domingo, 19 de julho de 2015

Para Sempre Alice ( 2014)



Já pensou perder o bem mais precioso que conquistamos ao longo dos anos: A memória? Ela a ajuda o indivíduo a construía sua identidade e até a existência. Quando se perde a memória é como se morresse em vida, pois nos tornamos outro.

No filme mostra esse dilema. Dra. Alice Howland é uma respeitável professora de linguística. Aos poucos, ela começa a esquecer de certas palavras e se perder pelas ruas de Manhattan. Ela é diagnosticada com Alzheimer. Logo, Alice se vê perdida, pois suas lembranças e conhecimento sempre a nortearam e perdê-los é como se fosse deixar de existir. Ela perde a precisão das palavras e não consegue definir com uma expressão o que está sentindo. Tem uma cena que ela diz que é como se as palavras estivessem na sua frente e não consegue pescar a certa.

A família, também, fica que em choque já que Alice torna-se outra pessoa por causa da doença. O marido e os filhos não a reconhecem mais.

O Alzheimer da protagonista é devastador e ela lutou até quanto pode contra os efeitos causados pela doença. Mas, a deterioração da memória é devastadora.  

Outro fato que achei interessante que quando Alice faz uma palestra já doente, argumente que o Alzheimer é uma doença que de certa maneira desmoraliza o portador, as pessoas acham graça ou debocham dos esquecimentos e dos lapsos cometidos. E que ela está lutando para se manter como Alice.

Por isso, que o título Para Sempre Alice não define ( na minha opinião particular) não define muito bem o filme. Então coloquei no google tradutor o título original: "Still Alice", que se traduz Ainda Alice. A batalha da protagonista de ser ainda ela é o ponto principal do filme, mesmo quando a doença se desenvolve vertiginosamente.

Enfim, é um filme que informa e emocionante, sem ser melodramático com juízos de valores. É uma história que tem com objetivo levantar questões e esclarecer alguns pontos, já que ainda há muito preconceito com as doenças degenerativas que afetam a capacidade de pensar. Muitos consideram que quem sofre este tipo de enfermidade está alheio a tudo, porém se forem tratados, estimulados podem ter uma sobrevida de qualidade.

Inclusive, faz pensar que precisamos sempre ter a consciência de que a vida é inesperada e como o ser humano é frágil.