domingo, 21 de fevereiro de 2016

“ O homem inventou o robô sua imagem e semelhança”






Quando Ex-Machina: Instinto Artificial, lembrei-me de outro filme que aborda o mesmo tema: Eva - Um Novo Começo. Ambos discutem a questão da Inteligência artificial e os robores se tornarem quase humanos.

A ficção científica constantemente expõe a distopia, principalmente, quando o Homem tem a pretensão de construir um mundo artificial perfeito, mas, na verdade, constrói um lugar doentio.] Nos dois filmes através da tecnologia robótica há uma discussão sobre a condição humana e como é conflituosa. Portanto, se os robôs forem tão humanos, serão imperfeitos como nós. Inclusive, buscarão a liberdade e a hegemonia de sua espécie.

Lógico que eles poderão ser mais fortes, inteligentes e imortais, todavia, os gens humanos estarão com eles e reproduzirão os costumes humanos.

 Aí, parafraseando: “ O homem inventou o robô sua imagem e semelhança”. Ao pensar no robô como homem, percebe-se como a condição humana é imperfeita e limitada. Não adianta, não somos o centro de tudo.

ANTROPOCENTRISMO ÀS MARGENS DA LOUCURA

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

MICO


Recebi um convite para participar do linkedin e aceitei. Na verdade, não sei se irei participar realmente desta rede social, pois é voltada para contados de empregos e negócios.

Confesso que não me encontrei profissionalmente e trabalho para sobreviver. Enfim, não tenho nada a declarar e nem inventarei um monte de coisas para mostrar o que não sou.

Fiz faculdade de Ciências Sociais, especializações de Jornalismo Cultural e Literatura Hispano-americana. Não me arrependo de cursá-las e se hoje não estou melhor não é pelos cursos que fiz, mas, por mim mesmo. Sabe aquela história de que “ quem faz a escola é o aluno”, concordo cada vez com esta ideia. Escrevi até uma crônica sobre isto: http://cronicas-ideias.blogspot.com.br/2014/11/mais-atitude.html

Hoje em dia, não adianta só cursar uma faculdade, precisa-se de atitude para fazer a diferença e conquistar o mercado. Ficar só reclamando da vida não adiantará nada.

Depois desta revelação, cometi um suicídio virtual nesta rede social e ninguém mais vai querer me adicionar... Ah, também não sei falar inglês! Outro pecado mortal para conseguir uma carreia de sucesso.

 Enfim, sou uma pessoa que escreve, tira foto e faz vídeos! Gosto de brincar de ser artista.

***

OBS: Encerrei minha conta no  linkedin. Sem remorso e a vida que  se segue!


OBS 2: Depois de publicar esta crônica, percebi alguns errinhos. Consertei, mas ainda encontrarei alguns. Aí me perguntam por que não reviso bem antes de publicar. É que sou impulsivo. Quem sabe um dia melhore, tornando-me mais cauteloso.  

sábado, 6 de fevereiro de 2016

O DANÇARINO DO DESERTO


“Por vezes à noite há um rosto / Que nos olha do fundo de um espelho / E a arte deve ser como esse espelho / Que nos mostra o nosso próprio rosto.” Borges , Jorge 

A arte em geral toca a alma e faz viajar a lugares inimagináveis. Por isso, qualquer regime repressor detona qualquer manifestação artística. 

Em O DANÇARINO DO DESERTO, o protagonista não era um revolucionário de ideias políticas, ele só queria a liberdade de poder dançar. Sem querer, seu desejo torna-se um ato político. A intolerância sempre esteve presente na história humana e os indivíduos que têm o espírito livre são perseguidos por não se automatizarem. 

Depois de assistir ao filme, fiquei ainda a pensar como ainda a intolerância é forte no mundo todo e como se precisa ainda se esconder para poder ter um pouco de liberdade.