quarta-feira, 30 de março de 2016

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)


Qual a diferença de amar e admirar? Qual a diferença entre celebridade e ator? O que é arte? Será que só a cultura e a técnica fazem um bom ator? Ou a intuição e os sentimentos são necessários para atuação ficar mais viva? O que é sucesso? Fracasso? O protagonista na busca de sua identidade atravessou o labirinto de egos inflados e as luzes frenéticas do Show Bizz. Queria mostrar que era um ator de verdade, apesar do rótulo de ter feito um personagem super-herói adaptado de revistas em quadrinho, mas, com o tempo, descobriu sua verdadeira existência que está além do mundo de máscaras e superficialidades que sempre viveu. O filme é daquele tipo de história que me faz refletir quem sou realmente e para onde vou? E até quando precisamos dos outros para legitimar o que somos? Será que na solidão pode-se encontrar a verdadeira essência individual? Enfim, mais perguntas que respostas e, a meu ver, toda obra de arte que se preze precisa questionar mais do que dar respostas.

segunda-feira, 28 de março de 2016

IGNORANTE

A ignorância traz uma violência sem sentido pelo diferente. O desejo impulsivo de destruir chega a ser irracional. Por isso, a falta de conhecimento proporciona a intolerância e tudo que se relaciona ao outro é ruim e nojento.

Hoje, quando voltava da caminhada, encontrei uma "cobra" estranha na rua. Uma mulher estava apavorada e uma senhora nos disse que o bicho era perigoso por ser venenoso. A mulher mais jovem me deu uma pedra e disse que seria melhor matá-lo, já que poderia entrar numa casa e atacar alguém. Eu estava com pena, mas como não conhecia o animal, joguei a pedra e parece que morreu.

Um vizinho aparece e disse que era a cobra da terra e inofensiva. Procurei na internet e percebi que cometi um erro terrível. Na verdade, tratava-se de um Amphisbaenidae também conhecido como “cobras cegas”, “mãe saúva” ou “Cobra de duas cabeças”, por possuir a cauda tão grossa quanto à cabeça. Os anfisbenídeossão répteis, assim como as cobras, lagartos, jacarés, etc. É o grupo de répteis não muito conhecidos, mas não são lagartos nem cobras, apesar de muitos pensarem que são lagartos ápodes eles não são. Não são vistos com muita frequência como seus parentes, porque são totalmente adaptados ao subterrâneo.

 No Brasil a espécie mais comum é a Amphisbaena alba, que pode chegar até 80cm de comprimento e é um pouco agressiva, se alimenta de minhocas, lesmas, vermes, larvas, baratas e outros diversos insetos que encontram, além de aranhas. São encontradas no interior com muita facilidade, principalmente na época das chuvas, quando emergem da terra. Esta espécie, apesar de ser agressiva e possuir uma forte mordida e dentes afiados, a anfisbena não é peçonhenta.

Matei sem necessidade. Deixei-me levar pela ignorância. Na História, quantos episódios sangrentos aconteceram devido ao medo em relação ao desconhecido. Achei que mostrei bravura perante a mulher, porém evidenciei o contrário, COVARDIA. Fui um antagonista não por maldade e sim por ser ignorante.

Portanto, a ignorância deve ser combatida tão quanto à maldade. 

domingo, 20 de março de 2016

A Casa das Belas Adormecidas do escritor japonês Yasunari Kawabata de 1961




É uma novela que mostra um o erotismo de uma forma delicada. Hoje em dia com os clichês da indústria pornográfica e erótica, é interessante ler uma narrativa erótica que presa à poesia e as metáforas usadas na medida certa. Tive o conhecimento deste livro, quando li Memória de Minhas Putas Tristes de Gabriel García Márquez. Todavia, a A Casa das Belas Adormecidas achei mais interessante.

