quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

NEUROSE



É um assunto que não sai da minha cabeça. Comecei a pensar novamente sobre o tema, quando assisti a uma entrevista de uma crítica muito famosa de teatro.

Então, na minha cabeça altamente neurótica, imaginei o que ela iria escrever sobre meus textos ou contos. Mesmo que seja hipoteticamente, a probabilidade de ler alguma coisa minha, principalmente, ler meus blogs é zero. Talvez um contato com um extraterrestre a possibilidade será muito maior.


Comecei a sofrer e a falar mal a senhora crítica. Entretanto, percebi que a raiva que sentia era sem propósito. 

Sempre fui assim, em adivinhar o passo das pessoas. Saber quando vai surgir a pancada. Foi uma forma de defesa que construí ao longo do tempo.  Muitas vezes, isso proporciona de me estressar por algo que nunca aconteceu. Uma vez, meu pai me contou a história do macaco, não o bicho e sim o instrumento para trocar pneus.  O enredo é mais ou menos assim, o pneu do carro fura e um cara procura uma oficina, então ao caminhar na busca, constrói vários casos hipotéticos que o mecânico não emprestará o macaco, será ignorante com ele ou tentará roubá-lo. Ao chegar à oficina, quando o mecânico atende, o cara o xingar, vai embora raivoso e nem espera se outro o ajudaria ou não.

Enfim, se ela não gostar do que escrevo está no direito dela. Como estou no meu a continuar. A crítica é importante para a arte, mas não é uma sentença. Tanto uma como outra são subjetivas. Não tem como analisá-las como uma ciência exata.


Talvez, só tempo dirá se uma obra artística veio para ficar ou não.  Assim sendo, não tenho necessidade de sofrer com críticas em as que nem aconteceram.