domingo, 20 de março de 2016

A Casa das Belas Adormecidas do escritor japonês Yasunari Kawabata de 1961




É uma novela que mostra um o erotismo de uma forma delicada. Hoje em dia com os clichês da indústria pornográfica e erótica, é interessante ler uma narrativa erótica que presa à poesia e as metáforas usadas na medida certa. Tive o conhecimento deste livro, quando li Memória de Minhas Putas Tristes de Gabriel García Márquez. Todavia, a A Casa das Belas Adormecidas achei mais interessante.

Eguchi tem 67 anos e frequenta a 'casa das belas adormecidas, uma bordel onde joves encontram-se em sono profundo, sob efeito de narcóticos. Apesar da idade avançada, Eguchi busca os prazeres perdidos e se depara com moças virgens, que os visitantes podem tocar, porém, proibidos de corromper. Através das jovens, o senhor mergulha em suas lembranças amorosas com as mulheres que conhecer ao longo dos anos. Logo, cada parte do corpo de uma jovem adormecida, desperta nele uma recordação perdida.

 O vigor da juventude é fascinante. Mesmo a pessoa usando cremes, praticando exercícios e se alimentando direito, esta energia desaparece com o tempo. Os senhores que vão à Casa das Belas Adormecidas almejam admirar a jovialidade das moças virginais. 

Além de viajar em suas lembranças através das belas adormecidas, ele entra em conflitos de possuí-las ou maltratá-las, elas dormem e nunca saberão o que aconteceu. Mas, seus princípios se manifestam e ele fica entre o desejo e a ética. Eguchi de certa maneira mostra certa peculiaridade ao se deparar com velhice e a “decadência” que ocasiona.