sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Confusão




Até o fim da Guerra fria os conceitos do que é um partido de direita e esquerda eram muito super definidos. O primeiro visava à classe dominante e os valores conservadores, enquanto o segundo defendia os pobres e marginalizados. Existia um maniqueísmo, o qual o bem e o mal se adequavam aos pontos de vista antagônicos.

 Atualmente, esses critérios de direita e esquerda parecem estar ultrapassados. O contexto virou de cabeça para baixo e o que achava ser sólido se desmanchou perante nossos olhos. Percebe-se que não adianta o indivíduo dizer que é de um partido ou se utilizar de um discurso, ele precisa ser verdadeiro nas suas intenções. Por isso, que me desiludi um pouco da política. Não sei em quem acreditar neste baile horrendo de egos inflados e sede de poder. Aí, fico pensando se o cara de tal partido de esquerda é realmente bom ou na verdade é um mascarado? Ou se um de direita é bacana e terá peito de se impor em relação aos valores "conservadores" e "dominantes" de seu partido? Acredito que a busca reflexiva de cidadania individual mudará um pouco esta situação. Tudo bem que a união faz a força, porém a pessoa não pode ser uma peça de uma engrenagem e não perceber que algo está errado. Não adianta o Homem sempre tem a tendência de desvirtuar pensamentos e ideologias. Logo, a reflexão individual distinguirá o joio do trigo.

Ao invés de dizer que pertence a um grupo, partido de direita ou esquerda ou sindicado, mostre que é um indivíduo ético e que não se curvará ao caminho mais fácil do poder.