Eguchi tem 67 anos e frequenta a 'casa das belas adormecidas, uma bordel onde joves encontram-se em sono profundo, sob efeito de narcóticos. Apesar da idade avançada, Eguchi busca os prazeres perdidos e se depara com moças virgens, que os visitantes podem tocar, porém, proibidos de corromper. Através das jovens, o senhor mergulha em suas lembranças amorosas com as mulheres que conhecer ao longo dos anos. Logo, cada parte do corpo de uma jovem adormecida, desperta nele uma recordação perdida.

 O vigor da juventude é fascinante. Mesmo a pessoa usando cremes, praticando exercícios e se alimentando direito, esta energia desaparece com o tempo. Os senhores que vão à Casa das Belas Adormecidas almejam admirar a jovialidade das moças virginais. 

Além de viajar em suas lembranças através das belas adormecidas, ele entra em conflitos de possuí-las ou maltratá-las, elas dormem e nunca saberão o que aconteceu. Mas, seus princípios se manifestam e ele fica entre o desejo e a ética. Eguchi de certa maneira mostra certa peculiaridade ao se deparar com velhice e a “decadência” que ocasiona.

terça-feira, 15 de março de 2016

Escreverei um “textão”, porém, quer saber...


Prefiro saber de tudo a ficar na ignorância. Que os mitos e heróis se desmanchem perante meus olhos.

 Não se pode escolher o caminho mais fácil da idolatria e virar massa de manobra. Precisa-se refletir, mesmo que seja complicado, pois, os “falsos profetas” são muito bem articulados no discurso e na propaganda. A história mostra isto. Não façam substituições por outros “super-homens”, eles não existem. Sejamos nossos heróis, cada um fazendo o seu no cotidiano. Não jogar lixo na rua, respeitar o sinal fechado do semáforo e outras atitudes que ajudarão melhorar a qualidade de vida. Inclusive, compreender a diferença do espaço privado e público e entender que seu direito termina quando o do outro começa.

Tudo bem que os políticos precisam mudar, mas nós também. Não adianta só jogar todas as mazelas em um partido ou pessoa. Nosso país por gerações sofreu nas mãos de poderosos que sempre estiveram no congresso, fazendo alianças políticas somente para ter poder. Um exemplo marcante é o PMDB, o qual sempre urubuzou o país. Cada vez mais percebo como o livro Revolução dos Bichos de George Orwell de 1945 mostra magistralmente o que estamos vivendo. Porque, na verdade, é o poder que importa. Enquanto o PT lambuzou-se com o esquema já armado desde os tempos mais remotos. Entretanto, tenho esperança e fé que o Brasil se torne um país mais digno. O povo unido é a solução e cada um pensando por conta própria, deixando de ser massa de manobra, pode-se encontrar uma luz no fim do túnel.

Bem, é só um desabafo de uma pessoa comum e um caos de ambiguidade ambulante. Não sou jornalista, advogado ou especialista de nada. Nem quero ser O DONO DA VERDADE. Por favor, se não concordarem o que acabei de dizer, apaguem-me ou me bloqueiem. Não quero barraco nas minhas redes sociais ou sarcasmos, OK.

domingo, 13 de março de 2016

Em relação aos últimos acontecimentos...



Há tanta paixão, fanatismo, intolerância e interesses( políticos e econômicos) envolvidos que estou confuso e perdido num labirinto. Muitos podem achar que estou em cima do muro, FODA-SE. Mas, não quero ser marionete de ninguém. A História mostra o que acontece quando o povo não pensa e vira massa de manobra. Só sei que não existe maniqueísmo de direita e esquerda, este conceito se diluiu com o tempo, o que existe é uma disputa de poder de poderosos que estão cagando para o Brasil e a população. A História se repete porque é a mesma de sempre. Só desejo que esta guerra de facções não nos prejudique ainda mais, já que somos o lado mais fraco e usados como ratinhos de laboratório pelos políticos, empresários e pelo mercado financeiro.

Outro fato...

