas as antigas, algumas novas almas, com suas pretensões, alvoroçadas, e agora via claramente, como um quadro posto…

PARECE QUE TUDO SE DILUIRÁ NO AR( Crônica antiga)

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A professora da faculdade me emprestou uma monografia, para eu ver como se escreve. Quando comecei a ler, algo chamou a minha atenção: “construção do conceito de infância”. Lembrei-me que sempre escutei na faculdade, que a nossa realidade é construída por nós mesmos. Criança, mulher, biografia e a minha identidade não passam de conceitos formados a partir de um grupo social. Por coincidência, estava a ler A PAIXÃO SEGUNDO G. H.( Clarice Lispector) que discutia a dialética da vida humanizada X o vivo. A personagem se transporta ao mundo vivo que antecede ao humanizado, quando viu a massa branca da barata morta. Fico inseguro; tudo que conheço parece ser frágil e que se diluirá no ar. Queria tanto acreditar nas verdades absolutas, é tão mais cômodo.
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TROPEÇOS (NOVA VERSÃO)
 A cada tropeço um pensamento vai embora. O pé ao encontro de uma pedra, lá vai outro pensamento fugindo para outras bandas. Quando chega a noite e vai dormir, os pensamentos retornam cansados de tanto correrem por aí. Então ele os deita no papel para que não escapem mais.

ARTIFICIAL

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Queremos dentes super brancos, que parecem de porcelana.
Queremos ficar perfumados 24 horas por dia, não aguentamos o cheiro natural de nossos corpos
Queremos ter um corpo que é incompatível com o nosso biótipo.
Queremos ter a pele parecida com a de uma boneca ou lagartixa, rugas, nem pensar!!
Queremos extinguir todos os pelos dos nossos poros.
Desafiamos a natureza, inventamos a perfeição artificial.
Agora, é só esperar a conta...

CORPOS CELESTES

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É um filme nacional que discute a grandeza do universo e como somos um grão de areia em relação às várias constelações que existem há bilhões de anos. Vi-o no Canal Brasil.
Quando criança, Francisco conhece Richard, que tem fama de maluco na região. Lá encontra um telescópio, o qual passa a olhar as estrelas. O menino faz amizade com Richard e passa a ir a casa dele constantemente. Isto não é visto com bons olhos por seu pai, que o proíbe de retornar ao local.  Todavia, os breves momentos juntos despertaram em Francisco a paixão pela astronomia, ciência pela qual estuda ao se tornar homem.
Sinceramente, gostei mais da primeira parte do filme. A curiosidade do menino desejando conhecer as estrelas e não se conformar com o cotidiano tacanho da cidade em que vivia. A relação de amizade entre o estrangeiro deprimido e o garoto foi emocionante, reafirmando meu pensamento de que há afinidades de existências, independente da cultura e sociedade. Os dois era os estranhos que viviam no mundo dos…
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SUBO A SERRA
 Vejo minha imagem refletida na janela do ônibus se sobrepondo com as luzes da cidade lá embaixo. As criaturas da noite entram na condução e me amedrontam com seus rugidos e olhares cortantes. Permaneço imóvel, não posso demonstrar emoção; eles sentem o cheiro do medo. A cada curva na escuridão, uma expectativa que algo acontecerá. Representamos nossos papeis até o momento de saltarem do ônibus. Continuo a minha viagem, mas o pensamento persiste nestas criaturas. Talvez, tenhamos algo em comum: escondemos em nossas carcaças uma criança assustada.

19/01/2007

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QUEM É ELE? 
É adolescente. Quer o prazer de imediato. Não pensa muito em seus atos. Bêbado e com amigos entediados olha um rapaz, que carrega algumas compras.
Um colega tem uma idéia e todos põem o plano em prática. Começam a jogar algumas pedras. O rapaz morre. Seu crânio foi rachado. Vão embora, sem perceber a atrocidade que praticaram. Ele segue seu grupo, que é sua identidade. Chega em casa e toma banho para se refrescar. 
Continua sua vida rotineira: “Hoje tem um show legal. Vou chamar a Cris. Ela tá doidinha por mim”. Nem se dá conta do assassinato que praticou. Também, não tinha o hábito de ler jornal, só a seção de esporte.
O tempo passou. O jovem ser transforma em pai de família. Toda sexta feira encontra os velhos amigos, relembra os tempos loucos de outrora.
Ele é Imoral ou amoral? Não sei definir essa criatura. Tenho a tendência de achá-lo um monstro. Mas, as bestas não pensam, agem instintivamente.

14/02/2009

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AGRADECIMENTO AOS MEUS INIMIGOS
 Sem vocês não seria tão forte como sou hoje. A cada trapaça, a cada golpe, tive que cicatrizar, na raça, as feridas expostas. Sozinho, depois de derrotado, descobri quem são realmente os que me querem bem. Vocês me ensinaram a ter o olhar treinado para detectar um perigo iminente. Assimilei muitas experiências e, apesar do gosto amargo, só tenho a agradecer a todos os que tentaram me fazer mal pois, por mais que fizessem, não conseguiram me tornar uma pessoa ressentida, minha essência é mais potente.

outros olhares

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