segunda-feira, 18 de julho de 2011

Noites brancas de Fiódor Dostoievski( 1848) ( Texto antigo)





É uma breve história que mostra a beleza de um fugaz caso de amor. Um jovem sonhador e solitária vaga pelas ruas de São Petersburgo e encontra uma jovem, que chora perto de um canal de águas turvas. Em quatro noites, tornam-se amigos íntimos até um desfecho triste.

Um dos aspectos interessante que considero no livro é a relação do protagonista com a cidade e de como os centros urbanos tornam as pessoas solitárias; havendo a incomunicabilidade. Apesar disso, existem um romantismo e uma esperança em mudar o mundo cimentado e frio. O protagonista vive a sonhar e a delirar, logo é considerado um louco ou alienado ao racionalismo da sociedade ocidental. Mesmo marginalizado, diferente de do personagem principal Ródion Románovitch Raskólnikov de Crime e Castigo do mesmo autor, ele não deixa a amargura o dominar e ainda tem esperança:

“ Meu Deus! Um momento de felicidade! Sim! Não será o bastante para reencher uma vida?”

Achei o livro muito atual e reafirma que Dostoiésvsky foi um dos precursores da literatura contemporânea.

Noites brancas é uma narrativa sucinta e se mostra uma grande obra literária. Enfim, evidencia que tamanho não é documento. Desculpa pelo clichê, mas, por enquanto, não tenho outras palavras para definir o relato que pode ser um conto longo ou uma novela curta.