 Vivemos numa Democracia, cada indivíduo tem o direito de se expressar. Agora, radicalismos e falta de respeito não concordo para ambos os lados. Se a opinião é diferente da sua, argumente ou deixa pra lá. Não precisa xingar ou fazer violência gratuita. Não podemos permitir a volta do fascismo. Sou a favor da Democracia e do Estado de Direito.

domingo, 6 de março de 2016

O Escafandro e a Borboleta, de Jean Dominique Bauby e A Garota Dinamarquesa



Quando terminei de ler o livro de Jean Dominique, o filme inspirado no seu relato e a Garota Dinamarquesa percebi há semelhanças nas duas histórias, apesar de que os respectivos casos se passarem em épocas diferentes e as origens dos “ problemas” dos protagonistas sejam diferentes. O primeiro ponto em comum é que os relatos são verídicos.

Em O Escafandro e a Borboleta, Dominique Bauby, um jornalista e redator francês sofreu um AVC, acabando por levá-lo a um coma. Retornando à consciência, descobre-se preso na chamada "Locked-in Syndrome" ou Síndrome do Encarceramento. Ele está preso em seu próprio corpo e incapaz de se comunicar com os outros. Então, ele começa a tentar se livrar da sua prisão, quando aprende um mecanismo de se comunicar através da movimentação das pálpebras. Alguém falava as letras e ele piscava. A todo tempo o autor mostra sua inteligência, cultura e experiências, mostrando que apesar de sua limitação, está livre ao dar asas a sua imaginação e a revisitar suas lembranças. O título do livro é fantástico porque exemplifica a situação de Jean Dominique, o escafandro é vestimenta impermeável, hermeticamente fechada que os mergulhadores utilizam para mergulhar em regiões profundas e ele se sente nas profundezas de si mesmo, sem como fugir. Já as borboletas são seu espírito livre que voa aos mundos imaginados e lembranças que acumulou ao longo de sua vida. 

No filme A Garota Dinamarquesa faz uma cinebiografia de Lili Elbe, que nasceu Einar Mogens Wegener e era pintor e foi a primeira pessoa a se submeter a uma cirurgia de mudança de gênero. Aborda a questão da transexualidade, que se refere à condição do indivíduo que possui uma identidade de gênero diferente da designada ao nascimento e apresenta uma sensação de desconforto ou impropriedade em relação ao seu sexo anatômico, revelando o desejo de viver e ser aceito como sendo do sexo oposto. Por que encontrei semelhanças com as duas histórias? Foi a questão do corpo como sendo uma prisão. Os motivos foram diversos, porém, os dois eram presos e suas almas queriam se soltar para viver a liberdade. Por isso, que o livro e o filme são delicados e com um olhar intimista para mostrar um olhar que é massacrado pelo cotidiano massivo e com vários estímulos que reduzem a nossa concentração.

quinta-feira, 3 de março de 2016

FLANANDO NO INSTAGRAM, LIBERDADE DE EXPRESSÃO E CADA MACACO NO SEU GALHO




Ao flanar pelo instagram, estou encontrando muita coisa interessante. Fotos que me inspiram a sair do automático da rotina. Então, começo a querer tirar fotos para encontrar belezas escondidas pelo cotidiano maçante. 

 Sinto-me tão bem! Exerço minha liberdade de expressão. Principalmente, com as novas tecnologias, tornando mais acessíveis às pessoas fotografarem, fazerem vídeos e divulgarem seus pensamentos. 

Por esses dias, fiquei abismado por achar um aplicativo no meu celular que transformava minhas fotos em desenho. Não sei esboçar nem uma casa direito!! Brinco de ser desenhista e é uma terapia ótima. 

Uso os recursos das novas mídias para justamente me ajudar a refletir sobre o mundo em que vivo. Pois, quando escrevo, tiro foto ou faço vídeo, percebo como estou enganado ou me surpreendo com a fragilidade do meu discurso. Antes, quando só acumulava informações, vários fatos me passavam despercebidos.

Por fim, não posso me intitular jornalista, fotógrafo ou artista em geral ocupando um espaço que não me preparei. Posso exercer minha liberdade de expressão, mas sem invadir o espaço profissional de ninguém. Como dizem sempre: “ Cada macaco no seu galho”. 

Eu sei muito bem qual é o meu.

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