quinta-feira, 3 de abril de 2014

Veremos...




Qual máscara, eu vestirei hoje?
Essa de vítima é bem eficaz em algumas situações. As pessoas com pena ajudam tanto.
Deixa-me ver, a de homem sério impõe respeito.
De humilde... Sou admirado, inclusive, em um país que ainda é bastante católico, onde a humildade é uma virtude para abrir as portas do céu.
Também a de palhaço é útil nas horas quando não se pode falar as coisas na lata. Então, utiliza-se o bom humor para dizer certas verdades.
Também tem a angelical, que se associa com o jeito infantil. É vantajoso porque todo mundo quer proteger e defender.
Essa aqui de burro é muito conveniente, as pessoas se expõem por achar que não entendo nada. Aí, fico captando as intenções.

Nossa! São tantas máscaras no meu armário, mas acho que acumularei ainda mais, até o último dia de vida. Quando esse dia chegar, ficarei ausente de palavras tornando-me nu.