sábado, 24 de novembro de 2012

O Vampiro da Noite do diretor alemão Wladimir Herzog





Não sou cinéfilo, mas tem filmes que me marcaram de alguma forma.

Quando assisti a este filme, fiquei com a alma inquieta. Angustiou-me a solidão do Nosferatu. Reconheci-me nele, havendo uma relação de alteridade.  

Ele estava cansado da eternidade e buscava uma companhia. Não era mau, mas provocava danos por ser obsessivo por um amor e exausto de viver eternamente.

Essa visão humanizada do Vampiro fez-me pensar como a solidão pesa nos indivíduos. Mesmo acompanhados, há momentos solitários. Quantos Nosferatus encontramos por aí, sugando o outro e o tornando um objeto de sua obsessão.

Também, deve ser tão exaustivo se aguentar para sempre. Mesmo sem mudar fisicamente, a alma de ficar cansada de tanto viver. A solidão deve ser terrível.